Estação Ferroviária de Paialvo

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Paialvo IPcomboio2.jpg
Comboio de mercadorias a circular perto da estação de Paialvo.
Linha(s) Linha do Norte (PK 120,678)
Coordenadas 39° 34′ 46,58″ N, 8° 28′ 25,59″ O
Concelho Tomar
Serviços Ferroviários Logo CP 2.svgBSicon LSTR orange.svgR
Horários em tempo real
Serviços Serviço de táxis
Telefones públicos
Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Parque de estacionamento


Logos IP.png
BSicon CONTfa grey.svg
BSicon HST grey.svgFungalvaz (Sentido Porto)
BSicon BHF grey.svgPaialvo
BSicon BHF grey.svgLamarosa (Sentido Lisboa)
BSicon CONTf grey.svg

A Estação Ferroviária de Paialvo, originalmente denominada de Payalvo - Thomar, e posteriormente como Paialvo - Porto da Lage, é uma gare ferroviária da Linha do Norte, situada na localidade de Porto da Lage, na União das Freguesias de Madalena e Beselga, Concelho de Tomar, em Portugal. Serve ainda as localidades limítrofes de Paço da Comenda, Vales de Cima, São Silvestre, Paialvo e Cem Soldos.

Neste anúncio de 1873 da Companhia Real, a estação de Paialvo surge com a denominação primitiva, Payalvo, sendo considerada a gare de acesso à cidade de Tomar.

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História da Linha do Norte

Inauguração[editar | editar código-fonte]

Esta interface faz parte do troço entre Entroncamento e Soure da Linha do Norte, que abriu à exploração em 22 de Maio de 1864.[1]

Ligação prevista a Tomar[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Ramal de Tomar

Por volta de 1887, três empresários pediram autorização para construir uma linha entre a estação de Paialvo e a localidade de Tomar, no sistema americano, com a via assente na Estrada Real, e deviam ser utilizadas locomotivas a vapor.[2] Devido aos procedimentos legais e à necessidade de novos estudos, este projecto só teve aprovação cerca de 10 anos depois, na sessão de 28 de Maio de 1897 do Conselho Superior de Obras Públicas.[2] No entanto, os requerentes encontraram várias dificuldades, uma vez que insistiram em tentar formar uma companhia apenas com capitais portugueses; por outro lado, o progresso da tracção eléctrica na transição para o Século XX tornou recomendável o uso deste sistema na linha, o que obrigou à realização de novos estudos.[2] Em 9 Setembro de 1902, o general Boer J. F. Pienaar, refugiado em Portugal, pretendeu construir um caminho de ferro eléctrico também do tipo americano, embora este requerimento tenha encontrado a oposição por parte dos concessionários do projecto original, alegando que tinham prioridade.[2] Em Outubro, o general Pienaar fez uma nova petição, para um caminho de ferro de tracção eléctrica entre o Entroncamento e Tomar.[3] Em Abril de 1903, o deputado Salter Cid solicitou a concessão de uma linha de tracção eléctrica entre Paialvo e Tomar, tendo os concessionários originais voltado a reclamar, e insistido que lhes fosse passado o alvará.[4]

Após estas tentativas infrutíferas, a Câmara Municipal de Tomar foi autorizada em 18 de Julho de 1913[5] a tomar conta deste projecto; o ponto inicial da ligação a Tomar foi alterado para a Lamarosa por portarias de 15 de Março de 1916 e 14 de Maio de 1926, tendo o ramal entrado ao serviço em 24 de Setembro de 1928.[6]

Século XX[editar | editar código-fonte]

Em 1913, existiam serviços de diligências da estação de Paialvo para as povoações de Água de Todo o Ano, Barqueiros, Cabaços, Castanheira de Pera, Calçadas, Cercal, Cruz das Almas, Faleiros, Figueiró dos Vinhos, Ferreira do Zêzere, Pintado, Rego da Murta, Cem Soldos, Cernache do Bonjardim, Tomar, Vales de Cima, Venda Nova, Venda dos Tremoços, e Vendas de Maria.[7] A diligência entre Paialvo funcionava originalmente como uma mala posta, tendo sido depois substituída pela Empresa Auto Onibus, que utilizava veículos automóveis.[8]

Em Novembro de 1915, estavam a ser construídas casas para a habitação de pessoal junto à estação de Paialvo.[9]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. TORRES, Carlos Manitto (1 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1681). p. 9-12. Consultado em 28 de Fevereiro de 2013 
  2. a b c d «Payalvo a Thomar» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 15 (354). 16 de Setembro de 1902. p. 274-275. Consultado em 28 de Fevereiro de 2014 
  3. «Thomar a Payalvo» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 15 (356). 16 de Outubro de 1902. p. 311. Consultado em 28 de Fevereiro de 2014 
  4. «Tracção Electrica» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 (368). 16 de Abril de 1903. p. 134. Consultado em 28 de Fevereiro de 2014 
  5. MARTINS et al, p. 252
  6. TORRES, Carlos Manitto (16 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1684). p. 91-95. Consultado em 1 de Março de 2014 
  7. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 7 de Fevereiro de 2018 
  8. BARRETO, p. 329
  9. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1231). 1 de Abril de 1939. p. 202-204. Consultado em 28 de Fevereiro de 2014 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BARRETO, Kalidás (2001). Monografia do Concelho de Castanheira de Pera 2.ª ed. Castanheira de Pêra: Câmara Municipal. 406 páginas 
  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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