Esporte Clube Novo Hamburgo

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Novo Hamburgo
EC Novo Hamburgo.png
Nome Esporte Clube Novo Hamburgo
Alcunhas Anilado
Mascote Sapato
Fundação 1 de maio de 1911 (103 anos)
Estádio Estádio do Vale
Capacidade 6.500 pessoas
Localização Novo Hamburgo, RS
Presidente Brasil 'Claudemir Dias da Costa'
Treinador Brasil Roger Machado
Patrocinador Brasil Doctor Clin
Brasil Biscoitos Zezé
Brasil Claro
Material esportivo Brasil Dresch Sports
Competição Rio Grande do Sul Campeonato Gaúcho
Copa do Brasil '2014'
Website Site Oficial do Novo Hamburgo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Uniforme
alternativo
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O Esporte Clube Novo Hamburgo é um clube brasileiro de futebol, sediado na cidade de Novo Hamburgo, no estado do Rio Grande do Sul. Suas cores são o branco e o azul-anil, motivo pelo qual é conhecido como Anilado.

História[editar | editar código-fonte]

A história do Esporte Clube Novo Hamburgo é uma das mais belas páginas do futebol gaúcho e brasileiro, sempre escrita por pioneiros e abnegados. Esta trajetória inicia no dia 1º de maio de 1911, quando um grupo de funcionários da extinta fábrica de calçados Adams fundou a agremiação. Sempre no Dia do Trabalhador havia um churrasco de confraternização entre funcionários e diretoria no qual, ao final, o futebol encerrava as comemorações. Naquela época, o esporte começava a se preparar para virar preferência nacional e dezenas de clubes se formaram em todo o Brasil. Na mesma noite daquele ano, o grupo, tendo à frente Manoel Lopes Mattos, José Scherer, Aloys Auschild, Manoel Outeiro, João Tamujo e Adão Steigleder decidiu-se pela criação do Anilado, como também é conhecido o ECNH em virtude de suas cores - o azul anil e o branco. A primeira diretoria do clube ficou assim estabelecida:

  • Presidente: Manoel Lopes Mattos
  • Vice-presidente e Orador: Manoel Outeiro
  • Primeiro secretário: Pedro Luiz Silva
  • Segundo secretário: Alfredo Diefenbach
  • Primeiro tesoureiro: Alberto Adams
  • Segundo tesoureiro: Ernesto Von der Heyde
  • Primeiro fiscal: Felipe Heberle
  • Segundo fiscal: Alfredo Friedrich
  • Capitão: Luiz Schaefer
  • Guarda-esporte: Adão Steigleder.

Por muito pouco o clube não se chamou Adams Futebol Clube, mas a corrente vencedora sempre buscou levar o nome da cidade em sua camiseta. Era fundado, então, o Sport Club Novo Hamburgo, que depois viria a ser Esporte Clube Novo Hamburgo. Sua primeira sede ficava na Avenida Pedro Adams Filho, no bairro Pátria Nova, onde hoje se encontra uma madeireira. Este período foi muito curto, segundo os conselheiros mais antigos. Logo depois o alvianil se mudou para o Estádio dos Taquarais, no Centro da cidade, na Rua Major Bender, permanecendo lá até 1953. Lá, em amistosos ou em jogos oficiais, eram as rivalidades que falavam mais alto, suplantando a técnica ou qualquer esquema de jogo, sobretudo quando o confronto era com o Esperança, quando a rivalidade era, não raro, extra-campo.  Em 1942, o Sport Club Novo Hamburgo tinha uma dimensão relevante, a ponto de ter se tornado o vice-campeão do estado do Rio Grande do Sul. Contudo, a pressão exercida pelo Estado Novo naquele período de intensa repressão a representações que remetessem à nação alemã fez-se sentir. Durante a guerra, quem falava alemão não era bem visto pelas autoridades, que impuseram a mudança do nome dos clubes e escolas, além da proibição do uso e do ensino da língua alemã em todas as atividades públicas e, mesmo, privadas. Essa onda de mudança e de aportuguesamento dos nomes chegou mesmo a ameaçar a cidade, que quase mudou de nome para Marechal Floriano Peixoto, em uma homenagem forçada ao Marechal Floriano Peixoto, o Marechal de Ferro, o segundo Presidente da República do Brasil e um militar de linha dura. O time de futebol, porém, não resistiu à pressão política e houve a transformação do Sport Club Novo Hamburgo em Floriano.

