Alterações

Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
189 bytes adicionados ,  14h54min de 12 de julho de 2018
pequenos ajustes
'''Adrien Henri Vital van Emelen''' ([[Lovaina]], [[10 de outubro]] de [[1868]] — [[São Paulo (cidade)|São Paulo]], [[27 de julho]] de [[1943]]) foi um [[escultor]] e [[pintor]] [[Bélgica|belga]] que se radicou no [[Brasil]] em 1920. Ele viveu no Brasil, em São Paulo, e realizou diversas obras encontradas ainda hoje no [[Mosteiro de São Bento (São Paulo)|Mosteiro São Bento]] e no [[Museu do Ipiranga|Museu Paulista]], por exemplo.
 
Nascido na pequena cidade de Lovaina, ou Lovânia - localizada a 30 kmquilômetros da capital da Bélica, [[Bruxelas]], Adrien era filho de [[Leon Van Emelen]], escultor belga, e de Catherine Sophie van Emelen (nascida como Catherine Sophie Casteleyn).<ref name=":1">{{Citar web|url=https://www.catalogodasartes.com.br/app/artista/Adrien%20Henri%20Vital%20Van%20Emelen/|titulo=Adrien Henry Vital Van Emelen|data=|acessodata=15 de novembro de 2017|obra=|publicado=|ultimo=|primeiro=|lingua=en-US}}</ref> Assim como seu pai, ele frequentou a Escola de Belas Artes de sua cidade natal. Durante a sua formação artística, foi discípulo do escultor e pintor belga Constantin Meunier (1831 - 1905), e assim com o mestre, acabou dedicando a sua carreira não apenas às esculturas, mas também às pinturas.<ref name=":2">{{Citar web|url=http://www.belgianclub.com.br/pt-br/creator/van-emelen-adrien-henri-vital-1868-1943|titulo=Van Emelen, Adrien Henri Vital (1868 - 1943) {{!}} Patrimônio belga no Brasil|acessodata=15 de novembro de 2017|obra=www.belgianclub.com.br}}</ref> Em 1892, sob recomendação de seu mestre Meunier, começou a estudar com [[Auguste Rodin]] (1840 - 1914) em [[Paris]], período este que não há muitos registros.
 
De volta à Bélgica, Van Emelen participou em 1884, 1894 e 1897 das competições preliminares do [[Prix de Roma|Prêmio de Roma]] para a escultura. Ele exibiu suas esculturas no “Salon triennal de Bruxelles” em 1893 e 1903 e na “Exposição Universal des Beaux-Arts” em [[Antuérpia]] no ano 1894. A partir de 1896, Adrien passou a exercer a profissão de professor de desenho.<ref name=":2" />
Há informações de que Adrien Henri van Emelen chegou inicialmente a São Paulo, no Brasil, para uma visita junto a seu outro irmão, o pastor Léon Charles Victor Van Emelen. A mudança definitiva do artista para a capital paulista, que teria acontecido em 23 de agosto de 1920, não tem seus motivos totalmente claros, porém, existem relatos de que ele teria sido convidado por Dom Miguel Kruse, abade do [[Mosteiro de São Bento (São Paulo)|Mosteiro de São Bento]] e pelo historiador [[Afonso d'Escragnolle Taunay]],<ref>{{Citar web|url=http://www.academia.org.br/academicos/afonso-de-taunay/biografia|titulo=Afonso d´E. Taunay {{!}} Academia Brasileira de Letras|acessodata=18 de novembro de 2017|obra=Academia Brasileira de Letras}}</ref> nesse tempo o então diretor do [[Museu do Ipiranga|Museu Paulista]], atualmente incorporado à [[Universidade de São Paulo]] e popularmente conhecido como [[Museu do Ipiranga]]. O convite teria acontecido pelo desejo de ambos em criar grandes obras de arte, feitas por artistas talentosos, para adornarem as instituições que pertenciam.
 
