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Cinema da Galiza: diferenças entre revisões

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=== Século XIX ===
 
==== Os primórdios do cinema ====
Durante o [[século XIX]], existia toda uma tradição secular de [[Circo|circos itinerantes]] e companhias teatrais ambulantes que atraiam a atenção do público com os seus espectáculos de [[Marioneta|marionetas]], [[Teatro de sombras|sombras chinesas]] ou ainda através de inovadores aparelhos, como as [[Lanterna mágica|lanternas mágicas]], em toda a Galiza. Como tal, tentando superar os seus rivais e atrair a atenção do público, dois portugueses, cuja identidade permanece incerta,<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=KhSQ1Kt5qxcC&pg=PA88&dq=Teatro-Circo+Coru%C3%B1%C3%A9s+1896+cine&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwiouMKzpa_zAhXXQ_EDHbGUARUQ6AF6BAgHEAI#v=onepage&q=Teatro-Circo%20Coru%C3%B1%C3%A9s%201896%20cine&f=false|título=Primeros tiempos del cinematógrafo en España|ultimo=Alvarez|primeiro=Juan Carlos de la Madrid|data=1996|editora=Universidad de Oviedo|lingua=es}}</ref> realizaram a primeira exibição de imagens em movimento, no território galego, na cidade da [[Corunha]], numa sessão restrita a alguns jornalistas e altas figuras da autoridade local, realizada no Teatro-Circo Coruñés, a [[2 de setembro]] de [[1896]], sendo utilizado um [[cinetógrafo]] de [[Thomas Edison]] e exibidos alguns filmes realizados por [[Robert William Paul]].<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.com/books?id=ET0eAAAACAAJ&dq=Historia+do+cine+en+Galicia&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjZ2P2Lpa_zAhXfSvEDHdaeCyUQ6AF6BAgIEAE|título=Historia do cine en Galicia|ultimo=Paz|primeiro=José Luis Castro de|data=1996|editora=Vía Láctea Editorial|lingua=gl}}</ref><ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=xkPkLmKR6FgC&pg=PA10&dq=Teatro-Circo+Coru%C3%B1%C3%A9s+1896+cine&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwiouMKzpa_zAhXXQ_EDHbGUARUQ6AF6BAgFEAI|título=Los inicios del Cine en España (1896 - 1909). La llegada del cine, su expansión y primeras producciones.|editora=Liceus, Servicios de Gestió|lingua=es}}</ref> Um ano depois, a [[17 de abril]] de [[1897]], o invento dos [[Auguste e Louis Lumière|irmãos Lumière]], o [[cinematógrafo]], foi exibido em [[Pontevedra]], sendo adquirido em [[Portugal]] por César Marques e Alexandre Pais de Azevedo, operador de câmara e actor respectivamente, ambos também de nacionalidade portuguesa, que exibiram obras como ''[[L'Arroseur arrosé]]'' e ''[[L'Arrivée d'un train en gare de La Ciotat]]'', para além de também terem sido os responsáveis pela primeira exibição cinematográfica nas [[Astúrias]].<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=xkPkLmKR6FgC&pg=PA13&dq=C%C3%A9sar+Marques+e+Alexandre+Pais+de+Azevedo&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjE7qn0o6_zAhXGSvEDHS_4BawQ6AF6BAgDEAI|título=Los inicios del Cine en España (1896 - 1909). La llegada del cine, su expansión y primeras producciones.|editora=Liceus, Servicios de Gestió|lingua=es}}</ref><ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=FWGiK6fnqDIC&pg=PA216&dq=C%C3%A9sar+Marques+e+Alexandre+Pais+de+Azevedo&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjE7qn0o6_zAhXGSvEDHS_4BawQ6AF6BAgLEAI|título=Grial 154 - O AUDIOVISUAL GALEGO|editora=Editorial Galaxia|lingua=gl}}</ref>
 
