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Diferenças entre edições de "Papa Gregório V"

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|imagem =Otto III wird von Papst Gregor V. zum Kaiser gesalbt.jpg
|nome de nascimento =Bruno de Carínthia
|nascimento =[[Saxónia]], [[Alemanha]],<br />{{dni|lang=br|||970972|si}}
|início do pontificado=[[3 de Maio]] de [[996]]
|fim do pontificado ={{nowrap|{{morte|lang=pt|18|2|999|3|5|970996}}}}
|predecessor =[[Papa João XV|João XV]]
|sucessor =[[Papa Silvestre II|Silvestre II]]
|ordem =138
|morte={{nowrap|{{morte|lang=pt|18|2|999|||972}}}}}}
}}
'''Gregório V''', nascido '''Bruno da Caríntia''', foi [[papa]] de [[996]] a [[999]]. Governou a Igreja com energia, cercado de inúmeros inimigos.
 
A confusão provocada em Roma por [[Crescêncio II]] e seus partidários impediu ao clero a eleição de um novo papa em 996. Foi então enviada uma comissão ao Imperador [[Otão III da Germânia|Otão III]], pedindo-lhe, como "defensor da Igreja", uma intervenção. Otão III indicou Bruno, filho do [[Duque da Caríntia]], que, após eleito, tomou o nome de Gregório V. Os 2 eram primos.
 
Embora muito jovem, Bruno era culto, severo e resoluto. Acompanhou-o luzida comitiva de [[arcebispo]]s e príncipes e os romanos confirmaram com júbilo a escolha. Um dos objetivos de Gregório era a universalidade da Sé Apostólica de Roma. Em 21 de maio de 996, em Roma, coroou o imperador Otão. Os dois jovens, Otão com 16 e Gregório V com 25 anos, idealizaram um programa para a Igreja e para o Império em um [[sínodo]] que se seguiu à coroação. Foram amnistiadosanistiados os chefes de passadas rebeliões, ato de bondade pago com grande ingratidão. Crescêncio tramou contra o papa, que insistia em moralizar a cidade. A nobreza dissoluta aprovou a revolta contra o rigoroso papa alemão.
 
[[Crescêncio II]] obrigou Gregório a fugir, alçou o antipapa Filagato de Piacenza com o nome de [[Antipapa João XVI|João XVI]] e entregou Roma ao [[imperador bizantino|imperador grego]]. Otão III voltou com grande pompa e enorme exército em 998, depondo Filagato e humilhando Crescêncio publicamente antes de executá-lo. [[São Nilo de Rossano]] repreendeu Otão e Gregório pelas torturas e execuções e quis fazer do antipapa um monge, mas os próprios soldados do rebelde mutilaram-no na fuga desastrada que empreendeu. Gregório V defendeu o arcebispo Arnolfo contra o mal casado rei [[Roberto II de França]]. Os mais ilustres homens de ciência do tempo gozaram da amizade sincera de Gregório V, do qual se recorda que, em Roma, pregava sempre em três línguas.
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