Esporte Clube Novo Hamburgo

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Novo Hamburgo
Ecnh logo oficial.png
Nome Esporte Clube Novo Hamburgo
Alcunhas Anilado
Noia
Campeoníssimo
Floriano
Mascote Sapato
Fundação 1 de maio de 1911 (106 anos)
Estádio Estádio do Vale
Capacidade 6.500 pessoas
Localização Novo Hamburgo, RS
Presidente Brasil Luiz Stefanello Schaidt
Treinador Brasil Ben-Hur Pereira
Patrocinador Brasil Doctor Clin
Brasil Biscoitos Zezé
Brasil Claro
Material (d)esportivo Brasil Dresch Sports
Competição Rio Grande do Sul Campeonato Gaúcho
Brasil Copa do Brasil
Brasil Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D
Website Esporte Clube Novo Hamburgo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
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O Esporte Clube Novo Hamburgo é um clube brasileiro de futebol, sediado na cidade de Novo Hamburgo, no estado do Rio Grande do Sul. Suas cores são o branco e o azul-anil, motivo pelo qual é conhecido como Anilado.

Em 2017 o time conquistou pela primeira vez na história um título no Campeonato Gaúcho.

História[editar | editar código-fonte]

A história do Esporte Clube Novo Hamburgo é uma das mais belas páginas do futebol gaúcho e brasileiro, sempre escrita por pioneiros e abnegados. Esta trajetória inicia no dia 1º de maio de 1911, quando um grupo de funcionários da extinta fábrica de calçados Adams fundou a agremiação. Sempre no Dia do Trabalhador havia um churrasco de confraternização entre funcionários e diretoria no qual, ao final, o futebol encerrava as comemorações. Naquela época, o esporte começava a se preparar para virar preferência nacional e dezenas de clubes se formaram em todo o Brasil. Na mesma noite daquele ano, o grupo, tendo à frente Manoel Lopes Mattos, José Scherer, Aloys Auschild, Manoel Outeiro, João Tamujo e Adão Steigleder decidiu-se pela criação do Anilado, como também é conhecido o ECNH em virtude de suas cores - o azul anil e o branco. A primeira diretoria do clube ficou assim estabelecida:

  • Presidente: Manoel Lopes Mattos
  • Vice-presidente e Orador: Manoel Outeiro
  • Primeiro secretário: Pedro Luiz Silva
  • Segundo secretário: Alfredo Diefenbach
  • Primeiro tesoureiro: Alberto Adams
  • Segundo tesoureiro: Ernesto Von der Heyde
  • Primeiro fiscal: Felipe Heberle
  • Segundo fiscal: Alfredo Friedrich
  • Capitão: Luiz Schaefer
  • Guarda-esporte: Adão Steigleder.

Por muito pouco o clube não se chamou Adams Futebol Clube, mas a corrente vencedora sempre buscou levar o nome da cidade em sua camiseta. Era fundado, então, o Sport Club Novo Hamburgo, que depois viria a ser Esporte Clube Novo Hamburgo. Sua primeira sede ficava na Avenida Pedro Adams Filho, no bairro Pátria Nova, onde hoje se encontra uma madeireira. Este período foi muito curto, segundo os conselheiros mais antigos. Logo depois o alvianil se mudou para o Estádio dos Taquarais, no Centro da cidade, na Rua Major Bender, permanecendo lá até 1953. Lá, em amistosos ou em jogos oficiais, eram as rivalidades que falavam mais alto, suplantando a técnica ou qualquer esquema de jogo, sobretudo quando o confronto era com o Esperança, quando a rivalidade era, não raro, extra-campo.  Em 1942, o Sport Club Novo Hamburgo tinha uma dimensão relevante, a ponto de ter se tornado o vice-campeão do estado do Rio Grande do Sul. Contudo, a pressão exercida pelo Estado Novo naquele período de intensa repressão a representações que remetessem à nação alemã fez-se sentir. Durante a guerra, quem falava alemão não era bem visto pelas autoridades, que impuseram a mudança do nome dos clubes e escolas, além da proibição do uso e do ensino da língua alemã em todas as atividades públicas e, mesmo, privadas. Essa onda de mudança e de aportuguesamento dos nomes chegou mesmo a ameaçar a cidade, que quase mudou de nome para Marechal Floriano Peixoto, em uma homenagem forçada ao Marechal Floriano Peixoto, o Marechal de Ferro, o segundo Presidente da República do Brasil e um militar de linha dura. O time de futebol, porém, não resistiu à pressão política e houve a transformação do Sport Club Novo Hamburgo em Floriano.