=== Século XX ===
 
==== Anos 10 e 20: Cinema mudo ====
[[Ficheiro:Catálogo de Vigo Vigo a través de un siglo 1922 1923 p 36.JPG|miniaturadaimagem|Panfleto publicitário dos espectáculos produzidos e filmes exibidos por [[Isaac Fraga]] (1922)]]
Durante as primeiras décadas do século XX, com a realização das primeiras [[Longa-metragem|longas-metragens]] e o sucesso das primeiras grandes produções europeias, como os filmes italianos ''[[Quo Vadis (1913)|Quo Vadis?]]'' ([[1913]]) e ''[[Cabiria]]'' ([[1914]]) ou a série francesa ''[[Les Vampires]]'' ([[1915]]), o empresário [[Isaac Fraga]] tornou-se num dos mais bem sucedidos produtores, distribuidores e exibidores cinematográficos da região ao gerir várias salas de espectáculos em [[Santiago de Compostela]] e Ferrol, assim como Antonio Méndez Laserna, que explorava várias salas de cinema em [[Madrid]], Vigo, Ferrol, Santiago de Compostela e [[Gijón]],<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=eaRAAQAAMAAJ&pg=PP575&dq=Antonio+M%C3%A9ndez+Laserna&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjk1MXgq7nzAhVux4UKHYfaAxkQ6AF6BAgJEAI#v=onepage&q=Antonio%20M%C3%A9ndez%20Laserna&f=false|título=La Esfera|data=1922|lingua=es}}</ref> tendo sido também um dos fundadores da produtora Celta Film ([[1922]]), juntamente com Antonio Rey Soto.<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=VVWqv38eNf8C&pg=PA61&dq=Antonio+M%C3%A9ndez+Laserna&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjk1MXgq7nzAhVux4UKHYfaAxkQ6AF6BAgLEAI|título=Aproximación histórica al cineasta Francisco Elías Riquelme (1890-1977)|ultimo=Oliveira|primeiro=Enrique Sánchez|data=2003|editora=Universidad de Sevilla|lingua=es}}</ref><ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=O1lfAAAAMAAJ&q=Antonio+M%C3%A9ndez+Laserna+celta&dq=Antonio+M%C3%A9ndez+Laserna+celta&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwj_sZaHrbnzAhUBahQKHdlsB6sQ6AF6BAgDEAI|título=Constantino García|ultimo=Brea|primeiro=Mercedes|ultimo2=García|primeiro2=Constantino|data=1991|editora=Universidade de Santiago de Compostela|lingua=gl}}</ref>
 
Durante essas mesmas décadas, apesar do eclodir da [[Primeira Guerra Mundial]], na região da Galiza foram essencialmente realizados [[Documentário|filmes de carácter documental]], destacando-se as obras ''Botadura del acorazado «España»'' ([[1912]]) da autoria de [[Xosé Gil Gil]], que posteriormente fundou a [[Galicia Cinegráfica]] (1922) e realizou o primeiro [[Cinema de ficção|filme de ficção]] galego ''Miss Ledyia'' ([[1916]]),<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=WFNZAAAAMAAJ&q=%22jos%C3%A9+Gil+y+Gil%22+peli&dq=%22jos%C3%A9+Gil+y+Gil%22+peli&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwj5uouDtLnzAhWwRvEDHV6EAVoQ6AF6BAgFEAI|título=Aproximación a la historia del espectáculo cinematográfico en Galicia (1896-1920)|ultimo=Calle|primeiro=José Maria Folgar de la|data=1987|editora=Universidad de Santiago de Compostela|lingua=es}}</ref><ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=82DsVfJoplcC&pg=PA16&dq=%22Miss+Ledyia%22&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwia6rmatLnzAhWdQ_EDHb1pDdMQ6AF6BAgCEAI|título=Edición da obra literaria de Castelao ; Un ollo de vidro ; Cousas. Retrincos ; Os dous de sempre ; Prosas recuperadas ; Os vellos non deben de Namorarse|ultimo=Castelao|data=1999|editora=Editorial Galaxia|lingua=gl}}</ref> ou os filmes ''Pontevedra, cuna de Colón'' ([[1927]])<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=yW-cpmEKP_0C&pg=PA478&dq=Enrique+Barreiro+cinecromo&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwiWtZOa8rvzAhWgSfEDHXn7BvgQ6AF6BAgCEAI|título=Grial 143 Tomo XXXVII 1999|editora=Editorial Galaxia|lingua=gl}}</ref> e ''Hacia una Galicia mejor'' ([[1933]]) de [[Enrique Barreiro|Enrique]] e [[Ramón Barreiro]], autores da técnica [[cinecromo]] e proprietários da produtora ''Folk'' ([[1932]]), ''Un viaje por Galicia'' ([[1929]])<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=x2obAQAAIAAJ&q=Un+viaje+por+Galicia+(1929)&dq=Un+viaje+por+Galicia+(1929)&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjzstL08rvzAhULy4UKHSe0AcMQ6AF6BAgGEAI|título=Imagen, memoria y fascinación: notas sobre el documental en España|ultimo=Cerdán|primeiro=Josetxo|ultimo2=Torreiro|primeiro2=Casimiro|data=2001|editora=Ocho y Medio|lingua=es}}</ref> de Luis Rodríguez Alonso, ''Terra Meiga'' (1932)<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=1qmb1AKTsYoC&pg=PA14&dq=Terra+Meiga,+1932&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjSweOm_bvzAhWSx4UKHf_fDboQ6AF6BAgDEAI|título=Antonio Román: un cineasta de la posguerra|ultimo=Coira|primeiro=Pepe|data=2004|editora=Editorial Complutense|lingua=es}}</ref> de [[Antonio Román]], ''Mariñeiros'' (1935) de [[José Suárez]] e ''Galicia-Finisterre'' (1936) de [[Carlos Velo]].
 
