Diferenças entre edições de "Maxime Rodinson"

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Filho de [[judeus]] emigrados da [[Rússia]] e da [[Polónia]] - militantes comunistas operários da indústria têxtil -, Maxime frequentou apenas o ensino básico e aos treze anos tornou-se rapaz de recados. Contudo, interessa-se pelo mundo das línguas (aprende o [[latim]] e o [[Língua grega|grego]]) e adquire outros conhecimentos de maneira autodidacta.
 
Quando tinha dezassete anos apresentou-se ao concurso de admissão para a ''École des langues orientales'' destinado a candidatos sem o ensino liceal. É o início de uma carreira académica de sucesso. Para além do diploma daquela instituição, era também doutor em Letras e diplomado pela ''[[École pratique des hautes études]]'', onde terminou a sua carreira como director de estudos.
 
Em [[1937]] adere ao [[Partido Comunista Francês]], mas a sua militância foi sempre fraca, acabando mesmo por ser expulso em [[1958]]. É mobilizado para a [[Segunda Guerra Mundial]] em [[1939]], mas devido aos seus conhecimentos de línguas do Médio Oriente é enviado para o [[Líbano]], onde trabalha como professor universitário e bibliotecário e depois para a [[Síria]]. Os seus pais morrem em [[1943]] no campo de concentração de [[Auschwitz]].
Em [[1961]] lança uma biografia do profeta [[Maomé]], que permanece uma referência até aos nossos dias.
 
Apesar das suas raízes judaicas, Maxime era [[Sionismo|antisionista]]. Em [[1967]] publica na revista ''[[Les Tempes Modernes]]'' o artigo "Israel, facto colonial?" no qual argumentava que a criação do [[Estado de Israel]] era uma manifestação tardia do [[colonialismo]]. Porém, sempre argumentou que seria uma injustiça tentar destruir aquele estado[[Estado]]. Em [[1968]], juntamente com o especialista em história da [[Argélia|Algéria]] [[Jacques Berque]], cria um grupo de estudo e de intervenção cujo propósito é apoiar a criação de um [[Palestinos|Estado palestiniano]] (''GRAPP, Groupe de recherches et d´action pour le règlement du problème palestinien'').
 
Para além de director da revista de estudos árabes ''Arabica'', foi professor nas universidades de Princeton e Amesterdão.

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