Estação Guapimirim

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Guapimirim
Trem na estação Guapimirim 2015.jpg Trem chegando na estação Guapimirim
Informações
Guapimirim está localizado em: Baixada Fluminense e parte da cidade do Rio de Janeiro
Guapimirim
Localização da Estação Guapimirim
Endereço Rua Prof. Rocha Faria, S/N, Guapimirim - RJ, 25946-079
Localização Guapimirim-RJ
Coordenadas 22° 32' 12.52" S 42° 58' 55.87" O
Administração Logo da SuperVia.svg SuperVia
Uso Atual Estação de trens metropolitanos
Código RJ-1205
Sigla GPM
Linha Linha Guapimirim
Integração Terminal rodoviário
Estrutura Superfície
Níveis 1
Plataformas 2
Serviços Acesso à deficiente físico Táxi
Outras Informações
Inauguração 12 de março de 1896 (123 anos)
Nome antigo Raiz da Serra, Bananal, Guararema, Guapi e Alcindo Guanabara
Movimento
Passageiros (2014) 22.365 Aumento33%
Próxima Estação
Sentido Saracuruna
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Sv-vlightorangestation.svg Parada Modelo
Sv-vlightorangestation.svg Parada Bananal
Sv-vlightorangestationterm.svg Guapimirim
Sentido Guapimirim

Guapimirim[1] é uma estação de trem localizada no Rio de Janeiro. Normalmente é a estação de menor movimento do ramal, mas que recebe em média mais de 22,3 mil passageiros nos meses da primavera/verão, que chegam de trem na cidade, em busca das cachoeiras que são pontos turísticos.

A estação foi operada pela Central até 29 maio de 2011, quando o Ramal de Guapimirim foi repassado para SuperVia.

História[editar | editar código-fonte]

Estação Raiz da Serra, primeiro nome da Estação Guapimirim. Foto do livro de Carlos Cornejo e Eduardo Gerodetti, Lembranças do Brasil - As Ferrovias nos Cartões Postais e Álbuns de Lembranças

A estação de Guapimirim foi aberta no dia 12 de Março de 1896 no primeiro trecho da Estrada de Ferro Teresópolis e teve diversos nomes, como Raiz da Serra, Guapi, Bananal, Guararema e a última delas, estação Alcindo Guanabara[2], foi em homenagem ao filho de Guapimirim, jornalista, político e membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Um relato do ano de 1929 dizia que Alcindo, que pretendia chegar a Teresópolis, iniciou sua viagem na Estação Barão de Mauá, nos velhos trens de madeira puxados por máquinas a vapor, até Magé, de onde seguia para Guapimirim.

Até 1901 era a estação terminal, e mesmo depois disso; nesse ano se iniciaram as obras para o trecho mais difícil, o da serra. A região se desenvolveu por causa do trem; é notório que nos anos 1950, a maior parte da população do local eram ferroviários da Central do Brasil e lavradores. Aliás, fato curioso: apesar de sair da estação de Barão de Mauá e transitar pela linha da Leopoldina até Magé, onde saía para Guapimirim, a linha era manejada pela Central desde 1919[3].

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Com a supressão do trecho entre Guapimirim e Teresópolis em 1957, a estação voltou a ser estação terminal, o que permanece até hoje. Trens da antiga Flumitrens, batizada de Central, e que hoje são operados pela SuperVia chegam até a estação, num transporte precário e com péssimas acomodações. Mas chega, o que é uma raridade no Brasil ferroviário atual. Desde 1990, Guapimirim, então um distrito de Magé, passou a ser município.

História do Ramal Guapimirim[editar | editar código-fonte]

Estação e pátio, foto sem data. Cedida por Pedro Paulo Resende.

A ferrovia que ligava Magé a Teresópolis foi concluída em 1908, partindo do Porto da Piedade, nos fundos da Baía da Guanabara e chegando ao Alto de Teresópolis. Depois de diversas inaugurações parciais de trechos a partir da Piedade desde 1896, em 1919 a ferrovia foi encampada pela E. F. Central do Brasil, que prolongou a linha até a Várzea de Teresópolis.

Já antes de 1940, porém, o trecho entre Porto da Piedade e Magé foi suprimido, e os trens para Teresópolis, operados pela Central do Brasil, passaram a sair da estação de Barão de Mauá e seguindo pela linha da Leopoldina até Magé, daí entravam pela linha original[4].

Em 9 de março de 1957, a linha foi entregue à Leopoldina, que imediatamente suprimiu o trecho Guapimirim-Teresópolis. Hoje, a cidade do Rio de Janeiro é ligada a Guapimirim pelo Ramal Guapimirim, onde a transferência dos trens elétricos para os trens a diesel é feita na Estação Saracuruna. Esse ramal é operado desde 2011 pela SuperVia.

Obras para o VLT[editar | editar código-fonte]

O Ramal Guapimirim receberia no trecho entre as estações Saracuruna e Magé os carros do Veículo Leve Sob Trilhos (VLT) da cidade de Macaé, adquiridos pelo Governo do Estado em 2012 e que entrariam em circulação para as Olimpíadas Rio 2016.

A SuperVia chegou a entregar no dia 04 de Abril de 2014 a Estação Magé totalmente reformada e reformaria outras 2 das 13 em operação naquele ano, a Estação Suruí e Estação Guapimirim. Conforme era esperado, apenas as outras duas estações ficaram sem reforma e o ramal sem o VLT.

A chances do trem ser um novo atrativo para os turistas e moradores ficou comprovada depois que o fluxo de passageiros na estação Magé dobrou consideravelmente depois de sua reforma, passando de 7 mil para 33,6 mil em apenas 2 meses. Parte desse aumento se deu também a realizações de viagens extras em período experimental entre as estações Magé e Saracuruna, dobrando diariamente o número de viagens de 8 para 16. A nova estrutura e identidade visual se tornou convidativa, mas a precariedade na grade de horários e nos vagões dos trens ainda é um problema que gera reclamações contantes por parte dos usuários.

As condições do Ramal ainda são as piores do estado, e a falta de manutenção na limpeza das estações e dos vagões são reclamações constantes dos usuários.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Guapimirim | SuperVia». SuperVia. Consultado em 27 de outubro de 2018 
  2. «Guapimirim | SuperVia». SuperVia. Consultado em 27 de outubro de 2018 
  3. «Guapimirim -- Estações Ferroviárias do Estado do Rio de Janeiro». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 27 de outubro de 2018 
  4. «Guapimirim -- Estações Ferroviárias do Estado do Rio de Janeiro». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 27 de outubro de 2018