Estação Ferroviária de Serpins

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Serpins
Edifício da Estação de Serpins, em 2007.
Inauguração 10 de Agosto de 1930
Encerramento 1 de Dezembro de 2009
Linha(s) R. da Lousã (PK 35,008)
Coordenadas 40° 09′ 21,58″ N, 8° 12′ 33,39″ O
Concelho Lousã

A Estação Ferroviária de Serpins é uma interface encerrada do Ramal da Lousã, que servia a localidade de Serpins, no Distrito de Coimbra, em Portugal.

Estação de Serpins, em 1990.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes, planeamento e inauguração[editar | editar código-fonte]

Já em 1870, tinha sido planeada uma linha de Coimbra a Arganil[1], e em 22 de Fevereiro de 1889 foi assinada a escritura para construção deste caminho de ferro.[2] Um dos principais objectivos era servir aquela vila, que estava muito isolada em relação aos transportes terrestres.[3]

Um alvará de 10 de Setembro de 1887 autorizou a companhia Fonsecas, Santos e Viana a construir um caminho de ferro de via estreita de Coimbra a Arganil, mas no ano seguinte a Companhia do Mondego tomou a construção como uma linha de via larga.[4] A empresa entrou em falência por uma sentença de 17 de Fevereiro de 1897, pelo que a licença para a construção e exploração da linha foram transferidas para a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses em 22 de Novembro de 1904, que concluiu a linha até à Lousã.[4] O Decreto 8:910, de 8 de Junho de 1923, autorizou a Companhia do Mondego a terminar a linha até Arganil, que passou novamente a sua concessão para a C. P.[4] Assim, o lanço entre Lousã e Serpins entrou ao serviço no dia 10 de Agosto de 1930, pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.[5] Arganil passou a ser servida pela estação de Serpins após a sua inauguração, embora ainda se situasse a cerca de 30 km de distância.[3]

No entanto, logo em 19 de Maio de 1933, os comboios de passageiros entre Coimbra e Serpins foram substituídos por carreiras rodoviárias.[6]

Continuação do ramal[editar | editar código-fonte]

Em Setembro de 1948, já se tinham feitas todas as expropriações necessárias, e várias terraplanagens e obras de arte no troço entre Serpins e Arganil, que teria pouco mais de 20 km de extensão.[3] Nessa altura, a continuação do ramal já tinha sido pedida ao Ministro das Obras Públicas por várias entidades de Arganil e pela sua Casa em Lisboa.[3] No entanto, esta obra não chegou a ser concluída, tendo Serpins permanecido como a estação terminal do ramal.[7][4]

Estação de Serpins, em 2008.

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Em Fevereiro de 2009, a circulação no Ramal da Lousã foi temporariamente suspensa para a realização de obras, tendo os serviços sido substituídos por autocarros.[8]

O troço entre Serpins e Miranda do Corvo foi encerrado em 1 de Dezembro de 2009, para as obras de construção do Metro Mondego.[9][10]

Suburbanos - Coimbra
(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros,
na região de Coimbra)

Serviços: BSicon fBHFq.svg em funcionamento
BSicon BHFq black.svg extinto em 2009 • BSicon BHFq.svg extinto em 2004


 
Unknown route-map component "STR+l" Unknown route-map component "STR+r"
 
(ʟ) Lobazes 
Station on track Station on track
 Moinhos (ʟ)
(ʟ) Miranda do Corvo 
Station on track Station on track
 Trémoa (ʟ)
(ʟ) Padrão 
Station on track Station on track
 Vale de Açor (ʟ)
(ʟ) Meiral 
Station on track Station on track
 Ceira (ʟ)
(ʟ) Lousã-A 
Station on track Station on track
 Conraria (ʟ)
(ʟ) Lousã 
Station on track Station on track
 Carvalhosas (ʟ)
(ʟ) Prilhão-Casais 
Station on track Station on track
 S. José (Calhabé) (ʟ)
(ʟ) Serpins 
End station
End station + Unknown route-map component "HUBa"
 Coimbra-Parque (ʟ)
(ʟ) Coimbra 
Unknown route-map component "c"
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "HUBaq"
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "dKBHFa-L black"
Unknown route-map component "c"
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "fdKBHFa-R"
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "HUBr"
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "c"
 
 
Unknown route-map component "d"
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "dSTR_black"
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "fABZg+l"
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "c"
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "fSTR+r"
Unknown route-map component "d"
 
(ʟ)(n) Coimbra-B 
Unknown route-map component "d" Unknown route-map component "dBHF-L_black" Unknown route-map component "fdKBHFe-R" Unknown route-map component "fdSTRc2" Unknown route-map component "fdSTR3"
 
(n) Souselas 
Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "c" Unknown route-map component "fdSTR+1"
Unknown route-map component "c" + Unknown route-map component "fSTRc4"
Unknown route-map component "c"
 
(f)(n) Pampilhosa 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Bencanta (n)
(f) Mala 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Espadaneira (n)
(f) Silvã-Feiteira 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Casais (n)
(f) Enxofães 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Taveiro (n)
(f) Murtede 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 V. Pouca Campo (n)
(f) Cordinhã 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Amial (n)
(f) Cantanhede 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Pereira (n)
(f) Limede-Cadima 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Formoselha
(f) Casal 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Alfarelos (a)(n)
(f) Arazede 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Montemor (a)
(f) Bebedouro 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Marujal (a)
(f) Liceia 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Verride (a)
(f) Santana-Ferreira 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Reveles (a)
(f) Costeira 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Bif. de Lares (a)(o)
(f) Alhadas 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Lares (o)
(f) Carvalhal 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Fontela (o)
(f) Maiorca 
Unknown route-map component "BHF_black" Unknown route-map component "fBHF"
 Fontela-A (o)
 
Unknown route-map component "KBHFe-L black" Unknown route-map component "fKBHFe-R"
 Figueira da Foz (f)(o)

Linhas: a R. Alfarelosf R. Figueira da Foz
ʟ R. Lousãn L. Norteo L. Oeste
Fonte: Diagrama oficial (2001)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. SERRÃO, 1986:238
  2. MARTINS et al, 1996:249
  3. a b c d «Arganil» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 60 (1457). 1 de Setembro de 1948. p. 495-496. Consultado em 4 de Abril de 2016. 
  4. a b c d AGUILAR, Busquets de (1 de Junho de 1949). «A Evolução História dos Transportes Terrestres em Portugal» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1475). p. 383-393. Consultado em 10 de Outubro de 2018. 
  5. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 19 de Dezembro de 2015. 
  6. MARTINS et al, 1996:259
  7. BORGES, 1987:217
  8. «Obras condicionam circulação de comboios na Linha da Lousã este fim-de-semana». Público. 6 de Fevereiro de 2009. Consultado em 12 de Outubro de 2013. 
  9. «Ramal da Lousã: Utentes manifestam-se "revoltados" com encerramento do troço Serpins-Miranda a partir de quarta-feira». Expresso. 1 de Dezembro de 2009. Consultado em 19 de Dezembro de 2015. 
  10. ALEXANDRE, Jorge (2 de Dezembro de 2009). «Misto de emoções na despedida do comboio». Trevim. Consultado em 12 de Outubro de 2013. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BORGES, Nelson (1987). Coimbra e Região 1.ª ed. Lisboa: Editoral Presença. 259 páginas 
  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • SERRÃO, Joaquim (1986). História de Portugal. O Terceiro Liberalismo (1851-1890). 9. volumes 19. Lisboa: Verbo. 423 páginas 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a Estação de Serpins

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



Ícone de esboço Este artigo sobre uma estação, apeadeiro ou paragem ferroviária é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.