Escola de Tradutores de Toledo

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A Escola de Tradutores de Toledo foi um grupo de estudiosos que trabalharam juntos na cidade de Toledo durante os séculos XII e XIII, para traduzir muitos dos trabalhos filosóficos e científicos do árabe clássico e do hebraico para o latim.

A Escola passou por dois períodos distintos separados por uma fase de transição. O primeiro foi liderado pelo arcebispo Dom Raimundo de Toledo no século XII, que promoveu a tradução de obras filosóficas e religiosas, principalmente do árabe clássico para o latim. Sob o comando do rei Afonso X de Castela, durante o século XIII, os tradutores não trabalhavam mais com o latim como língua final, mas traduziam em uma versão revisada do castelhano. Isto resultou no estabelecimento das bases da moderna língua espanhola.

Alfonso X - Rei de Leão e Castela.

O começo[editar | editar código-fonte]

Dom Raimundo de Toledo começou os primeiros esforços de tradução na biblioteca da Catedral de Toledo, onde liderou uma equipe de tradutores que incluíram moçárabes toledanos, estudiosos judeus, professores e monges da Ordem de Cluny. Eles traduziram muitas obras, geralmente do árabe para o castelhano, e depois do castelhano para o latim, a língua oficial da igreja. Em alguns casos, o tradutor poderia trabalhar diretamente do árabe para o latim ou grego. O trabalho desses estudiosos disponibilizou textos muito importantes de filósofos árabes e hebreus, que o Arcebispo considerou importantes para a compreensão de vários autores clássicos, especialmente Aristóteles.[1] Como resultado, a biblioteca da catedral, que havia sido reformada sob as ordens de Raymond, tornou-se um centro de traduções de escala e importância que não correspondiam à história da cultura ocidental.[2]

Afonso X[editar | editar código-fonte]

Sob o comando rei Afonso X de Castela (conhecido como o sábio), Toledo adquiriu ainda mais importância como um centro de tradução, bem como para a escrita de trabalhos acadêmicos originais. A Coroa não reconheceu oficialmente a Escola, mas a equipe de acadêmicos e tradutores compartilhou seus conhecimentos comunitários e ensinou aos recém-chegados novos idiomas e métodos de tradução. Usualmente havia várias pessoas envolvidas na mesma tradução. A Coroa castelhana pagou a maior parte do seu trabalho e, por vezes, contratou os tradutores mais capazes de outras partes da Espanha e da Europa para se juntarem à escola de Toledo.[3]

Referências

  1. Rene 1963, p. 481.
  2. Burnett & ANO, pp. 249-251.
  3. Larramendi 1997, p. 34.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Burnett, C. Arabic-Latin Translation Program in Toledo. [S.l.: s.n.] 
  • Larramendi, Miguel Hernando de (1997). Pensamiento y circulación de las ideas en el Mediterráneo: el papel de la traducción. [S.l.]: Universidad de Castilla La Mancha. ISBN 84-89492-90-5 
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