DuranteEnquanto esteve em São Paulo, van Emelen realizou diversas obras como as 12 estátuas dos apóstolos para a capela principal do [[Mosteiro de São Bento (São Paulo)|Mosteiro de São Bento]], as figuras que adornam a entrada do atual Museu do Café, em Santos, a figura do bandeirante Manuel Preto para o Museu Paulista, entre outras diversas esculturas e pinturas. Enquanto esteve realizando as obras para o Mosteiro, utilizou um ateliê no Palácio das Indústrias na cidade de São Paulo, o que demonstra que Van Emelen se inseriu rapidamente no meio artístico local.<ref name=":3" /> O Liceu era o principal estabelecimento do gênero na cidade, onde tiveram origem monumentos públicos de grande importância para São Paulo. Adrien também manteve um espaço de trabalho no Centro das Artes do Palácio das Indústrias,<ref>ESPÍRITO SANTO, José Marcelo do. Palácio das Indústrias : Estudo e Reapropriação de um espaço paulistano - São Paulo: USP FAU, 1987. - veja p. 83</ref> disponibilizado pelo engenheiro e arquiteto renomado, [[Ramos de Azevedo]].<ref>Ramos de Azevedo e seu escritório / Carlos A.C. Lemos. - São Paulo: Pini, 1993. - p. 78</ref>
 
Adrien Henri van Emelen era casado com Maria Valentina Van Emelen (nascida como Maria Valentina Stockmans em Hoegaarden, Bélgica, 12 de Maio de 1869 - São Paulo, 16 de Abril de 1957) e tido sete filhos: Marie Henriete Celane, casada com Raul Sartorio; Marie Gislaine Alphonse Catherine casada com Bogaert; Jean François Elie, casado com Olydia Lobato; Maria Nelly Suzanna Leonia, casada com José Maurício Putzeys; Georges Corneille Léon Joseph; Pierre van Emelen, casado com Maria Otilia Giudice e Marie Louse Margherite Helène casada com Nicolau Giudice.<ref name=":1" /><ref name=":2" /> Faleceu em São Paulo, em 1943, aos 74 anos.
 
== Carreira como escultor ==
Como escultor, Adrien van Emelen é autor de obras importantes e de acesso público em São Paulo.<ref name=":3" /> Ele chegou a São Paulo em 1920 - momentoperíodo de grande importância econômica e no exato momento em que a cidade estava prestes a comemorar o [[Centenário da Independência do Brasil|centenário da independência do Brasil]].
 
=== Principais trabalhos ===
No Mosteiro de São Bento (também conhecido como Basílica Nossa Senhora de Assunção), Adrien van Emelen esteve envolvido na realização de algumas obras durante a reforma na catedral realizada a pedido de Dom Miguel Kruse que era o então diretor do local. Entre os seus trabalhos para a catedral, está o esculpimento de 12 esculturas representativas dos apóstolos de Jesus. Cada uma das esculturas possui aproximadamente três metros de altura e estão localizadas em frente à nave central da igreja beneditina. Segundo consta, as peças foram moldadas em gesso nas oficinas do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo em 1921 e entregues em 1922 após serem policromadas pelo próprio artista.<ref>{{Citar web|url=http://belgianclub.com.br/pt-br/heritage/mosteiro-de-s%C3%A3o-bento-s%C3%A3o-paulo-12-esculturas-representando-os-ap%C3%B3stolos|titulo=Mosteiro de São Bento (São Paulo) - 12 esculturas representando os apóstolos {{!}} Patrimônio belga no Brasil|acessodata=15 de novembro de 2017|obra=belgianclub.com.br}}</ref>
 
Além das figuras dos apóstolos, Adrien também foi autor da estátua de ''Santa Gertrudis'' localizada na nave esquerda do local, representando a santa brabantina, da família dos pipinidas, que foi monja, fundadora e primeira abadessa de [[Nivelles]] (Bélgica), padroeira da cidade de Nivelles. Outra santa que teve sua figura esculpida nas mãos de van Emelen foi ''Sant'Ana,'' ou Anna, conhecida por ter sido mãe de Maria e avó de Jesus Cristo. Na escultura de van Emelen, Sant'Ana tem um vestido bem simples em core azul clara e a Maria não parece uma menina mais um adulto em tamanho reduzido como era o costume na arte gótica.<ref>{{Citar web|url=http://www.belgianclub.com.br/pt-br/heritage/mosteiro-de-s%C3%A3o-bento-s%C3%A3o-paulo-est%C3%A1tua-de-santana|titulo=Mosteiro de São Bento (São Paulo) - Estátua de Sant'Ana {{!}} Patrimônio belga no Brasil|acessodata=15 de novembro de 2017|obra=www.belgianclub.com.br}}</ref>
 