Essa pressão pela mudança de nome pode ser compreendida como uma das manifestações da influência das idéias fascistas no Brasil, especialmente no que se refere à sua perspectiva de uniformização da cultura nacional. Esse nome permaneceria no clube até o final da década de 60, quando o clube retornou às origens, aportuguesando seu nome para o atual Esporte Clube Novo Hamburgo – ECNH.

Em 1947, o Novo Hamburgo conseguiu chegar até a final do Campeonato Gaúcho, quando foi derrotado pelo Internacional. Alguns afirmam que a arbitragem favoreceu a equipe mais tradicional, já que no primeiro jogo o Inter venceu por 1 a 0, com gol de pênalti. Torcedores do time reclamam que a marcação do árbitro foi equivocada, mas isto não impediu o Novo Hamburgo de perder o campeonato. Depois de uma vitória por 2 a 1 no jogo de volta, foi derrotado na prorrogação.

Daqueles anos dourados, restou a lembrança de times recheados de craques, muitos pretendidos pela dupla Gre-Nal e equipes do centro do país. O melhor time deste período - para muitos o melhor time da história - foi montado em 1952 e realizou inesquecíveis apresentações. Neste ano, para se ter idéia, o Renner, de Porto Alegre, foi Campeão Gaúcho, quebrando a hegemonia de Grêmio e Internacional no cenário esportivo do Rio Grande do Sul, mas o Novo Hamburgo, como Floriano, figurou entre as primeiras posições. Após a decisão do título, em um quadrangular histórico, formado por Grêmio, Inter, Pelotas e o Anilado, o ECNH acabou na primeira colocação, um feito fantástico relembrado até hoje pelos saudosistas. O time base de 52 contava com Paulinho; Zulfe, Mirão, Heitor e Crespo; Casquinha, Pitia e Soligo; Niquinho, Martins e Raul Klein. O técnico era Carlos Froner. Em casa ou atuando como visitante, não era tarefa fácil dobrar a equipe formada por craques reconhecidos por seus adversários. Entre eles, destacava-se Raul Klein, ponteiro-esquerdo habilidoso que fez história pelo país afora depois de vestir a camisa anilada e encantar torcidas de todo o país. Raul chegou à Seleção Brasileira, tendo disputado, juntamente com o goleiro Paulinho, o Panamericano de 1956. O Brasil foi campeão com uma equipe formada, em sua base, por atletas gaúchos, entre eles, nossos craques. Raul disputou várias partidas. Já Paulinho não teve a mesma sorte: foi reserva durante toda a competição. Outros jogadores que por aqui estiveram também vestiram a camisa canarinho, como Josimar, lateral direito polêmico por sua vida desregrada, titular durante a Copa de 1986, no México, com o técnico Telê Santana.

Para muitos torcedores o melhor time da história do E.C. Novo Hamburgo foi montado em 1952. A formação base era: Paulinho – Zulfe – Mirão - Heitor e Crespo – Casquinha - Pitia e Soligo – Niquinho - Martins e Raul Klein. O técnico era Carlos Froner.

O principal jogador era Raul Klein, ponteiro-esquerdo habilidoso, que chegou à Seleção Brasileira, tendo disputado, juntamente com o goleiro Paulinho, o Panamericano de 1956. O Brasil foi campeão com uma equipe formada, em sua base, por atletas gaúchos. Raul disputou várias partidas. Já Paulinho não teve a mesma sorte: foi reserva durante toda a competição.

Outros jogadores importantes que fizeram história no clube: o centroavante Geovani, no Campeonato Gaúcho de 1962, marcou 13 gols e se sagrou artilheiro da competição. Seu feito só seria repetido mais duas vezes por atletas da equipe do interior. Uma por Sapiranga, em 1966, e outra por Giancarlo, principal goleador da competição em 2006.

