Estação Almeida Brandão

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Almeida Brandão
Prédio da estação Almeida Brandão
Uso atual Estação de Trem Urbano estação de trens urbanos
Administração CTB
Posição superfície
Informações históricas
Nome antigo Paltaforma
Inauguração 28 de junho de 1860 (159 anos)
Inauguração da
atual edificação
11 de janeiro de 1982 (37 anos), pela RFFSA

março de 2007 (12 anos), pela Prefeitura de Salvador (reforma)

Localização
Almeida Brandão está localizado em: Região Metropolitana de Salvador
Almeida Brandão
Localização da Estação Almeida Brandão
12° 50' 33" S 38° 28' 10" O
Endereço Plataforma
Município Salvador
Próxima estação
Sentido Calçada Sentido Paripe
Lobato Itacaranha
Almeida Brandão
Trem do Subúrbio Ferroviário de Salvador.svg

Almeida Brandão é uma das estações do Sistema de Trens do Subúrbio de Salvador.[1]

História[editar | editar código-fonte]

A estação Plataforma foi inaugurada pela Estrada de Ferro da Bahia ao São Francisco em 28 de junho de 1860.[2] Após ser incorporada à empresa Compagnie des Chemins de Fer Fédéraux de l'Est Brésilien (1911), foi encampada pelo governo federal em 1935 e passou a ser administrada pela empresa pública Viação Férrea Federal Leste Brasileiro (VFFLB).[3] A VFFLB iniciou em 1936 um profundo programa de modernização dos subúrbios, reformando todas as estações (incluindo Plataforma, rebatizada Almeida Brandão) até 1941. O auge do programa foi a eletrificação da ferrovia, realizada entre 1944 e 1954. Na década de 1960 foi implantado um serviço de trens de subúrbio elétricos com passagem pela estação de Almeida Brandão.[4][5]

Com a absorção da VFFLB pela Rede Ferroviária Federal, a estação foi reconstruída entre 1980 e 1981, através de projeto desenvolvido pela Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes (GEIPOT).[6] Em 11 de janeiro de 1982, o ministro dos Transportes Eliseu Resende reinaugurou a estação.[7]

Em 1988 a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) assumiu a operação da estação. Apesar dos planos de modernização, o sistema de trens e a estação entram em lenta decadência. Esse quadro foi apenas parcialmente revertido com a transferência da estação e da ferrovia para a alçada da prefeitura de Salvador em 2005 que reforma e reinaugura Almeida Brandão em março de 2007.[carece de fontes?]

Desde então, de dezembro de 2005, é parte do patrimônio administrado pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), a antiga Companhia de Transporte de Salvador (CTS).[1][8][9]

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Quando aberta em 1860, a estação recebeu o nome de Plataforma. Plataforma surgiu em meados do século XIX (alguns pesquisadores situam 1875-15 anos após a estação) em torno de uma fábrica de tecidos São Brás. A localidade foi batizada de Plataforma por conta de ali existir uma plataforma flutuante que realizava a travessia de pessoas e cargas entre aquele ponto e a Ribeira. Com a implantação da ferrovia, a plataforma deixou de existir.[10][11]

Posteriormente a estação foi rebatizada de Almeida Brandão em homenagem a Manuel Francisco de Almeida Brandão (1837-1902), empresário e político português com diversos negócios na Bahia.[12]

Referências

  1. a b «Estações e endereços». Companhia de Transportes do Estado da Bahia. Consultado em 15 de junho de 2019 
  2. «Bahia Railway». The Illustrated London News. 1860. Consultado em 15 de junho de 2019 
  3. Ralph Mennucci Giesbrecht (2005). «Almeida Brandão». Estações ferroviárias do Brasil. Consultado em 15 de junho de 2019 
  4. Alexandre Santurian (24 de fevereiro de 1992). «Ferrovias da Bahia-O trem suburbano de Salvador». Centro Oeste. Consultado em 15 de junho de 2019 
  5. Antônio Augusto Gorni (6 de abril de 2002). «Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro». A Eletrificação nas Ferrovias Brasileiras. Consultado em 15 de junho de 2019 
  6. Rede Ferroviária Federal S/A (1981). «Obras-Salvador». Relatório Anual / Memória Estatística do Brasil-Biblioteca do Ministério da Fazenda no Rio de Janeiro. p. 42. Consultado em 15 de junho de 2019 
  7. «Eliseu visita o Nordeste para inaugurar obras». Diário de Pernambuco, edição 13, página A16/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 11 de janeiro de 1982. Consultado em 15 de junho de 2019 
  8. «Matéria no Site da CBTU». Consultado em 2 de março de 2011. Arquivado do original em 13 de janeiro de 2014 
  9. «Trens da CTS». Consultado em 15 de junho de 2019 
  10. MOURA, Terciana Vidal (2001). «Memória de Plataforma: o resgate de histórias de bairro, como mecanismo de inclusão, identidade e participação social». Educação na Bahia – Coletânea de textos. Projeto memória da educação na Bahia. Salvador: EDUNEB. Consultado em 15 de junho de 2019 
  11. Jurgen Souza e Elisângela dos Passos Mendes. «Plataforma». Vertentes do português popular do estado da Bahia. Consultado em 15 de junho de 2019 
  12. Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia. «Casa de Azulejo». IPatrimônio. Consultado em 15 de junho de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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