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Machado de Castro: diferenças entre revisões

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sem resumo de edição
{{Info/Biografia
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| nome = =Joaquim Machado de Castro
| imagem = =Retrato de Joaquim Machado de Castro.jpg
| imagem_tamanho = =280px
| legenda = =Retrato de Joaquim Machado de Castro
| nome_completo = =Joaquim Machado de Castro
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*[[Estátua equestre de D. José I]]
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'''Joaquim Machado de Castro''' ([[Sé de Coimbra|Sé]], [[Coimbra]], [[19 de Junho]] de [[1731]] - [[Mártires]], [[Lisboa]], [[17 de Novembro]] de [[1822]]) foi um dos maiores e mais renomados [[escultura|escultores]] [[Portugal|portugueses]]. Machado de Castro foi um dos escultores de maior influência na [[Europa]] do [[século XVIII]] e princípio do [[século XIX]].
 
== Biografia ==
Para além da realização da [[escultura]], Machado de Castro descrevia extensamente o seu trabalho, de que se destaca a extensa análise sobre a ''[[Estátua equestre de D. José I]]'' que se situa na [[Praça do Comércio]], em Lisboa, intitulada ''Descrição analítica da execução da estátua equestre'' e publicada em Lisboa em [[1810]].
[[Ficheiro:Joaquim Machado de Castro - 'Os Presépios de Barro', 2.ª série, vol. I, n.º 6, Lisboa, 1905.png|esquerda|miniaturadaimagem|303x303px|Joaquim Machado de Castro em [[litografia]] do séc. XVIII.]]
Filho de Manuel Machado Teixeira, [[organeiro]] e [[Escultura|escultor]] e de sua primeira mulher, D. Teresa Angélica Taborda. Começou por ser enviado por seu pai a estudar com os [[Jesuítas]], em [[Coimbra]], de quem recebeu uma [[Humanismo|cultura humanista]].
 
Em [[1746]] foi para [[Lisboa]], onde trabalhou na oficina do santeiro (comerciante que vende estampas e imagens de santos) Nicolau Pinto, passando depois pelo atelier de José de Almeida, que frequentara a Academia de Portugal em [[Roma]]. Em [[1756]], ingressou na chamada ''Escola de Escultura de Mafra'' (criada em [[1754]] por [[José I de Portugal|D. José I]]), tornando-se assistente de Giusti. No ano de [[1771]], era incumbido de esculpir a [[Estátua equestre de D. José I|Estátua Equestre de D. José I]], destinada ao [[Praça do Comércio|Terreiro do Paço]], projectada por [[Eugénio dos Santos]]. A estátua foi inaugurada em [[1775]] e, posteriormente, foi chamado a coordenar o programa escultórico da [[Basílica da Estrela]].
A ''Descrição'' consiste no relato pormenorizado, feito ao estilo e à execução técnica, levada a cabo no que é considerado o seu melhor trabalho, a [[estátua equestre]] do Rei [[D. José I]] de Portugal datada de [[1775]], como parte da obra de reconstrução da cidade de [[Lisboa]], seguindo os planos de [[Marquês de Pombal]], logo após o [[Terramoto de 1755]]. As partes da construção estão detalhadas e ilustradas, incluindo variados planos e componentes utilizados para a sua execução.<ref>Pdf da obra, no site da Biblioteca Digital Nacional da Biblioteca Nacional de Portugal, [http://purl.pt/960/5/ba-861-p_PDF/ba-861-p_PDF_24-C-R0150/ba-861-p_0000_anterrosto-334_t24-C-R0150.pdf]</ref>
 
Entretanto foi autor da estátua de Neptuno do chafariz concebido para o Largo das Duas Igrejas, e que se encontra desde [[1925]] no [[Largo D. Estefânia]] em [[Arroios (Lisboa)|Arroios]]. A partir daí recebeu outras encomendas da corte, nomeadamente túmulos e monumentos régios.
Na introdução da sua obra [[Machado de Castro]] comenta outras estátuas equestres situadas em diversas praças europeias.
[[File:Joseph Ier de Portugal - Lisbonne.jpg|thumb|left|Estátua do Rei [[José I de Portugal|D. José I]] na [[Praça do Comércio]], [[Lisboa]]]]
 