O zagueiro Erico Scherer, o popular “Fogareiro” é considerado um dos melhores defensores a terem vestido a camisa do Novo Hamburgo. Por 18 anos ele defendeu seu clube do coração. Faleceu no dia 6 de maio de 1966 e, em seu enterro, o caixão foi levado por seis atletas uniformizados do clube. Além disso, a bandeira do Novo Hamburgo foi posta sobre o caixão como uma homenagem.

O goleiro Periquito é considerado o melhor da história do Novo Hamburgo. Na década de 40, deixou o clube para atuar pelo Internacional, onde fez parte de um grande time da equipe colorada, conhecido como “Rolo Compressor”.Sapiranga, veloz ponta-direita que também jogou no Internacional nos anos 60. Em 1961 foi campeão gaucho e artilheiro do campeonato com 16 gols. Em 1966, deixou o Inter e voltou ao Floriano, onde conquistou pela segunda vez o título de artilheiro do Gauchão, dessa vez com 13 gols. Passou ainda pelo Flamengo de Caxias do Sul, onde encerrou a carreira, em 1968.

Ingo, centro-médio que também jogou no Cruzeiro, de Porto Alegre; Júlio Kunz, um dos melhores goleiros já surgidos no Brasil; Miro, que defendeu as cores do Grêmio Portoalegrense; Miguel, que jogou pelo Internacional e Seleção Gaúcha; o lateral-direito Josimar, titular durante a Copa de 1986, no México, com o técnico Telê Santana; Moeler, goleiro que figurou no Selecionado Gaúcho e Ritzel, o “Arranca Taboa”, apelido ganho devido a violência de seu chute, que também jogou pelo Internacional nos anos de 1915, 1916 e 1917.

Ele fez parte do primeiro combinado Portoalegrense, que enfrentou os uruguaios em 1916, e que esteve assim formado: Schiel – Mordieck e Simão – Mário Cunha – Saavedra e Hansen – Sisson – Ritzel – Bendionda – Lúcio Assunção e Vares.

Pesquisa dos maiores da história do Novo Hamburgo[editar | editar código-fonte]

O jornal NH, realizou recentemente uma pesquisa com seus leitores, procurando saber quais os melhores jogadores que vestiram a camisa anilada nesses 100 anos e também os técnicos. Alguns nomes lembrados:

GOLEIROS: Ademir Maria, Eduardo Martini, Geninho, Luciano, Marquinhos, Osvaldo, Paulinho, Petzold e Periquito. ZAGUEIROS: Aládio, Fogareiro, Heitor, Zulfe Bernd, Beiço, Paulo Vieira, Bob, Solis, Dias e Claudio Luis. MEIAS: Dagoberto, Éderson, Helenilton, Preto, Rached, Robson, Valdo e Xameguinha. LATERAL-DIREITA: Celso Augusto e Manoel. LATERAL-ESQUERDA: Lauri, Luis e Paulinho. VOLANTES: Caçapava, Claudio Reginato Lourival, Müllerve Pedro Ayub. PONTA-ESQUERDA: Anchietinha, Gilmar, Loivo, Passos, Raul Klein e Soares. PONTA-DIREITA: Itamar, Kasper, Preto e Zé Melo. ATACANTES: Éderson, Geada, Guinga, Jéferson Róbson e Sapiranga. CENTROAVANTES: Bira Burro, Bugrão, Caio Junior, Claudiomiro, Jorjão, Paraná, Pedro Verdum, Romário e Valdinei. TÉCNICOS: Carlos Froner, Ênio Andrade, Ernesto Guedes, Gilmar Iser, Marco Eugênio e Vacaria.

Também não pode ser esquecida a figura do grande treinador Pedro Otto Bumbel, que conquistou sucesso internacional. Ele marcou não somente a história do Esporte Clube Novo Hamburgo, como também a história do futebol mundial.

Garrincha[editar | editar código-fonte]

Mané Garrincha , “O Anjo das pernas tortas”, teve uma passagem pelo Esporte Clube Novo Hamburgo. Ele vestiu a camisa 7 na noite de 2 de julho de 1969, na partida amistosa, em que o Internacional venceu o Novo Hamburgo por 3 X 1, no Estádio Beira-Rio. Garrincha saiu de campo aos 15 minutos do segundo tempo, sendo muito aplaudido pelos torcedores gaúchos. Antes da partida, Garrincha fez um treino no Estádio Santa Rosa, quando conheceu um pouco do clube e o grupo de jogadores.

