Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Se procura pelo antigo estádio do Botafogo de Futebol e Regatas, veja Estádio Mané Garrincha (Rio de Janeiro).
Mané Garrincha
Estádio Nacional Mané Garrincha
Sisbrace: Star full.svg Star full.svg Star full.svg Star full.svg Star full.svg[1]
Estádio Nacional de Brasília Logo.png
Brasilia Stadium - June 2013.jpg
Vista externa do estádio no dia da sua reinauguração, em 2013. Foto: Elza Fiúza/ABr.
Nomes
Nome Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha [2]
Apelido Mané Garrincha
O Gigante
Antigos nomes Estádio Governador Hélio Prates da Silveira
Estádio Mané Garrincha
Características
Local SRPN (Setor de Recreação Pública Norte) Brasília, DF, Brasil
Gramado Grama natural (105 x 68 m)
Capacidade Original:
45.200 espectadores

Reconstruído:
69.349 (FIFA)[3]
72.788 (Portal da Copa)[4]

Construção
Data 10 de março de 1974 [5]
Custo Reconstruído: R$ 1,778 bilhão [6]
Inauguração
Data Original: 10 de março de 1974[7]

Reconstruído: 18 de maio de 2013 (7 anos)[8]

Partida inaugural Original: CEUB 1x2 Corinthians [7]

Reconstruído: Brasília 0–3 Brasiliense [8]

Primeiro gol Original: Vaguinho (Corinthians)[5]

Reconstruído: Bocão (Brasiliense) [8]

Recordes
Público recorde 69.389 pessoas[9]
Data recorde 04 de agosto de 2016
Partida com mais público Brasil Brasil 0x0 Bandeira da África do Sul África do Sul
Outras informações
Remodelado 2010 - 2013 [8]
Proprietário Governo do Distrito Federal
Administrador Terracap [10]
Arquiteto Original: Ícaro de Castro Mello
Reconstruído: Eduardo Castro Mello / gmp

Estádio Nacional de Brasília "Mané Garrincha",[2] também conhecido como simplesmente Mané Garrincha, é um estádio de futebol e arena multiuso brasileiro, situado em Brasília, no Distrito Federal.

O estádio faz parte do Complexo Poliesportivo Ayrton Senna, que engloba também o Ginásio de Esportes Nilson Nelson e o Autódromo Internacional de Brasília Nelson Piquet, dentre outros. Inaugurado em 1974, o estádio tinha a capacidade de acomodar 45.200 pessoas.

Após a reforma de 2010-2013, iniciada para receber a Copa do Mundo FIFA de 2014, sua capacidade foi aumentada para 72.788 pessoas, tornando-se o segundo maior estádio do Brasil e um dos maiores da América, atrás do Maracanã (RJ). O estádio atualmente pertence à Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap). Inicialmente prevista para 31 de dezembro de 2012 [11] e posteriormente para 21 de abril de 2013,[12] a inauguração do novo estádio foi em 18 de maio de 2013.

Entre os eventos-teste após sua inauguração, o estádio foi palco da final do Campeonato Brasiliense de 2013, no dia 18 de maio (Brasiliense x Brasília) e em 26 de maio de 2013 Santos x Flamengo, válida pelo 1º Rodada do Campeonato Brasileiro (Brasileirão).[13] Um dos argumentos usados para a reconstrução do estádio era que Brasília não contava com nenhum local apto a receber grandes eventos, que eram então realizados no canteiro central da Esplanada dos Ministérios ou no estacionamento do antigo estádio.[14] No entanto, hoje em dia, não é permitido realizar eventos culturais no estádio, exceto quando houver interesse da administração.[15]

História[editar | editar código-fonte]

Construção[editar | editar código-fonte]

Inauguração do Estádio Governador Hélio Prates da Silveira em 1974.

Em 10 de março de 1974, as obras do estádio ainda estavam em andamento, porém os trabalhos foram interrompidos para a inauguração oficial do espaço, que envolveu uma partida de futebol em que o Corinthians derrotou o CEUB por 2 a 1. O primeiro gol no estádio foi marcado pelo jogador do Corinthians Vaguinho.[7]

Antigo estádio Mané Garrincha

O recorde de público no estádio foi de 51.200 pessoas, num jogo que ocorreu a 20 de dezembro de 1998, quando Gama derrotou o Londrina por 3-0 na final da Série B de 1998, que deu ao Gama seu primeiro troféu nacional e consequente promoção para a Série A em 1999.[7]

Inicialmente o estádio havia sido batizado de Estádio Governador Hélio Prates da Silveira, uma homenagem ao governante do DF à época, enquanto o complexo em que se encontrava era chamado de Complexo Poliesportivo Presidente Médici. Na data de sua inauguração, as arquibancadas inferiores estavam prontas, mas peças de ferro e madeira ainda começavam a dar forma à estrutura das tribunas e da arquibancada superior, concluídas mais tarde.