Atraindo a atenção nacional e até mesmo internacional pelas suas paisagens e marcos históricos, várias produções de ficção foram realizadas na comunidade autónoma, tais como ''Maruxa'' (1923) de Henry Vorins, ''La Casa de la Troya'' ([[1925]]) de [[Alejandro Pérez Lugín]] e Manuel Noriega, ''[[Carmiña, flor de Galicia]]'' (1927) de [[Rino Lupo]], ''Alalá, Los nietos de los celtas'' (1933) de Adolf Trotz, ''Hatred'' (''Ódio'', 1933)<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=M6kRqqwNMm0C&pg=PA66&dq=odio+1933+richard+harlan&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwiExYuy9rvzAhVMCxoKHYxvDp4Q6AF6BAgKEAI#v=onepage&q=odio%201933%20richard%20harlan&f=false|título=A Companion to Spanish Cinema|ultimo=Bentley|primeiro=Bernard P. E.|data=2008|editora=Boydell & Brewer Ltd|lingua=en}}</ref> de [[Richard Harlan]] ou ''La tragedia de Xirobio'' (1930)<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=FWGiK6fnqDIC&pg=PA218&dq=La+tragedia+de+Xirobio,+1930&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjnzcCF-bvzAhWLz4UKHX4xBr0Q6AF6BAgDEAI|título=Grial 154 - O AUDIOVISUAL GALEGO|editora=Editorial Galaxia|lingua=gl}}</ref> de [[José Signo]], fundador da produtora galega ''Vicus Films'' (1929).<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=Kq6BM60FHXQC&pg=PA41&dq=Vicus+Films+(1929)&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjsjNrxktTzAhWWS_EDHcIXAYgQ6AF6BAgLEAI|título=Rodado en Galicia: 1916-2004|ultimo=Fernández|primeiro=Miguel Anxo|data=2005|editora=Consorcio Audiovisual de Galicia|lingua=es}}</ref>
 
==== Anos 30: Cinema Sonoro ====
Durante a [[década de 1930]], o cinema sonoro estreou-se na Galiza, nomeadamente a [[14 de março]] de [[1930]], em Vigo, com a projecção de ''The Singing Fool'' (1928) de [[Lloyd Bacon]], com [[Al Jolson]] no papel principal. Apesar de anteriormente também terem tido lugar algumas exibições com som, através do sistema Hispano da produtora Forest Fono Film,<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=L1XWAAAAMAAJ&q=Forest+Fono+Film&dq=Forest+Fono+Film&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjbrICFk9TzAhUgQfEDHWysC5QQ6AF6BAgCEAI|título=The ... Film Daily Year Book of Motion Pictures|data=1936|editora=J.W. Alicoate|lingua=en}}</ref> devido a uma enorme dificuldade em adaptar as salas de espectáculos galegas ao sistema sonoro, em 1935 apenas metade das salas exibia filmes com som, apostando-se essencialmente na exibição de filmes norte-americanos. Pela mesma ocasião, criaram-se os primeiros [[Cineclube|cineclubes]], impulsionados por associações e organizações culturais, como os Comités de Cooperação Intelectual, que projectavam várias obras cinematográficas em diversas cidades galegas que não tinham salas de cinema.
 
==== Guerra Civil Espanhola (1936 e 1939) ====
[[Ficheiro:Carlos_Velo.jpg|direita|miniaturadaimagem|Ilustração de Carlos Velo (1909-1988), cineasta galego nomeado para o [[Oscar de melhor documentário de longa metragem|Óscar de Melhor Documentário de Longa Metragem]] pelo filme ''Torero!'' em [[1956]].]]Com a ascensão do [[Espanha Franquista|estado franquista]] e o despoletar da [[Guerra Civil Espanhola]], apesar das salas de cinema terem permanecido em funcionamento, a aquisição de novos filmes tornou-se numa árdua missão em todo o país, encontrando-se como alternativa a emissão de filmes antigos ou apenas de produção nacional, tais como ''El bailarín y el trabajador'' (1936) de [[Luis Marquina]] e ''La hija de Juan Simón'' (1935) de [[José Luis Sáenz de Heredia]], que mais tardeposteriormente foram proibidos pela Junta de Censura Cinematográfica.<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=M6kRqqwNMm0C&pg=PA70&dq=El+bailar%C3%ADn+y+el+trabajador+(1936)&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjiqeylk9TzAhW3Q_EDHczzDwMQ6AF6BAgFEAI|título=A Companion to Spanish Cinema|ultimo=Bentley|primeiro=Bernard P. E.|data=2008|editora=Boydell & Brewer Ltd|lingua=en}}</ref>
 
