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Diferenças entre edições de "Minoria dominante"

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( nova página: Uma '''minoria dominante''' é um grupo que estabelece um domínio político, econômico e cultural em determinado país ou região ...)
 
Uma '''minoria dominante''' é um grupo que estabelece um domínio [[política|político]], [[economia|econômico]] e [[cultura]]l em determinado país ou região apesar de ser uma minoria [[demografia|demográfica]]. O termo é mais comumente usado para se referir a um grupo étnico que é definido ao longo raciais, nacionais, linhas religiosas ou culturais e que detém uma quantidade desproporcional de poder.<ref>Barzilai, Gad. ''Communities and Law: Politics and Cultures of Legal Identities'' (Ann Arbor: University of Michigan Press, 2003). ISBN 978-0-472-03079-8</ref>
 
A regra das minorias dominantes, muitas vezes contradiz o mandato da maioria do país, tais situações são amplamente criticadas como antidemocrática (como durante o movimento mundial contra o [[apartheid]] na [[África do Sul]]). No entanto, existem também alguns casos de poderosas minorias dominantes nos países em que são pelo menos nominalmente democrático (como a [[Colômbia]] ou [[Jamaica]]). A persistência das elites dominantes em um contexto [[democracia|democrático]] pode implicar meios não democráticos de poder sustentar (como a violência política contra candidatos de terceiros partidos, na [[Colômbia]], ou a violência de grupos de extermínio contra a esquerda legal em [[El Salvador]] durante a [[década de 1980]]). A exclusão política da maioria muitas vezes leva ao ressentimento popular difundido para a elite dominante. Sem a capacidade de efetuar a mudança por meios democráticos, esse ressentimento pode ser um fator principal na causa da rebelião e guerra civil (dirigindo destituídos de atividade [[guerrilha|guerrilheira]]).<ref>Gibson, Richard. ''African Liberation Movements: Contemporary Struggles against White Minority Rule'' (Institute of Race Relations: Oxford University Press, London, 1972). ISBN 0-19-218402-4</ref>
 
A tensão entre a minoria dominante ea maioria mais elevada, nos casos democráticas, muitas vezes torna-se central para a política nacional. Por exemplo, [[Nelson Mandela]] ganhou sua imensa popularidade, depois de anos de resistência contra o governo do [[apartheid]] da [[África do Sul]], alguns membros militantes da minoria dominante ([[Bôeres|afrikaners]]) reagiu à sua ascensão democrática, com anti-terrorismo civil, desencadeando [[Carro-bomba|carros-bomba]] nas estações de voto durante a [[eleição]] que o levou ao poder. Além disso, no curso da primeira eleição do [[Haiti]] livre e justa, Jean-Bertrand Aristide chegou ao poder por reunir a maioria pobre por trás de sua organização enquanto criticava abertamente as elites do país (em sua maioria brancos e mulatos); elites da minoria eram muito sensíveis a sua postura populista e via-o como hostil, e os líderes da elite acusavam Aristide de fomentar a luta de classes e até mesmo alegou que ele estava permitindo que a violência popular contra a elite.
 
Tensões semelhantes marcaram toda a história republicana da [[Bolívia]], onde os dados demográficos da [[população]] fortemente demonstrar a qualidade representativa dos políticos crioulos que dominavam política boliviana até [[2006]]. A população é na maior parte [[índio|indígena]] (55%), com uma significativa população mestiça (cerca de 30%), e uma população crioula pequena (15%) que têm funcionado como a elite dominante. Durante anos, a minoria crioula manteve o poder muito consistente através de uma série de [[governo]]s, eleitos e não eleitos (instalado pelo [[golpe de estado]]), e por vezes incluídos mestiços em suas fileiras. Apesar do fato de que os indígenas sempre constituiu uma maioria na Bolívia, nunca o eleitorado escolheu um presidente indígena para os primeiros 180 anos de história da nação, esta tendência terminou em [[2006]] com a eleição de [[Evo Morales]], primeiro presidente indígena do país. A persistência dos governantes crioulos até 2006 tinha sido sustentada por vários fatores: nos casos não-eleitos, o governo da minoria foi ativado devido a uma infinidade de golpes anti-democráticos; nos casos eleitos, a regra foi mantida por redes hierárquicas de clientelismo e patronagem, a populista cooptação de sindicatos e outras organizações, e a exclusão de eleitores.<ref>Haviland, William. ''Cultural Anthropology.'' (Vermont: Harcourt Brace Jovanovich College Publishers, 1993). p.&nbsp;250-252. ISBN 0-15-508550-6.</ref>
 
