Espondilose

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Espondilose
Classificação e recursos externos
CID-10 M47
CID-9 721
OMIM 184300
DiseasesDB 12323
MedlinePlus 000436
eMedicine neuro/564
MeSH D013128
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Espondilose (do grego antigo, σπόνδυλος spóndylos, "vértebra"), frequentemente usado como sinônimo de osteoartrite vertebral, é um termo médico para qualquer processo degenerativo osteoarticular das vértebras e dos discos intervertebrais. O enfraquecimento da coluna vertebral causa dor crônica e endurecimento nas costas ou no pescoço. Mais de 80% dos maiores de 40 anos possuem alguma espondilose e a frequência aumenta com a idade.[1]

Causas[editar | editar código-fonte]

O envelhecimento, a má postura, carregar objetos pesados, movimentos repetitivos e os exercícios pesados desgastam os ossos e cartilagens da coluna vertebral gradualmente causando as alterações estruturais relacionadas com a espondilose[2][3]:

  • Discos intervertebrais desidratados: Os discos agem como almofadas entre as vértebras da coluna vertebral. Quando desidratados encolhem e endurecem.
  • Hérnia de disco: Rachaduras nas vértebras aparecem com a idade e esf, levando ao deslocamento dos discos, que às vezes pode pressionar a medula espinhal e raízes nervosas causando dor e fraqueza muscular.
  • Esporões ósseos: A degeneração do disco resulta frequentemente na produção de quantidades extra do osso em um esforço impreciso do organismo para reforçar a coluna. Estes esporões ósseos podem comprimir a medula espinhal e as raízes nervosas.
  • Ligamentos rígidos: Ligamentos são cordões de tecido conjuntivo que ligam os ossos. Ligamentos espinhais podem endurecem com a idade tornando o corpo menos flexível.

Fatores de risco[editar | editar código-fonte]

Os fatores que aumentam o risco de desenvolver espondilose[4]:

  • Idade avançada;
  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Lesões na coluna;
  • Trabalhar levantando objetos pesados;
  • Má postura por períodos prolongados de tempo;
  • Movimentos repetitivos das costas ao longo do dia;
  • Fatores genéticos (história familiar de espondilose);
  • Tabagismo.

A musculatura das costas tem um importante papel em sustentar uma boa postura e evitar o desgaste ósseo. Quanto maior o peso gordo e mais fraca o tônus da musculatura maior o degaste das vértebras.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os sintomas podem variar de leve a grave e podem se desenvolver gradualmente ou aparecer de vez em quando[5]:

  • Dor nas costas ou no pescoço;
  • Falta de flexibilidade da coluna;
  • Formigamento ou dormência em um ou ambos braços ou pernas.
  • Quando as vértebras comprimem um nervo, podem causar fraqueza muscular, menor coordenação motora, dificuldade para caminhar ou alteração da micção.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

  • Raio X: Uma radiografia pode mostrar anormalidades, como esporões ósseos, que indicam espondilose e descartar causas raras e mais graves para dor nas costas e rigidez, como tumores, infecções ou fraturas.[6]
  • Tomografia computadorizada: fornece imagens mais detalhadas dos ossos e podem gerar uma imagem em 3D da coluna.
  • Ressonância magnética: pode ajudar a identificar áreas onde os nervos estão sendo comprimidos.
  • Mielografia: Um contraste é injetado no canal espinhal para fornecer imagens mais detalhadas de raios X ou TC.
  • Estudo da condução nervosa: Verifica a intensidade e velocidade da resposta dos nervos.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Os tratamentos para espondilose cervical é voltado para o alívio da dor, diminuir riscos de danos permanentes e melhorar a qualidade de vida. A fisioterapia ajuda a fortalecer a musculatura das costas e melhorar a postura. Compressa de gelo, massagem, ioga e a acupuntura podem reduzir a dor temporariamente. [7]

O tratamento medicamentoso pode ser feito com[8]:

Quando a dor, fraqueza e rigidez não melhoram com fisioterapia e medicamentos pode ser necessário uma cirurgia para[9]:

  • Correção da hérnia de disco;
  • Remoção de esporas ósseas;
  • Remoção de fragmentos de uma vértebra;
  • Fusão de um segmento vertebral usando enxerto ósseo ou próteses.

Referências

  1. Catherine Burt Driver, MD; William C. Shiel Jr., MD. Spondylosis. Revisado 6/20/2016. http://www.emedicinehealth.com/spondylosis/page2_em.htm
  2. Mayo Clinic Staff (2015). Cervical spondylosis - Causes. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/cervical-spondylosis/basics/causes/con-20027408
  3. Spondylosis Video. http://www.spine-health.com/video/spondylosis-video
  4. Amanda Delgado e Rachel Nall (2015). Cervical spondylosis - Risk factors. http://www.healthline.com/health/cervical-spondylosis#risk-factors4
  5. Mayo Clinic Staff (2015). Cervical spondylosis - Symptoms. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/cervical-spondylosis/basics/symptoms/con-20027408
  6. McCormack, Bruce M (1996). "Cervical Spondylosis an update". WJM. 165 (1/2): 43–44.
  7. Ravisankar, P; Manjusha, K; Laya Sri, V; Rajya Lakshmi, K; Vijay Kumar, B; Pragna, P; Avinash Kumar, K; Srinivasa Babu, P (2015). "Cervical Spondylosis- Cause and Remedial Measures". Indo American Journal of Pharmaceutical Research. 5 (08): 2250.
  8. Amanda Delgado e Rachel Nall (2015). Cervical spondylosis - Treatment. http://www.healthline.com/health/cervical-spondylosis#treatment8
  9. Mayo Clinic Staff (2015). Cervical spondylosis - Treatment. http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/cervical-spondylosis/basics/treatment/con-20027408