Estação Imperatriz Leopoldina

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CPTM icon.svg Imperatriz Leopoldina
Estação Imperatriz Leopoldina (2017).
Uso atual Bahn aus Zusatzzeichen 1024-15.svg Estação de trens metropolitanos
Proprietário Bandeira do estado de São Paulo.svg Governo do Estado de São Paulo
Administração Estrada de Ferro Sorocabana (1931–1971)
FEPASA (1971–1996)
CPTM icon.svg CPTM (1996–atualmente)
Linha 8cinza.png Diamante
Sigla ILE
Posição Superfície
Serviços Terminal rodoviário
Informações históricas
Nomes antigos Armazém Regulador
Km 11
Inauguração Meados de 1931 (88 anos)
Inauguração da
atual edificação
25 de janeiro de 1979 (40 anos)
Localização
Localização Gnome-globe.png Estação Imperatriz Leopoldina
Endereço Rua Major Paladino, 8, Vila Leopoldina
Próxima estação
Sentido Itapevi/
Amador Bueno
8cinza.png Sentido Júlio Prestes
Presidente Altino Domingos de Moraes
Imperatriz Leopoldina

A Estação Imperatriz Leopoldina é uma estação ferroviária pertencente à Linha 8–Diamante da CPTM, localizada no município de São Paulo.

História[editar | editar código-fonte]

Mapa do loteamento de Vila Leopoldina (1894), por E. Richter e Cia. À direta, a área do (futuro) Armazém regulador consta como sendo da Estrada de Ferro Sorocabana.

Apesar da ferrovia atravessar a região a oeste do distrito da Lapa, que foi loteada em 1894 com o nome de Vila Leopoldina (com a empresa loteadora E. Richter e Cia. projetando até mesmo uma estação ferroviária-não construída por estar nos limites da Zona Privilegiada da SPR), nenhuma estação, posto ou instalação derivada da ferrovia foi construída ali até 1925 (apesar dos apelos populares) quando o recém-fundado Instituto do Café de São Paulo (ICESP) constrói um Armazém Regulador de Café ao lado do quilômetro 11 da Linha Tronco da Estrada de Ferro Sorocabana, em uma área cedida pela mesma. Ao lado do armazém foi construído um pequeno posto de controle dos sinais que controlavam o tráfego ali existente, sendo que alguns trens de subúrbio ali paravam ocasionalmente, embora o posto do Km 11 não fosse uma estação de fato. [1][2]

Em 12 de outubro de 1926, uma chave de desvio mal posicionada fez com que o trem noturno N2 (com 11 carros) procedente do interior rumo ao terminal São Paulo adentrasse, às 20h30, o desvio do Armazém Regulador e se chocasse com uma composição de carga de café ali estacionada. O acidente deixou um saldo de 3 mortos e 38 feridos. O chefe de tráfego da estrada, Luís Orsini, atribuiu o acidente a uma falha do manobrador (guarda-chaves) do desvio-que desapareceu após o acidente.[3]

Em 1937 o armazém é adquirido pela Sorocabana e funciona até meados da década de 1960 (sendo ampliado), até ser parte dele ser repassado para a Companhia de Armazéns Gerais do estado de São Paulo (CAGESP) e outra parte devolvida ao ICESP, sendo renomeado Armazém Regulador Nº 27, com 16913 m2. Em 1969, o armazém é transferido para a CESP (que o demole, reconstruindo em seu lugar dois armazéns com um total de 29716 m2) e seus ramais ferroviários são desativados.[4][5][6]

Com a construção do Ramal de Jurubatuba (atual Linha 9–Esmeralda da CPTM) em 1957, passa a ser por um curto período de tempo, estação inicial do ramal. Apesar do crescente movimento de passageiros embarcando e desembarcando no posto do Km 11, ele foi elevado apenas a categoria de parada (rebatizada Imperatriz Leopoldina) em algum momento na década de 1960. Até 1962, os acessos para a estação possuíam pavimentação precária, obrigando a prefeitura a realizar obras naquele ano. Após um tumulto dos passageiros, revoltados com uma falha, a parada foi depredada e a Sorocabana foi obrigada a melhorar as instalações da mesma, sendo reinaugurada em 1966. Em 1977 foi realizada a licitação para a remodelação dos subúrbios da FEPASA e Imperatriz Leopoldina foi elevada para a categoria de estação, sendo reinaugurada em 25 de janeiro de 1979.[7][8][2][9]

Desde 1996 é administrada pela CPTM.

Projetos[editar | editar código-fonte]

Vista do Distrito de Vila Leopoldina, à partir da passarela da estação (Lado Sul). Os galpões industriais vão dando lugar a condomínios residenciais.

