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Premier League: diferenças entre revisões

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A Premier League foi reconhecida por sua contribuição para o comércio internacional e pelo valor que traz para o futebol inglês e para a indústria de [[Broadcasting|radiodifusão]] do [[Reino Unido]]. A receita bruta da Premier League é a quarta maior em todas as ligas esportivas de todo o mundo, atrás apenas das receitas anuais das três principais ligas esportivas da [[América do Norte]] (a [[National Football League]], [[Major League Baseball]] e a [[National Basketball Association]]).<ref>{{citar web |titulo=Theory of the Perfect Game: Competitive Balance in Monopoly Sports Leagues |url=http://www.vanderbilt.edu/econ/faculty/Vrooman/vrooman-rio-sports-special.pdf|língua=en |ano=2009 |último=Vrooman |volume=34|edição=1|páginas=5–44|doi=10.1007/s11151-009-9202-7}}</ref>
 
Em termos de futebol mundial, os clubes da Premier League são alguns dos mais ricos do mundo. Em 2018, a Deloitte, que anualmente divulga os números sobre as receitas dos clubes por meio de sua "Football Money League", listou dez clubes da Premier League ([[Manchester United]], [[Manchester City]], [[Arsenal FC|Arsenal]], [[Chelsea FC|Chelsea]], [[Liverpool FC|Liverpool]], [[Tottenham Hotspur]] e [[Leicester City]], [[West Ham]], [[Southampton]] e [[Everton FC]]) entre os vinte primeiros na temporada 2016–17, mais que qualquer outro país.<ref name=Deloitte0809>{{citar web |url=https://www2.deloitte.com/uk/en/pages/sports-business-group/articles/deloitte-football-money-league.html|titulo=Deloitte Football Money League 2018|acessodata=12 de agosto de 2018|língua=en}}</ref> Além disso, dezoito dos vinte clubes terminaram a temporada com lucro (um total de 500 milhões de libras).<ref name=receita/>
 
Apesar das grandes receitas, a dívida dos vinte clubes em 2017 era de 2,5 bilhões de libras. Desses, boa parte provinham de "empréstimos suaves" dos proprietários, com a maior parte desse valor (£1,17 bilhão) do Chelsea.<ref name=gu>{{citar web |url=https://www.theguardian.com/football/2018/jun/06/premier-league-finances-club-guide-2016-17|titulo=Premier League finances: the full club-by-club breakdown and verdict
Apesar das grandes receitas, a dívida dos vinte clubes em 2011 era de 2,4 bilhões de libras. Desses, 1,5 provinham de "empréstimos suaves" dos proprietários, com a maior parte desse valor (£819m) do Chelsea.<ref name=Deloitte0890>{{citar web |url=http://www.deloitte.com/assets/Dcom-UnitedKingdom/Local%20Assets/Documents/Industries/Sports%20Business%20Group/uk-sbg-annual-football-finance-review-2012-highlights.pdf|titulo=Highlights|acessodata=812 de fevereiroagosto de 20132018|língua=en|formato=PDF}}</ref> No fim de 2012, o Arsenal, Manchester United, Tottenham e Liverpool enviaram uma carta para o presidente da liga, Richard Scudamore, com o intuito de diminuir os gastos feitos principalmente pelo Chelsea (que tem como proprietário o bilionário russo [[Roman Abramovich]]) e Manchester City (cujo dono é ''sheik'' [[Mansour bin Zayed Al Nahyan|Mansour]]). A carta dizia que sete clubes da liga já estavam sob o regulamento financeiro da Uefa, mas que os outros clubes controlados por milionários precisavam entrar na mesma regulamentação e que as regras de controle deviam "incluir medidas significativas para restringir esse tipo de situação".<ref>{{citar web |titulo=Rivais ingleses se unem contra gastos elevados de Chelsea e City |url=http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-ingles/noticia/2013/01/rivais-ingleses-se-unem-contra-gastos-elevados-de-chelsea-e-city.html |obra=Globo |publicado=Globoesporte.com |data=14 de janeiro de 2013 |acessodata=16 de janeiro de 2013}}</ref>
 
Em fevereiro de 2013 os vinte clubes assinaram um acordo para limitar seus déficits e cortar as verbas salariais, novas normas cujo descumprimento poderá causar perda de pontos no torneio. A partir de julho do mesmo ano, os clubes não podem acumular perdas de mais de 105 milhões de libras (gastos com estádio e CTs estarão isentos) em um período de três anos. No mesmo período, os clubes cujo total de gastos em salário for de mais de 52 milhões só serão autorizados a subir esse valor em quatro milhões. Caso excedam esse limite, os clubes serão obrigados a responder perante uma comissão disciplinar e prestar contas com informação financeira detalhada, na qual os donos do time deverão custear a dívida pendente.<ref name=rfpl>{{citar web |titulo=Premier League agrees new financial regulations |url=http://www.bbc.co.uk/sport/0/football/21374699 |obra= |publicado=BBC |data=8 de fevereiro de 2013 |acessodata=8 de fevereiro de 2013}}</ref> O ministro do esporte da Inglaterra, Hugh Robertson, disse: "Estou satisfeito que os clubes da Premier League concordaram com os regulamentos financeiros que ajudarão a garantir que eles funcionem em uma base mais sustentável." "O Governo tem sido claro que queremos que os clubes estejam seguros financeiramente para a saúde a longo prazo do jogo. Esta é uma medida bem-vinda e positiva." Apesar das medidas, o regulamento da Premier League é muito menos rigoroso do que o estabelecido pela Uefa para competições europeias, que só permitem uma perda de aproximadamente quarenta milhões ao longo de três anos.<ref name=rfpl/>
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