Essa pressão pela mudança de nome pode ser compreendida como uma das manifestações da influência das idéias fascistas no Brasil, especialmente no que se refere à sua perspectiva de uniformização da cultura nacional. Esse nome permaneceria no clube até o final da década de 60, quando o clube retornou às origens, aportuguesando seu nome para o atual Esporte Clube Novo Hamburgo – ECNH.

Em 1947, o Novo Hamburgo conseguiu chegar até a final do Campeonato Gaúcho, quando foi derrotado pelo Internacional. Alguns afirmam que a arbitragem favoreceu a equipe mais tradicional, já que no primeiro jogo o Inter venceu por 1 a 0, com gol de pênalti. Torcedores do time reclamam que a marcação do árbitro foi equivocada, mas isto não impediu o Novo Hamburgo de perder o campeonato. Depois de uma vitória por 2 a 1 no jogo de volta, foi derrotado na prorrogação.

Daqueles anos dourados, restou a lembrança de times recheados de craques, muitos pretendidos pela dupla Gre-Nal e equipes do centro do país. O melhor time deste período - para muitos o melhor time da história - foi montado em 1952 e realizou inesquecíveis apresentações. Neste ano, para se ter idéia, o Renner, de Porto Alegre, foi Campeão Gaúcho, quebrando a hegemonia de Grêmio e Internacional no cenário esportivo do Rio Grande do Sul, mas o Novo Hamburgo, como Floriano, figurou entre as primeiras posições. Após a decisão do título, em um quadrangular histórico, formado por Grêmio, Inter, Pelotas e o Anilado, o ECNH acabou na primeira colocação, um feito fantástico relembrado até hoje pelos saudosistas. O time base de 52 contava com Paulinho; Zulfe, Mirão, Heitor e Crespo; Casquinha, Pitia e Soligo; Niquinho, Martins e Raul Klein. O técnico era Carlos Froner. Em casa ou atuando como visitante, não era tarefa fácil dobrar a equipe formada por craques reconhecidos por seus adversários. Entre eles, destacava-se Raul Klein, ponteiro-esquerdo habilidoso que fez história pelo país afora depois de vestir a camisa anilada e encantar torcidas de todo o país. Raul chegou à Seleção Brasileira, tendo disputado, juntamente com o goleiro Paulinho, o Panamericano de 1956. O Brasil foi campeão com uma equipe formada, em sua base, por atletas gaúchos, entre eles, nossos craques. Raul disputou várias partidas. Já Paulinho não teve a mesma sorte: foi reserva durante toda a competição. Outros jogadores que por aqui estiveram também vestiram a camisa canarinho, como Josimar, lateral direito polêmico por sua vida desregrada, titular durante a Copa de 1986, no México, com o técnico Telê Santana.

Para muitos torcedores o melhor time da história do E.C. Novo Hamburgo foi montado em 1952. A formação base era: Paulinho – Zulfe – Mirão - Heitor e Crespo – Casquinha - Pitia e Soligo – Niquinho - Martins e Raul Klein. O técnico era Carlos Froner.

O principal jogador era Raul Klein, ponteiro-esquerdo habilidoso, que chegou à Seleção Brasileira, tendo disputado, juntamente com o goleiro Paulinho, o Panamericano de 1956. O Brasil foi campeão com uma equipe formada, em sua base, por atletas gaúchos. Raul disputou várias partidas. Já Paulinho não teve a mesma sorte: foi reserva durante toda a competição.

Outros jogadores importantes que fizeram história no clube: o centroavante Geovani, no Campeonato Gaúcho de 1962, marcou 13 gols e se sagrou artilheiro da competição. Seu feito só seria repetido mais duas vezes por atletas da equipe do interior. Uma por Sapiranga, em 1966, e outra por Giancarlo, principal goleador da competição em 2006.

O zagueiro Erico Scherer, o popular “Fogareiro” é considerado um dos melhores defensores a terem vestido a camisa do Novo Hamburgo. Por 18 anos ele defendeu seu clube do coração. Faleceu no dia 6 de maio de 1966 e, em seu enterro, o caixão foi levado por seis atletas uniformizados do clube. Além disso, a bandeira do Novo Hamburgo foi posta sobre o caixão como uma homenagem.