Por último, o artista também é autor da obra ''Pietà'', colocada a capela lateral na direita do Mosteiro.A imagem é feita em estuque - uma massa pesada - e pesa cerca de 150 kg. Curioso é que a imagem, por dentro, é oca, e teve uma estrutura montada de forma a aglomerar massa e na parte final, ser aplicado um gesso mais fino. A figura central da escultura é a Virgem Maria, que domina o espaço. O Cristo é muito bem escultadoesculpido e ambas as imagens demonstram uma profunda análise dos grupos musculares dos braços e pernas do ser humano para uma melhor representação na arte. Desde que a imagem foi feita por van Emelen, foram feitas duas intervenções no rosto de Jesus Cristo - entre elas a mudança da cor do rosto. Agora a imagem aparenta ser mais pálida. Apesar da linha de pensamento da época ser considerada gótica, alguns estudiosos consideram que a obra seja mais semelhante ao barroco.<ref>{{Citar web|url=http://www.belgianclub.com.br/pt-br/heritage/mosteiro-de-s%C3%A3o-bento-s%C3%A3o-paulo-piet%C3%A0|titulo=Mosteiro de São Bento (São Paulo) - Pietà {{!}} Patrimônio belga no Brasil|acessodata=15 de novembro de 2017|obra=www.belgianclub.com.br}}</ref>
 
===== Bolsa do Café (Museu do Café) =====
A ''[[Bolsa Oficial de Café|Bolsa de Café]]'' ou o ''Palácio da Bolsa Oficial do Café'' foi primeiramente instalada em um salão alugado no centro de [[Santos]], cidade litorânea do Estado de São Paulo. Ela acabou sendo transferida em 1922 para um palácio construído especialmente para suas atividades, o qual funcionou até o fim da década de 1970, quando foi abandonado. Após ter sido restaurado em 1998, o prédio do palácio foi reinaugurado como o ''Museu do Café''.<ref name=":4">{{Citar web|url=http://www.belgianclub.com.br/pt-br/heritage/est%C3%A1tuas-da-bolsa-de-caf%C3%A9-santos|titulo=Estátuas da Bolsa de Café (Santos) {{!}} Patrimônio belga no Brasil|acessodata=15 de novembro de 2017|obra=www.belgianclub.com.br}}</ref>
 
Importante salientar que a antiga Bolsa do Café foi construída para centralizar e controlar as operações do mercado cafeeiro na cidade de Santos, então o principal porto exportador do “ouro verde”. O edifício foi projetado pela Companhia Construtora de Santos sob a direção do engenheiro Roberto Simonsen - o qual teria sido o responsável por realizar o convite a Adrien Henry van Emelen para elaborar as figuras alegóricas representativas da Indústria, Comércio, Lavoura e Navegação, as quais ornam a torre do edifício do Museu<ref><nowiki>http://www.prodam.sp.gov.br/pal_ind/pl4.htm</nowiki> (3° Parágrafo - Data de acesso: 13/10/2017)</ref>.
A ideia de representar os trabalhadores (vindo da indústria, do comércio, da lavoura e da navegação) provavelmente foi influenciada pelas aulas que Adrien van Emelen teve do seu antigo mestre professor Constantin Meunier, quando ainda estava na Bélgica, já que o próprio Meunier foi um dos primeiros escultores belgas a representar os trabalhadores em suas obras.<ref name=":4" /> O mestre belga foi o criador de uma nova iconografia onde o trabalhador não é mais o prisioneiro do trabalho exercido, mas gerado por esse trabalho. Os críticos escrevem que a a pintura de Meunier foi baseada no realismo social, enquanto as esculturas abriam caminham para uma idealização ampliada do trabalhador. Pareceria que a expressão visual procurada poderia ser melhor alcançada por meio do volume do que por meio das dimensões utilizadas na pintura. E seguindo os passos de seu mestre, Adrien van Emelen registrou consistente e meticulosamente os instrumentos dos ofícios em suas obras.
 
