Diferenças entre edições de "Iemanjá"

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(Iemanja)
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== Nome e Epítetos ==
[[imagem:Praia Camburi - Pier Iemanja - VITÓRIA - ES - panoramio (1).jpg|thumb|left|Estátua de Iemanjá na Praia de Camburi, [[Vitória (Espírito Santo)|Vitória]], [[Vitória (Espírito Santo)|Espírito Santo]].]]
"Iemanjá", nome que deriva da [[Contração (gramática)|contração]] da expressão em [[Língua iorubá|iorubá]] ''Yèyé omo ejá'' ("Mãe cujos filhos são peixes") ou simplesmente ''Yemọjá'' em referência a um rio homônimo cultuado nos primórdios do culto deste [[orixá]].<ref name="apudverger">[https://books.google.com.br/books?id=rtTDBAAAQBAJ&pg=PT812&dqfalse#v=onepage&q&f=false P. Verger, 1981 apud N. Lopes, p. 812]</ref><ref> [https://books.google.com.br/books?id=JkEeCwAAQBAJ&pg=PT160&dq=#v=onepage&q&f=false Asante, 2015]</ref><ref>[https://books.google.com.br/books?id=mc4dTf_svKcC&pg=PA237&dq=#v=onepage&q&f=false M, Kagiso p. 237]</ref> Na [[Nigéria]], ''Yemọjá'' pronuncia-se com o som de "''djá''" na última sílaba.<ref>Arnaldo Rodrigues, p. 28</ref><ref group="nb">O que leva alguns [[Templos afro-brasileiros|ilês]] a adotarem o nome ''Yemonjá'' (pron. Iêmondjá).</ref> A versão lusófona amplamente mais aceita no âmbito acadêmico é Iemanjá, por vezes também assume a grafia de ''Yemanjá'' onde a letra inicial alude a origem do nome. Isso também observa-se no caso de ''Yemayá'' na [[Santeria]] em [[Cuba]]. No [[odu]] ''Ogunda'' é chamada de ''Mọjẹlẹwu'', esposa de ''Ọkẹrẹ'' rei de S̩aki.<ref name="Bascom" /> Também é conhecida como ''Aleyo'' na mesma região de [[Egbado]], Ayetoro, Igan e Okoto.<ref name="notasverger.293">[https://books.google.com.br/books?id=mYZtSQsR2v4C&pg=PA293&dq=#v=onepage&q&f=false Verger, p. 293]</ref> Em [[Trinidad e Tobago]] é chamada de ''Emanjah'' ou ''Amanjah'', e ''Metre Silí'' ou ''Agué Toroyo'' na [[República Dominicana]].<ref name="nei">[https://books.google.com.br/books?id=rtTDBAAAQBAJ&pg=PT813&dqfalse#v=onepage&q&f=false N. Lopes, 2004]</ref>
"e mentira
 
O seu nome na cultura popular brasileira ''Dona Janaína'' a ''Mãe d'água'' é associado por alguns autores a uma origem [[Línguas indígenas do Brasil|indígena]]<ref>[[Volney Berkenbrock|Berkenbrock]], p. 237</ref><ref>Megale, p.76</ref><ref>Autor não definido. ''[https://books.google.com.br/books?id=1SLWCwAAQBAJ&pg=PT19&dq=false Cantigas de umbanda e candomblé: Pontos cantados e riscados de orixás, caboclos, pretos-velhos e outras entidades]''. p. 19, Pallas Editora, 2015. ISBN 978-85-347-0583-7</ref> mas não evidenciam seu significado ou grupo linguístico. No [[Língua guarani|guarani]] existe ''Jara'', pronúncia correta de ''Iara'', significando, segundo M. A. Sampaio, "''senhor, senhora, dono, dona, proprietário, proprietária. Não quer dizer'' 'senhora das águas'. ''Para esse termo, seria ''Y-jara: Y''- água; ''jára'', senhor ou senhora.''"<ref>Sampaio, p. 61</ref> Tal alusão à figura [[Folclore brasileiro|mitológica brasileira]] de [[Iara]] justificaria dois títulos em comum, ''Mãe d'Água'' e ''Sereia'', e sua origem explica por que é tratada por "Dona".