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Tia Nastácia: diferenças entre revisões

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Quando vivo, Monteiro Lobato disse ao jornalista Silveira Peixoto em uma entrevista, que a personagem de seus livros foi inspirada em uma mulher chamada Anastácia, que trabalhava em sua casa como [[cozinheira]], e [[babá]] de seus filhos. A "Anastácia real" é descrita como uma negra alta, magra, de canelas e punhos finos, um personagem com características mais próximas da realidade das trabalhadoras negras mas que não deixa de ser um retrato lamentável de sua condição na sociedade.
 
Em entrevista para a Gazeta-Magazine em [[1943]], Lobato respondeu ao repórter Silveira Peixoto sobre como havia surgido a cozinheira do Sítio: ''"Tive em casa uma Anastácia, ama do meu filho Edgard. Uma preta alta, muito boa, muito resmunguenta, hábil quituteira… Tal qual a Anastácia, ou a tia Nastácia dos livros."''<ref>{{Citar livro|último=Zöler|primeiro=Zöler|título=Lobato Letrador|subtítulo=3º passo|edição= 1|editora=Tagore Editora|ano=2018|páginas=408|página=130|capítulo=3.2.1 '''tia Nastácia''' 1910|isbn=9788553250332}}</ref> Ele também cita a mesma no ano de [[1912]] em quanto fala ao amigo [[Godofredo Rangel]], sobre seus filhos: ''"O peralta é o Edgard. Põe-me doido e é escandalosamente protegido pela mãe e a tia Anastácia, a preta que eu trouxe de Areias e o pega desde pequenininho. Excelente preta, com um marido mais preto ainda, de nome Esaú."''
 
== Uma visão da época ==