Estação Ferroviária de Cachoeira Paulista

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Estação Ferroviária de Cachoeira Paulista
Prédio Histórico no Município de Cachoeira Paulista.
Dados
Criação 20 de julho de 1875 (143 anos)
Gestão Website oficial
Coordenadas 22° 39' 37" S 45° 0' 36" O

A Estação Ferroviária de Cachoeira Paulista,[1][2] localizada no município de Cachoeira Paulista, é um prédio histórico, construído no final do século XIX e tombado pelo CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico - do estado de São Paulo.[1] O projeto é do engenheiro inglês Newton Bennton.[3]

A estação ligava a Estrada de Ferro D. Pedro II que tinha bitola larga, com a Estrada de Ferro do Norte que tinha bitola estreita.[3][4]

História[editar | editar código-fonte]

A história da estação remonta à criação da primeira companhia ferroviária do Brasil, a Companhia de Estradas de Ferro Dom Pedro II, em 1855. Devido à expansão da produção de café no Vale do Paraíba, percebeu-se a necessidade da criação de um terminal que fosse capaz de escoar a crescente produção para os grandes portos de exportação no Rio de Janeiro. O terminal principal foi instalado na antiga Freguesia de Santo Antonio da Cachoeira[nota 1][5][6][7][8], atualmente Cachoeira Paulista, pois ali era o último ponto navegável do Rio Paraíba do Sul. No ano de 1875 foi inaugurada uma estação provisória próxima ao local da atual, para que se iniciassem os trabalhos de conexão da Estrada de Ferro do Norte, que vinha de São Paulo, com a Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro. Em 07 de julho de 1877, portanto dois anos depois, a Estação Cachoeira Paulista foi inaugurada sob grandes festejos e comemorações[9], contando com a presença da Princesa Imperial Isabel Cristina, de seu marido, o Conde D'Eu, além de toda a alta aristocracia da região. A estação foi construída a partir do projeto do engenheiro Newton Bennaton.[10]

Apesar de possuir uma posição estratégica, além de ser o maior terminal de carga de toda região, o problema da diferença de bitola acabou por colaborar para declínio do ciclo cafeeiro. Este problema só começou a ser resolvido em 1896, já durante o início da República, sendo concluída sua resolução no ano de 1908, três décadas após a inauguração, quando a estação já havia sido integrada ao patrimônio da Estrada de Ferro Central do Brasil[11], após a Estrada de Ferro do Norte falir.[12]

Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, esta Estação Ferroviária foi palco de intensos confrontos entre as forças paulistas e federais, servindo de base para o ponto de reabastecimento e apoio aos trens blindados que serviram as tropas constitucionalistas.[13][14]

Notas

  1. De acordo com o sítio do IBGE, Cachoeira Paulista foi uma freguesia chamada Santo Antonio da Bocaina. Menciona a lei provincial nº 37, de 29-03-1876, como base para tal denominação. Diz, também, que dita freguesia foi elevada a vila com a denominação de Vila de Santo Antonio da Bocaina. Menciona a lei provincial nº 5, de 9-03-1880, como base para tal afirmação! Consultando referidos atos normativos no sítio da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (https://www.al.sp.gov.br/norma/138550) verifica-se que os textos das leis têm afirmações diferentes do apontado pelo IBGE. De acordo com a Lei nº, 37/1876 a Capela de Santo Antonio da Cachoeira é elevada a freguesia e não menciona mudança de nome. A lei nº. 5/1880 eleva a freguesia de Santo Antonio da Cachoeira a Vila de Santo Antonio da Bocaina!

Referências

  1. a b «Cachoeira Paulista – Estação Ferroviária». Infopatrimônio. Consultado em 16 de outubro de 2017. 
  2. «Estação de Cachoeira Paulista». Estações Ferroviárias do Brasil. 14 de maio de 2017. Consultado em 16 de outubro de 2017. 
  3. a b «Plano Municipal de Educação Cachoeira Paulista 2015-2015,Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil» (PDF). Prefeitura Municipal de Cachoeira Paulista (p.30). 2014. Consultado em 17 de outubro de 2017. 
  4. de Moura, Carlos Eugênio Marcondes (1999). Vida cotidiana em São Paulo no século XIX. Digitalização parcial por Google Livros. [S.l.]: UNESP. 407 páginas. ISBN 8585851678 
  5. Correio Paulistanto, edição 6150, 4/5/1977, pag 2, coluna 4, linha 25 Biblioteca Nacional - acessado em 19 de novembro de 2017
  6. Histórico Site IBGE
  7. Brasil, TCI, ABBYY. «Legislação». ALSP. Consultado em 10 de novembro de 2017. 
  8. Brasil, TCI, ABBYY. «Legislação». ALSP. Consultado em 10 de novembro de 2017. 
  9. Cachoeira Paulista São Paulo Antiga
  10. As Ferrovias do Brasil nos Cartões-Postais e Álbuns de Lembranças, João Emilio Gerodetti e Carlos Cornejo, Solaris, 2005
  11. David, Eduardo Gonçalves. A ferrovia e sua história. Estrada de Ferro Central do Brasil
  12. de Moura, Carlos Eugênio Marcondes (1999). Vida cotidiana em São Paulo no século XIX. Digitalização parcial por Google Livros. [S.l.]: UNESP. 407 páginas. ISBN 8585851678 
  13. Anais da Câmara dos Deputados, Volume 25, Edição 41. Departamento de Imprensa Nacional, 1999.
  14. Donato, Hernani. História da Revolução Constitucionalista de 1932 - Comemorando os 70 anos do Evento. Ibrasa - Instituição Brasileira de Difusão Cultura Ltda. São Paulo, 2002.
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