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Diferenças entre edições de "Associação Internacional de Gays e Lésbicas"

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=== Controvérsia com as Nações Unidas ===
Em julho de 1993, o [[Conselho Econômico e Social das Nações Unidas]] (CESNU) outorgou um status consultivo à ILGA. No outono, a Missão Permanente dos Estados Unidos junto à ONU soube que NAMBLA era membro da ILGA. Em 16 de outubro, a Missão dos Estados Unidos enviou uma carta à ILGA na qual indicava que os Estados Unidos solicitariam a sua expulsão do CESNU se ela não «se dissoci[ava]dissocisse de [[NAMBLA]] e outras organizações membros, [como [[Project Truth]] e a neerlandesa [[Martijn]]], cujos objetivos, na opinião do Governo dos Estados Unidos, «não esta[vam]estavam em consonância com as atividades da ONU pelos direitos humanos»<ref name="Replies">Radow, Roy. [http://www.qrd.org/qrd/orgs/NAMBLA/nambla.replies.to.ilga.secretariat NAMBLA Replies to ILGA Secretariat]. NAMBLA, 1994-01-28.</ref>. As relações da ILGA com [[NAMBLA]] levantaram fortes críticas nos Estados Unidos, especialmente entre organizações religiosas. Os líderes de praticamente todas as agrupações gays e lésbicas do país{{nota de rodapé|Em 16 de janeiro de 1994, a [[Gay and Lesbian Alliance Against Defamation]] (GLAAD, Aliança Gay e Lésbica contra a Difamação) adotou uma Declaração de Posicionamento sobre NAMBLA na qual declarava<ref>Doug Case, "[http://www.qrd.org/qrd/orgs/GLAAD/general.information/1994/position.on.nambla-02.22.94 Position Statement Regarding NAMBLA]", Gay & Lesbian Alliance Against Defamation, 16 de janeiro de 1994.</ref>: {{cita|«The Gay and Lesbian Alliance Against Defamation deplores North American Man Boy Love Association's (NAMBLA) goals which include advocacy for sex between adult men and boys and the removal of legal protections for children. These goals constitute a form of child abuse and are repugnant to GLAAD.
 
GLAAD also supports the statements issued by other gay and lesbian organizations supporting the International Lesbian and Gay Association's (ILGA) call for NAMBLA's immediate removal from the international association.
 
''Como grupo de pessoas que historicamente nunca tiveram direitos legais nem proteções, os gays e as lésbicas sempre trabalharam e estabeleceram coalizões com outros cujos direitos estão em risco. O verdadeiro programa dos gays e das lésbicas é em última instância aproximar os direitos humanos a todos.»''|idioma1={{en}}|idioma2={{pt}}}}No mesmo ano, o conselho de diretores da National Gay and Lesbian Task Force (NGLTF, Grupo Nacional de Trabalho de Gays e Lésbicas) adotou uma resolução sobre NAMBLA que dizia:
{{cita|«NGLTF condemns all abuse of minors, both sexual and any other kind, perpetrated by adults. Accordingly, NGLTF condemns the organizational goals of NAMBLA and any other such organization.»|col2=''«NGLTF condena qualquer abuso sobre menores, tanto de natureza sexual como de qualquer outro tipo, perpetrado por adultos. Em consequência, NGLTF condena os objetivos organizazionais de NAMBLA e de qualquer organização desse tipo.»''|idioma1={{en}}|idioma2={{pt}}}}Gregory King, de Human Rights Campaign (Campanha pelos Direitos Humanos), declarou em 1997: «NAMBLA não é uma organização gay. [Seus membros] não fazem parte da nossa comunidade e nós rejeitamos totalmente suas tentativas para fazer crer que a pedofilia é um problema relacionado com os direitos civis dos gays e das lésbicas». NAMBLA respondeu que «o amor entre homens e garotos é homossexual por definição», que «os ''[[boylover]]s'' e seus parceiros fazem parte do movimento gay e são elementos primordiais da história e da cultura gays», e que «os homossexuais que afirmam que sentir-se atraído por garotos adolescentes 'não é gay' são tão ridículos como os heterossexuais que dizem que sentir-se atraído por garotas adolescentes 'não é heterossexual'».)}}, e também políticos homossexuais como o diputado [[Barney Frank]], pediram publicamente a expulsão de [[NAMBLA]]<ref>Lowenthal, Michael. [http://www.bostonphoenix.com/alt1/archive/styles/96/10/NAMBLA.html The boy-lover next door], ''The Boston Phoenix'', 24-31 outubro 1996.</ref>.
 
