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Diferenças entre edições de "A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica"

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</ref> e [[história da arte]]. O ensaio foi produzido em um esforço para descrever uma teoria materialista da arte, que seria "útil para a formulação das exigências revolucionárias na política da arte". Ele argumentou que, na ausência de qualquer valor ritual tradicional, a arte na era da reprodução mecânica seria inerentemente baseada na prática da política.<ref>Walter Benjamin, ''A Obra de Arte na Era da sua Reprodutibilidade Técnica'', 1936, capítulo IV.
</ref>Para tal, o autor fez uma reflexão sobre como a reprodutibilidade técnica causou uma deterioração da "aura", que estaria ligada ao aqui e agora da obra de arte; a partir do advento de tal reprodutibilidade técnica, o objeto artístico acaba por perder sua "unicidade", "singularidade" e "autenticidade" e, seu valor de culto, é drasticamente alterado graças à tecnologia industrial vigente. Neste cenário abrem-se as portas para o valor de exposição, onde o fundamental é distribuir cópias e faturar em cima da distribuição da arte.<ref>Walter Benjamin, ''A Obra de Arte na Era da sua Reprodutibilidade Técnica'', 1936, capítulo V.
</ref> O ensaio foi escrito para um pequeno círculo de acadêmicos para posicionar arte na esfera dos meios de comunicação de massa,<ref>Scannell, Paddy (2003) "Benjamin Contextualized: On 'The Work of Art in the Age of Mechanical Reproduction'" Canonic Texts, p. 74–89, in Katz et al. (eds.). Polity Press, Cambridge. ISBN 9780745629346 p. 55</ref> e publicado pela primeira vez em francês (1936, traduzido por Pierre Klossowski).<ref>"L'œuvre d'art à l'époque de sa reproduction méchanisée" in ''Zeitschrift für Sozialforschung'' Jahrgang V, Félix Alcan, Paris, 1936, pp. 40–68.</ref>Em alemão, foi publicado pela primeira vez em trabalhos coletadas de Benjamin (1955) e, posteriormente, em dois volumes ''Illuminationen: Ausgewahlte Schriften'' (''Iluminações: Escritos selecionados'', 1961.) Em Inglês, foi publicado pela primeira vez na seleção de Hannah Arendt, ''Iluminações'' (1968, traduzido por Harry Zohn.).<ref>O conteúdo da edição de Arendt não é o mesmo como o seu antecessor alemão de mesmo nome, veja nota ''de seu editor'' no final do ''Iluminações''</ref>O ensaio teve uma grande influência sobre a [[Escola de Frankfurt]] e sua análise estética e política, particularmente [[Theodor Adorno]], [[Max Horkheimer]] e [[Herbert Marcuse.]]<ref>George Friedman, ''The Political Philosophy of the Frankfurt School''. Cornell University Press, New York, 1988.</ref>
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O ensaio foi escrito para um pequeno círculo de acadêmicos para posicionar arte na esfera dos meios de comunicação de massa,<ref>Scannell, Paddy (2003) "Benjamin Contextualized: On 'The Work of Art in the Age of Mechanical Reproduction'" Canonic Texts, p. 74–89, in Katz et al. (eds.). Polity Press, Cambridge. ISBN 9780745629346 p. 55</ref> e publicado pela primeira vez em francês (1936, traduzido por Pierre Klossowski).<ref>"L'œuvre d'art à l'époque de sa reproduction méchanisée" in ''Zeitschrift für Sozialforschung'' Jahrgang V, Félix Alcan, Paris, 1936, pp. 40–68.</ref>
 
