Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira

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Estádio Olímpico
Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira
Nomes
Nome Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira
Apelido Estádio Olímpico
Características
Local Goiânia (GO), Brasil
Gramado Grama natural[1] (105 x 68 m)
Capacidade 13.500 espectadores
Construção
Data 1940–1941
Custo R$ 95 milhões (2016)[2]
Inauguração
Data 3 de setembro de 1941
Partida inaugural Goiânia 2–0 América Mineiro
Primeiro gol Ari (Goiânia)
Recordes
Público recorde 24.806 pessoas
Data recorde 04 de novembro de 1973
Partida com mais público Goiás 0–1 Palmeiras
Outras informações
Remodelado 2013–2016
Expandido 2013–2016
Fechado 20 de março de 2005
Demolido 2006
Proprietário Governo de Goiás
Administrador Governo de Goiás
Arquiteto Agetop
Mandante Goiânia
Atlético Goianiense
Goiás
Vila Nova

O Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira, mais conhecido como Estádio Olímpico é um estádio de futebol, localizado no centro da cidade de Goiânia, Goiás, Brasil. Foi inaugurado em 1941 em um terreno doado pelo Goiânia Esporte Clube.

Inicialmente com capacidade para 10.000 pessoas, hoje possui capacidade para 13.500 pessoas e atualmente é propriedade do governo do estado de Goiás. O nome original é uma homenagem ao fundador da capital goiana, Pedro Ludovico Teixeira. Ao seu lado, fica o Parque Aquático e o Ginásio Rio Vermelho, com capacidade para cinco mil pessoas, ainda abrigava sedes estaduais das secretarias de esporte, tais como, a federação goiana de judô, a federação goiana de caratê e a federação goiana de kart.

História[editar | editar código-fonte]

Antigo estádio[editar | editar código-fonte]

Time do Flamengo no Estádio Olímpico na década de 1960.
Equipe do Goiânia que venceu o América Mineiro por 2 a 0 em 1941, no Estádio Pedro Ludovico. Os gols alvinegros foram anotados por Ari e Rolim.[3].

As obras do estádio começaram em 9 de fevereiro de 1940 e foram concluídas um ano depois, sendo inaugurado em 3 de setembro de 1941 durante uma vitória por 2 a 0 pelo Goiânia sobre o América Mineiro, tendo como o primeiro gol feito na história do estádio pelo jogador goianiense Ari.

O Estádio Olímpico de Goiânia foi o primeiro estádio goianiense com capacidade para dez mil torcedores e já realizou vários jogos importantes, sendo seu principal mandante o Goiânia Esporte Clube. O nome é uma homenagem ao fundador da capital, Pedro Ludovico Teixeira, torcedor histórico do Goiânia e seu grande apoiador, por lhe dar apoio material e financeiro.[4]

Em 21 de março de 1965, ocorreu no Estádio Olímpico, o tradicional clássico Come-Fogo, inclusive, um dos maiores do Interior do Brasil, entre o Comercial e o Botafogo, ambos de Ribeirão Preto, a partida amistosa foi pelo Quadrangular da Cidade de Goiânia e terminou empatada em 1 a 1. Mesmo com a construção do Estádio Serra Dourada, em 1975, o Olímpico continuou sendo utilizado pelos clubes da capital.[2]

Acidente radiológico de Goiânia[editar | editar código-fonte]

Equipe do Goiânia no Estádio Olímpico nos anos 1980.

Em 1987, com o acidente radiológico de Goiânia o estádio foi utilizado como abrigo para as pessoas contaminadas, que tiveram suas casas demolidas e objetos confiscados. Muitas pessoas, se submeteram a exames para determinar seu nível de radioatividade neste estádio. Naturalmente, o estádio não oferece perigo quanto à radioatividade.

