Estação Ferroviária de Darque

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Darque
BSicon BAHN.svg
Identificação:[1] 06387 DAR (Darque)
Denominação: Estação de Darque
Administração: Infraestruturas de Portugal (norte)[2]:3.3.3.2
Classificação: E (estação)[3][4]
Tipologia: C [2]5.3.1.1
Linha(s): Linha do Minho (PK 76+777)
Altitude: 25 m (a.n.m)
Coordenadas: 41°40′48.82″N × 8°46′54.65″W

(≍+41.68023;−8.78185)

(mais mapas: 41° 40′ 48,82″ N, 8° 46′ 54,65″ O)
Concelho: bandeiraViana do Castelo
Serviços: R
Equipamentos: Telefones públicos Sala de espera Lavabos Servicios adaptados.svg
Endereço: Rua da Estação, s/n
Darque
PT-4935-218 Viana do Castelo
Inauguração: 24 de fevereiro de 1878 (há 144 anos)
Website:
Mapa de 1895, onde aparece a estação de Darque.
Disambig grey.svg Nota: Não confundir com o Apeadeiro de Areia-Darque, igualmente situado na Linha do Minho

A Estação Ferroviária de Darque é uma interface da Linha do Minho, que serve a freguesia de Darque, em Portugal.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Caraterização física[editar | editar código-fonte]

Em 2010, apresentava três vias de circulação, com 310, 270 e 523 m de comprimento; as duas plataformas tinham 40 cm de altura, e 157 e 153 m de extensão.[5] O edifício de passageiros situa-se do lado nordeste da via (lado direito do sentido ascendente, a Monção).[6] Nesta estação insere-se na rede ferroviária o ramal particular Darque-Portucel.[1]

Comboio “histórico” na Estação de Darque, em 2017

Serviços[editar | editar código-fonte]

Em dados de 2022, esta interface é servida por comboios de passageiros da C.P. de tipo regional ligando com oito circulações diárias em cada sentido ligando Porto-Campanhã e Nine a Valença e Viana do Castelo.[7]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Linha do Minho § História

O lanço da Linha do Minho entre Barcelos e Darque entrou ao serviço em 24 de Fevereiro de 1878.[8] Foi a estação terminal da linha até à abertura do tramo seguinte, até Caminha, no dia 1 de Julho do mesmo ano.[9] A Linha do Minho foi construída pelo governo, sendo parte da divisão estatal do Minho e Douro.[10]

Em 1927, os Caminhos de Ferro do Estado foram integrados na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, que começou a gerir as antigas linhas do governo, incluindo a do Minho, em 11 de Maio daquele ano.[11]

Em 1936, esta interface foi alvo de grandes obras de reparação, realizadas pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.[12]

No XI Concurso das Estações Floridas, organizado em 1952 pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses e pelo Secretariado Nacional de Informação, o chefe da estação de Darque, António Ribeiro, foi premiado com uma menção honrosa simples.[13][14] No concurso de 1954, recebeu uma menção honrosa especial.[15]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. a b Diretório da Rede 2021. IP: 2019.12.09
  3. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  4. Instrução de Exploração Técnica N.º 50. INTF («Entrada em vigor 11 de Dezembro de 2005»): p.5
  5. «Directório da Rede 2011». Rede Ferroviária Nacional. 25 de Março de 2010. p. 68 
  6. (anónimo): Mapa 20 : Diagrama das Linhas Férreas Portuguesas com as estações (Edição de 1985), CP: Departamento de Transportes: Serviço de Estudos: Sala de Desenho / Fergráfica — Artes Gráficas L.da: Lisboa, 1985
  7. Horário Comboios Longo Curso / Regional : Linha do Minho : Porto ⇄ Valença ⇄ Vigo (em vigor desde 2021.10.17)
  8. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 23 de Novembro de 2013 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  9. NONO, Carlos (1 de Julho de 1948). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 60 (1453). p. 362-363. Consultado em 8 de Abril de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  10. TORRES, Carlos Manitto (16 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 70 (1684). p. 91-95. Consultado em 8 de Abril de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  11. REIS et al, 2006:63
  12. «O que se fez em Caminhos de Ferro durante o ano de 1936» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 49 (1179). 1 de Fevereiro de 1937. p. 86. Consultado em 24 de Novembro de 2013 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  13. «Ao XI Concurso das Estações Floridas apresentaram-se 78 estações» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 65 (1558). 16 de Novembro de 1952. p. 338. Consultado em 8 de Abril de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  14. «XI Concurso das Estações Floridas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 66 (1570). 16 de Maio de 1953. p. 112. Consultado em 8 de Abril de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  15. «XIII Concurso das Estações Floridas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 67 (1608). 16 de Dezembro de 1954. p. 365. Consultado em 8 de Abril de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]