Quando projetado pelo consórcio Engevix/Sofrerail em 1973, o prédio da estação Imperatriz Leopoldina visava atender a demanda de uma região com zoneamento industrial. Na década de 1990, muitas indústrias deixaram a Vila Leopoldina e seus galpões foram demolidos e substituídos por condomínios residenciais, tornando o projeto funcional da estação defasado. Em 2004 a CPTM contratou um novo projeto para a estação, através da Concorrência Nº 8292402011 , divida em 10 lotes. A estação Imperatriz Leopoldina foi incluída no lote 3 (ao lado das estações Quitaúna, Jardim Belval e Jardim Silveira), vencido pelas empresas EGT Engenharia Ltda. e Copem Engenharia Ltda., no valor de R$ 567.693,00 [10] [11][12] Em junho de 2007 o projeto foi apresentado em audiências públicas, estando prestes a entrar em contratação de obras. Porém, as obras nunca saíram do papel.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

A estação recebeu o nome de Imperatriz Leopoldina por conta da avenida homônima que termina às margens da entrada da estação (lado Sul). O nome da avenida e do distrito foram escolhidos em 1894 pela empresa loteadora da região E. Richter e Cia. como homenagem a Maria Leopoldina de Áustria (1797-1826), primeira imperatriz do Brasil. [13]

Tabelas[editar | editar código-fonte]

Linha Terminais Comprimento (km) Estações Observações
8
Diamante
Júlio PrestesItapevi 35,283 20 Possui extensão operacional.
Antiga Linha B–Cinza / Antiga Linha Oeste do Trem Metropolitano da FEPASA.
Sigla Estação Inauguração Integração Plataformas Posição Notas
ILE Imperatriz Leopoldina 1931 Bilhete Único da SPTrans. Central Superfície Estação reconstruída pela FEPASA
sendo reinaugurada em 25 de janeiro de 1979.
Precedido por
Presidente Altino
Distância: 2.920 metros
Linha 8–Diamante da CPTM
Imperatriz Leopoldina
Sucedido por
Domingos de Moraes
Distância: 1.808 metros

Referências

  1. Estrada de Ferro Sorocabana (17 de maio de 1928). «Horário de trens de subúrbio» (PDF). Diário Oficial do estado de São Paulo. Consultado em 20 de abril de 2019 
  2. a b Ralph Mennucci Giesbrecht (2001). «Imperatriz Leopoldina». Estações Ferroviárias do Brasil. Consultado em 20 de abril de 2019 
  3. «Um horrível desastre no Quilômetro 12 em Vila Leopoldina». Correio Paulistano, edição 22711, página 4/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. 13 de outubro de 1926. Consultado em 20 de abril de 2019 
  4. Estrada de Ferro Sorocabana (11 de julho de 1937). «Autos 21784» (PDF). Diário Oficial do estado de São Paulo, 3ª coluna-superior. Consultado em 20 de abril de 2019 
  5. Instituto do Café de São Paulo (10 de agosto de 1967). «Relação dos Armazéns Reguladores pertencentes ao patrimônio do Instituto do Café de São Paulo» (PDF). Diário Oficial do estado de São Paulo. Consultado em 20 de abril de 2019 
  6. Centrais Elétricas de São Paulo (CESP) (21 de abril de 1970). «VII-Administração» (PDF). Diário Oficial do estado de São Paulo. Consultado em 20 de abril de 2019 
  7. Departamento Nacional de Estradas de Ferro (31 de dezembro de 1960). «Estações ferroviárias da Linha Tronco da EFS em 1960». Centro Oeste. Consultado em 20 de abril de 2019 
  8. «Povo revoltado danificou trens da E.F.Sorocabana». Correio Paulistano, Ano 109, número 32767, página 1/republicado pela Biblioteca Nacional/Hemeroteca Digital Brasileira. 12 de março de 1963. Consultado em 20 de abril de 2019 
  9. Governo do estado de São Paulo (4 de março de 1977). «Sistema Integrado de Transporte de Massa» (PDF). Diário Oficial do estado de São Paulo. Consultado em 20 de abril de 2019 
  10. «HOMOLOGAÇÃO-CONCORRÊNCIA Nº 8292402011» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo. 12 de abril de 2005. Consultado em 20 de abril de 2019 
  11. «Estação Imperatriz Leopoldina». EGT Engenharia Ltda/Seção Projetos-Metrovias. 2007. Consultado em 20 de abril de 2019 
  12. «Linha 8 - Diamante». Copem Engenharia Ltda. 2007. Consultado em 20 de abril de 2019 
  13. «Maria Leopoldina». UOL. 21 de agosto de 2005. Consultado em 20 de abril de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]