Estádio Luiz José de Lacerda

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Luiz José de Lacerda
Campo do Central Novembro 2011.jpg

Nomes
Nome Estádio Luiz José de Lacerda
Apelido Lacerdão
Antigos nomes Central Park

Estádio Pedro Victor de Albuquerque

Características
Local Caruaru, PE
Gramado Grama natural (105 x 68 m)
Capacidade 19.478 espectadores[1]
Inauguração
Data 19 de outubro de 1980
Partida inaugural Central 3x1 Seleção Nigeriana de Futebol
Primeiro gol Gil Mineiro (Central)
Recordes
Público recorde 24.450 pessoas
Data recorde 22 de outubro de 1986
Partida com mais público Central 2x1 Flamengo
Campeonato Brasileiro de 1986
Expandido década de 1960 e

década de 1980

Proprietário Central Sport Club
Administrador Central Sport Club
Mandante Central Sport Club
Clube Atlético do Porto

O Estádio Luiz José de Lacerda, conhecido como Lacerdão, (antigo Central Park até o início da década de 60 e Pedro Victor de Albuquerque, até o fim da década de 90) é um estádio de Caruaru, Pernambuco. Tem como mandante o Central Sport Club. Passou a chamar-se Estádio Luiz José de Lacerda, numa homenagem ao presidente benemérito do clube, em reconhecimento ao seu grande esforço para a ampliação do estádio, no final da década de 70 e início da década de 80.

História[editar | editar código-fonte]

O Estádio Luiz José de Lacerda, mais conhecido como ‘Lacerdão’, no caso das gerações atuais, teve antes dois nomes, Central Park, no início da história do clube e depois passou a se chamar durante muitos anos como Pedro Victor de Albuquerque, o eterno 'PV', nome que permanece vivo na lembrança dos torcedores mais antigos. É Localizado na área mais nobre de Caruaru, a Avenida Agamenon Magalhães, no bairro Maurício de Nassau, e possui mais de 70 anos de história. Passou a chamar-se com a denominação atual, como uma homenagem ao esforço de Luiz José de Lacerda que apoiou o empresário Edgar Aragão Filho, então Diretor do clube, idealizador e nome fundamental para a ampliação do estádio no final da década de 70 e início da década de 1980.

Tudo começou no terreno conhecido como ‘careca da Rua São Paulo’, no início do Século XX, onde a garotada e juventude da época se reunia para apreciar o esporte vindo da Inglaterra, um campinho de pelada, como tantos outros campos de várzea que já existiram ou ainda resistem à especulação imobiliária nas várias cidades espalhadas pelo país. Depois, após a fundação do clube, surgia o ‘Central Park’, no terreno pertencente ao comendador José Víctor de Albuquerque, que ficava no quintal da residência de Tutú, um ex-atleta do clube, onde havia bastante exemplar da ave que posteriormente acabou sendo adotada como mascote do time, a patativa. Ao invés de alambrados, apenas uma cerca separava os jogadores dos torcedores que acompanhavam as partidas, a princípio apenas jogos amistosos, da Patativa do Agreste.

As primeiras arquibancadas começaram a ser construídas apenas no início da década de 60, por conta da profissionalização do time e para marcar o retorno da Patativa à disputa do Campeonato Pernambucano no ano de 1961, após um hiato de 23 anos, quando passou a receber o nome de Estádio Pedro Víctor de Albuquerque, o 'PV', numa homenagem póstuma ao irmão do comendador José Víctor de Albuquerque, que doou o terreno ao clube. Pedro Víctor chegou a presidir o clube na fase amadora, no período de 1931 a 1947. Apesar das dimensões pequenas, o 'PV' passou a ser chamado também de ‘alçapão da Patativa’, face às dificuldades que as equipes visitantes tinham em derrotar o Central dentro de seus domínios, principalmente o chamado ‘trio de ferro’ da capital.

A atual estrutura da praça de esportes alvinegra surgiu no final da década de 70 e início da década de 80, graças principalmente ao esforço do então presidente, o empresário Luíz José de Lacerda. O jogo inaugural após a ampliação foi marcado no dia 19 de outubro do mesmo ano, o Central venceu a Seleção Nigeriana de Futebol por 3x1. Gil Mineiro, jogador do Central Sport Club marcou o 1º gol.

Nas décadas de 1970 e 1980 o Central passou a disputar o Campeonato Brasileiro, levando grandes equipes ao Lacerdão. No dia 22 de outubro de 1986 ocorreu o recorde de público da história de Caruaru, 24.450 pessoas foram assistir a vitória do Central por 2x1 contra o Flamengo no Campeonato Brasileiro do mesmo ano.

O Estádio já foi palco de confrontos do Central Sport Club com diversas seleções e clubes tais como a Seleção Principal da Nigéria, a Seleção de Novos da Argentina (atualmente conhecida como seleção pré-olímpica) e os campeões brasileiros, Flamengo-RJ, Vasco-RJ, Grêmio-RS, Guarani-SP, Fluminense-RJ, Coritiba-PR, Palmeiras-SP, Sport-PE e Atlético-PR.

Atualmente o Lacerdão tem capacidade aproximada de 20.000 pessoas, é o maior estádio particular do interior do Norte/Nordeste e o 5º maior estádio de Pernambuco, apenas ficando atrás dos Estádios do chamado "trio de ferro" da capital e a Arena Pernambuco.[2]

O estádio Lacerdão foi liberado pelo Corpo de Bombeiros para receber os jogos do Campeonato Pernambucano de 2020. O local chegou a ser interditado antes do amistoso do domingo contra o São Paulo Crystal-PB, no dia 12 de janeiro.

Referências

  1. «CNEF - Cadastro Nacional de Estádios de Futebol (Rev. 6)» (PDF). CBF. 18 de janeiro de 2016. Consultado em 3 de setembro de 2016 
  2. Online, J. C. (2018-01-05T008:00:00Z). «Central de Coração - JC Online». Central de Coração - JC Online (em inglês). Consultado em 30 de junho de 2020  Verifique data em: |data= (ajuda)

https://globoesporte.globo.com/pe/caruaru-regiao/futebol/times/central/noticia/lacerdao-e-liberado-mas-capacidade-e-reduzida-para-cerca-de-11-mil-pessoas.ghtml

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