O goleiro Periquito é considerado o melhor da história do Novo Hamburgo. Na década de 40, deixou o clube para atuar pelo Internacional, onde fez parte de um grande time da equipe colorada, conhecido como “Rolo Compressor”.Sapiranga, veloz ponta-direita que também jogou no Internacional nos anos 60. Em 1961 foi campeão gaucho e artilheiro do campeonato com 16 gols. Em 1966, deixou o Inter e voltou ao Floriano, onde conquistou pela segunda vez o título de artilheiro do Gauchão, dessa vez com 13 gols. Passou ainda pelo Flamengo de Caxias do Sul, onde encerrou a carreira, em 1968.

Ingo, centro-médio que também jogou no Cruzeiro, de Porto Alegre; Júlio Kunz, um dos melhores goleiros já surgidos no Brasil; Miro, que defendeu as cores do Grêmio Portoalegrense; Miguel, que jogou pelo Internacional e Seleção Gaúcha; o lateral-direito Josimar, titular durante a Copa de 1986, no México, com o técnico Telê Santana; Moeler, goleiro que figurou no Selecionado Gaúcho e Ritzel, o “Arranca Taboa”, apelido ganho devido a violência de seu chute, que também jogou pelo Internacional nos anos de 1915, 1916 e 1917.

Ele fez parte do primeiro combinado Portoalegrense, que enfrentou os uruguaios em 1916, e que esteve assim formado: Schiel – Mordieck e Simão – Mário Cunha – Saavedra e Hansen – Sisson – Ritzel – Bendionda – Lúcio Assunção e Vares.

O jornal NH, realizou recentemente uma pesquisa com seus leitores, procurando saber quais os melhores jogadores que vestiram a camisa anialada nesses 100 anos. e Também os técnicos. Alguns nomes lembrados:

GOLEIROS: Ademir Maria, Eduardo Martini, Geninho, Luciano, Marquinhos, Osvaldo, Paulinho, Petzold e Periquito. ZAGUEIROS: Aládio, Fogareiro, Heitor, Beiço, Paulo Vieira, Bob, Solis, Dias e Claudio Luis. MEIAS: Dagoberto, Éderson, Helenilton, Preto, Rached, Robson, Valdo e Xameguinha. LATERAL-DIREITA: Celso Augusto e Manoel . LATERAL-ESQUERDA: Lauri, Luis e Paulinho. VOLANTES: Caçapava, Claudio Reginato Lourival, Müllerve Pedro Ayub. PONTA-ESQUERDA: Anchietinha, Gilmar, Loivo, Passos, Raul Klein e Soares. PONTA-DIREITA: Itamar, Kasper, Preto e Zé Melo. ATACANTES: Éderson, Geada, Guinga, Jéferson Róbson e Sapiranga. CENTROAVANTES: Bira Burro, Bugrão, Caio Junior, Claudiomiro, Jorjão, Paraná, Pedro Verdum, Romário e Valdinei. TÉCNICOS: Crlos Froner, Enio Andrade, Ernesto Guedes, Gilmar Iser, Marco Eugênio e Vacaria.

Também não pode ser esquecida a figura do grande treinador Pedro Otto Bumbel, que conquistou sucesso internacional. Ele marcou não somente a história do Esporte Clube Novo Hamburgo, como também a história do futebol mundial.

Mané GARRINCHA , “O Anjo das pernas tortas”, teve uma passagem pelo Esporte Clube Novo Hamburgo. Ele vestiu a camisa 7 na noite de 2 de julho de 1969, na partida amistosa, em que o Internacional venceu o Novo Hamburgo por 3 X 1, no Estádio Beira-Rio. Garrincha saiu de campo aos 15 minutos do segundo tempo, sendo muito aplaudido pelos torcedores gaúchos. Antes da partida, Garrincha fez um treino no Estádio Santa Rosa, quando conheceu um pouco do clube e o grupo de jogadores.

2 de julho de 1969
Internacional Rio Grande do Sul 3 – 1 Rio Grande do Sul Novo Hamburgo Estádio Beira-Rio

Sérgio, (15') Gol marcado
Tovar (17') Gol marcado
Chiquinho (52') Gol marcado
Gol marcado Helenilton (55') Renda: NCr$ 6.490,00
Árbitro: José Carlos Von Mendgem

Rio Grande do Sul Internacional: Schneider (Edgar); Édson Madureira, Pontes (Gunga), Valmir (Luiz Carlos) e Jorge Andrade; Tovar (Élton), Dorinho e Sérgio; Carlitos (Valdomiro), Chiquinho e Canhoto.