2 de julho de 1969
Internacional Rio Grande do Sul 3 – 1 Rio Grande do Sul Novo Hamburgo Estádio Beira-Rio

Sérgio Gol marcado aos 15 minutos de jogo 15'
Tovar Gol marcado aos 17 minutos de jogo 17'
Chiquinho Gol marcado aos 52 minutos de jogo 52'
Gol marcado aos 55 minutos de jogo 55' Helenilton Renda: NCr$ 6.490,00
Árbitro: José Carlos Von Mendgem

Rio Grande do Sul Internacional: Schneider (Edgar); Édson Madureira, Pontes (Gunga), Valmir (Luiz Carlos) e Jorge Andrade; Tovar (Élton), Dorinho e Sérgio; Carlitos (Valdomiro), Chiquinho e Canhoto.

Rio Grande do Sul E. C. Novo Hamburgo: Carlos; Di (Heitor), Bernardino, Osmar e Virgílio; Bira, Xameguinha e Dirceu; Garrincha (Ortiz), Helenilton e Sarão.

Arrancada no Gauchão 2017[editar | editar código-fonte]

No Gauchão de 2017, o Noia teve um começo de temporada espetacular. Nas seis primeiras rodadas, bateu o recorde de vitórias consecutivas de um clube no Estadual – seis triunfos em seis jogos. Um dos principais destaques desta campanha é o poderio ofensivo do Noia. Além dos contra-ataques, outros fatores foram determinantes para o saldo de onze gols a favor, como o empenho na marcação e o rendimento nas bolas paradas. O técnico Beto Campos conseguiu apresentar um esquema tático que se encaixou com o estilo dos atletas.[1]

Campeão Gaúcho de 2017

No dia 07/05/2017, o Anilado conquistou o Gauchão pela primeira vez em sua história. Após empate em 2x2 no primeiro jogo com o Internacional no Beira-Rio, o jogo que decidiu o campeão foi realizado no estádio Centenário (Estádio Francisco Stédile), em Caxias do Sul, com o placar no tempo regulamentar em 1x1 e sem a vantagem do gol fora de casa, a disputa foi para as penalidades máximas e o Novo Hamburgo ganhou por 3x1.

Os jogos[editar | editar código-fonte]

A caminhada anilada no Gauchão 2017 iniciou no dia 30 de janeiro. A estreia foi contra o Caxias, no Estádio do Vale. O time venceu por 1 a 0, com gol de pênalti marcado por João Paulo, após penalidade sofrida por Jardel.

Depois do Caxias, veio o Inter e no Estádio Beira-Rio. O Anilado não se encolheu. Em dois contra-ataques perfeitos, abriu 2 a 0 no final do primeiro tempo, com Preto e Jardel. Na segunda etapa, Nico López ainda descontou para o Colorado.

Pela terceira rodada, o São José veio ao Estádio do Vale. O Zequinha fez um jogo muito disputado com o Noia, em noite marcada pela falta de energia elétrica na casa anilada. Jardel, em cobrança de falta, aos 29 minutos do segundo tempo, definiu o placar: 1 a 0 para o Noia.

A primeira goleada do time do técnico Beto Campos veio na quarta rodada, sobre o Juventude, no Vale. João Paulo (duas vezes), Assis e Branquinho marcaram os quatro gols do Noia. Caprini descontou. Era a quarta vitória seguida.

Contra o São Paulo, em Rio Grande, o Anilado largou na frente com gol de Conrado. Leandro Rodrigues empatou ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Jardel e Cleylton, contra, após chute de João Paulo, definiram o 3 a 1.

Chegar a seis vitórias seria entrar para a história – nenhum clube havia conquistado esse feito desde que o Gauchão deixou de ser regionalizado, em 1961. E o Noia fez história diante do seu torcedor ao golear o Passo Fundo por 4 a 1 com gols de Júlio Santos (2) e João Paulo (2). Brandão descontou.

A sequência terminou no jogo seguinte, contra o Cruzeiro-RS.