Entre essas encomendas, destacamos a estátua de [[Maria I de Portugal|D. Maria I]], oferecida à [[Biblioteca Nacional de Portugal|Biblioteca Nacional]]. Machado de Castro era escultor oficial desde [[1782]], sendo então convidado a fazer uma estátua de [[João VI de Portugal|D. João VI]] para o [[Rio de Janeiro]]. Em [[1802]], foi nomeado para dirigir o programa escultórico para o [[Palácio da Ajuda]], sendo autor de três peças: ''Conselho'', ''Generosidade'' e ''Gratidão''. Foi o primeiro escultor português a escrever sobre escultura, demonstrando preocupação na nobilitação da arte e dos artistas. A sua obra mais vasta é a ''Descrição analítica da Estátua Equestre'', publicada em 1810 em [[Lisboa]], sendo ainda de nomear o ''Dicionário de Escultura'' (inédito até [[1937]]). A ''Descrição'' consiste no relato pormenorizado, feito ao estilo e à execução técnica, levada a cabo no que é considerado o seu melhor trabalho, a [[estátua equestre]] do Rei [[D. José I]] de Portugal datada de [[1775]], como parte da obra de reconstrução da cidade de [[Lisboa]], seguindo os planos de [[Marquês de Pombal]], logo após o [[Terramoto de 1755]]. As partes da construção estão detalhadas e ilustradas, incluindo variados planos e componentes utilizados para a sua execução.<ref>Pdf da obra, no site da Biblioteca Digital Nacional da Biblioteca Nacional de Portugal, [http://purl.pt/960/5/ba-861-p_PDF/ba-861-p_PDF_24-C-R0150/ba-861-p_0000_anterrosto-334_t24-C-R0150.pdf]</ref>
== Outras obras ==
 
Nas outras obras de Machado de Castro incluem-se os presépios, designadamente os existentes em Lisboa na [[Presépio da Basílica da Estrela|Basílica da Estrela]], na Sé de Lisboa e no Museu Nacional de Arte Antiga.
É de referir a sua actividade como escultor em barro, de pequeno formato, nomeadamente para figuras de presépios. O presépio [[barroco]] desenvolveu-se na época de [[João V de Portugal|D. João V]], com possível influência italiana, sendo frequentemente um trabalho colectivo. Alguns presépios destacam-se pela sua monumentalidade, como o da Basílica da Estrela que contava com cerca de quinhentos figurantes, também na [[Sé de Lisboa]] e no [[Museu Nacional de Arte Antiga]]. Na introdução da sua obra [[Machado de Castro]] comenta outras estátuas equestres situadas em diversas praças europeias.
 
Possuía o grau de cavaleiro professo da [[Ordem de Cristo]], com que fora agraciado ao terminar todos os trabalhos do monumento da estátua equestre.
 
== Família e posteridade ==
Joaquim Machado de Castro casou três vezes, tendo enviuvado das três esposas. A sua primeira esposa foi D. Isidora Teresa de Jesus, filha de Silvestre Jorge da Silva e Catarina Maria da Assunção, com quem casou a [[23 de fevereiro]] de [[1754]] na [[Igreja de Nossa Senhora de Jesus|Igreja de Nossa Sr.ª das Mercês]], em Lisboa. Isidora faleceu no [[Sismo de Lisboa de 1755]], em [[1 de novembro]]. Houve geração deste casamento.
 
Casou, em segundas núpcias, a [[7 de fevereiro]] de [[1758]], na Igreja de Santa Isabel, em Lisboa, com D. Rosa Maria Joaquina, [[mafrense]], filha de Manuel Vieira da Silva. Houve geração deste casamento. Rosa faleceu a [[6 de abril]] de [[1776]], na [[rua da Madalena]], sendo sepultada no [[Convento de São Francisco da Cidade]], em Lisboa.
 
Casou, em terceiras núpcias, a [[13 de abril]] de [[1779]], na Ermida do [[Marquês de Marialva]] em [[Marvila (Lisboa)|Marvila]] (com assento na paróquia de [[Santa Engrácia (Lisboa)|Santa Engrácia]]), com D. Ana Bárbara de Sousa, viúva de José Cardoso da Silva. Deste casamento não houve filhos. Ana Bárbara faleceu de [[apoplexia]] a [[11 de dezembro]] de [[1813]], no ''Palácio do Tesouro Velho'' (freguesia dos [[Mártires]]), aos 68 anos, sendo sepultada no Convento de São Pedro de Alcântara, ao [[Bairro Alto]].
 
Joaquim Machado de Castro faleceu com 91 anos de idade, no ''Palácio do Tesouro Velho'', sendo sepultado na [[Basílica de Nossa Senhora dos Mártires]].
 
Para a sua biografia pode ver-se o artigo do director da [[Academia de Belas-artes de Lisboa|Academia de Belas Artes]] Francisco de Assis Rodrigues, que sob o título de C''omemoração'' saiu na ''Revista Universal Lisbonense'', de [[17 de novembro]] de [[1842]], e foi reproduzida no ''Diário do Governo'', de 24 do referido mês; neste artigo vêem apontamentos, em que se fala de Machado com muito louvor. Nas ''Memórias'' de [[Cyrillo Volkmar Machado]] também se encontram muitos dados biográficos.[[File:Joseph Ier de Portugal - Lisbonne.jpg|thumb|left|Estátua do Rei [[José I de Portugal|D. José I]] na [[Praça do Comércio]], [[Lisboa]]]]<br />
 
==Ligações externas==
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