Em alguns casos de regra por minorias dominantes da elite, os sistemas democráticos ostensivamente não permitiram a maioria ressentida para destituir governantes de elite. A exclusão do eleitor é tática primordial de manutenção da regra elite minoritária no contexto das eleições; uma tática principal, que foi utilizada durante anos no [[Equador]], é a instituição de requisitos de [[alfabetização]] (especialmente nos países em desenvolvimento, onde há baixos índices de alfabetização). Outra tática comum de cassação é fomentar a apatia para as eleições. Na [[Colômbia]], por exemplo, a violenta exclusão de candidatos de terceiros partidos (juntamente com um alto grau de desconfiança em relação aos candidatos dos dois partidos tradicionais, a maioria da minoria elite dominante) tem levado a uma situação de apatia do eleitor generalizada entre os pobres (que constituem 60% da população), com bem menos de 50% dos eleitores participam das eleições do país.<ref>Chua, Amy. ''[[World on Fire]]: How Exporting Free Market Democracy Breeds Ethnic Hatred and Global Instability'' (Doubleday, New York, 2003). ISBN 0-385-50302-4</ref>
 
Durante a era pós-colonial no início de [[África]], os casos da [[Rodésia]] e [[África do Sul]] foram os casos claros de regra de minorias dominantes, o fenômeno da minoria dominante na África não se limitou a [[brancos]], no entanto. O exemplo mais famoso de uma minoria inter-africana dominante é o [[tutsi]] em [[Ruanda]] e [[Burundi]].<ref>Russell, Margo and Martin. ''Afrikaners of the Kalahari: White Minority in a Black State'' ( Cambridge University Press, Cambridge, 1979). ISBN 0-521-21897-7
*Johnson, Howard and Watson, Karl (eds.). </ref><ref>''The white minority in the Caribbean'' (Wiener Publishing, Princeton, NJ, 1998). ISBN 976-8123-10-9, 1558761616</ref>
 
==Referências==
<references/>
*Barzilai, Gad. ''Communities and Law: Politics and Cultures of Legal Identities'' (Ann Arbor: University of Michigan Press, 2003). ISBN 978-0-472-03079-8
*Gibson, Richard. ''African Liberation Movements: Contemporary Struggles against White Minority Rule'' (Institute of Race Relations: Oxford University Press, London, 1972). ISBN 0-19-218402-4
*Russell, Margo and Martin. ''Afrikaners of the Kalahari: White Minority in a Black State'' ( Cambridge University Press, Cambridge, 1979). ISBN 0-521-21897-7
*Johnson, Howard and Watson, Karl (eds.). ''The white minority in the Caribbean'' (Wiener Publishing, Princeton, NJ, 1998). ISBN 976-8123-10-9, 1558761616
*Chua, Amy. ''[[World on Fire]]: How Exporting Free Market Democracy Breeds Ethnic Hatred and Global Instability'' (Doubleday, New York, 2003). ISBN 0-385-50302-4
*Haviland, William. ''Cultural Anthropology.'' (Vermont: Harcourt Brace Jovanovich College Publishers, 1993). p.&nbsp;250-252. ISBN 0-15-508550-6.
 
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