<ref group="nb">Na tradição Lusófona, em especial no Brasil, a expressão "Dona" é um tratamento polido para referir-se a "senhora" e não propriamente no sentido de proprietária.</ref> Lenz, H. Goldammer em seu dicionário de [[Língua tupi|tupi]] e guarani identifica Janaína como corruptela de ''ja nã inã'', que significaria "''costuma ser semelhante ao solitário''" ou "''Rainha do Mar''" em uma tradução livre do Tupi.<ref>[https://books.google.com.br/books?id=FmU0CwAAQBAJ&pg=PT117&dq=false Lenz, p.117]</ref> O [[dicionário Houaiss]] registra a explicação da composição do nome por Olga Cacciatore como de origem [[Língua iorubá|iorubá]]: ''iya'', "mãe" + ''naa'', "que" + ''iyin'', "honra".<ref name="janaina">[http://archive.is/pkPGZ/ ''A Outra origem de Janaína'', artigo de Antonio Luiz M. C. Costa] (28 de novembro de 2006).</ref> M. C. Costa, em um artigo referente, localiza sua origem no [[diminutivo]] de ''Jana'', expressão portuguesa para ''Anjana'', ser mitológico ligado às [[Xana (mitologia)|Xanas]], uma espécie de [[fada]] ou [[ninfa]] da mitologia [[Astúrias|asturiana]] que vive nos rios, fontes e mananciais.<ref name="janaina" /> Já outro nome ''Inaê'' é segundo Édison Carneiro apenas [[aférese]] de ''Janaína'' com mais um "ê" [[eufônico]].<ref name="edison">Carneiro, p. 55</ref>
", nome que deriva da [[Contração (gramática)|contração]] da expressão em [[Língua iorubá|iorubá]] ''Yèyé omo ejá'' ("Mãe cujos filhos são peixes") ou simplesmente ''Yemọjá'' em referência a um rio homônimo cultuado nos primórdios do culto deste [[orixá]].<ref name="apudverger">[https://books.google.com.br/books?id=rtTDBAAAQBAJ&pg=PT812&dqfalse#v=onepage&q&f=false P. Verger, 1981 apud N. Lopes, p. 812]</ref><ref> [https://books.google.com.br/books?id=JkEeCwAAQBAJ&pg=PT160&dq=#v=onepage&q&f=false Asante, 2015]</ref><ref>[https://books.google.com.br/books?id=mc4dTf_svKcC&pg=PA237&dq=#v=onepage&q&f=false M, Kagiso p. 237]</ref> Na [[Nigéria]], ''Yemọjá'' pronuncia-se com o som de "''djá''" na última sílaba.<ref>Arnaldo Rodrigues, p. 28</ref><ref group="nb">O que leva alguns [[Templos afro-brasileiros|ilês]] a adotarem o nome ''Yemonjá'' (pron. Iêmondjá).</ref> A versão lusófona amplamente mais aceita no âmbito acadêmico é Iemanjá, por vezes também assume a grafia de ''Yemanjá'' onde a letra inicial alude a origem do nome. Isso também observa-se no caso de ''Yemayá'' na [[Santeria]] em [[Cuba]]. No [[odu]] ''Ogunda'' é chamada de ''Mọjẹlẹwu'', esposa de ''Ọkẹrẹ'' rei de S̩aki.<ref name="Bascom" /> Também é conhecida como ''Aleyo'' na mesma região de [[Egbado]], Ayetoro, Igan e Okoto.<ref name="notasverger.293">[https://books.google.com.br/books?id=mYZtSQsR2v4C&pg=PA293&dq=#v=onepage&q&f=false Verger, p. 293]</ref> Em [[Trinidad e Tobago]] é chamada de ''Emanjah'' ou ''Amanjah'', e ''Metre Silí'' ou ''Agué Toroyo'' na [[República Dominicana]].<ref name="nei">[https://books.google.com.br/books?id=rtTDBAAAQBAJ&pg=PT813&dqfalse#v=onepage&q&f=false N. Lopes, 2004]</ref>
 
