Esferoide prolato

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Um eferoide prolato

Um esferoide prolato é um esferoide cujo eixo polar é maior do que o eixo equatorial, definição inversa ao do esferoide oblato, cujo eixo equatorial é maior do que o eixo polar.[1]

Propriedades[editar | editar código-fonte]

Um esferoide prolato pode ser formado rotacionando uma elipse em torno de seu semi-eixo maior.

Sua área de superfície S é dada como:

onde

Seu volume V é dado como:

Exemplos[editar | editar código-fonte]

Uma bola de rugby

Sua forma lembra às bolas de rugby e de futebol americano, embora tais bolas não sejam exatamente esferoides prolatos: suas formas são o resultado da intersecção de dois círculos (conhecido simbologicamente como vesica piscis) em rotação ao longo do eixo maior.[2]

Vários satélites do Sistema Solar, como Mimas, Encélado e Tétis (satélites de Saturno) e Miranda (satélite de Urano), têm a forma aproximada de um esferoide prolato (embora sejam precisamente elipsoides escalenos. Ao contrário de corpos celestes maiores, cuja rotação força-os a adquirir a forma de um esferoide oblato, como a Terra, tais satélites assumem a forma de um esferoide prolato devido às forças de maré. Nota-se que o eixo maior está no mesmo plano em relação à órbita do satélite, e não em paralelo com seu eixo polar.

O satélite joviano Io é o exemplo mais destacado: as forças de maré de Júpiter o deformam e provocam intenso vulcanismo. A Nebulosa do Caranguejo (M1) também tem a forma de um esferoide prolato.[3] A distribuição de prótons e nêutrons no núcleo atômico também é esférica, prolata ou oblata, e resulta da competição entre a repulsão dos prótons, da tensão superficial e do efeito quântico de cascas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Spheroid, Encyclopædia Britannica (edição de 1911) [https://web.archive.org/web/20120313213639/http://www.1911encyclopedia.org/Spheroid Arquivado em 13 de março de 2012, no Wayback Machine. [em linha]]
  2. «2008 NCAA Football Rules and Interpretations, Sec. 1, Art. 1» (PDF). Consultado em 7 de fevereiro de 2012. Arquivado do original (PDF) em 10 de setembro de 2008 
  3. Trimble, Virginia Louise (outubro de 1973), «The Distance to the Crab Nebula and NP 0532», Publications of the Astronomical Society of the Pacific, 85 (507): 579, Bibcode:1973PASP...85..579T, doi:10.1086/129507 
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