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Fansub: diferenças entre revisões

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== História ==
 
=== Popularização dos animes no ocidente (década de 1960 à 1970) ===
As raízes do ''fansubbing'' surgiram nos Estados Unidos entre as décadas de 1960 e 1970. A primeira animação japonesa documentada a ser licenciada e distribuída no país foi o [[longa-metragem]] ''[[Hakujaden]]'', de 1958, lançada lá como ''The Tale of the White Serpent'' pela Global Pictures em 15 de março de 1961.<ref name=":1" /> A partir daí, a popularidade das animações japonesas em solo americano passou a aumentar gradativamente, especialmente após a estréia de ''[[Astro Boy]]'' em 1963, sendo licenciada nos Estados Unidos ainda naquele ano.<ref name=":1" />
 
Logo após o lançamento dos [[Videocassete|videocassetes]] em novembro de 1975, mais séries de animações japonesas começaram a se espalhar pelos Estados Unidos. A partir de março de 1976, algumas estações de televisão do país começaram a transmitir programas do subgênero ''[[mecha]]'', como ''[[Getter Robo]]'', e devido à disponibilidade de videocassetes, os fãs podiam gravar esses programas para mostrar aos amigos. O escritor e historiador especializado [[Fred Patten]] (1940 – 2018) relatou que a sua primeira exposição aos animes se deu na Sociedade de Ficção Científica de Los Angeles (''Los Angeles Science Fiction Society'', abreviada como LASFS) em 1976,<ref name=":2">{{citar periódico |url=http://web.mit.edu/seantek/www/papers/progress-doublespaced-110.pdf |titulo=Progress Against the Law: Fan Distribution, Copyright, and the Explosive Growth of Japanese Animation |acessodata=10 de agosto de 2021 |jornal=International Journal of Cultural Studies |publicado=Massachusetts Institute of Technology |ultimo=Leonard |primeiro=Sean |paginas=13-77}}</ref> quando ele se encontrou com outro fã que possuía asgravações de animações japonesas nas recém-lançadas fitas [[Betamax]] da [[Sony]]. Em maio de 1977, ele e um grupo de fãs fundaram dentro da LASFS o primeiro clube de anime dos Estados Unidos, o ''Cartoon/Fantasy Organization'' (abreviado como C/FO).<ref>{{Citar periódico|ultimo=Leonard|primeiro=Sean|data=2005-09-01|titulo=Progress against the law: Anime and fandom, with the key to the globalization of culture|url=https://doi.org/10.1177/1367877905055679|jornal=International Journal of Cultural Studies|lingua=en|volume=8|numero=3|paginas=281–305|doi=10.1177/1367877905055679|issn=1367-8779}}</ref><ref name=":2" />
 
Em novembro de 1977, o C/FO começou a se corresponder com outros fãs de animações japonesas em todo o país e, como as datas das exibições das séries de TV nos Estados Unidos eram diferentes em cada região do país, os fãs começaram a trocar fitas de programas que estavam faltando entre si.<ref name=":1">{{citar periódico |url=https://escholarship.org/content/qt0n29d9kq/qt0n29d9kq.pdf |titulo=Celebrating Two Decades of Unlawful Progress: Fan Distribution, Proselytization Commons, and the Explosive Growth of Japanese Animation |acessodata=10 de agosto de 2021 |jornal=UCLA Entertainment Law Review |publicado=UCLA School of Law |ultimo=Leonard |primeiro=Sean |anooriginal=2005 |pagina= |paginas=199-202}}</ref><ref name=":2" /> NaComo época,o muitosLASFS reunia vários membros do LASFSque mantinham contato com pessoas ao redor do mundo, enessa assimmesma osépoca membros doo C/FO começaramcomeçou a trocarreceber fitas com militaresgravações americanosdiretamente lotadosdo emJapão: basesmuitos japonesas,militares sendoamericanos muito deleseram fãs das séries''[[Space opera|space operas]]'' estadunidenses ''[[Star Trek]]'' e ''[[Battlestar Galactica]]'', e quando eles eram enviados ao Japão para lotar as bases americanas localizadas lá, ficavam sem a oportunidade de assistir a essas séries, já que elas não eram transmitidas no Japão.<ref name=":1" /> Felizmente,Como asos fitasaparelhos utilizadasde videocassete fabricados nos Estados Unidos e no Japão eramutilizam compatíveiso entreformato si[[NTSC]], as quefitas ambasutilizadas utilizavamnesses opaíses formatoeram [[NTSC]]compatíveis entre si.<ref name=":1" /> EssesNisso, os membros do C/FO começaram a enviar fitas com gravações dessas ''spaces operas'' para esses militares, que por sua vez enviavam de volta aos Estados Unidos fitas com gravações de animações da TV japonesa. Essas programasgravações não foram dubladosdubladas ou legendadoslegendadas, porém as animações japonesas eram simples o suficiente para que o espectador pudesse discernir o enredo exclusivamente a partir das ações e dos visuais. Em 1979, fãs e clubes de animações japonesas começaram a se separar do movimento de ficção científica e começaram a se referir à mídia que assistiam como "anime".<ref name=":1" />
[[Ficheiro:Fansubvhs.JPG|miniaturadaimagem|250x250px|Fita VHS do distribuidor americano [https://web.archive.org/web/20070422054650/http://www.animegarden.com/ Anime Garden], ativo entre os anos de 2000 e 2007.]]
Nesta época, a pirataria que surgia ao entorno do recém-criado nicho de animes era ignorada pelos órgãos legais americanos, visto que poucas empresas japonesas tinham escritórios em solo americano para licenciar as séries, e as poucas que tinham não estavam interessadas em licenciá-las. Já era de conhecimento por parte dessas empresas que uma crescente quantidade de fãs americanos estavam envolvidos na distribuição e na exibição não autorizada das gravações, mas os ignoravam pois sabiam que não estavam lucrando com elas. Num primeiro passo, a [[Toei Animation]] pediu ao C/FO para ajudá-la com algumas pesquisas de marketing na [[San Diego Comic-Con]], e a partir de 1978,<ref name=":1" /> algumas empresas japonesas se esforçaram para criar suas próprias divisões americanas para licenciar algumas séries; Todavia, nenhuma conseguiu inserir seus animes no mercado de entretenimento do país com sucesso, e as últimas filiais de licenciamento de animes fecharam em 1982.<ref name=":1" />
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