No dia 07 de maio de 2017 conquistou pela primeira vez na sua história o Campeonato Gaúcho de Futebol em uma decisão de pênaltis contra o Sport Club Internacional, por 3x1.[2]

Competições nacionais[editar | editar código-fonte]

O Novo Hamburgo já participou das principais competições oficiais nacionais de futebol.

Campeonato Brasileiro[editar | editar código-fonte]

Disputou a primeira divisão nacional uma vez, em 1979. Esteve no Grupo A e terminou a competição com 2 vitórias, 4 empates e 3 derrotas. As vitórias foram sobre o Anapolina, no dia 14 de outubro e contra o Goiânia, no dia 20 de outubro. Terminou a competição na 70ª posição.

Participou da segunda divisão nacional em 8 ocasiões, nos anos de (1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985Cscr-featured.png, 1986, 1989).

Após um longo período fora de competições nacionais, voltou a disputar uma divisão nacional em 2004. Disputou a Série C. Foi a primeira de 3 participações, todas consecutivas. Na primeira edição que disputou, o Novo Hamburgo ficou em segundo lugar no seu grupo e se classificou para a fase seguinte. Porém, acabou eliminado pelo Iraty na segunda fase. Na competição de 2005, o Novo Hamburgo fez uma excelente campanha e chegou até a fase final da competição. No grupo 15, pela primeira fase, classificou-se como 1º colocado. Eliminou Gaúcho, Joinville e Villa Nova para chegar na fase final, que disputou com América-RN, Ipatinga e Remo. O Novo Hamburgo conseguiu apenas uma vitória nessa fase final e acabou ficando na 4ª colocação. Já no campeonato de 2006, o Novo Hamburgo acabou eliminado na primeira fase e desde então não voltou a disputar a competição.

No ano de 2016 o Novo Hamburgo disputou pela primeira vez a Série D e foi eliminado na primeira fase. Em 2017 o Novo Hamburgo está garantido na competição.

Copa do Brasil[editar | editar código-fonte]

Também em 2006 o Novo Hamburgo disputou pela primeira vez a Copa do Brasil, por ter sido campeão da Copa Emídio Perondi. No dia 15 de fevereiro de 2006, no jogo de ida, pela 1ª Fase da Copa do Brasil, Novo Hamburgo e Criciúma empataram por 2 a 2, no Santa Rosa. Fizeram os gols da partida Washington e Dudu, pelo Novo Hamburgo, e Dejair e Fernandinho, pelo Criciúma. Uma semana depois, a equipe do Criciúma venceu o Novo Hamburgo pelo placar de 2 a 1, no Heriberto Hülse. Os gols da partida foram marcados por Dejair, duas vezes, para o Criciúma, e de Dudu, para o Novo Hamburgo. Com o resultado o Criciúma se classificou para enfrentar o São Caetano e o Novo Hamburgo foi eliminado da competição.

Em 2014 o Novo Hamburgo voltou para a competição e fez sua melhor campanha. A estreia foi no dia 9 de abril de 2014 contra a equipe do Joinville. Douglas Oliveira sofreu pênalti que ele mesmo bateu e converteu para garantir o 1x0 que deu a vantagem para o Novo Hamburgo no jogo de volta.[3] Em Joinville, o time gaúcho conseguiu igualar em 2 a 2 na noite de terça-feira, na Arena Joinville, com gols de Júlio Santos e Eliomar - Jael marcou duas vezes para o time da casa. Logo com um minuto de jogo, em cobrança de escanteio, a defesa não subiu, nem Julio Santos, que marcou com o pé para a equipe alvianil. Aos 40 minutos da etapa complementar, Eliomar recebeu a bola dentro da grande área, driblou o goleiro Ivan e fez o gol. Com a classificação, a equipe de Itamar Schülle aguardou o vencedor do confronto entre Vitória, da Bahia, e JMalucelli, do Paraná.[4]

Na segunda fase, no dia em que completou 103 anos de história, o Novo Hamburgo venceu o JMalucelli no primeiro jogo da segunda fase da Copa do Brasil. Jogando em casa, no Estádio do Vale, o time gaúcho conseguiu abrir o placar aos 16 minutos do segundo tempo, com Juba. Com a vitória por 1x0, mais uma vez o Novo Hamburgo jogava com a vantagem do empate para se classificar. No jogo de volta, logo aos 13 minutos, o lateral-direito Afonso cruzou para Douglas cabecar, exigir boa defesa de Fabrício, e no rebote o meia Eliomar mandar para o fundo das redes. Já no segundo tempo, aos 28 minutos, Eliomar recebeu de Douglas na entrada da grande área para marcar um golaço no Ecoestádio e decretar a classificação do time do Vale dos Sinos à próxima fase da Copa do Brasil.