Após a guerra, as produtoras cinematográficas galegas foram extintas, sendo também implementada na região a lei que apenas permitia que se falasse o idioma [[Língua castelhana|castelhano]]. Proibida por [[Francisco Franco]], ironicamente natural da Galiza, o [[Galego-português|galego]], tal como o [[Língua catalã|catalão]] e as outras línguas do país, passaram a ser punidas caso fosse faladas, ensinadas ou difundidas. Devido à opressão, muitos artistas e políticos galegos partiram para o [[Exílio galego|exílio no estrangeiro]],<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.com/books?id=cNYjAQAAIAAJ&q=exilio+galego&dq=exilio+galego&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjI08XrkNTzAhXLAGMBHTiABrwQ6AF6BAgJEAI|título=O exilio galego de 1936: política, sociedade, itinerarios|ultimo=Seixas|primeiro=Xosé Manoel Núñez|ultimo2=Vila|primeiro2=Pilar Cagiao|data=2006|editora=Ediciós do Castro|lingua=gl}}</ref> como os realizadores [[Manuel Mur Oti]] e Carlos Velo,<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=0fvcbDrHUx8C&pg=PA331&dq=carlos+velo&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwiP7Oa-kdTzAhWvR_EDHQxwBVMQ6AF6BAgGEAI|título=Las imágenes de Carlos Velo|ultimo=Fernández|primeiro=Miguel Anxo|data=2007|editora=UNAM|lingua=es}}</ref> autor de ''Cinco De Chocolate y Uno De Fresa'' ([[1967]]) e ''[[Torero!]]'' ([[1956]]), filme nomeado para o Óscar de Melhor Documentário, os actores Fernando Iglesias, conhecido como [[Tacholas]],<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=mkNfAAAAMAAJ&q=tacholas+exilio&dq=tacholas+exilio&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwifp6CBktTzAhViD2MBHWvEBL0Q6AF6BAgFEAI|título=De la Restauración al exilio: estudios literarios|ultimo=Porrúa|primeiro=María del Carmen|data=1997|editora=Ediciós do Castro|lingua=es}}</ref> [[Maruxa Villanueva]] e [[María Casares]],<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=4xOw8lNy-iAC&pg=PA1765&dq=actrice+galega+ex%C3%ADlio&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwiI7fLSkNTzAhUF8hQKHX7fC78Q6AF6BAgDEAI|título=Cento vinte e cinco anos de teatro en galego|ultimo=González|primeiro=Anxo Abuín|ultimo2=Vieites|primeiro2=Manuel F.|data=2007|editora=Editorial Galaxia|lingua=gl}}</ref><ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=giHC1zGoW3IC&pg=PA88&dq=actrice+galega+ex%C3%ADlio&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwiI7fLSkNTzAhUF8hQKHX7fC78Q6AF6BAgIEAI|título=Este camiño que fixemos xuntos: memorias|ultimo=Vázquez|primeiro=Antía Cal|data=2006|editora=Editorial Galaxia|lingua=gl}}</ref> os dramaturgos [[Eduardo Blanco Amor]]<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.com/books?id=yM7ZAgAAQBAJ&printsec=frontcover&dq=eduardo+blanco+amor+exilio&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwikiZeOktTzAhW6hP0HHYveDLcQ6AF6BAgEEAI|título=Far Away Is Here. Lejos es aquí: Writing and migrations|ultimo=Giuliani|primeiro=Luigi|ultimo2=Trapassi|primeiro2=Leonarda|ultimo3=Martos|primeiro3=Javier|data=2014-02-14|editora=Frank & Timme GmbH|lingua=es}}</ref> e [[Manuel Daniel Varela Buxán]], os pintores [[Arturo Souto]],<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=Wlk7V-s_FZQC&pg=PA34&dq=arturo+souto+exilio&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwi62PyWktTzAhULB2MBHfu7Cr8Q6AF6BAgKEAI|título=Letras del exilio. México 1939-1949|ultimo=Albiñana|primeiro=Salvador|data=1999|editora=Universitat de València|lingua=es}}</ref> [[Luís Seoane|Luís Seone]],<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.com/books?id=28ahPQAACAAJ&dq=luis+seone+exilio&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjL5om6ktTzAhVd_rsIHdp8B7cQ6AF6BAgHEAE|título=Emigración, arte y exilio: el viaje a España de Luís Seoane en 1963 a través de la prensa, análisis de contenido|ultimo=Rodríguez|primeiro=María Antonia Pérez|data=2001|editora=Centro de Estudios de Población y Análisis de las Migraciones|lingua=es}}</ref> [[Maruja Mallo]]<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.com/books?id=fYZfLgEACAAJ&dq=maruxa+mallo+exilio&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwilp9LGktTzAhU_EWMBHaprAMAQ6AF6BAgEEAI|título=Maruja Mallo y la vanguardia española|ultimo=González|primeiro=Shirley Mangini|data=2012|editora=Circe|lingua=es}}</ref> e [[Eugenio Granell]], ou ainda os escritores [[Indalecio Armesto]],<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=0LcejhdsUKgC&pg=PA80&dq=exilado+galego&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwipjs2KkdTzAhWkSPEDHQJsADYQ6AF6BAgIEAI|título=Contributo para o estudo da história da emigraçom Galega na Argentina|ultimo=Berdasco|primeiro=António Mêndez|data=2005|editora=Editorial Dunken|lingua=pt-BR}}</ref> [[Rafael Dieste]], [[Ramón de Valenzuela]],<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=A6FIlDcsoYEC&pg=PA244&dq=tacholas&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjk_7LPkdTzAhUeBmMBHQfqA70Q6AF6BAgHEAI|título=Dos vidas y un exilio: Ramón de Valenzuela y María Victoria Villaverde : estudio y antología|ultimo=Ruiz|primeiro=Carmen Mejía|data=2011|editora=Editorial Complutense|lingua=es}}</ref> [[Alfonso Daniel Manuel Rodríguez Castelao|Alfonso Rodríguez Castelao]],<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=FAqxDAAAQBAJ&pg=PA419&dq=castelao+exilio&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwi1s5bRktTzAhWQHxQKHb5KAcAQ6AF6BAgGEAI|título=El exilio científico republicano en Argentina.: Contribuciones e impacto de los médicos, biomédicos y psicoanalistas españoles en la ciencia argentina (1936-2003)|ultimo=Aránzazu|primeiro=DÍAZ-R. LABAJO, M. ª|data=2016-06-15|editora=Ediciones Universidad de Salamanca|lingua=es}}</ref> [[Mariví Villaverde]] e [[Isaac Díaz Pardo|Isaac Diaz Pardo]],<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=NPnDxMEjx5kC&pg=PA10&dq=diaz+pardo+exilio&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjcuvDcktTzAhUWg_0HHTTLAbcQ6AF6BAgEEAI|título=Escritores, editoriales y revistas del exilio republicano de 1939|ultimo=Soler|primeiro=Manuel Aznar|data=2006|editora=Editorial Renacimiento|lingua=es}}</ref> que se fixaram no [[México]], [[França]], [[Argentina]], [[Chile]], [[Uruguai]], [[Venezuela]] e [[República Dominicana]], entre outros países.<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.com/books?id=1YoXAAAACAAJ&dq=exilio+galego&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjI08XrkNTzAhXLAGMBHTiABrwQ6AF6BAgKEAE|título=Trasterrados: dicionario do exilio galego|data=2005|editora=Galicia hoxe|lingua=gl}}</ref><ref>{{Citar livro|url=https://books.google.com/books?id=WM0bAQAAMAAJ&q=exilio+galego&dq=exilio+galego&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjI08XrkNTzAhXLAGMBHTiABrwQ6AF6BAgCEAI|título=A literatura do exilio galego en América|data=1995|editora=Fundación Alfredo Brañas|lingua=gl}}</ref>
 
