Estação Magalhães Bastos

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Magalhães Bastos
Informações
Magalhães Bastos está localizado em: Baixada Fluminense e parte da cidade do Rio de Janeiro
Magalhães Bastos
Localização da Estação Magalhães Bastos
Coordenadas 22° 52' 4.97" S 43° 24' 48.32" O
Administração Logo da SuperVia.svg SuperVia
Código RJ-1472
Sigla MGA
Linha Linha Santa Cruz
Estrutura Superfície
Outras Informações
Inauguração 18 de agosto de 1914 (105 anos)
Inauguração da atual edificação junho de 2016
Nome antigo Parada Militar
Próxima Estação
Sentido Centro
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Sv-vgreeninterleft.svg Sv-vredinterright.svg Vila Militar
Sv-vgreeninterleft.svg Sv-vredinterright.svg Magalhães Bastos
Sv-vgreeninterleft.svg Sv-vredinterright.svg Realengo
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Sentido Santa Cruz

Magalhães Bastos é uma estação de trem da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1904 o governo federal iniciou a implantação de Vila Militar, bairro planejado para atender as militares e suas famílias. Milhares de operários e suas famílias foram atraídos para construir esse empreendimento. Muitos acabaram por se estabelecer num novo loteamento chamado Vila São José, instalado na recém desapropriada Fazenda de Sapopemba do Conde Sebastião do Pinho-localizada às margens do ramal de Santa Cruz da Estrada de Ferro Central do Brasil. Com a implantação de Vila Militar em andamento, a Vila São José passou a crescer e depender economicamente desta, fornecendo funcionários para serviços domésticos e de manutenção predial. Porém, o transporte entre a Vila Militar e a Vila São José era precário. Assim os moradores de Vila São José se organizaram em um abaixo-assinado em março de 1913 pedindo ao então direto da Central , Paulo de Frontin, a construção de um apeadeiro para embarque e desembarque dos moradores.[1][2]

Apesar dos apelos, em especial do Mestre de obras português Manoel Guina, o apeadeiro foi inaugurado apenas em 18 de agosto de 1914, sendo batizado de "Parada Militar".[3] Com a morte de Antonio Leite de Magalhães Bastos Filho (1873-1920), coronel comandante do Primeiro Batalhão de Engenharia e um dos principais responsável pela implantação de Vila Militar, a parada foi rebatizada de "Magalhães Bastos".[4] Com o crescimento da região, que acabou incorporando o novo nome da parada, a população local passou a pleitear a ampliação das instalações da mesma.[5]

Em 1935 são iniciadas obras de construção de uma edificação para a abrigar a futura estação de Magalhães Bastos.[6] A parada foi elevada para a categoria de estação pela Central em 20 de junho de 1936.[7]

Durante as obras para a realização dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016, Magalhães Bastos foi uma das 6 estações selecionadas para receber obras de melhorias. Orçadas em R$ 7,5 milhões, as obras forma iniciadas em agosto de 2015 e inauguradas em junho de 2016.[8][9]


Plataformas[editar | editar código-fonte]

Plataforma 1A: Sentidos Santa Cruz, Campo Grande e Bangu
Plataforma 2B: Sentido Central do Brasil

Referências

  1. Coluna Operária (28 de março de 1913). «Operários do Realengo-E.F.Central do Brasil-Um apelo ao Dr. Frontin». A Época, ano II edição 241, página 7/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  2. J.P.Engelbrecht (30 de agosto de 2015). «Prefeito participa com Dom Orani de missa pelo centenário de Magalhães Bastos». Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  3. «Magalhães Bastos». SuperVia. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  4. «Antonio Leite de Magalhães Bastos Filho». Magalhães Bastos (site sobre o bairro). Consultado em 14 de outubro de 2019 
  5. A Vida nos Bairros (6 de janeiro de 1927). «Parada Magalhães Bastos». O Brasil, ano V, edição 1700, página 5/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  6. Câmara Municipal do Rio de Janeiro (29 de junho de 1935). «38ª Sessão ordinária». Jornal do Brasil, ano XLV, edição 154, página 23/republicado pela Biblioteca Nacional-Hemeroteca Digital Brasileira. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  7. Guia Geral das Estradas de Ferro (1960). «Estrada de Ferro Central do Brasil-Ramal de Mangaratiba». Departamento Nacional de Estradas de Ferro (DNEF)/Republicado por Centro Oeste 
  8. «Confira o balanço das reformas nas seis estações olímpicas do sistema ferroviário do Rio». Rede Nacional do Esporte. 31 de agosto de 2015. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  9. Douglas Corrêa (6 de julho de 2016). «Estação de trem reformada para a Rio 2016 é reinaugurada». Agência Brasil-EBC. Consultado em 14 de outubro de 2019 

Fonte[editar | editar código-fonte]

  • Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Comunicação, 1928;
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