Estação Ferroviária de Braço de Prata

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Braço de Prata IPcomboio2.jpg
Estação de Braço de Prata, em 2011.
Linha(s) Linha de Cintura (PK 10,536)
Linha do Norte (PK 3,992)
Coordenadas 38° 44′ 47,95″ N, 9° 06′ 10,95″ O
Concelho Lisboa
Serviços Ferroviários Logo CP 2.svgBSicon LSTR yellow.svgU
Horários em tempo real
Serviços autocarros e eléctricos Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes
Parque de estacionamento Acesso para pessoas de mobilidade reduzida
NYCS-bull-trans-N.svgNavegante


Logos IP.png
BSicon CONTfa grey.svg
BSicon BHF grey.svgGare do Oriente (Sentido Porto)
BSicon BHF grey.svgBraço de Prata
BSicon eABZgl grey.svgBSicon exCONTfq grey.svgMarvila (Sentido Alcântara)
BSicon KBHFe grey.svgLisboa - Santa Apolónia (St. Lisboa)


A Estação Ferroviária de Braço de Prata situa-se na parte nordeste da cidade de Lisboa, Portugal, integrando as linhas de Cintura e Norte da IP, e servida pela CP Urbanos de Lisboa (“linhas” da Azambuja e Sintra).

Descrição[editar | editar código-fonte]

Localização e acessos[editar | editar código-fonte]

A estação foi construída junto à rua Fernando Maurício, pela qual se faz a sua entrada principal.

Vias e plataformas[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2011, possuía 4 vias de circulação.

Serviços[editar | editar código-fonte]

Transporte ferroviário[editar | editar código-fonte]

Urbanos de Lisboa[editar | editar código-fonte]

Logo CP 2.svg   CP Urbanos de Lisboa
Logo Linha Sintra.png
Sintra ↔ Oriente
Logo Linha Sintra.png
Sintra ↔ Alverca
(excepto fins-de-semana e feriados)
Linha da Azambuja
Alcântara - Terra ↔ Castanheira do Ribatejo
(excepto fins-de-semana e feriados)
Linha da Azambuja
Alcântara - Terra ↔ Azambuja
(apenas primeiro e último comboio do dia, excepto fins-de-semana e feriados)
Linha da Azambuja
Santa Apolónia ↔ Azambuja

Comboios de Portugal Estações ferroviárias servidas dentro de Lisboa[editar | editar código-fonte]

Padrão de serviços de comboio[editar | editar código-fonte]

Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
Roma-Areeiro
Direção Sintra
  CP Lisboa
Linha de Sintra
  Oriente
Terminal / Direção Alverca1
Marvila
Direção Alcântara-Terra
  CP Lisboa
Linha da Azambuja
  Oriente
Direção Azambuja / Castanheira do Ribatejo1
Santa Apolónia
Terminal
   

1Excepto fins-de-semana e feriados

Transportes urbanos[editar | editar código-fonte]

Carris (autocarros e eléctricos)Carris[editar | editar código-fonte]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História da Linha do Norte

Século XIX[editar | editar código-fonte]

Esta interface insere-se no troço entre Lisboa e o Carregado da Linha do Norte, que foi inaugurado em 28 de Outubro de 1856, pela Companhia Central Peninsular dos Caminhos de Ferro de Portugal.[1]

Durante a construção das oficinas dos caminhos de ferro em Santa Apolónia, foram empregados como operários os habitantes de várias povoações ao longo do Tejo, e durante algum tempo tornou-se habitual a deslocação diária de dezenas de pessoas desde as suas habitações até às estações, onde apanhavam os primeiros comboios até Braço de Prata e depois o "comboio operário" até Santa Apolónia, fazendo depois o percurso inverso no final do dia.[2]

Em 16 de Fevereiro de 1891, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que a linha de concordância entre Braço de Prata e Chelas estava quase concluída,[3] tendo sido inaugurada em 5 de Setembro de 1891, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[4]

Século XX[editar | editar código-fonte]

Passagem de um comboio sem paragem pela linha 2 em Braço de Prata.

Em 16 de Agosto de 1902, a Gazeta dos Caminhos de Ferro reportou que já tinha entrado em funcionamento um sistema de sinalização baseado nos discos eléctricos Barbosa em várias estações nacionais, incluindo Braço de Prata.[5]

Em 30 de Janeiro de 1908, José Relvas tomou um comboio em Braço de Prata quando estava a ser perseguido pela polícia, tendo fugido para Santarém e Alpiarça.[6]

Em 1 de Novembro de 1916, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que a estação de Braço de Prata já tinha sido equipada com um sistema de iluminação eléctrica.[7] Em 1 de Julho de 1926, a Gazeta referiu que já tinha sido aberto o concurso para a electrificação entre Braço de Prata e o Rossio; esta obra, cuja duração se previa em 4 ou 5 anos, visava reduzir o incómodo proveniente da passagem de locomotivas a vapor pelo Túnel do Rossio.[8] No mesmo número, também informou que a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses tinha deixado de fazer a recepção de remessas de peixe em grande velocidade em Santa Apolónia, de forma a descongestionar aquela estação, tendo esse serviço passado a ser feito em Alcântara-Terra.[9] Como os apeadeiros ao longo da Linha de Cintura não aceitavam expedições ordinárias, o peixe para ser expedido a partir dessa zona devia passar a ser apresentado na estação de Braço de Prata.[9] A estação do Braço de Prata deveria continuar o seu serviço normal de recepção de remessas de peixe em grande velocidade, mas que podiam ser expedidos apenas para as estações e apeadeiros no lanço entre Olivais e Entroncamento.[9]

Em 16 de Novembro de 1927, a Gazeta noticiou que um novo sistema de sinalização, que tinha sido recentemente instalado na estação de Braço de Prata, iria ser aplicado pela C. P. noutras estações de grande movimento.[10]

Em 1939, a C. P. fez grandes obras de reparação no caminho de acesso à estação de Braço de Prata.[11]

Por ocasião do Exposição do Mundo Português, em 1940, a C. P. criou vários comboios especiais desde Sacavém até Belém, que também serviam Braço de Prata.[12] Em 16 de Setembro daquele ano, a Gazeta relatou que a C. P. estava a preparar a criação de corpos de bombeiros em várias estações, incluindo Braço de Prata.[13]

Na Década de 1950, a C. P. iniciou um programa de modernização da Linha do Norte e das redes suburbanas de Lisboa e do Porto, que englobava a electrificação e duplicação de via, e a instalação de novos equipamentos de sinalização.[14] Em 1 de Maio de 1952, a Gazeta informou que estava a ser estudada a electrificação da Linha do Norte entre Santa Apolónia e o Entroncamento.[15] Este lanço fazia parte da primeira fase do programa de modernização, em conjunto com a totalidade da Linha de Cintura e a concordância de Xabregas.[14] Em 1 de Fevereiro de 1955, a Gazeta dos Caminhos de Ferro relatou que já se tinham iniciado as obras de duplicação entre Santa Apolónia e Braço de Prata, prevendo-se que estariam concluídas dentro de algumas semanas.[16]

Em 1955, as estações de Vila Nova de Gaia e Braço de Prata eram as que tinham mais ramais particulares, contando cada uma com oito ramais.[17] Um diploma do Ministério das Comunicações, emitido em 28 de Dezembro desse ano e publicado no Diário do Governo n.º 3, II Série, de 4 de Janeiro de 1956, aprovou o projecto da C. P. para a ampliação e modificação da estação de Braço de Prata, o que incluiu a expropriação de duas parcelas de terreno no lado esquerdo da Linha do Norte, entre os pontos quilométricos 4,075 e 4,374.[18]

Em 28 de Outubro de 1956, foi inaugurada a tracção eléctrica no lanço entre Santa Apolónia e o Carregado.[19] Para a cerimónia, foi organizado um comboio especial de Santa Apolónia ao Carregado, e um desfile de material circulante entre as duas estações.[19]


Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências literárias[editar | editar código-fonte]

No Guia de Portugal de 1924, é descrita a estação de Braço de Prata e a via férrea em redor:

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Estação de Braço de Prata

Referências

  1. TORRES, Carlos Manitto (1 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1681). p. 9-12. Consultado em 20 de Julho de 2015 
  2. LOURENÇO, 1995:49
  3. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1225). 1 de Janeiro de 1939. p. 43-48. Consultado em 20 de Julho de 2015 
  4. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 20 de Julho de 2015 
  5. «Linhas Portuguezas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 15 (352). 16 de Agosto de 1902. p. 251. Consultado em 31 de Maio de 2010 
  6. CUSTÓDIO e MATA, 2010:80
  7. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1231). 1 de Abril de 1939. p. 202-204. Consultado em 20 de Julho de 2015 
  8. «Linhas Portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 39 (925). 1 de Julho de 1926. p. 208. Consultado em 31 de Maio de 2010 
  9. a b c «Viagens e Transportes» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 39 (925). 1 de Julho de 1926. p. 206. Consultado em 31 de Maio de 2010 
  10. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1235). 1 de Junho de 1939. p. 281-284. Consultado em 20 de Julho de 2015 
  11. «O que se fez em Caminhos de Ferro em 1938-39» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 52 (1266). 16 de Setembro de 1940. p. 638-639. Consultado em 28 de Fevereiro de 2018 
  12. «Horário dos combóios especiais para a Exposição» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 52 (1266). 16 de Setembro de 1940. p. 623. Consultado em 28 de Fevereiro de 2018 
  13. «Vida Ferroviária» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 52 (1266). 16 de Setembro de 1940. p. 644. Consultado em 28 de Fevereiro de 2018 
  14. a b «Electrificação de algumas linhas da rede da C. P.» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 67 (1610). 16 de Janeiro de 1955. p. 427-428. Consultado em 28 de Fevereiro de 2018 
  15. «Electrificação da via férrea em Portugal» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 65 (1545). 1 de Maio de 1952. p. 84. Consultado em 20 de Julho de 2015 
  16. «O tráfego de longo curso vai passar a fazer-se, dentro de algumas semanas, da estação de Santa Apolónia» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 67 (1611). 1 de Fevereiro de 1955. p. 442. Consultado em 28 de Fevereiro de 2018 
  17. VALENTE, Rogério Torroais (1 de Outubro de 1955). «Os ramais particulares da rede ferroviária portuguesa» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 68 (1627). p. 341-344. Consultado em 28 de Fevereiro de 2018 
  18. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 68 (1636). 16 de Fevereiro de 1956. p. 111. Consultado em 28 de Fevereiro de 2018 
  19. a b REIS et al, p. 125

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CUSTÓDIO, Jorge; MATA, Luís (2010). Santarém: Roteiros Republicanos. Col: Roteiros Republicanos. Matosinhos: Quidnovi, Edição e Conteúdos, S. A. e Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. 128 páginas. ISBN 978-989-554-734-0 
  • LOURENÇO, António Dias (1995). Vila Franca de Xira: Um concelho do país. Vila Franca de Xira: Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. 284 páginas 
  • PROENÇA, Raúl; DIONÍSIO, Santana (1991) [1924]. Guia de Portugal: Generalidades, Lisboa e arredores. Col: Guia de Portugal. Volume 1 de 5 3.ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 696 páginas. ISBN 972-31-0544-6 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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