Inicialmente, o estádio se tornou casa de praticamente todos os times do Distrito Federal, uma vez que a maioria ainda não tinha estádio próprio em suas respectivas cidades-satélites.

Na década de 1980, surgiu a homenagem ao famoso jogador conhecido como anjo das pernas tortas e o espaço foi renomeado para Estádio Mané Garrincha. No fim da década de 1990 e início da década de 2000, o estádio viu o futebol da capital federal passar por seu melhor momento.[5]

Antes da reconstrução, o estádio abrigava um complexo esportivo com vestiários, sala de fisioterapia, alojamento, restaurante e academias. Além de contar com uma escolinha de futebol, o estádio possuía ambiente, ainda, para a prática de outras modalidades, como judô, ginástica, capoeira e dança.

Após a reconstrução, o estádio passou a contar, na parte interna, com 335 vagas de estacionamento para carros até o terceiro subsolo, além de auditório, posto policial, médico e de saúde, juizado de menores, cinema, centro de convenções e teatro.

Externamente, são quase 100 mil m² de espaço para ônibus e estacionamento VIP com 222 vagas, além de oito mil vagas no estacionamento público. A imprensa tem 2.850 lugares. Ao todo são 74 camarotes, 1.112 salas VIP, 40 bares, 14 lanchonetes e dois grandes restaurantes internos.[16]

Em 8 de dezembro de 2007, a final da primeira edição da Copa do Brasil de Futebol Feminino, vencida pelo Mato Grosso do Sul/Saad, ocorreu no Estádio Mané Garrincha.[17]

Reconstrução[editar | editar código-fonte]

Em 2009, após o Brasil já ser escolhido como sede da Copa do Mundo da FIFA de 2014, a próxima etapa seria a escolha das cidades-sede. Para ser escolhida, a cidade deve seguir uma série de exigências da FIFA em diversos setores, como acomodação, transporte e, principalmente, possuir um estádio que atenda aos requisitos da mesma. O governo do Distrito Federal elaborou um projeto de reforma do maior e principal estádio da cidade, o Estádio Mané Garrincha, e o apresentou à FIFA.[18]

Segundo projeto apresentado à FIFA para a reforma do estádio.
Obras de reconstrução
Fotografia aérea do estádio

Após ser aprovada em todos os requisitos, bem como o projeto ser aceito, Brasília foi escolhida como cidade-sede da Copa, juntamente com outras onze cidades.[19]

No mesmo ano, iniciam-se as obras do estádio, bem como a alteração de seu nome para Estádio Nacional de Brasília. Porém, após pressão popular, o nome é novamente alterado para Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha,[2] voltando-se a homenagear o jogador.

O custo da obra, totalmente arcada com recursos financeiros do próprio Distrito Federal e inicialmente orçada em R$ 697 milhões, chegou a um total de R$ 1,5 bilhões em maio de 2013, segundo dados da Terracap, tornando-o o estádio mais caro do país.[20] A manutenção mensal está orçada em R$ 800 mil mensais (2015), segundo a Secretaria de Esporte do GDF. [1]

Em 18 de maio de 2013, após 1027 dias de obras, repetindo o ocorrido na primeira inauguração do estádio, os trabalhos foram interrompidos para que ocorresse a reinauguração oficial do espaço. As obras estavam a 97% de execução, faltando retoques finais e obras do entorno do estádio. Pela manhã, a presidente Dilma Rousseff, acompanhada do governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz e com a presença de autoridades locais e nacionais deu o chute inicial no campo da arena, gesto simbólico repetido na inauguração de todos os estádios que serão utilizados na Copa do Mundo FIFA 2014.[8]

Ainda no dia 18 de maio, à tarde, ocorreu a final do Campeonato Brasiliense de Futebol 2013, o "Candangão", disputado entre Brasília e Brasiliense, resultando na vitória deste por 3 a 0. O primeiro gol marcado no jogo foi de autoria do jogador Bocão, do Brasiliense. Cerca de 20.000 torcedores estiveram presentes, o correspondente a 30% da capacidade total do estádio, valor estipulado em recomendação da FIFA para o primeiro evento-teste. A cantora Elza Soares, que tinha sido esposa do jogador Mané Garrincha, cantou o hino nacional.[8]

Em 26 de maio de 2013, o estádio recebeu o seu segundo e último evento-teste antes da Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013, a abertura do Campeonato Brasileiro, um jogo do Santos x Flamengo. Ellen Oléria, cantora vencedora do The Voice Brasil, esteve presente para cantar o hino nacional. A partida, que marcou também a despedida do jogador Neymar dos clubes brasileiros, terminou com um empate de 0 a 0.