Rio Grande do Sul E. C. Novo Hamburgo: Carlos; Di (Heitor), Bernardino, Osmar e Virgílio; Bira, Xameguinha e Dirceu; Garrincha (Ortiz), Helenilton e Sarão.

No ano de 2014 a equipe participou da Copa do Brasil e chegou entre as 16 melhores, eliminando Joinville ( 1x0(V) 2x2(e)), J.Malucelli (2x0(v) e 1x0(v). No confronto contra a equipe do ABC (1x0 (d) e 2x0(v), a equipe foi eliminada pelo STJD pela escalação irregular do jogador Preto.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Goleiros
Jogador
Brasil Matheus
Brasil Jandrei
Brasil Rafael Dal Ri
Defensores
Jogador Pos.
Brasil César Lucena Z
Brasil David Júnior Z
Uruguai Mário Larramendi Z
Brasil Bolívar Z
Brasil Fred Z
Brasil Puyol Z
Brasil Luan Z
Brasil Murilo LD
BrasilPortugal Fabinho LD
Brasil Spessatto LD
Brasil Celsinho LD
Brasil Paulinho LE
Brasil Felipe Athirson LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil V
Brasil Magrão V
Brasil Warley V
Brasil Paulo Vinícius V
Brasil Brito V
Brasil Willian Schuster M
Brasil Jonas M
Brasil Lucas Crispim M
Brasil Mateus Carioca M
Brasil João Henrique M
Brasil Thiago Humberto M
Brasil Márcio M
Atacantes
Jogador
Brasil Beto Cachoeira
Brasil Leandrão
Brasil Luís Mário
Brasil Lucas Santos
Brasil Igor
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Roger Machado T

Títulos[editar | editar código-fonte]

Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Copa FGF 2 2005 e 2013
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Campeonato do Interior Gaúcho 7 1942*, 1947*, 1949*, 1950*, 1952*, 1972 e 1980
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Campeonato Gaúcho - Segunda Divisão 2 1996 e 2000
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Copa Emídio Perondi 1 2005
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Campeonato da Região Metropolitana 2 2013 e 2014
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Campeão dos 4 Grandes do RS 1 1952*
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Copa ACEG (Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos) 1 1980*
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Torneio Serra/Sul 1 1982 e 1984
Municipais
Competição Títulos Temporadas
Porto Alegre (RS) - Brasao.png Campeonato Citadino de Porto Alegre [1] 1 1937
Campanhas em destaque
Competição Colocação Temporadas
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Campeonato Gaúcho Vice-campeão 1942*, 1947*, 1949*, 1950* e 1952*
Bandeira do Rio Grande do Sul.svg Copa Governador do Estado Vice-campeão 1970 e 1987

* Como Esporte Clube Floriano.

Outras conquistas[editar | editar código-fonte]

Estádio[editar | editar código-fonte]

Artilheiros[editar | editar código-fonte]

* Como Esporte Clube Floriano.

Ranking da CBF[editar | editar código-fonte]

Ranking atualizado em dezembro de 2014

  • Posição: 98º
  • Pontuação: 500 pontos[2]

Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol para pontuar todos os clubes do Brasil[3] .

Torcidas organizadas[editar | editar código-fonte]

  • Pelotão de Alento
  • Fogo Anil
  • ParaNóia

Rivalidade[editar | editar código-fonte]

Clube do Vale do Sinos, o "Nóia" (como é popularmente conhecido) teve como principal rival o co-irmão Football-Club Esperança, esse clássico ficou conhecido como Flor-Esp. Atualmente seu maior arquirrival é o Aimoré, clube da cidade vizinha de São Leopoldo. Tal confronto era chamado de "Clássico do Vale". Recentemente, o Novo Hamburgo protagonizou uma nova rivalidade, com o time de outra cidade vizinha, o 15 de Novembro de Campo Bom.

Publicações sobre o Novo Hamburgo[editar | editar código-fonte]

  • SCHEMES, Claudia. Pedro Adams Filho: empreendedorismo, indústria calçadista e emancipação de Novo Hamburgo. Tese. PUCRS. Porto Alegre, 2006.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. O Novo Hamburgo, mesmo não sendo de Porto Alegre, participou da competição convidado pela AMGEA
  2. RNC - RANKING NACIONAL DOS CLUBES 2015 Confederação Brasileira de Futebol - acessado em 11 de dezembro de 2014
  3. Cruzeiro lidera o Ranking Nacional de Clubes 2015 CBF

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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