Para a realização das obras na Bolsa do Café, Adrien teria ganho o total de vinte contos de réis, segundo carta datada de 5 de maio de 1922 em que o Dr. [[Roberto Simonsen]], diretor da Companhia Construtora de Santos, escreveu para o Dr. [[Herculano de Freitas]], Secretário de Fazenda e de Tesouro de Estado de São Paulo, comentando a contratação do artista para o esculpimento das figuras. No relatório de andamento dos serviços, datado de 5 de agosto de 1922, Simonsen mencionou que as quatro figuras já estavam prontas e incluiu as fotos em preto e branco. Porém, as estátuas só seriam colocadas na torre em 1923.<ref name=":4" />
 
===== Pindamonhangaba =====
Francisco Inácio Marcondes Homem de Melo, primeiro e único barão de Homem de Mello, foi um político, escritor, professor, cartógrafo e nobre brasileiro. Durante sua vida, envolveu-se em projetos de interpretação histórica e da geografia do Brasil, com análises que vão da época da Colônia, do Império até os anos inicias da República.
 
Ele ainda foi diretor do Banco do Brasil em dois períodos, e Inspetor da Instrução do Rio de Janeiro, cargo cumulado ao de presidente da Cia. Estrada de Ferro Rio-S. Paulo (Estrada de Ferro D. Pedro II). Foi durante a sua função como presidente que recebeu o título de Barão - quando da inauguração da linha entre São Paulo e [[Cachoeira Paulista]]. Ele faleceu em 1917.
 
===== Museu Paulista =====
[[Imagem:Museu Paulista (May 2018) 015.jpg|direita|thumb|200px|Bandeirante Manuel Preto.]]
[[Imagem:Van Emelen - Museu Paulista - Escada Interior (cropped).jpg|esquerda|thumb|200px|Escada Interior do Museu do Ipiranga (projeto)]]
No ano de 1919, o então diretor do Museu Paulista,<ref>{{Citar periódico|ultimo=Makino|primeiro=Miyoko|data=2003|titulo=Ornamentação do Museu Paulista para o Primeiro Centenário: construção de identidade nacional na década de 1920|url=http://4www.redalyc.org/articulo.oa?id=27315298010|jornal=Anais do Museu Paulista|volume=10-11|numero=1|paginas=167–195|issn=0101-4714}}</ref><ref>Arruda, Beatriz Cavalcanti de. O Museu da Cidade de São Paulo e seu acervo arquitetônico. Dissertação de mestrado disponível em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/103/103131/tde-30012015-144147/en.php (Data de acesso: 11 de outubro de 2017)</ref> [[Afonso d'Escragnolle Taunay|Afonso d’Escragnolle Taunay]],<ref>{{Citar web|url=http://www.academia.org.br/academicos/afonso-de-taunay/biografia|titulo=Afonso d´E. Taunay {{!}} Academia Brasileira de Letras|acessodata=18 de novembro de 2017|obra=Academia Brasileira de Letras}}</ref> iniciou ao seu projeto de ornamentação do local. Sua intenção era reunir no edifício esculturas e pinturas que sintetizassem o papel pioneiro de São Paulo na conquista do território brasileiro, dando um maior destaque ao movimento bandeirante e o seu papel no processo de independência do país. A convite de Taunay, Adrien realizou algumas esculturas para o projeto: a confecção das imagens esculpidas de dos bandeirantes [[Manuel Preto]] e [[Francisco de Brito Peixoto]], respectivamente conquistadores dos Estados do [[Paraná]] e [[Rio Grande do Sul]]. As imagens, de grandes dimensões, ressaltam a imagem do bandeirante, com seus chapéus de abas largas e botas altas. Além deste trabalho, Vital van Emelen foi responsável ainda pela concepção do suporte das ânforas de vidro que guardam as águas dos rios brasileiros, parte da ornamentação da grande escadaria central do edifício. Fundidos em bronze entre 1928 e 1930, os suportes são decorados com exemplos da flora brasileira compostos com as figuras de cinco pássaros representando a fauna das bacias amazônica e platina.<ref name=":3" /> Com a imagem dos rios brasileiros, simbolicamente representados por essas ânforas d’água, Taunay procurou representar o “conjunto do território nacional”, conquistado através da navegação de uma imensa rede hidrográfica.<ref>{{Citar web|url=http://www.belgianclub.com.br/pt-br/heritage/museu-paulista-s%C3%A3o-paulo-estudo-dos-vasos-da-escadaria|titulo=Museu Paulista (São Paulo) - estudo dos vasos da escadaria {{!}} Patrimônio belga no Brasil|acessodata=16 de novembro de 2017|obra=www.belgianclub.com.br}}</ref><ref>{{citar web|url=http://mp.usp.br/sites/default/files/as_margens_do_ipiranga.pdf|titulo=Às Margens do Ipiranga - 1880 a 1990 - Exposição do Centenário do Edifício do Museu Paulista da USP|data=1990|acessodata=15 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}</ref>
 
