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Diferenças entre edições de "Ação Revolucionária Armada"

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O fundamental para o PCP era as ações de massas pacíficas, procurando o "levantamento de massas", estando as ações de luta armada fora de foco das discussões, apesar de serem abordadas.{{Sfn|Ferreira|2015|p=197}} A possibilidade da luta armada não era nem riscada, nem seguida, daí procurar usar estes meios apenas quando achar apropriado. A linha seguida pelo Partido no informe ''Rumo à Vitória'' de abril de 1964 permite o uso da luta armada, mas o objetivo da "Revolução Democrática e Nacional" procurava a ação das massas para derrubar o regime e os seus aparelhos repressivos.{{Sfn|Ferreira|2015|p=197}} O PCP perseguia o derrubamento da ditadura através do "levantamento nacional de massas", para o qual as condições ainda não estavam criadas, segundo o Partido, apesar de a oposição popular contra o regime estar a intensificar-se. Para o Partido, não se estando numa situação revolucionária implicaria que as massas não estariam prontas para efetuar este tipo de ação.{{Sfn|Ferreira|2015|p=197}} Para o Partido, a sua tarefa era:{{Sfn|Ferreira|2015|pp=197-198}}
 
{{Quote|"não só impulsionar a luta popular que, por si, agrava a crise do regime, como preparar-se para poder conduzir o país à luta decisiva e final na situação revolucionária que se aproxima. [...] Guiados pelo [[Marxismo-Leninismo|marxismo-leninismo]], definindo a nossa orientação apoiados nos factos, trabalhamos para apressar a criação de uma situação revolucionária e para criar as condições políticas e de organização de forma a estarmos à altura das exigências da situação"}}
 
Segundo o PCP, sendo a insurreição popular o resultado de amplas lutas de massas, durante este processo, devido ao aumento dos confrontos entre o aparelho repressivo e as massas, os quadros aqui formados deviam passar à luta armada.{{Sfn|Ferreira|2015|p=198}} Nesta insurreição antifascista, para o PCP, seria fundamental o apoio de pelo menos alguma parte das [[Forças armadas|Forças Armadas]], já que estas eram o mais importante alicerce do regime. Assim sendo, o PCP procurara sempre criar células clandestinas nas várias divisões da organização para fazer um trabalho de agitação, propaganda, mobilização e organização junto dos militares descontentes com o regime.{{Sfn|Ferreira|2015|p=198}} Na direção havia opiniões divergentes sobre a questão da luta armada, enquanto alguns preferiam a luta de massas, outros defendiam que as ações armadas eram a única maneira de derrubar um regime violento.{{Sfn|Silva|Ferreira|5=2020|p=141}}