Iemanjá também assume diversos [[epíteto]]s e títulos em sua grande variedade de cultos. Segue uma lista incompleta, excluindo-se também qualidades e [[avatar]]es (ver seção [[#Qualidades e Avatares|''Qualidades e Avatares'']]): ''Ayaba ti gbe ibu omi'', rainha que vive na profundeza das águas;<ref name="verger301">[https://books.google.com.br/books?id=mYZtSQsR2v4C&pg=PA301&focus=viewport&hl=pt-BR#v=onepage&q&f=false Verger, p. 301]</ref> ''Ibu gba nyanri'', regato que retém a areia; Oloxum (''Olosun''), regato vermelho; ''Ibu Alaro'', regato negro (anil); ''Olimọ'', dona da folha de [[palmeira]]; ''Onilaiye'', dona do mundo;<ref>[https://books.google.com.br/books?id=mYZtSQsR2v4C&pg=PA302&focus=viewport&hl=pt-BR#v=onepage&q&f=false Verger, p. 302]</ref> ''Onibode Iju'', guardiã da floresta; mãe de Minihun (''Iya ominihun''), em referência a ''minihun'' que é o nome que se dá às crianças que acredita-se concebidas graças a Iemanjá;<ref>[https://books.google.com.br/books?id=mYZtSQsR2v4C&pg=PA303&focus=viewport&hl=pt-BR#v=onepage&q&f=false Verger, p. 303]</ref> ''Ayaba lomi o'', rainha na água;<ref>[https://books.google.com.br/books?id=mYZtSQsR2v4C&pg=PA305&focus=viewport&hl=pt-BR#v=onepage&q&f=false Verger, p. 305]</ref> ''Iyá Ori'', mãe da cabeça<ref>[https://books.google.com.br/books?id=VXKnBQAAQBAJ&pg=PT30&dq=#v=onepage&q&f=false Assef, p.30]</ref> ''Rainha do Mar'', ''Sereia''.<ref>Koguruma, Paulo. ''[https://books.google.com.br/books?id=fk2vi9db3J0C&pg=PA297&dq=#v=onepage&q&f=false Conflitos do imaginário: a reelaboração das práticas e crenças afro-brasileiras na "metrópole do café" 1890-1920].'' Ed. Annablume: Fapesp, 2001, 1º edição, p. 297. ISBN 85-7419-196-5</ref> Outras referências como ''Aiucá'' ou ''Princesa do Aioká'' parecem [[corruptela]]s de ''Abeokuta'', cidade principal do culto de Iemanjá.<ref>FERREIRA, A. B. H. ''Novo dicionário da língua portuguesa''. 2ª edição. Rio de Janeiro, Ed. Nova Fronteira, 1986, p. 914.</ref><ref>CARYBÉ. ''Mural dos orixás''. Salvador, Banco da Bahia Investimentos, 1979, p. 54.</ref>
O seu nome na cultura popular brasileira ''Dona Janaína'' a ''Mãe d'água'' é associado por alguns autores a uma origem [[Línguas indígenas do Brasil|indígena]]<ref>[[Volney Berkenbrock|Berkenbrock]], p. 237</ref><ref>Megale, p.76</ref><ref>Autor não definido. ''[https://books.google.com.br/books?id=1SLWCwAAQBAJ&pg=PT19&dq=false Cantigas de umbanda e candomblé: Pontos cantados e riscados de orixás, caboclos, pretos-velhos e outras entidades]''. p. 19, Pallas Editora, 2015. ISBN 978-85-347-0583-7</ref> mas não evidenciam seu significado ou grupo linguístico. No [[Língua guarani|guarani]] existe ''Jara'', pronúncia correta de ''Iara'', significando, segundo M. A. Sampaio, "''senhor, senhora, dono, dona, proprietário, proprietária. Não quer dizer'' 'senhora das águas'. ''Para esse termo, seria ''Y-jara: Y''- água; ''jára'', senhor ou senhora.''"<ref>Sampaio, p. 61</ref> Tal alusão à figura [[Folclore brasileiro|mitológica brasileira]] de [[Iara]] justificaria dois títulos em comum, ''Mãe d'Água'' e ''Sereia'', e sua origem explica por que é tratada por "Dona".<ref group="nb">Na tradição Lusófona, em especial no Brasil, a expressão "Dona" é um tratamento polido para referir-se a "senhora" e não propriamente no sentido de proprietária.