Entre as obras de maior destaque está a estátua de bandeirante [[Manuel Preto]], que foi um bandeirante paulista, nascido na segunda metade do século XVI e falecido em São Paulo em 1630, conhecido por ter sido um dos maiores sertanistas e escravizadores de índios (diz que em seu sítio havia aproximadamente 999 índios). Ele foi o responsável por ter penetrado no sertão do Rio Grande (rio Paraná), os do rio Paraguai e a sua província, chegando até o rio Uruguai, conquistando o território que hoje conhecemos como o Estado do Paraná.
A estátua foi solicitada pelo então diretor da instituição, Taunay. Existem registros de uma carta de Taunay para [[Oscar Rodrigues Alves]], Secretario do Interior (do Estado de São Paulo), datada de 1919, em que o diretor do Museu relata seus planos de completar a decoração interna do Museu. “''Quanto a parte de escultura, verifico que, na escadaria há um lugar marcado para quatorze grandes estátuas, como, porém, ficaria excessivamente caro resolver ao mesmo tempo esta parte, deixo dela tratar atualmente, assim também como da pintura dos diferentes painéis que devem ser ornamentados e de que só na Sala de Honra existem quatro''”<ref name=":3" /><ref>TAUNAY, A. E. Guia de Secção do Museu Paulista. São Paulo, Imprensa Oficial do Estado, 1937, p. 57 e segs. citados por Chiradelli, op. cit. pag 22/25.</ref>
 
Logo depois ele teria trocado cartas com [[Basílio de Magalhães]] solicitando sugestões de personalidades para terem suas imagens no salão de honra e nas salas do Museu Paulista. Na ocasião ele teria citado Fernão Dias Paes Leme (lembrando a incorporação do território de Minas), [[Bartolomeu Bueno da Silva|Bartholomeu Bueno da Silva]] (Goiás), [[Pascoal Moreira Cabral|Paschoal Moreira Cabral]] (Mato Grosso), [[Raposo Tavares|Antônio Raposo Tavares]] (expulsão dos jesuítas além Paraná e conquista do Paraná), [[Francisco de Brito Peixoto]] (Santa Catarina), [[Gaspar de Godói Colaço|Gaspar de Godoi Colaço]] (Rio Grande do Sul), porém, no final, os nomes de [[Fernão Dias]], Raposo Tavares e Gaspar de Godói deram lugar a Manoel de Borba Gato (explorado no território de Minas Gerais), Francisco Dias Velho (Santa Catarina) e, claro, Manoel Preto.<ref name=":3" /> Importante salientar que, posteriormente, as estátuas de Fernão Dias e Raposo Tavares foram esculpidas em mármore de Carrara.<ref>{{Citar web|url=http://www.belgianclub.com.br/pt-br/heritage/museu-paulista-s%C3%A3o-paulo-est%C3%A1tua-do-bandeirante-francisco-de-brito-peixoto|titulo=Museu Paulista (São Paulo) - Estátua do Bandeirante Francisco de Brito Peixoto {{!}} Patrimônio belga no Brasil|acessodata=16 de novembro de 2017|obra=www.belgianclub.com.br}}</ref>
 