Última partida e demolição[editar | editar código-fonte]

No dia 20 de março de 2005, o Goiânia perdeu para a Anapolina e foi rebaixado para a segunda divisão estadual. Esta foi a última partida oficial no estádio. O último clássico entre Goiás e Vila Nova foi no dia 27 de fevereiro do mesmo ano. O Tigre venceu por 1 a 0 com gol de Luciano. Pouco mais de um ano depois, no dia 5 de julho de 2006, o Olímpico começou a ser demolido.[2]

Falha no projeto, abandono e batalha na Justiça[editar | editar código-fonte]

O imbróglio judicial que se arrastou após a demolição do Olímpico está ligado justamente a estes dois módulos. Inicialmente, o estado lançou licitação única para as duas obras com orçamento previsto de R$ 40 milhões. Entretanto, durante a reforma houve divergência entre o governo e a Eletroenge, empresa licitada. Em 2009, a reforma foi paralisada. O governo alegou que o saldo contratual seria gasto sem que estádio e laboratório estivessem prontos.[2]

Terreno onde estava edificado o antigo Estádio Olímpico Pedro Ludovico.

Em julho de 2011, a liminar que garantia à empreiteira o direito de continuar a obra caiu, abrindo espaço para duas novas licitações: uma para o Estádio Olímpico e uma para o Laboratório de Capacitação e Pesquisa. Jayme Rincón admite que o projeto inicial de 2002 fornecido pela própria Agetop já estava “defasado”. O Olímpico sequer receberia partidas de futebol. O novo projeto ganhou, entre outros itens, mais vestiários e cabines de imprensa. O valor mais que dobrou.[2]

Abandonado por tantos anos, o local sofreu com o descaso e a ação do tempo. Com mato alto, estrutura exposta e água parada, as obras do estádio Olímpico se tornaram um imenso criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Moradores protestaram e tentaram agir por si só, mas não tiveram resultados.[2][5]

Retomada das obras[editar | editar código-fonte]

Em 2013, com dificuldades para receber recursos federais para retomar as obras do Centro de Excelência, o governo de Goiás assumiu a reforma e convocou nova licitação para o Estádio Olímpico. A convocação foi feita no dia 24 de julho com orçamento previsto de R$ 43,5 milhões. A construtora Porto Belo venceu a licitação para o Estádio Olímpico, e a construtora Milão assumiu o Laboratório de Capacitação.[2]

Desde então, houve apenas uma paralisação entre setembro de dezembro de 2015. Segundo o governo, ela ocorreu devido ao atraso no repasse do financiamento feito junto ao Banco do Brasil. Em 2014, o valor firmado no ano anterior mais que dobrou depois de um aditivo contratual. A obra do novo Estádio Olímpico passou de R$ 39 milhões para quase R$ 95 milhões. No entanto, o custo ainda é maior levando em consideração o que foi feito e descartado antes da briga judicial.[2]

No início, o estádio não previa receber partidas do Campeonato Brasileiro, o que foi alterado na reformulação do projeto antigo.[5]

Reinauguração e novo estádio[editar | editar código-fonte]

Estádio Olímpico Pedro Ludovico na época da reinauguração.

Dez anos após ter sido demolido, o Estádio Olímpico de Goiânia foi reinaugurado em 8 de agosto de 2016 com partida festiva entre seleção goiana e Seleção Brasileira de Masters, também com presença de alguns artistas. O jogo foi à noite, contou com dois tempos de 35 minutos e terminou com empate por 0 a 0. Pela manhã, houve solenidade com autoridades locais.[6][7]

Reformado como um dos quatro módulos do Centro de Excelência do Esporte, anunciado em 1999. Antes de a bola rolar houve homenagem para ex-cronistas, ex-jogadores e ex-árbitros. Em campo, nomes famosos como Túlio Maravilha, Júnior Baiano, Viola, Amaral e Mauro Galvão reforçaram a seleção brasileira. No lado goiano estavam Fabão, Alex Dias, Alberto Santos, Josué, além do cantor Marrone e outros jogadores famosos no estado.[6][7]

Vista panorâmica do estádio em janeiro de 2020.