Apesar do apoio da ILGA a NAMBLA durante uma década, quatro dos seis secretários da ILGA, reunidos em Nova Iorque entre 5 e 7 de novembre de 1993, solicitaram a NAMBLA a sua renúncia como membro da associação, afirmando que, se ela não se tornasse efetiva, esse verão eles iriam pedir a sua expulsão através de uma assembléia geral. No dia 7, os mesmos secretários publicaram um comunicado de imprensa no qual declaravam que a ILGA «condena[va]"condenava a pedofilia»" e que «os objetivos de NAMBLA [...]» estavam «em contradição direta» com os da ILGA<ref name="Replies"/>. No mesmo mês, NAMBLA publicou um comunicado de imprensa no qual afirmava que «qualquer tentativa de relacionar NAMBLA ou a ILGA com o abuso [sexual] infantil é desonesta e maliciosa» e qualificava a decissão da ILGA de expulsar a NAMBLA como «uma tentativa covarde e desonesta para satisfazer as demandas da Missão dos Estados Unidos junto à ONU»<ref name="Replies"/>.
 
Em 1994, o senador republicano [[Jesse Helms]] apresentou ao Parlamento dos Estados Unidos um projeto de lei que visava suprimir 119 milhões de dólares em ajudas às Nações Unidas durante os anos fiscais de 1994 e 1995 se esta não cortava relações com grupos que tolerassem a pedofilia<ref>Osborne, Duncan. [http://books.google.es/books?id=JGMEAAAAMBAJ&pg=PA27&lpg=PA27&dq=jesse+helms+nambla+1994+Ilga&source=bl&ots=OZjP5Wf2mm&sig=OJKbs4TDTk03AETbQvPcXSvDgrE&hl=gl&sa=X&ei=0jnbU4zJBeSo0AXFioHwDQ&ved=0CG8Q6AEwCA#v=onepage&q=jesse%20helms%20nambla%201994%20Ilga&f=false Ill will toward ILGA], ''The Advocate'', n.º 650 (8 março 1994), p. 27.</ref><ref>Abrams, Jim. "[https://www.newgon.com/prd/hist/ILGAexp/USsenateUN.html Senate demands U.N. end ties with NAMBLA]", Associated Press, 1994-01-26. [Newgon.com] Página visitada em 2014-10-11.</ref>. No dia 26 de janeiro o Senado aprovou o projeto por unanimidade. A lei foi assinada em abril pelo presidente [[Bill Clinton]].
 
Finalmente, na sua 6.ª Conferência Mundial, celebrada em Nova Iorque em 24 de junho de 1994, a ILGA aprovou por 214 votos a favor e 30 em contra a expulsão de NAMBLA, bem como dos grupos [[Martijn]] e [[Project Truth,]] acusando-os de ter como «objetivo principal apoiar ou promover a pedofilia». Durante a mesma Conferência, a Associação Federal de Homossexuais ([[Bundesverband Homosexualität]], BVH) da Alemanha renunciou à sua adesão à ILGA em protesto contra as resoluções adotadas para expulsar as organizações pedófilas<ref name="ilg">BVH. "[http://www.qrd.org/qrd/orgs/ILGA/1995/german.group.expelled.from.ilga-01.07.95 ILGA suspends the membership of the gay organization VSG (Munich)]", BVH-The German National Gay Association, 1995-06-04. Página visitada em 2014-10-11.</ref>.
 
Mesmo assim, em 16 de setembro de 1994 o CESNU suspendeu o status consultivo após uma investigação das autoridades americanas revelar que a ILGA ainda tinha uma organização pedófila, a alemã VSG (sigla em alemão para Associação pela Igualdade Sexual)<ref>Newgon.com. "[https://www.newgon.com/prd/org/VSG.html Self-Introduction of the Pedo Group of the VSG]", Newgon.com. Página visitada em 2014-10-11.</ref>, entre os seus mais de 300 grupos associados. A ILGA suspendeu a adesão da VSG em outubro de 1994, até poder efetuar a sua expulsão de acordo com a sua Constitução, o que aconteceu na seguinte Conferência Anual da ILGA, celebrada em Helsinky em junho de 1995<ref>Newgon.com. "[https://www.newgon.com/prd/hist/ILGAexp/VSGbyILGA.html. United Nations Workshop]", Newgon.com. Página visitada em 2014-10-11.</ref>. A Associação Federal de Homossexuais da Alemanha fez então um chamamento a todos os grupos gays para mostrarem a sua solidariedade com a VSG<ref name="ilg"/>.
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