==== Espanha Franquista (1939-1975) ====
Apesar de constringida e sob a mira da [[censura]], nas seguintes décadas a industria cinematográfica galega persistiu mesmo assim com as obras de [[Cesáreo González]], [[Amando de Ossorio]], autor de ''Malenka, la sobrina del vampiro'' (1968), entre muitas outras obras que o consagraram ocomo mestre do cinema de [[Terror (gênero)|terror]] [[Fantasia (gênero)|fantástico]], ou [[Adolfo Torrado|Adolfo]] e [[Ramón Torrado]], sendo alguns muitos poucos filmes espanhóis realizados na região, comoapenas existindo registo das obras ''Cotolay'' ([[1965]]) de [[José Antonio Nieves Conde]], ''Acariño galaico'' ([[1964]]) de [[José Val del Omar]] ou ''El bosque del lobo'' ([[1971]]) de [[Pedro Olea]].
 
==== Anos 70 ====
Com a invenção dos gravadores de vídeo analógico portáteis, como a câmara Portapak da [[Sony]], e o formato [[Super-8|Super 8]], sendo estes acessíveis ao público em geral, durante a [[década de 1970]], o cinema galego teve um novo período de produção, apostando-se quase exclusivamente na realização de [[Curta-metragem|curtas-metragens]]. Realizados essencialmente no seio de pequenos grupos de cineastas amadores e profissionais, o primeiro grupo a ter reconhecimento nacional foi o grupo ''Lupa'', criado em Santiago de Compostela por [[Euloxio R. Ruibal]], [[Félix Casado]] e [[Roberto Vidal Bolaño]],<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=b4ovDgAAQBAJ&pg=PA37&dq=Euloxio+R.+Ruibal+lupa&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwiV0Je8mNTzAhUXjhQKHbDdCMAQ6AF6BAgKEAI|título=A obra dramática de Roberto Vidal Bolaño|ultimo=Manuel|primeiro=Fernández Castro, Xosé|data=2011-01-01|editora=Laiovento|lingua=gl}}</ref> seguindo-se os grupos ''Imaxe'' e ''Club Amateur'', que [[Enrique Rodríguez Baixeras]] integrou antes de fundar o grupo ''Enroba''<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=CxQABQAAQBAJ&pg=PA144&dq=Enrique+Rodr%C3%ADguez+Baixeras&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjg_PDNmNTzAhVj4uAKHZhbCL4Q6AF6BAgFEAI|título=A Companion to Galician Culture|ultimo=Miguélez-Carballeira|primeiro=Helena|data=2014|editora=Boydell & Brewer Ltd|lingua=en}}</ref> e ter realizado os filmes ''[[A morte do mariscal]]'' ([[1973]]), sobre a vida e morte de [[Pardo de Cela]], ou ''O documento'' ([[1974]]), baseado num conto de [[Ánxel Fole]] e proibido por ter sido filmado inteiramente em galego. Outros autores independentes que se destacaram foram [[Eloy Lozano]], autor de ''Retorno a Tagen Ata'' (1974), Antonio F. Simón, actor e realizador de ''Fendetestas'' ([[1975]]) e ''A Noiva de Medianoite'' ([[1997]]), Teo Manuel Abad, Xavier Iglesias e [[Miguel Gato]], que realizou ''A tola'' (1974) e ''O Herdeiro'' ([[1976]]), filme produzido por [[Víctor Ruppén]], uma das figuras mais emblemáticas desse período.<ref>{{Citar periódico |url=https://elpais.com/diario/2011/07/15/galicia/1310725099_850215.html |titulo=Prohibido rodar cine en gallego |data=2011-07-15 |acessodata=2021-10-18 |jornal=El País |ultimo=Salgado |primeiro=Daniel |local=Madrid |lingua=es |issn=1134-6582}}</ref>
 
