Estônia dinamarquesa

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Dansk Estland
Estônia dinamarquesa
Vassalo da Dinamarca

1206 — 1346
(Ösel dinamarquesa 1559-1645)
Brasão dos Irmãos Livônios da Espada

Bandeira da Dinamarca
Bandeira
Coat of arms of Valdemar IV of Denmark.svg
Selo
Medieval Livonia 1260.svg
Mapa da Confederação da Livônia na década de 1260, mostrando a Estônia dinamarquesa na parte superior direita, 12061346. A ilha de Ösel (Saaremaa) foi uma
possessão dinamarquesa, 15591645.
Capital Lyndanisse (Tallinn)
59° 26' N, 24° 45' E
Línguas oficiais Plattdeutsch, dinamarquês, estoniano
Religião oficial católica romana
Forma de governo Vassalo
Rei da Dinamarca
- 12061241 Valdemar II
- 13401346 Valdemar IV
- 15591588 Frederico II
- 15881648 Cristiano IV
Governador
- 12061228 Anders Sunesen
- 13441346 Stigot Andersson
Governador de Ösel
- 15621567 Heinrich Wulf
- 16431645 Ebbe Ulfeld
História Idade Média
- Fundação 1206
- Batalha de Lyndanisse 15 de junho de 1219
- Tallinn junta-se à Liga Hanseática¹ 1248
- Extinção 1346
- Ösel dinamarquesa 1559 - 1645
¹ Wesenberg (Rakvere) recebeu o direito de cidade da Lei de Lübeck em 1302 do Rei Érico Menved. Narva recebeu esse direito em 1345.

A Estônia (português brasileiro) ou Estónia (português europeu) foi um domínio dinamarquês durante a Idade Média. Entre 1206 e 1645 a Dinamarca por vários períodos de tempo ou reivindicou, ou controlou, partes da atual Estônia.

A Estônia dinamarquesa 1206–1346[editar | editar código-fonte]

A Dinamarca despontou como uma grande potência militar e mercantil no século XII. Ela tinha interesse em acabar com os ataques ocasionais de piratas estonianos e curônios que ameaçavam o seu comércio no mar Báltico. As esquadras dinamarquesas fizeram ataques contra a Estônia em 1170, 1194 e 1197. Em 1206, o Rei Valdemar II e o arcebispo Andreas Sunonis fizeram um ataque à ilha Ösel (Saaremaa). Os ilhéus foram forçados a resignar-se e os dinamarqueses construíram no local um forte, mas eles não encontraram voluntários para guarnecê-lo. Eles próprios então o destruíram e deixaram a ilha. Porém, eles reivindicaram a posse sobre a Estônia, que foi reconhecida pelo Papa.

Em 1219, Valdemar reuniu uma armada de centenas de navios contra os estonianos, comandados pelo arcebispo, bispos e o exército dos rúgios sob a liderança do príncipe Wizlav. Eles desembarcaram no porto de Lyndanisse (Tallinn) na província de Revelia (Revala, Rävälä, mais tarde unida à província de Harria) no norte da Estônia. De acordo com uma lenda, a bandeira da Dinamarca caiu do céu e ajudou os dinamarqueses a vencerem a batalha contra os Revelianos e Harrianos. A data da batalha, 15 de junho, é ainda celebrado como Valdemarsdag (o "dia da bandeira" nacional) na atual Dinamarca.

A Ordem da Livônia e a Dinamarca concordaram em dividir a Estônia, mas não chegaram a um consenso sobre os limites exatos. Em 1220 o Rei da Dinamarca concordou em conquistar as províncias meridionais da Estônia de Sakala e Ugaunia que já eram controladas pelos Irmãos da Espada. O bispo Alberto conquistou para a Dinamarca as províncias de Harria (Harju), a Virônia (Viru) e Jerwia (Järva). Em 1227 a Ordem da Livônia conquistou todos os territórios dinamarqueses, mas, de acordo com o Tratado de Stensby, devolveu a Harria e a Virônia para a Dinamarca em 1238 enquanto que a Jerwia foi cedida para a Ordem da Livônia. Devido a sua posição de território dinamarquês, a Estônia foi incluída na lista de taxação nacional da Dinamarca Liber Census Daniæ (dinamarquês: Valdemar Sejrs Jordebog) (122041), um importante documento histórico e geográfico. A lista contém cerca de 500 nomes de locais estonianos e nomes de 114 localidades vassalas.