O novo Estádio Olímpico acomoda 13.500 pessoas sentadas com todos os lugares possuem assento plástico. O centro abrigará alojamento para os atletas com 150 vagas para homens e 150 para mulheres, refeitório, auditório para 200 pessoas, 14 salas de aula, academia e quadras de treinamento. O local, que tem mais de 33 mil metros quadrados de área construída, recebeu investimentos de R$ 155 milhões.[6][7]

A primeira partida oficial após a reinauguração do Estádio Olímpico aconteceu em 27 de setembro de 2016, em um empate por 1 a 1 com as equipes do Atlético Goianiense e Joinville, pela Série B de 2016. O primeiro gol marcado após a reinauguração foi do jogador rubro-negro Jorginho, já o gol da equipe catarinense foi marcado pelo jogador Fernando Viana.[8][9] Em 12 de novembro do mesmo ano, houve no estádio, a conquista da Série B de 2016 pelo Atlético Goianiense, o Atlético venceu o Tupi por 5 a 3 e foi o campeão do campeonato.[10][11][12]

O Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira, foi escolhido com uma das sedes da Copa do Mundo FIFA Sub-17 de 2019, que foi disputada no Brasil, entre os meses de outubro e novembro de 2019.[13][14][15] Com a mudança de local da Copa América de 2021 para o Brasil e a escolha de Goiânia como uma das cidade-sede, a estrutura do estádio fez o governo estadual preferir o Olímpico a nomes mais conhecidos como o Estádio Serra Dourada e o Estádio Antônio Accioly, do Atlético Goianiense, em condições piores do que o local escolhido como sede da Copa América.[5][16][17]

Principais eventos esportivos[editar | editar código-fonte]

Copa do Mundo FIFA Sub-17 de 2019[editar | editar código-fonte]

Partida entre Brasil e Angola pela fase de grupos da Copa do Mundo FIFA Sub-17 de 2019.

Em junho de 2019, o estádio é definido como uma das sedes da Copa do Mundo FIFA Sub-17 de 2019 a ser disputada entre 22 de outubro e 17 de novembro.[18]

Data Horário
(UTC−3)
Equipe #1 Placar Equipe #2 Fase Público
26 de outubro 17:00 Nigéria Flag of Nigeria.svg 4–2 Flag of Hungary.svg Hungria Grupo B 944
26 de outubro 20:00 Equador Equador 2–1 Flag of Australia.svg Austrália Grupo B 337
29 de outubro 17:00 Nigéria Flag of Nigeria.svg 3–2 Equador Equador Grupo B 311
29 de outubro 20:00 Austrália Flag of Australia.svg 2–2 Flag of Hungary.svg Hungria Grupo B 233
1 de novembro 17:00 Hungria Flag of Hungary.svg 2–3 Equador Equador Grupo B 890
1 de novembro 20:00 Angola Flag of Angola.svg 0–2 Brasil Brasil Grupo A 8 203
5 de novembro 16:30 Angola Flag of Angola.svg 0–1 Flag of South Korea.svg Coreia do Sul Oitavas de final 390
5 de novembro 20:00 Nigéria Flag of Nigeria.svg 1–3 Holanda Holanda Oitavas de final 664
11 de novembro 16:30 Espanha Flag of Spain.svg 1–6 França França Quartas de final 1 049
11 de novembro 20:00 Itália Flag of Italy.svg 0–2 Brasil Brasil Quartas de final 8 743

Copa América de 2021[editar | editar código-fonte]

Com as desistências de Colômbia (por conflitos sociais) e Argentina (pela pandemia) em sediarem a Copa América de 2021, a Conmebol transferiu o torneio para o Brasil a menos de 15 dias de seu início. O Estádio Olímpico foi escolhido para sediar o maior número de partidas, com oito jogos no total. Todas as partidas da Copa América foram realizadas sem público.[19]

Data Horário
(UTC−3)
Equipe #1 Placar Equipe #2 Fase Público
14 de junho 21:00 Paraguai Flag of Paraguay.svg 3–1 Flag of Bolivia.svg Bolívia Grupo A 0
17 de junho 18:00 Colômbia Flag of Colombia.svg 0–0 Flag of Venezuela.svg Venezuela Grupo B 0
20 de junho 21:00 Colômbia Flag of Colombia.svg 1–2 Flag of Peru.svg Peru Grupo B 0
23 de junho 18:00 Equador Flag of Ecuador.svg 2–2 Flag of Peru.svg Peru Grupo B 0
27 de junho 18:00 Brasil Brasil 1–1 Flag of Ecuador.svg Equador Grupo B 0
2 de julho 18:00 Peru Flag of Peru.svg 3–3
(4–3 p)
Flag of Paraguay.svg Paraguai Quartas de final 0
3 de julho 22:00 Argentina Flag of Argentina.svg 3–0 Flag of Ecuador.svg Equador Quartas de final 0