</ref> Lenz, H. Goldammer em seu dicionário de [[Língua tupi|tupi]] e guarani identifica Janaína como corruptela de ''ja nã inã'', que significaria "''costuma ser semelhante ao solitário''" ou "''Rainha do Mar''" em uma tradução livre do Tupi.<ref>[https://books.google.com.br/books?id=FmU0CwAAQBAJ&pg=PT117&dq=false Lenz, p.117]</ref> O [[dicionário Houaiss]] registra a explicação da composição do nome por Olga Cacciatore como de origem [[Língua iorubá|iorubá]]: ''iya'', "mãe" + ''naa'', "que" + ''iyin'', "honra".<ref name="janaina">[http://archive.is/pkPGZ/ ''A Outra origem de Janaína'', artigo de Antonio Luiz M. C. Costa] (28 de novembro de 2006).</ref> M. C. Costa, em um artigo referente, localiza sua origem no [[diminutivo]] de ''Jana'', expressão portuguesa para ''Anjana'', ser mitológico ligado às [[Xana (mitologia)|Xanas]], uma espécie de [[fada]] ou [[ninfa]] da mitologia [[Astúrias|asturiana]] que vive nos rios, fontes e mananciais.<ref name="janaina" /> Já outro nome ''Inaê'' é segundo Édison Carneiro apenas [[aférese]] de ''Janaína'' com mais um "ê" [[eufônico]].<ref name="edison">Carneiro, p. 55</ref>
 
Iemanjá também assume diversos [[epíteto]]s e títulos em sua grande variedade de cultos. Segue uma lista incompleta, excluindo-se também qualidades e [[avatar]]es (ver seção [[#Qualidades e Avatares|''Qualidades e Avatares'']]): ''Ayaba ti gbe ibu omi'', rainha que vive na profundeza das águas;<ref name="verger301">[https://books.google.com.br/books?id=mYZtSQsR2v4C&pg=PA301&focus=viewport&hl=pt-BR#v=onepage&q&f=false Verger, p. 301]</ref> ''Ibu gba nyanri'', regato que retém a areia; Oloxum (''Olosun''), regato vermelho; ''Ibu Alaro'', regato negro (anil); ''Olimọ'', dona da folha de [[palmeira]]; ''Onilaiye'', dona do mundo;<ref>[https://books.google.com.br/books?id=mYZtSQsR2v4C&pg=PA302&focus=viewport&hl=pt-BR#v=onepage&q&f=false Verger, p. 302]</ref> ''Onibode Iju'', guardiã da floresta; mãe de Minihun (''Iya ominihun''), em referência a ''minihun'' que é o nome que se dá às crianças que acredita-se concebidas graças a Iemanjá;<ref>[https://books.google.com.br/books?id=mYZtSQsR2v4C&pg=PA303&focus=viewport&hl=pt-BR#v=onepage&q&f=false Verger, p. 303]</ref> ''Ayaba lomi o'', rainha na água;<ref>[https://books.google.com.br/books?id=mYZtSQsR2v4C&pg=PA305&focus=viewport&hl=pt-BR#v=onepage&q&f=false Verger, p. 305]</ref> ''Iyá Ori'', mãe da cabeça<ref>[https://books.google.com.br/books?id=VXKnBQAAQBAJ&pg=PT30&dq=#v=onepage&q&f=false Assef, p.30]</ref> ''Rainha do Mar'', ''Sereia''.<ref>Koguruma, Paulo. ''[https://books.google.com.br/books?id=fk2vi9db3J0C&pg=PA297&dq=#v=onepage&q&f=false Conflitos do imaginário: a reelaboração das práticas e crenças afro-brasileiras na "metrópole do café" 1890-1920].'' Ed. Annablume: Fapesp, 2001, 1º edição, p. 297. ISBN 85-7419-196-5</ref> Outras referências como ''Aiucá'' ou ''Princesa do Aioká'' parecem [[corruptela]]s de ''Abeokuta'', cidade principal do culto de Iemanjá.<ref>FERREIRA, A. B. H. ''Novo dicionário da língua portuguesa''. 2ª edição. Rio de Janeiro, Ed. Nova Fronteira, 1986, p. 914.</ref><ref>CARYBÉ. ''Mural dos orixás''. Salvador, Banco da Bahia Investimentos, 1979, p. 54.</ref>
 
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