Com o abrandamento das políticas que restringiam a [[liberdade de expressão]] e a morte do ditador espanhol em [[1975]], pondo fim ao regime franquista, de forma a estimular a promoção cinematográfica, entre [[1973]] e [[1978]], por iniciativa de [[Luís Álvarez Pousa]], Director Geral da Cultura em [[1983]], e [[José Paz Rodríguez]], foram criadas as Xornadas de Cine de Ourense (Jornadas de Cinema de [[Ourense]]), o primeiro festival de cinema em toda a Galiza,<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=MMBEDwAAQBAJ&pg=PA111&dq=Xornadas+de+Cine+de+Ourense&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwit5crrm9TzAhWjSPEDHaDeCKYQ6AF6BAgIEAI|título=Peripheral Visions / Global Sounds: From Galicia to the World|ultimo=Colmeiro|primeiro=José|data=2018-01-01|editora=Oxford University Press|lingua=en}}</ref> seguindo-se o Festival de Cinema Amador de [[Vila Garcia de Arouça|Vilagarcía]] (actual Festival do Imaxinario), Curtas Fest (Festival Internacional de Cinema e Banda Desenhada de Vilagarcía), ambos em 1973, ou as Xornadas de Cine e Vídeo de Galicia do Carballiño (Jornadas do Cinema e Vídeo da Galiza do [[Carvalhinho (Galiza)|Carvalinho]]) em [[1984]], dirigido por [[Miguel Anxo Fernández Fernández]]. Gerando-se desde então um novo impulso cultural e revivalista da identidade galega, diversos projectos para a produção cinematográfica e a difusão da língua e cultura galega foram implementados através da NOS Cinematográfica Galega,<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=EtdkAAAAMAAJ&q=NOS+Cinematogr%C3%A1fica+Galega&dq=NOS+Cinematogr%C3%A1fica+Galega&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwiKkb33nNTzAhWxSPEDHR0JDR8Q6AF6BAgEEAI|título=International Film and TV Year Book|ultimo=Noble|primeiro=Peter|data=1980|editora=Screen International, King Publications Limited|lingua=en}}</ref> o Patronato do Cinema Galego<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=FZzIDv0VfKEC&pg=PA477&dq=Patronato+de+Cine+Galego&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwirzYrOnNTzAhUC8hQKHXwuBMAQ6AF6BAgCEAI|título=Semata Ciencias Socias E Humanidades 10 Cultura, Poder Y Mecenazgo|editora=Univ Santiago de Compostela|lingua=es}}</ref> ou a empresa Rula Difusora Cultural Galega,<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=yW-cpmEKP_0C&pg=PA483&dq=Rula+Difusora+Cultural+Galega&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwiZ1fnAnNTzAhUTgf0HHd9xDLgQ6AF6BAgJEAI|título=Grial 143 Tomo XXXVII 1999|editora=Editorial Galaxia|lingua=gl}}</ref> entre muitas outras iniciativas.
 
Gerando-se desde então um novo impulso cultural e revivalista da identidade galega, diversos projectos para a produção cinematográfica e a difusão da língua e cultura galega foram implementados através da NOS Cinematográfica Galega,<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=EtdkAAAAMAAJ&q=NOS+Cinematogr%C3%A1fica+Galega&dq=NOS+Cinematogr%C3%A1fica+Galega&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwiKkb33nNTzAhWxSPEDHR0JDR8Q6AF6BAgEEAI|título=International Film and TV Year Book|ultimo=Noble|primeiro=Peter|data=1980|editora=Screen International, King Publications Limited|lingua=en}}</ref> o Patronato do Cinema Galego<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=FZzIDv0VfKEC&pg=PA477&dq=Patronato+de+Cine+Galego&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwirzYrOnNTzAhUC8hQKHXwuBMAQ6AF6BAgCEAI|título=Semata Ciencias Socias E Humanidades 10 Cultura, Poder Y Mecenazgo|editora=Univ Santiago de Compostela|lingua=es}}</ref> ou a empresa Rula Difusora Cultural Galega,<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=yW-cpmEKP_0C&pg=PA483&dq=Rula+Difusora+Cultural+Galega&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwiZ1fnAnNTzAhUTgf0HHd9xDLgQ6AF6BAgJEAI|título=Grial 143 Tomo XXXVII 1999|editora=Editorial Galaxia|lingua=gl}}</ref> entre muitas outras iniciativas.
 
