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Édito de Paris: diferenças entre revisões

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[[Ficheiro:Brunichilde Death.jpg| thumb| direita| 200px| [[Clotário II]] assistindo à execução de [[Brunilda da Austrásia|Brunilda]].<br><small />[[Iluminura]] na [[Biblioteca Britânica]], Royal 18 D VII f. 203v</small>]]
O '''Édito de Paris''', de [[Clotário II]], o [[rei dos francos]] [[merovíngio]], promulgado em 18 de outubro de 614 d.C. (ou 615), foi um dos mais importantes instrumentos reais do período merovíngio da história franca e um marco na história do desenvolvimento da monarquia eles. Foi também o último dos ''[[capitular|capitularia]]ia'' merovíngios, uma série de instrumentos legais sobre a governança da igreja e do reino.
 
== Concílio de Paris ==
O [[édito]], com vinte e sete cláusulas, foi decretado junto com os [[cânone]]s promulgados no quinto '''Sínodo de Paris''', com os quais ele deve ser comparado. Clotário tinha assumido recentemente o poder completo sobre o francos em 613 d.C., ao depor seu primo, [[Sigeberto II]], rei da [[Austrásia]], e seu regente, sua bisavó [[Brunilda da Austrásia|Brunilda]]. O édito tem sido visto como uma série de concessões à nobreza austrasiana, que tinha se aliado a ele contra Brunilda. Em ''Der Staat des hohen Mittelalters'', Heinrich Mitteis chegou a comparar o Édito de Paris com a [[Magna Carta]] inglesa, um ponto de vista impopular entre os estudiosos modernos. Atualmente, a visão majoritária é a de que ele endereçava principalmente a correção de abusos que tinham adentrado o sistema jurídico durante as guerras civis que dominaram o reino desde o começo da disputa entre Brunilda e [[Fredegunda]], a mãe de Clotário (568 d.C.). Não se sabe quanto da redação e das ideias do édito se originaram no rei, seus oficiais e cortesãos, e quanto se originou entre os nobres.
 
== Cláusulas ==
Algumas de suas cláusulas foram criadas para emendar decisões dos [[prelado]]s presentes ao sínodo que tinha acabado de terminar. Os [[bispo]]s insistiram na liberdade de escolha dos bispos, mas Clotário modificou a decisão do concílio ao insistir que apenas os bispos que ele queria, ou os que forem escolhidos entre padres apropriados da corte, poderiam ser [[ordem (sacramento)|ordenados]].
 
O Édito de Paris tenta estabelecer uma ordem ao criar padrões para que se apontassem candidatos aos cargos, eclesiásticos e seculares, e ao afirmar as responsabilidades de todos - os magnatas, bispos e o rei - em assegurar a paz e felicidade do reino: a ''felicitas regni'' e a ''pax et disciplina in regno''. Entre as concessões reais concedidas pelo édito estava o banimento dos [[judeus]] dos cargos reais, enquanto que o sínodo havia decretado que todos os judeus que estivessem em posições militares ou civis deveriam aceitar o [[batismo]], juntamente com as suas famílias. Além disso, ele cedeu completamente o poder de indicação para estas funções para a nobreza franca e deu aos bispos o poder de depor juízes ruins se o rei estivesse incapacitado de fazê-lo quando necessário, além de alguns cortes e isenções de impostos.
 
Apesar da exclusão dos judeus dos cargos de comando, o poder que eles tinham de processar legalmente os cristãos foi preservado. De forma similar, o direito da mulher de não se casar contra sua vontade também foi reafirmado.
== {{Bibliografia}} ==
* {{citar livro| autor = [[John Michael Wallace-Hadrill|Wallace-Hadrill, J. M.]]| ano = 1962| título = The Long-haired Kings| local = London| língua = inglês| acessodata = 16/07/2011}}
* {{citar periódico| autor = Wilson, Emily| url = http://www.uq.edu.au/access_history/two-one/merovingians.pdf| título = The Rise of the Carolingians or the Decline of the Merovingians?| jornal = Access History| número = 2| volume = 1| páginas = 5&ndash;215–21| língua = inglês| acessodata = 16/07/2011}}
* {{citar periódico| autor = Murray, Alexander Callander| ano = 1994| título = Immunity, Nobility, and the Edict of Paris| jornal = Speculum| númerp = 69| volume = 1| páginas = 18&ndash;3918–39| língua = inglês| acessodata = 16/07/2011}}
 
{{DEFAULTSORT:Edito Paris}}
[[Categoria:Concílios]]
 
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