Escrita zagaua

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Pares de Maiúsculas (esquerda) e Minúsculas (direita) do alfabeto zagaua (Beria) ordem é aquela do Latim: /a b d ɛ f ɡ h~ħ ɪ ʒ k l m n ɲ ŋ ɔ p ɾ~r s ʃ t ʊ w j/.

A escrita zagaua[1][2] (zaghawa) ou Alfabeto Beria, Beria Giray Erfe ('Marcas de escrita zagaua'), é uma escrita alfabética indígena criada para a língua zagaua de Darfur e do Chade.

No anos 1950, um professor de escola zagaua do Sudão de nome Adam Tajir criou um alfabeto ao zagaua. A escrita teve como base as marcas feitas em animais domésticos do clã, em especial em camelos. É por vezes chamado de alfabeto camelo, e foi copiado o inventário do alfabeto árabe, um sistema não ideal para a língua Zaghawa.

Em 2000, um veterinário zagaua chamado Siddick Adam Issa adaptou a escrita Tajir a zagaua, que provou popular na comunidade zagaua. A tipografia é um pouco inovador em que as letras minúsculas têm um descendente que desce abaixo da linha e para as pontuações, em contraste com as letras maiúsculas que sobem em relação às minúsculas no alfabeto latino. O Beria Giray Erfe é um alfabeto completo com letras separadas para vogais; porém, há diacríticos para marcar os tons: acento grave para tom descendente e acento agudo para tom ascendente. Os tons Alto, Médio e Baixo não são marcados. As vogais são marcadas com “macron” para marcar a derivação de /i e ə o u/ a partir das letras para /ɪ ɛ a ɔ ʊ/).

As letras parar /p/, som que não existe nem em zagaua nem em Árabe, é escrito com a adição de uma cauda à letra para /b/. Do mesmo modo, /ʃ/ se deriva de /s/ com um traço cruzando o símbolo. Não parece haver uma letra para /ħ/, nem uma distinção entre /ɾ/ e /r/, embora haja tais sons em zagaua.

Numerais e pontuações europeias são usadas. Uma proposta preliminar de um futuro mapa da escrita em Unicode foi feita em 2007.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Lopes, Nei Bras; Macedo, José Rivair (2017). «Zagauas». Dicionário de História da África: Séculos VII a XVI. Belo Horizonte: Autêntica Editora 
  • Silva, Alberto da Costa (2014). A Manilha e o Libambo - A África e a Escravidão, de 1500 a 1700. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira Participações S.A. ISBN 978-85-209-3949-9 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]