Estádio João Corrêa da Silveira

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Monumental do Cristo Rei
Características
Local São Leopoldo, RS
Gramado (110 m X 80 m)
Capacidade 10.000 pessoas[1]
Construção
Inauguração
Data 26 de março de 1961
Partida inaugural Aimoré 1 X 0 Internacional
Primeiro gol Uga (Aimoré)
Outras informações
Proprietário Aimoré
Mandante Aimoré

O Estádio João Corrêa da Silveira, também conhecido como Monumental do Cristo Rei é um estádio brasileiro de futebol localizado em São Leopoldo, Rio Grande do Sul. O estádio pertence ao Clube Esportivo Aimoré.

Em 2008, o Grêmio Esportivo Sapucaiense utilizou o Estádio Cristo Rei para mandar seus jogos no Campeonato Gaúcho da Série A, pois seu estádio, o Arthur Mesquita Dias não atendia às normas da Federação Gaúcha de Futebol.

História[editar | editar código-fonte]

Construção[editar | editar código-fonte]

Uma comissão de estudos foi formada em 1955 para definir o local do novo estádio, alguns encargos deveriam ser respeitados como possibilidade facilitada de acesso e abranger uma área próspera do município. A compra do terreno que pertencia à Fundação Padre Antônio Vieira, mesmo conjunto eclesiástico que é dono da Unisinos, ocorreu em 1958, mesmo ano do lançamento da pedra fundamental da nova praça de esportes.

A topografia do terreno escolhido, conforme ressalta o Livro de Pires e Silveira, era tão suigêneris que o formato natural era de um anfiteatro natural, graças ao barranco que existe atrás de uma das goleiras. Houve também a ideia de se fazer uma cancha no endereço antigo (no terreno onde ficava a Taba Índia), mas devido aos predicados do novo espaço, esse pensar foi logo deixado ao lado.

É injusto citar o nome dos vários dirigentes que auxiliaram na construção do estádio, mas João Corrêa da Silveira foi quem mais sem destacou. Além de ser um dos maiores colaboradores da história do clube, o mesmo comprou e recomprou terrenos, foi em busca de recursos com o empresariado do Vale do Sinos, colocou sua empresa como patrocinadora. Por tudo isso, o fato dele dar nome à cancha, somente ratificado em 1989, é mais do que justificado.

Havia o temor de não conseguir inaugurar o estádio na data do aniversário de 25 anos do Aimoré, então Abel Ignácio da Silveira se bandeou ao Rio de Janeiro, capital federal da época, para obter um empréstimo de dez milhões de cruzeiros junto à Caixa Econômica Federal. O vice-presidente da República João Goulart deferiu o pedido, mas a cúpula do clube indígena constatou que as parcelas que teriam de ser pagas durante dez anos aufeririam aos cofres da agremiação leopoldense um custo altíssimo. Assim, na base da raça e da vontade, a obra foi tocada.

Da metade em diante do ano de 1960, com um total mutirão de esforço, as etapas foram sendo vencidas e no jubileu de prata aimoresista, dia 26 de março de 1961, foi inaugurado o Monumental do Cristo Rei.

Reformas e adequações[editar | editar código-fonte]

É bem verdade que a construção civil persistiu imperando no bairro Cristo Rei, faltavam detalhes, ajustes a serem feitos. O início da década de 70 marcou o elidir da cobertura do pavilhão social. A cobertura foi inaugurada em 1976, quando o estádio completava 15 anos e o clube alviazul virou um quarentão. A capacidade do estádio, em tempos de fiscalização bem diferente da que é feita no século XXI, era de cerca de dez mil almas. Em 2017, com tudo certinho, o Cristo Rei será liberado para comportar, no máximo, seis mil torcedores.

Em 1980, pressionado pela Federação Gaúcha de Futebol, o Índio Capilé se viu obrigado a prover iluminação para sua cancha. Depois de algumas churrascadas, recursos foram juntados daqui e dali, fazendo com que na sugestiva data de 25 de dezembro daquele ano, a luz fosse acesa para a torcida leopoldense. As quatro torres existentes possuem 38 metros de altura, cada uma com 12 lâmpadas refletoras que somadas geram cerca de 100 mil Watts de potência.

Partida inaugural[editar | editar código-fonte]

No dia 26 de março de 1961, data do 25º aniversário do Aimoré foi inaugurado o Estádio Cristo Rei, com vitória do Aimoré sobre o Internacional por 1 a 0.

O jornalista Ribeiro Pires definiu da seguinte maneira a festividade histórica que marcou o primeiro dia daquele que seria local de muitas emoções, vitórias, alegrias e tristezas:

“Com muita garra e persistência a grande construção fica pronta no domingo de 26 de março, data do Jubileu de Prata do clube. O clima era festivo na cidade, quase um carnaval! A transmissão da rádio começava as 6 da manhã com toque de alvorada e foguetório no 19º BIMtz. Logo mais uma corrida automobilística interditava ruas do centro de São Léo. Uma romaria ia a visita de túmulos de personalidades e ex dirigentes aimoresistas. E a manhã se encerrava com uma missa campal direto do gramado do novíssimo Cristo Rei. Um churrasco foi realizado com o auxílio de um toldo ao lado do pavilhão social e teve presença de autoridades como o prefeito leopoldense. A tarde, uma chama simbólica saiu do bairro Rio dos Sinos, antiga Taba Índia, em direção ao Cristo Rei levando esperança a nova sede. Antes do início da partida diretores, conselheiros, funcionários e apoiadores deram a primeira volta olímpica da cancha. Após execução do hino do Aimoré, campo foi esvaziado e as arquibancadas lotadas de adeptos apreensivos viram um avião teco-teco voar na altitude mais baixa possível e largar a bola da peleja numa espécie de paraquedas! Um espetáculo! Dentro de campo o Índio fez bonito e venceu o time do Inter por 1 a 0 com gol de Uga no final da primeira etapa. Um tento lindo! De calcanhar! Digno de inaugurar uma cancha! Não se falou em número exato de público, mas os registros fotográficos atestam que a cancha lotou e a crônica esportiva na época relatou que a renda girou em torno de 800 mil cruzeiros.”

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências