Estação Ferroviária de Bombarral

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Bombarral IPcomboio2.jpg
Gare de passageiros da Estação do Bombarral, em 2008.
Linha(s) Linha do Oeste (PK 87,260)
Coordenadas 39° 15′ 54,33″ N, 9° 09′ 13,15″ O
Concelho Bombarral
Serviços Ferroviários Logo CP 2.svgBSicon LSTR orange.svgRBSicon LSTR red.svgIR
Horários em tempo real
Serviços Serviço de táxis Bilheteira
Telefones públicos Sala de espera
Lavabos Lavabos adaptados


Logos IP.png
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BSicon HST grey.svgPaúl (Sentido Figueira da Foz)
BSicon BHF grey.svgBombarral
BSicon BHF grey.svgOuteiro (Sentido Cacém)
BSicon CONTf grey.svg

A Estação Ferroviária de Bombarral é uma interface da Linha do Oeste, que serve o concelho de Bombarral, na sub-região Oeste, em Portugal.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Antiga torre de água na estação de Bombarral, em 2008.

Localização e acessos[editar | editar código-fonte]

Encontra-se junto à Rua Júlio Tornelli, na localidade de Bombarral.[1][2]

Serviços e caracterização física[editar | editar código-fonte]

Esta interface é utilizada por serviços de tipologia Regional e Interregional, explorados pela empresa Comboios de Portugal.[3]

Em 2004, a estação do Bombarral dispunha de um serviço de informação ao público, e ostentava a classificação E da Rede Ferroviária Nacional.[4] Em Janeiro de 2011, apresentava 2 vias de circulação, ambas com 408 m de comprimento; as duas plataformas tinham, respectivamente, 153 e 84 m de extensão, e 35 e 50 cm de altura.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Esta interface insere-se no troço entre Torres Vedras e Leiria da Linha do Oeste, que abriu à exploração a 1 de Agosto de 1887, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[6]

Em 1880, durante a construção da Linha do Oeste, surgiu a ideia de construir um ramal do Carregado, na Linha do Norte, a Alenquer, que deveria ser posteriormente prolongado até ao Bombarral, ligando desta forma as duas linhas.[7] O concelho de Alenquer tinha uma forte produção agrícola e industrial, que daria um rendimento certo ao ramal, que seria aumentado quando fosse prolongado até ao Bombarral.[7] Este projecto foi depois várias vezes modificado, mas nunca chegou a ser construído.[7]

A Estação protagonizou um episódio durante a Implantação da República, a 5 de Outubro de 1910.[8] A 3 de Outubro, os republicanos bombarralenses cortaram a linha férrea para impedir a passagem de eventuais reforços militares de apoio à monarquia.[8] A vitória do golpe em Lisboa foi festejada com entusiasmo na vila.[8][9]

Em 1913, existiam serviços de diligências ligando a estação de Bombarral a Sanguinhal, Cadaval, Chão de Sapo, Boiça e Pragança.[10]

Em 1933, a Junta Autónoma de Estradas realizou um concurso para a construção da E. A. 71-2 entre as localidades do Bombarral e Cadaval, e de um ramal rodoviário até à Estação de Bombarral.[11] Em 1935, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses concluiu a construção de uma cobertura sobre o antigo cais descoberto da estação.[12]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Bombarral». Comboios de Portugal. Consultado em 15 de Julho de 2015 
  2. «Bombarral - Linha do Oeste». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 15 de Julho de 2015 
  3. «Comboios Regionais > Linha do Oeste Lisboa/Mira Sintra-Meleças/Coimbra/Figueira da Foz» (PDF). Comboios de Portugal. 24 de Junho de 2017. Consultado em 30 de Julho de 2017 
  4. «Directório da Rede Ferroviária Portuguesa 2005» (PDF). Rede Ferroviária Nacional. O Comboio. 13 de Outubro de 2004. p. 61, 66, 82. Consultado em 16 de Outubro de 2010 
  5. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  6. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 25 de Maio de 2014 
  7. a b c GONÇALVES et al, 1993:422
  8. a b c «Centenário - Factos Históricos». Câmara Municipal do Bombarral. Consultado em 10 de Maio de 2014 
  9. LOURENÇO et al, 1995:47
  10. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 5 de Março de 2018 
  11. «Obras Públicas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1104). 16 de Dezembro de 1933. p. 14. Consultado em 16 de Outubro de 2010 
  12. «Os nossos Caminhos de Ferro em 1935» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1154). 16 de Janeiro de 1936. p. 52-55. Consultado em 25 de Maio de 2014 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • LOURENÇO, António Dias (1995). Vila Franca de Xira: Um Concelho do País. Vila Franca de Xira: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. 284 páginas 
  • RODRIGUES, Luís; TAVARES, Mário; SERRA, João (1993). Terra de Águas: Caldas da Rainha, História e Cultura 1.ª ed. Caldas da Rainha: Câmara Municipal de Caldas da Rainha. 527 páginas 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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