Espaço Lúcio Costa

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Espaço Lúcio Costa
Tipo museu
Website oficial
Geografia
Coordenadas 15° 47' 58.81" S 47° 51' 51.05" O
Localidade Praça dos Três Poderes
Localização Brasília
País Brasil

O Espaço Lucio Costa é uma justa homenagem ao arquiteto e urbanista criador do Plano Piloto de Brasília, Lúcio Costa (1902-1998) que foi arquiteto, urbanista e professor nascido na França. Foi o vencedor do concurso nacional para o plano-piloto de Brasília, que definiu o projeto da cidade.[1]

Localizado na Praça dos Três Poderes, é uma construção subterrânea que abriga em seu interior a Maquete de Brasília, circundada por uma galeria onde se encontram expostas, na parede azul ao fundo, cópias dos croquis e do Relatório do Plano Piloto apresentadas por Lucio Costa em 1957 ao júri internacional que julgou e considerou o seu projeto o vencedor dentre os 26 projetos que participaram do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil, além de fotos históricas da época da construção e inauguração da cidade. A concepção da exposição é do próprio autor do projeto da cidade.

O museu que está localizado sob a Praça dos Três Poderes, e é administrado pela Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal [2], fica aberto, assim como os outros equipamentos que compõem o Centro Cultural Três Poderes, de terça a domingo - inclusive feriados - das 9h às 18h.[3] O local conta com plataforma de acessibilidade para cadeirantes além de maquete tátil para deficientes visuais.

Espaço Lucio Costa

História[editar | editar código-fonte]

Idealizado por Oscar Niemeyer, sua construção foi subsidiada pela Fundação Bradesco tendo seu projeto feito no fim dos anos 1980. Foi inaugurado em 27 de fevereiro de 1992, por ocasião das comemorações dos 90 anos de Lúcio Costa.

O museu é uma construção subterrânea discreta na Praça dos Três Poderes, visto que o local já tem muitos pontos de interesse visual.

No dia 07 de dezembro de 1987, a UNESCO reconhece Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade e no dia 11 de dezembro confere-lhe o Diploma que oficializa o título. Projetado de Oscar Niemeyer, o marco foi inaugurado em 29 de setembro de 1988, pelo Diretor Geral da UNESCO, Sr. Frederico Mayor. Brasília, com apenas 27 anos de existência, foi escolhida para receber este título por ser um marco da Arquitetura e do Urbanismo modernos, sendo o primeiro bem cultural contemporâneo a ingressar em uma relação de monumentos e cidades seculares, como, por exemplo, Ouro Preto no Brasil e Roma (o centro histórico) na Itália

Acervo[editar | editar código-fonte]

O local abriga na sua área de exposição permanente a maquete de Brasília, a maquete tátil de Brasília voltada a pessoas com deficiência visual, painéis expositores com cópias do relatório justificativo, do projeto urbanístico apresentados por Lúcio Costa em 1957 a comissão do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil e dos dois únicos edifícios projetados por ele na cidade, a Torre de TV de Brasília e a Rodoviária do Plano Piloto, e também fotos das décadas de 1950 e 1960, época da construção e inauguração da cidade. A concepção da exposição é do próprio Lúcio Costa.[4][5][6][7]

O museu fica aberto, assim como os outros equipamentos que compõem o Centro Cultural Três Poderes, de terça a domingo das 9h às 18h.[3]

A Maquete de Brasília[editar | editar código-fonte]

Maquete de Brasília

Apesar dos documentos históricos e imagens presentes no museu, a enorme maquete se destaca no espaço.

Ela foi feita durante o ano de 1988, em aproximadamente onze meses, e foi exposta pela primeira vez ao público em dezembro de 1988 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. No 29º aniversário de Brasília, em 21 de abril de 1989, a maquete veio a público na capital federal pela primeira vez, sendo exibida no Panteão da Pátria e da Liberdade e em seguida em um shopping entre de maio a junho. Em setembro, foi a Argentina, para fazer parte da exposição brasileira na III Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires. Continuou a carreira internacional indo a Europa, numa exposição sobre Brasília em Praga, na então Tchecoslováquia, em 1990.

Em fevereiro de 1992, a maquete retorna a Brasília, ficando provisoriamente no Senado Federal e chegando ao seu local definitivo no Espaço Lúcio Costa no dia 27 de fevereiro.[8]

Restaurações e adições[editar | editar código-fonte]

A maquete foi restaurada pela primeira vez em setembro de 1994 quando teve o seu sistema de iluminação trocado. A segunda restauração aconteceu entre novembro e dezembro de 1997.

Na terceira restauração, entre fevereiro e abril de 2002, a maquete recebe as primeiras adições, com as mudanças ocorridas na cidade desde a criação da maquete em 1988, que ficaram em cor cinza para diferenciar. Também foi instalado um sistema de som com informações em quatro línguas.

Em abril de 2007, uma manutenção de rotina feita para as comemorações do 47º aniversário de Brasília adicionou mais algumas atualizações na maquete, como a Biblioteca Nacional de Brasília, o Museu Nacional e a Ponte Juscelino Kubitschek, obras concluídas entre 2002 e 2007.[8]

Referências

  1. Dilva Frazão. «Biografia de Lúcio Costa - Arquiteto e urbanista brasileiro». eBiografia. Consultado em 27 de julho de 2020. Cópia arquivada em 11 de junho de 2020 
  2. «Espaço Lúcio Costa». Governo do Distrito Federal. Consultado em 27 de julho de 2020. Cópia arquivada em 27 de julho de 2020 
  3. a b «Espaço Lúcio Costa». Allia Gran Hotel Brasilia. Consultado em 27 de julho de 2020 
  4. «Espaço Lúcio Costa». Secretaria da Cultura do DF. Arquivado do original em 13 de dezembro de 2011 
  5. «Espaço Lúcio Costa». Museu Brasil. Consultado em 27 de julho de 2020. Cópia arquivada em 19 de janeiro de 2020 
  6. «Espaço Lúcio Costa». Cadastro Nacional de Museus. Consultado em 27 de julho de 2020 
  7. «Brasília – Espaço Lúcio Costa». iPatrimônio. Consultado em 27 de julho de 2020 
  8. a b «Espaço Lúcio Costa». Cadastro Nacional de Museus. Consultado em 27 de julho de 2020 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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