O jogo contou com um público de 63.501 pagantes, quebrando o recorde anterior do estádio, de 51.200 pessoas pela partida entre Gama e Londrina em 1998.[21]

Em 21 de abril de 2014, no aniversário de Brasília, o estádio recebeu a decisão de mais um campeonato. O Brasília venceu o Paysandu nos pênaltis por 7x6 e conquistou a primeira Copa Verde.[22]

O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha sediou em junho de 2013 a abertura da Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013,[23] além de sete partidas da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 [19] e partidas preliminares de futebol dos Jogos da XXXI Olimpíada de Verão Rio 2016.[24]

Em 16 de fevereiro de 2020 o Mané Garrincha recebeu a Supercopa do Brasil, torneio que retornou após 28 anos. Foi disputado em jogo único entre o campeão do Campeonato Brasileiro, o Flamengo, e o campeão da Copa do Brasil, o Athetico Paranaense. O Flamengo se sagrou campeão por 3 a 0 diante de 48.009 torcedores.[25]

Panorama do interior do Estádio Nacional

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

  1. «Classificação de estádios de futebol (Sisbrace)». Ministério dos Esportes. 25 de fevereiro de 2017 
  2. a b c «GDF divulga nota dizendo que Estádio Nacional ainda se chama Mané Garrincha». 5 de abril de 2013. Consultado em 7 de abril de 2013 
  3. «Cópia arquivada». Consultado em 25 de setembro de 2013. Arquivado do original em 28 de março de 2014 
  4. «De ponto cego a atraso - os problemas dos estádios da Copa». Exame. 12 de fevereiro de 2014. Consultado em 11 de maio de 2014 
  5. a b c Fabrício Marques (10 de março de 2013). «Estádio Mané Garrincha faz 39 anos e ex-jogadores relembram histórias». Globo.com. Consultado em 1º de abril de 2013 
  6. «Custo do Mané Garrincha em Brasília chega a R$ 1,7 bilhão, diz TC-DF». UOL. 21 de junho de 2013. Consultado em 11 de maio de 2014 
  7. a b c d «O Mané Garrincha - O palco da Copa em Brasília». Consultado em 19 de fevereiro de 2012 [ligação inativa]
  8. a b c d e f «Estádio Nacional Mané Garrincha é inaugurado com festa em Brasília». 18 de maio de 2013. Consultado em 19 de maio de 2013 
  9. «Match Report» (PDF). Rio 2016. 4 de agosto de 2016. Consultado em 20 de agosto de 2016. Arquivado do original (PDF) em 8 de agosto de 2016 
  10. https://www.terracap.df.gov.br/index.php/sem-categoria/202-estadio-nacional-de-brasilia-mane-garrincha  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  11. «Governo promete inaugurar o Estádio Nacional de Brasília no último dia do próximo ano». Ucho.Info. 14 de setembro de 2011. Consultado em 15 de abril de 2013 
  12. «Estádio de Brasília só deverá ficar pronto para jogos em abril de 2013». Consultado em 29 de dezembro de 2012 
  13. LANCEPRESS (21 de março de 2013). «Brasília terá dois eventos-testes em maio e confirma Santos x Flamengo». Lance!Net. Consultado em 1º de abril de 2013 
  14. «Investimentos para Copa 2014». Brasília 2014. 29 de abril de 2012. Consultado em 7 de abril de 2013. Arquivado do original em 3 de maio de 2013 
  15. «Decreto proíbe o uso do estacionamento do Estádio para eventos culturais». Correio Braziliense. 27 de junho de 2013. Consultado em 1º de julho de 2013 
  16. «Estádio Nacional de Brasília terá espelhos fornecidos pela Central Vidros». Central Vidros DF. 19 de março de 2013. Consultado em 1º de abril de 2013. Arquivado do original em 20 de maio de 2013 
  17. Gazeta Esportiva. «Nos pênaltis, MS/Saad conquista primeiro título da competição». Consultado em 10 de dezembro de 2007. Arquivado do original em 1 de novembro de 2008 
  18. «Mudanças no Projeto do Estádio Mané Garrincha para a Copa do Mundo do Brasil de 2014». Consultado em 19 de fevereiro de 2012. Arquivado do original em 19 de maio de 2013 
  19. a b Folha Online (31 de maio de 2009). «Saiba mais sobre Brasília, uma das cidades-sedes da Copa-2014». Consultado em 19 de fevereiro de 2012 
  20. «A terra do "nunca fica pronto"». Época. 18 de maio de 2013 
  21. «Na despedida de Neymar, Santos e Fla fazem jogo sem gols». 26 de maio de 2013. Consultado em 26 de maio de 2013 
  22. «Brasília bate o Papão nos pênaltis e é campeão da Copa Verde». ORMNews. 7 de abril de 2014. Consultado em 7 de julho de 2014 
  23. «Jogos da Copa das Confederações estão definidos». Portal Brasil. 14 de fevereiro de 2013. Consultado em 8 de abril de 2013 
  24. UOL Esporte (3 de outubro de 2009). «Mais quatro cidades irão abrigar eventos dos Jogos de 2016». Consultado em 29 de novembro de 2009 
  25. «CBF confirma Brasília como sede da Supercopa do Brasil entre Fla e Athletico-PR». ISTOÉ Independente. 23 de dezembro de 2019. Consultado em 15 de junho de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]