==Walter Benjamin==
Em alemão, foi publicado pela primeira vez em trabalhos coletadas de Benjamin (1955) e, posteriormente, em dois volumes
'''Walter Benedix Schönflies Benjamin'''<span> (Berlim, 15 de julho de 1892 — Portbou, 27 de setembro de 1940) foi um influente nome no mundo da filosofia e da sociologia. Judeu alemão ele é conhecido por seus ensaios, trabalhos como tradutor e crítico literário. </span>
''Illuminationen: Ausgewahlte Schriften'' (''Iluminações: Escritos selecionados'', 1961.) Em Inglês, foi publicado pela primeira vez na seleção de Hannah Arendt, ''Iluminações'' (1968, traduzido por Harry Zohn.).<ref>O conteúdo da edição de Arendt não é o mesmo como o seu antecessor alemão de mesmo nome, veja nota ''de seu editor'' no final do ''Iluminações''</ref>
 
Fortemente influenciado por autores marxistas. É associado à [[Escola de Frankfurt]] e à Teoria crítica. Traduziu grandes obras para o alemão, mas seus trabalhos mais reconhecidos são A Obra de Arte na Era da Sua Reprodutibilidade Técnica (1936) e Teses Sobre o Conceito de História (1940).
==Tema==
Benjamin disserta sobre o que denomina aura na obra de arte e sua destruição a partir do processo de reprodução técnica da obra e, por fim, das alterações provocadas na recepção e percepção técnica da obra pelo público consumidor.<ref name="Calvani1998">Carlos Eduardo Brandão Calvani. ''[http://books.google.com/books?id=B-SOlTyovFMC&pg=PA70 Teologia e MPB]''. Edicoes Loyola; 1/11998. ISBN 978-85-15-01836-9. p. 70.</ref>
 
== Arte: Reflexões ao longo da história ==
==Influências==
A [[arte]] está ligada a manifestações estéticas que provêm das percepções, emoções e ideias dos [[artista]]s. É extremamente difícil, talvez até impraticável, estabelecer uma definição de arte. Diferentes teóricos fizeram esta tentativa ao longo da história, mas se depararem com a dependência da arte a uma enorme profusão de circunstâncias que a permeiam, sejam elas históricas, sociais, políticas, geográficas, linguísticas, econômicas, etc. Chega-se à conclusão, portanto, que a definição de arte varia de acordo com a época e a cultura.
O ensaio teve uma grande influência sobre a [[Escola de Frankfurt]] e sua análise estética e política, particularmente [[Theodor Adorno]], [[Max Horkheimer]] e [[Herbert Marcuse.]]<ref>George Friedman, ''The Political Philosophy of the Frankfurt School''. Cornell University Press, New York, 1988.</ref>
 
== Aura da Obra de Arte: O Aqui e Agora ==
O conceito de [[Aura (arte)|aura]], apropriado por Benjamin, é definido como  “uma figura singular, composta de elementos espaciais e temporais: a aparição única de uma coisa distante por mais perto que ela esteja.”<ref>Walter Benjamin, A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica, 1936, capítulo III.
</ref>
 
{{DEFAULTSORT:== "''A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Tecnica}}{{Título emTécnica"'' itálico}}==
[[Usuário(a):Contoaberto/Walter Benjamim|Walter Benjamim]] não adota um pensamento pessimista acerca do fato, mas adota uma postura de observador e tem como principal intuito estudar acerca das transformações que a sociedade do início do século XX está passando.
==Influências==
[[John Berger]] baseou-se em ideias do ensaio para ''maneiras de ver'', sua série de televisão em quatro partes, e livro subsequente, transmitido pela primeira vez em 1972 pela [[BBC]]. O ponto de Berger, que fez muito mais explícita do que fez Benjamin, era de que os modernos meios de produção têm destruído a autoridade da arte: "Pela primeira vez, imagens de arte tornaram-se efêmeras, onipresentes, não substanciais, disponíveis e sem valor".<ref>John Berger, ''Ways of Seeing''. Penguin Books, London, 1972, pp. 32–34.</ref>
 
* [[Theodor W. Adorno|Theodor Adorno]]
* [[Max Horkheimer]]
* [[Escola de Frankfurt]]
* [[Aura (arte)]]
 
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[[Categoria:Ensaios de filosofia]]
[[Categoria:Filosofia social]]
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