Diferenças entre edições de "Maxime Rodinson"

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'''Maxime Rodinson''' ([[Paris]], [[26 de Janeiro]] de [[1915]] - [[Marselha]], [[23 de Maio]] de [[2004]]) foi um historiador, linguista, sociólogo e orientalista [[França|francês]]. Académico de orientação [[marxismo|marxista]], Maxime Rodinson notabilizou-se pelos seus trabalhos sobre o [[Islão]] e o mundo árabe.
 
 
== Biografia ==
 
Filho de [[judeus]] emigrados da [[Rússia]] e da [[Polónia]] - militantes comunistas operários da indústria têxtil -, Maxime frequentou apenas o ensino básico e aos treze anos tornou-se rapaz de recados. Contudo, interessa-se pelo mundo das línguas (aprende o [[latim]] e o [[grego]]) e adquire outros conhecimentos de maneira autodidacta.
Em [[1961]] lança uma biografia do profeta [[Maomé]], que permanece uma referência até aos nossos dias.
 
Apesar das suas raízes judaicas, Maxime era antisionista. Em [[1967]] publica na revista ''Les Tempes Modernes'' o artigo "Israel, facto colonial?" no qual argumentava que a criação do Estado de Israel era uma manifestação tardia do [[colonialismo]]. Apesar dissoPorém, sempre argumentou que seria uma injustiça tentar destruir aquele estado. Em 1968, juntamente com o especialista em história da [[Algéria]] [[Jacques Berque]], cria um grupo de estudo e de intervenção cujo propósito é apoiar a criação de um Estado palestiniano (''GRAPP, Groupe de recherches et d´action pour le règlement du problème palestinien'').
 
Para além de director da revista de estudoestudos árabes ''Arabica'', foi professor nas universidades de Princeton e Amesterdão.
 
== Obras publicadas em português ==
 
* '''1982''' ''Os árabes''. Mem Martins, Publicações Europa-América.
*'''1992''' ''Maomé''. Lisboa, Editorial Caminho.
*'''1997''' ''O Islão político e crença''. Lisboa, Instituto Piaget.
*'''1997''' ''De Pitágoras a Lenine'': ''Activismos Ideológicos''. Lisboa, Instituto Piaget.
 
== Outros títulos (em francês e inglês)==
 
*'''1966''' ''Islam et capitalisme''. Paris, Seuil.
*'''1968''' ''Israël et les refus arabe, 75 ans d´histoire''. Paris, Seuil.
*'''1972''' ''Marxisme et monde musulman''. Paris, Seuil.
*'''1973''' ''Israel: A Colonial-Settler State?''. Pathfinder Press.
*'''1980''' ''La Fascination de l´Islam''. Paris, Maspero.
*'''1981''' ''Peuple juif ou problème juif?''. Paris, Maspero.
*'''1998''' ''Entre Islam et Occident''. Paris, Les Belles Lettres.
 
== Referências ==
*Jean-Pierre Digard, Maxime Rodinson (1915-2004), L'Homme, 171-172 - Musique et anthropologie, 2004
http://lhomme.revues.org/document1546.html
 
*Décès de Maxime Rodinson, spécialiste du monde arabe, Le Nouvel Observateur
http://archquo.nouvelobs.com/cgi/articles?ad=culture/20040525.OBS9821.html&datebase=20040525
 
* Farouk Mardam-Bey, Maxime Rodinson, le savant et le militant, POLITIS, 3 de Junho 2004
http://www.politis.fr/article984.html
 
*Douglas Johnson, Obituary: Maxime Rodinson, The Guardian, 3 de Junho de 2004
http://books.guardian.co.uk/obituaries/story/0,11617,1230470,00.html
 
 
== Ligação externa ==
 
*[http://www.lepoint.fr/dossiers_societe/document.html?did=72809 Maxime Rodinson comenta os acontecimentos do 11 de Setembro de 2001] - Entrevista na revista ''Le Point'', 5 de Outubro de 2001 (francês).
 
 
 
Para além de director da revista de estudo árabes ''Arabica'', foi professor nas universidades de Princeton e Amesterdão.
 
 
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