A capital da Estônia dinamarquesa era Lyndanisse (Tallinn) desde sua invasão em 1219. Os dinamarqueses construíram um forte no local que é chamado de Castrum Danorum na crônica de Henrique da Livônia ou "castelo dinamarquês". Os estonianos ainda chamam a sua capital de "Tallinn", que de acordo com uma teoria popular é derivado de Taani linna, tendo exatamente o mesmo significado. Os dinamarqueses construíram um grande castelo em pedras na área de Domberg (Toompea). Lyndanisse tornou-se então a sede de um bispado que foi um sufragâneo para o arcebispo de Lund. Em volta do castelo, os colonos alemães fundaram uma importante cidade de comércio. Lyndanisse (Reval, em alemão) ganhou a garantia da Lei de Lübeck (1248) e uniu-se à Liga Hanseática. Mesmo hoje, a influência dinamarquesa pode ser vista no brasão de armas da cidade de Tallinn que traz no escudo a cruz dinamarquesa; e no brasão de armas da Estônia que utiliza três leopardos (ou leões) muito parecidos com os do brasão de armas da Dinamarca, porém nas cores da Estônia, o amarelo e o azul.

Na Virônia, os centros de poder principais eram Wesenberg (Rakvere) e Narva, construídas ao lado de um velho forte estoniano conhecidas nas crônicas em Antigo Eslavo Oriental como Rakovor e Rugodiv, respectivamente. Wesenberg recebeu os direitos da Lei de Lübeck em 1302 do Rei Érico Menved. Narva recebeu esses direitos em 1345.

O governo da Dinamarca não foi muito forte na província. O exército dinamarquês foi enviado para a província apenas ocasionalmente. Em 124042, a Dinamarca entrou em guerra contra Novgorod e tentou estender seu governo para a terra dos Votianos. O rei Valdemar enviou seus filhos Abel e Canute para apoiar a campanha de seus vassalos, mas não ganhou nenhum novo território. O rei dinamarquês Érico Plogpennig visitou a Estônia em 1249 e a esquadra dinamarquesa esteve em Lyndanisse em 1268 e 1270 devido às ameaças russas e lituanas.

O poder militar local estava baseado em vassalos poderosos do rei dinamarquês, que recebiam grandes porções de terras em troca dos serviços militares. A maioria dos vassalos era alemã da região da Vestfália, mas outros (Clemens Esto, Otto Kivele, Odwardus Sorseferæ etc.) eram anciãos locais estonianos. O cronista Ditleb Alnpeke (1290) reclama que o rei da Dinamarca aceita os estonianos como seus vassalos. Em 1248, os vassalos e os burgueses de Lyndanisse já possuíam um corpo legislativo local ritterschaft.

Enquanto a província estava dividida entre o partido pró-dinamarqueses (bispo Olaf de Lyndanisse) e o partido pró-alemães (capitão Marquard Breide), os estonianos de Harria iniciaram uma grande revolta em 1343 (Revolta da Noite de São Jorge). Como conseqüência, a província foi ocupada pela Ordem da Livônia. Em 1346, os domínios dinamarqueses na Estônia (Harria e Virônia) foram vendidos por 10 000 marcos para a Ordem da Livônia, ignorando a promessa de Cristóvão II em 1329 de nunca abandonar ou vender seus territórios na Estônia. O rei da Dinamarca chegou a fazer declaração pública dizendo "arrepender-se" de ter quebrado aquela promessa e pediu desculpas ao Papa.

A província dinamarquesa de Ösel[editar | editar código-fonte]

Em 1559 o rei da Dinamarca comprou o Bispado de Ösel-Wiek do último príncipe-bispo. A possessão foi dada como apanágio a Magnus, Herzog von Holstein, o irmão de Frederico II. A Dinamarca cedeu Wiek (Läänemaa) à República das Duas Nações em troca das possessões da Livônia em Ösel. Em 1572 Ösel foi transferida para a administração direta da Dinamarca. Em 1645, ela foi cedida pela Dinamarca para a Suécia pelo Tratado de Brömsebro.

Governadores dinamarqueses da Estônia[editar | editar código-fonte]

A Escandinávia em 1219. A ilha estoniana de Ösel (Saaremaa) — em amarelo, centro direito — foi reivindicada pela Dinamarca e conquistada pela Ordem da Livônia em 1227.
   Noruega
   Suécia
   Territórios conquistados pela Dinamarca

Governadores dinamarqueses de Ösel[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]