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Diferenças entre edições de "Claude Lévi-Strauss"

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|prêmios ={{nowrap|[[Medalha de Ouro CNRS]] (1967)}}
|interesses =[[Antropologia]], [[sociologia]], [[etnografia]], [[linguística]], [[metodologia]], [[estética]], [[epistemologia]], [[mitologia]]
|influências =[[Jean-Jacques Rousseau|Rousseau]], [[Kant]], [[Karl Marx]], [[Sigmund Freud]], [[Roman Jakobson]], [[Saussure]], [[Durkheim]], [[Marcel Mauss]], [[Malinowski]], [[Radcliff-Brown]], [[Franz Boas]], [[Merleau-Ponty]], [[Sartre]], [[Antonio Gramsci]]
|influenciados =[[Althusser]], [[Bourdieu]], [[Zizek]], [[Lacan]], [[Foucault]], [[Derrida]], [[Baudrillard]], [[Sahlins]], [[Jameson]], [[Pêcheux]], [[Umberto Eco]], [[Barthes]], [[Pierre Clastres]], [[Eduardo Viveiros de Castro]]
|idéias_notáveis =[[Mitografia]], ''[[pensamento selvagem]]'', [[estruturas do parentesco]] |
|assinatura =[[Imagem:Signature levistrauss.jpg|150px]]
}}
'''Claude Lévi-Strauss''' ([[Cidade de Bruxelas|Bruxelas]], {{dtlink|lang=br|28|11|1908}} — [[Paris]], {{dtlink|lang=br|30|10|2009}}) foi um [[Antropologia|antropólogo]], [[professor]] e [[Filosofia|filósofo]] [[França|francês]]. É considerado fundador da [[antropologia estruturalista]], em meados da [[década de 1950]], e um dos grandes intelectuais do [[século XX]], porém suas ideias são muito diferentes do pensamento da época em que viveu, rompem com a idéia de que indíos são somente indíos, não concordava com a divisão em civilizados e selvagens ou a divisão em superiores e inferiores, além do possuir um maior pensar ambientalista radical, por mais que sua teoria seja interpretada com base aos olhares de intelectuais com o pensamento marxista pós-[[Guerra Fria]] do [[Século XXI]], idéias assim são apareceram apartir do final da [[Década de 1960]] com o aparecimento da contracultura marxista cultural e ambientalista radical, embora as obras de Lévi-Strauss vejam os índios do Cerrado de forma ''eurocêntrica'' ou ''colonialista'' em certo ponto.<ref>http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/cientistas-explicam-a-importancia-das-ideias-de-claude-levi-strauss-bz51x3s4ja3c9d3pnuzuqdm4u</ref><ref>http://seer.ufrgs.br/iluminuras/article/view/9105</ref><ref>http://radioagencianacional.ebc.com.br/geral/audio/2015-10/historia-hoje-saiba-mais-sobre-levi-strauss-expoente-da-antropologia</ref>
 
Professor honorário do [[Collège de France]], ali ocupou a cátedra de [[antropologia social]] de 1959 a 1982. Foi também membro da [[Academia Francesa]] - o primeiro a atingir os 100 anos de idade.
 
Desde seus primeiros trabalhos sobre os [[povos indígenas do Brasil|índios do Brasil Central]], que estudou em campo, no período de 1935 a 1939, e a publicação de sua tese ''[[As estruturas elementares do parentesco]]'', em 1949, publicou uma extensa obra, reconhecida internacionalmente.
 
Dedicou uma tetralogia, as ''[[Mitológicas (tetralogia de Lévi-Strauss)|Mitológicas]]'', ao estudo dos [[mito]]s, mas publicou também obras que escapam do enquadramento estrito dos estudos acadêmicos - dentre as quais o famoso ''[[Tristes Trópicos]]'', publicado em 1955, que o tornou conhecido e apreciado por um vasto círculo de leitores.
Em 1938, foi realizada uma expedição até os [[Nambikwara|nambiquaras]] no Mato Grosso, com financiamento francês e brasileiro, que deveria durar um ano. No entanto, durou apenas seis meses - de maio a novembro do mesmo ano. Além do casal Lévi-Strauss, participaram o médico e etnólogo francês [[Jean Vellard]] e o antropólogo brasileiro [[Luiz de Castro Faria]], que aponta os problemas que a missão enfrentou com os órgãos públicos brasileiros, por contar com o patrocínio de [[Paul Rivet]], ligado ao [[Partido Socialista (França)|Partido Socialista francês]], e que se tornara ''persona non grata'' no Brasil porque supostamente teria difamado o país na França.<ref>FARIA, Luis de Castro. 1984. ''A Antropologia no Brasil: Depoimento sem Compromisso de um Militante em Recesso''. ''Anuário Antropológico'' 82. Brasília: Tempo Brasileiro. pp. 229, ''apud'' Fernanda Peixoto, op. cit.</ref> Já [[Luis Grupioni]] aponta as resistências existentes no [[SPI]] quanto à segurança da missão e a relutância de Lévi-Strauss em aceitar um fiscal do Conselho de Fiscalização das Expedições Artísticas e Científicas: "Mais que a possível simpatia socialista identificada aos membros da expedição, era a perspectiva de fiscalização e controle de uma expedição estrangeira, o que teria impedido a concessão da licença." <ref>GRUPIONI, Luis D.B. ''Coleções e expedições vigiadas. Os etnólogos no Conselho de Fiscalização das Expedições Artísticas e Científicas no Brasil'', São Paulo, Hucitec/ANPOCS, 1998.</ref>
 
A missão também visitou os últimos homens e mulheres [[Tupi-Kaguahib]] no [[Rio Machado]], hoje considerados desaparecidos.
 
O período que passou no Brasil foi fundamental em sua carreira e no seu crescimento profissional, além de ter despertado em Strauss sua vocação etnológica. Disse: ''"Um ano depois da visita aos Bororo, todas as condições para fazer de mim um etnógrafo estavam satisfeitas"''(1957).
Utilizador anónimo