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Língua inuíte: diferenças entre revisões

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=== Silabário do Canadá ===
O silabário usado pelos Inuktitut (titirausiq nutaaq) é o Latino com caracteres extra, como pontos sobre as vogais longas (nas transcrições “latinas” é representado por vogais duplas). Baseia-se no silabário “Cree” criado pelo missionário lingüista “James Evans”. Atualmente o silabário Inuktitut Canadense é o que foi adaptado pelo “Instituto Cultural Inuíte” do [[Canadá]] nos anos 701970; O ínuíte do [[Alasca]], o “Inuvialuit”, falantes Inuinnaqtun mais o Inuíte da [[Groenlândia]] e [[Labrador]] usam o [[Alfabeto latino]] com algumas adaptações particulares e locais.
 
Convencionalmente se entende o Alfabeto “Inuktikut” como um [[Silabário]], porém, alguns estudiosos o entendem como um [[Abugida]], pois as sílabas que começam com a mesma consoante apresentam “glifos” mais do que as não relacionadas.
Há palavras muito longas, como o exemplo a seguir, palavra do [[Nunavut]] [[Inuktitut]] central:
 
: '''tusaatsiarunnanngittualuujunga'''
: ''Eu não posso ouvir muito bem''
 
È formada essa palavra longa pela raiz '''tusaa-''' - ''ouvir'' – seguida por cinco sufixos:
 
: <table><tr><th>-tsiaq-</th><td>bem</td></tr><tr><th>-junnaq-</th><td>ser capaz (poder)</td></tr><tr><th>-nngit-</th><td>não<td></tr><tr><th>-tualuu-</th><td>muito bem</td></tr><tr><th>-junga</th><td>”indicação de primeira pessoa singular presente do indicativo não específico”</td></tr></table>
 
Esse tipo de construção de palavra é característica da língua Inuíte, num manual de um corpo militar Inuíte do [[Canadá]], o dos ''[[Nunavut]] "Hansard"'' 92% das palavras aparecem uma única vez, o que não acontece em similares em [[Línguas indo-européias]]. A aplicação de leis matemáticas de distribuição estatística de palavras na maioria dos idiomas, pela "Lei de Zipf, não tem validade em Inuíte.
 
=== Discos de identificação –Sobrenomes ===
Nos anos 201920, mudanças no estilo de vida Inuíte e sérias [[epidemia]]s como [[tuberculose]] fizeram com que o Governo do [[Canadá]] se interessasse em recensear a região [[Ártico|ártica]]. Os nomes tradicionais Inuítes refletem muito bem a cultura de seu povo nos aspectos ambientais, paisagístico, do céu, familiar, animais, aves, espíritos. Mas esses nomes eram difíceis para os “europeus” sulistas compreender quando era realmente um nome, um parentesco ou mesmo uma opinião, uma avaliação da pessoa. A natureza aglutinativa da língua fazia com que os nomes inuíte fossem longos e muito difíceis de pronunciar para os burocratas e missionários do sul do país.
 
Assim, nos anos 401940, os inuítes passaram a receber “discos numerados” feitos em rótulos identificadores especiais de couro, como os de coleiras de cães. Eles eram obrigados a portar sempre esses rótulos em discos, hoje já havendo muitos já puídos e gastos, onde nada pode ser lido. Os números iniciavam por uma letras que indicavam a região de origem da pessoa (Ex. E=Leste), a comunidade e depois um número sequencial definido pelo pessoal do censo. Os novos nomes dos locais e das pessoas eram comandados por autoridades da [[Igreja]], por [[Missionário]]s, que viam nos nomes tradicionais sinais indesejáveis de [[Xamanismo]] e [[Paganismo]];
 
Os missionários encorajaram os Inuíte a adotar nomes [[Cristão]]s. Assim uma jovem que era conhecida por seus parentes como "Lutaaq, Pilitaq, Palluq, ou Inusiq" e foi batisada como "Annie" foi sob esse sistema identificada como Ann Meekitjuk Hanson - Annie E7-121. Ver o livro por ela escrito [http://www.nunavut.com/nunavut99/english/name.html What's In A Name? by Ann Meekitjuk Hanson] As pessoas adotavam números com relações dependentes da família, das regiões (algo como os códigos locais de telefone);
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