Esfera de Dyson

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Uma esfera de Dyson hipotética com 1 UA.

Esfera de Dyson é uma megaestrutura hipotética originalmente descrita por Freeman Dyson, a qual orbitaria uma estrela de modo a rodeá-la completamente, capturando toda ou maior parte de sua energia emitida. Dyson especulou que tal estrutura seria a consequência lógica da sobrevivência e da escalar necessidade de energia de uma civilização avançada tecnologicamente, e propôs que a busca de evidências de tal estrutura poderia levar à detecção de vida extraterrestre com inteligência avançada.[1]

A maioria das descrições ficcionais são de uma casca sólida de matéria encobrindo a estrela, que é considerada a variante menos plausível da idéia.[2] Desde que o conceito desta megaestrutura foi inicialmente idealizado, a engenharia espacial tem apresentado diferentes propostas para a construção de uma estrutura artificial, ou de uma série de estruturas, com intuito de rodear uma estrela para capturar sua energia, porém as dificuldades técnicas para a execução deste projeto relegaram a Esfera de Dyson à arena da ficção científica. No ano de 2015, entretanto, após o telescópio espacial Kepler analisar a enorme oscilação da luminosidade da estrela KIC 8462852, da constelação de Cisne, astrônomos renomados passaram a considerar a hipótese de que uma megaestrutura similar à Esfera de Dyson pudesse estar causando o fenômeno.[3]

Problema de energia escura[editar | editar código-fonte]

As sociedades avançadas podem ser capazes de aproveitar a energia das estrelas, cercando-as de estruturas gigantes e hipotéticas esferas de Dyson. Uma futura escassez de energia cósmica causada pela expansão acelerada do universo, uma civilização super avançada poderia extrair estrelas ou sua energia de outras galáxias e trazê-las para seu planeta natal[4]. Entretanto, 100 bilhões de anos a partir de agora, cada parte do universo será abandonada, como se estivesse em uma ilha cósmica, dos recursos do resto do universo inacessíveis[5]. A expansão acabará impossibilitando o alcance de estrelas fora do território da civilização. Nós não temos que temer alienígenas, mas o futuro ser humano também não será capaz de alcançar recursos de outras galáxias[6].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Freemann J. Dyson (1960). «Search for Artificial Stellar Sources of Infra-Red Radiation». Science. 131 (3414): 1667–1668. Bibcode:1960Sci...131.1667D. PMID 17780673. doi:10.1126/science.131.3414.1667 
  2. F. J. Dyson, J. Maddox, P. Anderson, E. A. Sloane (1960). «Letters and Response, Search for Artificial Stellar Sources of Infrared Radiation». Science. 132 (3421): 250–253. PMID 17748945. doi:10.1126/science.132.3421.252-a 
  3. «Are experts really searching for alien megastructures in space?». CBS News. Consultado em 2 de junho de 2016. 
  4. Hooper, Dan (13 de junho de 2018). «Life Versus Dark Energy: How An Advanced Civilization Could Resist the Accelerating Expansion of the Universe». arXiv:1806.05203 [astro-ph, physics:physics] 
  5. Cowen, Ron (23 de setembro de 2013). «A Dark Force in the Universe». Science News (em inglês) 
  6. Conover, Emily (19 de junho de 2018). «To combat an expanding universe, aliens could hoard stars». Science News (em inglês) 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]