==== Anos 80 e 90 ====
InseridosFinalmente inseridos num regime democrático e num clima de intensa valorização cultural, durante a [[década de 1980]] e [[Década de 1990|1990]] realizaram-se as primeiras longas-metragens de produção inteiramente galegas, estreando-se o filme ''Malapata'' ([[1980]]) de [[Carlos Piñeiro]], ''[[Sempre Xonxa]]'' ([[1989]]) e ''O Camiño das Estrelas'' ([[1993]]) de [[Chano Piñeiro]],<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=MMBEDwAAQBAJ&pg=PA86&dq=Chano+Pi%C3%B1eiro&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjx0NjAqdTzAhVWSPEDHTI_BbYQ6AF6BAgHEAI|título=Peripheral Visions / Global Sounds: From Galicia to the World|ultimo=Colmeiro|primeiro=José|data=2018-01-01|editora=Oxford University Press|lingua=en}}</ref> ''[[Urxa]]'' (1989) de [[Alfredo García Pinal]] e Carlos Piñeiro e ''[[Continental (filme)|Continental]]'' ([[1990]]) de [[Xavier Villaverde]], que tiveram mais de setenta mil espectadores somente na comunidade autónoma da Galiza. No âmbito das curtas-metragens, continuou-se a apostar no trabalho de novos realizadores e actores, destacando-se as obras ''[[Mamasunción]]'' ([[1984]]) de Chano Piñeiro,<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=8bK6CgAAQBAJ&pg=PA235&dq=Mamasunci%C3%B3n+(1984)+de+Chano+Pi%C3%B1eiro&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwj_iPOXotXzAhWSmRQKHTbZDGYQ6AF6BAgGEAI|título=Global Genres, Local Films: The Transnational Dimension of Spanish Cinema|ultimo=Oliete-Aldea|primeiro=Elena|ultimo2=Oria|primeiro2=Beatriz|ultimo3=Tarancón|primeiro3=Juan A.|data=2015-12-17|editora=Bloomsbury Publishing USA|lingua=en}}</ref> ''Veneno Puro (''1984) de Xavier Villaverde, ''A metade da vida'' ([[1994]]) de [[Raúl Veiga]]<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=DpfWAAAAMAAJ&q=A+metade+da+vida+(1994)+de+Ra%C3%BAl+Veiga&dq=A+metade+da+vida+(1994)+de+Ra%C3%BAl+Veiga&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwiQldmRqtTzAhUl8-AKHdh6CL8Q6AF6BAgFEAI|título=Agora|data=2005|editora=Universidad de Santiago de Compostela, Sección de Filosofía|lingua=es}}</ref> ou ''Mofa e Befa en Gran liquidación'' ([[1995]]) de [[Jorge Coira]], com o duo cómico [[Evaristo Calvo]] e [[Víctor Mosqueira]] no elenco principal.<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=NtFkAAAAMAAJ&pg=PA100&dq=Mofa+e+Befa+en+Gran+liquidaci%C3%B3n&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjJkKuxqdTzAhV9RPEDHdaPCjUQ6AF6BAgHEAI|título=Diccionario do cine en Galicia, 1896-2000|ultimo=Cabo|primeiro=José Luis|ultimo2=Nieto|primeiro2=José Antonio Coira|ultimo3=Pérez|primeiro3=Jaime Pena|ultimo4=Acuña|primeiro4=Xosé Enrique|data=2002|editora=Xunta de Galicia|lingua=gl}}</ref> Com a normalização do comércio das [[Videocassete|cassetes de vídeo]] e a expansão dos [[Locadora de vídeo|clubes de vídeo]], filmes como a [[comédia de terror]] ''A matanza caníbal dos garrulos lisérxicos'' ([[1993]]) de [[Antonio Blanco]] e [[Ricardo Llovo]] tornaram-se num dos maiores êxitos cinematográficos da Galiza da década.
 
Durante os anos 90, fundou-se ainda o Centro Galego de Artes da Imaxe (Centro Galego de Artes da Imagem),<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=TxUMEAAAQBAJ&pg=PT179&dq=Centro+Galego+de+Artes+da+Imaxe&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjO-YWlu9XzAhWr4IUKHXVVC20Q6AF6BAgFEAI|título=Global Perspectives on Amateur Film Histories and Cultures|ultimo=Salazkina|primeiro=Masha|ultimo2=Fibla|primeiro2=Enrique|data=2021-01-05|editora=Indiana University Press|lingua=en}}</ref> dirigido inicialmente por [[Pepe Coira]], e a Escola de Imagem e Som, sob a tutela de [[Manuel González Álvarez]], proporcionando-se um novo estímulo no campo da investigação da história do cinema da região e na divulgação de novos talentos locais através de vários programas de televisão sobre cinema, nomeadamente na [[Televisión de Galicia]] e no programa ''DeZine'', dirigido por [[Eduardo Galán Blanco]].<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=jTcREFC52bUC&pg=PA417&dq=Eduardo+Gal%C3%A1n+Blanco&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwint82Vu9XzAhVDXBoKHUFqB_kQ6AF6BAgEEAI|título=OP/258-XENEROS CINEMATOGRAFICOS?. APROXIMACIONS E REFLEXIONS|ultimo=Amorós|primeiro=Anna|ultimo2=Pons|primeiro2=Anna Amorós i|ultimo3=Nogueira|primeiro3=Xosé|data=2006-11-06|editora=Univ Santiago de Compostela|lingua=gl}}</ref>
 