Sabendo ser melhor que esperasse as comemorações do centenário da independência para falar com políticos sobre seus planos, o historiador enviou um ano depois, em 6 de julho 1921, em nome do Diretor em Comissão do Museu – provavelmente o próprio Taunay - o projeto para o novo Secretário do Interior Dr. Alarico Silveira explicando os detalhes para a realização das obras e preços: “''Uma estátua grande do D. Pedro I no centro da escadaria ... seis estatuas menores, decorativas de bandeirantes acompanhando a caixa da escadaria, oito vasos monumentais da escadaria, todas estas peças de bronze. Para as estátuas dos bandeirantes tenho propostas dos Snrs. Zani e Rollo que os fazem por noventa contos e do Snr. Henrique V. Emelen que os fazem por setenta e oito contos e apresentou uma maquete que se acha em poder de V. Ex. Para os vasos não tenho a proposta do Snr. Emelen que V. Ex. já conhece; executa os oito vasos monumentais por dez contos segundo o projeto que V. Ex. já conhece e aplaudiu''<ref name=":3" />''.''”
Por encomenda do próprio diretor do Museu Paulista, Affonso Taunay, o artista van Emelen pintou a “Cena Porto de Santos - Jantar do Porto de Santos”, “Tropeiros à Beira da Estrada”, “Rancho na Estrada de Sorocaba”, “Velhas arcadas da Faculdade de Direito da USP” , “Centenário de Porto Feliz” e “Caboclos do Sertão do Tietê” (1930). No próprio acervo do Museu Paulista encontram-se também três estudos de vasos e um “Detalhe da escadaria do Museu Paulista, com estudos de vasos” exibidos na exposição “Coleções em Diálogo: Museu Paulista e Pinacoteca de São Paulo”.<ref>{{Citar web|url=http://www.belgianclub.com.br/pt-br/heritage/museu-paulista-s%C3%A3o-paulo-estudo-dos-vasos-da-escadaria|titulo=Museu Paulista (São Paulo) - estudo dos vasos da escadaria {{!}} Patrimônio belga no Brasil|acessodata=18 de novembro de 2017|obra=www.belgianclub.com.br}}</ref><ref>{{Citar web|url=http://pinacoteca.org.br/programacao/colecoes-em-dialogo-museu-paulista-e-pinacoteca-de-sao-paulo/|titulo=Pinacoteca – Coleções em Diálogo: Museu Paulista e Pinacoteca de São Paulo|acessodata=18 de novembro de 2017|obra=pinacoteca.org.br|ultimo=Interativa|primeiro=Hous Mídia}}</ref>
 
O [[Museu Afro Brasil]], localizado no [[Parque Ibirapuera|Parque do Ibirapuera]], em São Paulo, expõe três obras feita com óleos sobre madeira e um óleo sobre metal da autoria do Adrien van Emelen.
 
A [[Pinacoteca do Estado de São Paulo]] (Pina), também possui algumas obras realizadas por Adrien.<ref>{{citar web|URL=http://pinacoteca.org.br/acervo/obras/|título=Pesquisa sobre as obras disponíveis de Von Emelen no acervo da Pina|autor=|data=|publicado=Pinacoteca do Estado de São Paulo|acessodata=11 de maio de 2018}}</ref> No catálogo de 1954, na seção “Obras não expostas - pintura” aparecem quatro títulos: “Paisagem”, “Academia de Direito - S. Paulo”, “Cabeça de preto” e “Preta fumando”. Já o catálogo de 1960 contem as mesmas pinturas com indicação que a obra “Paisagem” foi cedida por empréstimo no Palácio do Governo. O livro “Pinacoteca do Estado: Catálogo Geral de Obras” só contem uma referencia ao H. Van Emelen com a pintura “Academia de Direito”.<ref name=":2" />
 
Há também uma pintura óleo sobre tela de autoria do artista no Seminário de [[Pirapora do Bom Jesus]], no interior de São Paulo, que representa [[Dom Alderico Albrechts]] e foi pintado em 1927. O Seminário foi fundado em 1897 pela belga Abadia de Averbode.<ref name=":2" />
 
Existem também relatos de que muitos parentes do artista ficaram com suas obras, principalmente com suas obras. Não é incomum encontrar suas pinturas sendo leiloadas em sites online especializados no assunto.

Menu de navegação