Já na terceira fase, o Novo Hamburgo estreou fora de casa. Nesse jogo, aconteceu a derrota do Novo Hamburgo na competição. Com um pênalti aos 49 minutos do segundo tempo, o ABC saiu vencedor do jogo. Rodrigo Silva cobrou com frieza e garantiu a vantagem alvinegra diante do Novo Hamburgo.No jogo de volta, o Novo Hamburgo precisava vencer para se classificar. Aos 27 minutos do primeiro tempo, após boa trama pela direita, Preto serviu Afonso nas costas de Luciano Amaral e desenhou o primeiro gol do jogo. O lateral-direito do Noia teve tempo preparar e chutar, sem chances para Gilvan. Aos 46 minutos do segundo tempo, Felipe Athirson mandou para a área e Juba, de costas, fez o gol que garantiu a vitória por 2 a 0 sobre o ABC. Com o resultado, o Novo Hamburgo estava classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil.

Após conquistar uma vaga inédita nas oitavas de final da Copa do Brasil, a equipe anilada foi eliminada do torneio, por escalação irregular. Preto recebeu uma punição de dois jogos, após expulsão sofrida contra o J.Malucelli, no dia 1º de maio. Assim, não atuou no compromisso de volta, tão pouco contra o ABC, em Natal. Assim, não teria pendências judiciais para figurar no duelo em solo gaúcho. Mas, antes do apito final, a arbitragem constatou, no sistema de súmulas online da CBF, que havia irregularidade na situação do meia. Entretanto, o Novo Hamburgo bancou a escalação do atleta. Todavia, o problema diz respeito à ausência de contrato do clube com o jogador, no primeiro encontro diante dos potiguares, fato que invalidaria o gancho cumprido.[5]

Elenco 2017[editar | editar código-fonte]

Goleiros
Jogador
Brasil Max
Brasil Matheus Kerstner
Brasil Inácio
Brasil Cássio
Defensores
Jogador Pos.
Brasil Ricardo Schneider Z
Brasil Lucas Wingert Z
Brasil Daniel LD
Brasil Brida LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil Tiago Ott V
Brasil Danilo Goiano V
Brasil Preto M
Brasil Diego Miranda M
Atacantes
Jogador
Brasil Lucas Santos
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Beto Campos T


Títulos[editar | editar código-fonte]

ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Campeonato Gaúcho 1 2017
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Campeonato do Interior Gaúcho 7 1942*, 1947*, 1949*, 1950*, 1952*, 1972 e 1980
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Campeonato Gaúcho - Segunda Divisão 2 1996 e 2000
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Campeonato da Região Metropolitana 2 2013 e 2014
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Copa FGF 2 2005 e 2013
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Copa Emídio Perondi 1 2005
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Torneio dos Grandes do Rio Grande do Sul 1 1952*
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Copa ACEG -Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos 2 1980 e 1984
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Torneio Serra/Sul 2 1982 e 1984
Seletiva do Campeonato Brasileiro - Série B 1 1984
MUNICIPAIS
Competição Títulos Temporadas
Porto Alegre (RS) - Brasao.png Campeonato Citadino de Porto Alegre 1 1937
CAMPANHAS DE DESTAQUE
Competição Títulos Temporadas
Brasil Campeonato Brasileiro - Série C 4º lugar 2005
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Campeonato Gaúcho Vice-campeão 1942*, 1947*, 1949*, 1950* e 1952*
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Copa Governador do Estado Vice-campeão 1970 e 1987

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Temporadas do Novo Hamburgo

Artilheiros[editar | editar código-fonte]

* Como Esporte Clube Floriano.

Referências