=== Século XXI ===
Devido a uma maior exposição televisiva, durante o fim do [[século XX]] e o início do [[século XXI]], destacaram-se os nomes dos actores galegos [[Tamar Novas]], actor revelação dos [[Prémios Goya]] pelo filme ''[[Mar Adentro|Mar adentro]]'' (2004),<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=PmMYAgAAQBAJ&pg=PA349&dq=tamar+novas&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwink_LAu9XzAhVO4YUKHXrGDucQ6AF6BAgCEAI|título=Great Spanish Films Since 1950|ultimo=Schwartz|primeiro=Ronald|data=2008-09-05|editora=Scarecrow Press|lingua=en}}</ref> [[Tacho González]], [[Luis Tosar|Luís Tosar]], [[Manuel Manquiña]], [[Javier Gutiérrez]], vencedor da categoria de melhor actor no [[Festival Internacional de Cinema de San Sebastián]] e nos Prémios Goya, [[Nerea Barros]], actriz revelação dos Prémios Goya pelo filme ''[[La isla mínima]]'' (2014), Fran Lareu, Federico Pérez Rey, María Bouzas, [[Manuel Burque]], actor revelação das [[Medalhas do Círculo de Escritores Cinematográficos]] pelo filme ''[[Requisitos para ser una persona normal]]'' (2015), Mónica Camaño, Cristina Castaño, Xúlio Abonjo, [[Christian Escuredo]], reconhecido pela sua participação no filme português ''[[Assalto ao Santa Maria|Assalto ao Santa María]]'' (2008), Santi Prego, Alfonso Agra, Chechu Salgado, reconhecido pelo seu papel na série ''[[Pátria (série de televisão)|Pátria]]'' (2020), [[Mario Casas]], Nancho Novo ou ainda Eva Fernández, entre muitos outros.<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=8g9KML_nJu8C&pg=PA19&dq=tamar+novas&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwink_LAu9XzAhVO4YUKHXrGDucQ6AF6BAgIEAI|título=The A to Z of Spanish Cinema|ultimo=Mira|primeiro=Alberto|data=2010-04-27|editora=Scarecrow Press|lingua=en}}</ref>
 
Simultaneamente, no ramo da realização, emergiram nomes como [[Ignacio Vilar]], autor de ''[[A esmorga (filme)|A esmorga]]'' (2014) e ''[[Sicixia]]'' (2016), Roberto Castón, Rodrigo Cortés, autor de ''[[Buried]]'' (2010), ''[[Red Lights]]'' (2012) e ''[[Down a Dark Hall]]'' (2018), Juan del Río, Rubén Coca, Chema Montero, Juan Galiñanes, Gonzalo Caride, [[Alejandro Marzoa]], autor de ''Your Lost Memories'' (2012) e ''Somos gente honrada'' (2013), Margarida Ledo, [[Alfonso Zarauza]], Fran Estévez, [[Ángel de la Cruz]], autor dos êxitos de animação ''El bosque animado, sentirás su magia'' (2001) e ''[[O Sonho de uma Noite de São João|El sueño de una noche de San Juan]]'' (2005), Manuel Pena, Alexia Muiños ou [[Óliver Laxe]], vencedor do Prémio [[Federação Internacional de Críticos de Cinema|FIPRESCI]] no [[Festival de Cannes]] pelo seu filme ''[[Todos vós sodes capitáns]]'' (2010) e do [[Semaine de la Critique|Grande Prémio da Semane Internacional da Crítica]] de Cannes pelo filme ''[[Mimosas]]'' (2016).<ref>{{Citar livro|url=https://books.google.com/books?id=B72dzgEACAAJ&dq=javier+gutierrez+cine&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjv1Kvmu9XzAhXF4IUKHfbLCBQQ6AF6BAgJEAE|título=Jóvenes realizadores del cine español|ultimo=Gutiérrez (Saberius)|primeiro=Javier|data=1997|editora=Caja Salamanca y Soria|lingua=es}}</ref><ref>{{Citar livro|url=https://books.google.pt/books?id=h64vwk2uZ7AC&pg=PA11&dq=javier+gutierrez+cine&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwjv1Kvmu9XzAhXF4IUKHfbLCBQQ6AF6BAgDEAI|título=Cine español|data=2008|editora=Uniespaña|lingua=es}}</ref>
 
No ramo da produção, sobressaíram os nomes de Emma Lustres, Xosé Zapata, Fernanda del Nido e [[Chelo Loureiro]], sendo a última especializada no cinema de animação.
 
== Estrutura empresarial ==
Atualmente a produção galega depende quase exclusivamente das subvenções criadas pela [[Junta da Galiza|Junta de Galicia]] e a [[Televisión de Galicia|TVG]], existindo somente duas associações empresariais que funcionam como [[Lobismo|lobbies]] para a obtenção de fundos públicos e privados: a Asociación Galega de Produtoras Independentes (AGAPI) e a Asociación de Empresas Galegas do Audiovisual (AEGA).
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