Referências

  1. «Marconi vistoria 5 grandes obras do Estado em Goiânia e no interior». Goiás Agora. 22 de janeiro de 2015. Consultado em 15 de janeiro de 2016 
  2. a b c d e f g h «Olímpico é entregue após 10 anos e custa mais que o dobro do previsto». Globo Esporte. 25 de julho de 2016. Consultado em 20 de janeiro de 2017 
  3. Tavares, Sizenando (4 de dezembro de 1941). «O Foot-Ball em Goiânia». Rio de Janeiro. Sport Ilustrado. Consultado em 20 de agosto de 2020 
  4. Jornal Popular - Quem é o maior rival do Goiás na atualidade? - página editada em 8 de agosto de 2018 e disponível em 27 de abril de 2020.
  5. a b c «10 anos em obras: Casa da Copa América em GO foi "buracão" e foco de dengue». Globo Esporte. 14 de junho de 2021. Consultado em 15 de junho de 2021 
  6. a b c «Jogo festivo marca reabertura do Olímpico de Goiânia após 10 anos». Globo Esporte. 8 de agosto de 2016. Consultado em 15 de junho de 2021 
  7. a b c «Seleções de Masters marcam volta do público ao Estádio Olímpico». Governo de Goiás. 9 de agosto de 2016. Consultado em 15 de junho de 2021 
  8. «Joinville aproveita vacilo no fim e estraga festa do Atlético-GO na volta ao Olímpico». Globo Esporte. 27 de setembro de 2016. Consultado em 15 de junho de 2021 
  9. «Joinville marca no último minuto e arranca empate diante do Atlético-GO». ESPN. 27 de setembro de 2016. Consultado em 15 de junho de 2021 
  10. «Atlético-GO faz 5 a 3, conquista o título da Série B e rebaixa o Tupi-MG». Globo Esporte. 12 de novembro de 2016. Consultado em 15 de junho de 2021 
  11. «Em jogaço, Atlético-GO faz 5 a 3, conquista Série B e rebaixa Tupi». Gazeta Esportiva. 12 de novembro de 2016. Consultado em 15 de junho de 2021 
  12. «Atlético-GO faz 5 a 3, conquista título da Série B do Brasileiro e rebaixa o Tupi». Esportes R7. 12 de novembro de 2016. Consultado em 15 de junho de 2021 
  13. «Estádio Olímpico de Goiânia é confirmado como sede da Copa do Mundo sub-17». Globo Esporte. 25 de junho de 2019. Consultado em 15 de junho de 2021 
  14. «Estádio Olímpico de Goiânia será uma das sedes da Copa do Mundo sub-17». Jornal Opção. 25 de junho de 2019. Consultado em 15 de junho de 2021 
  15. «Estádio Olímpico de Goiânia será uma das sedes da Copa do Mundo sub-17». Prefeitura de Goiânia. 17 de outubro de 2019. Consultado em 15 de junho de 2021 
  16. «Ronaldo Caiado se manifesta a respeito da Copa América e confirma Olímpico como palco». Esporte Goiano. 1 de junho de 2021. Consultado em 15 de junho de 2021 
  17. «Governador de Goiás explica apoio à Copa América: 'Não podemos politizar'». UOL. 1 de junho de 2021. Consultado em 15 de junho de 2021 
  18. «Brasília, Goiânia e Cariacica-ES serão as sedes da Copa do Mundo Sub-17». Globo Esporte. 3 de junho de 2019. Consultado em 15 de junho de 2021 
  19. «Conmebol divulga tabela da Copa América». Globo Esporte. 2 de junho de 2021. Consultado em 15 de junho de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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