Estação Raiz da Serra

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Raiz da Serra
Visão da Estação Raiz da Serra de 2004, em Cubatão. Serra do Mourão ao fundo.
Uso atual BSicon TRAIN3.svg Estacionamento de Trens Cargueiros
Proprietário Bandeira do estado de São Paulo.svg Governo do Estado de São Paulo
Administração MRS Logística S.A.
Linhas Estrada de Ferro Santos-Jundiaí
(S.P.R, 1867-1975)

Estrada de Ferro Santos-Jundiaí
(R.F.F.S.A, 1975-1996)

Código SP-0095
Posição Superfície
Níveis 1
Plataforma Lateral (1)
Vias Duas (atualmente)
Altitude 17 metros acima do nível do mar
Serviços Banheiro Venda de Bilhetes Centro de Informações
Informações históricas
Inauguração 16 de fevereiro de 1867 (152 anos)
Fechamento Data desconhecida
Inauguração da
atual edificação
Meados de 1891 (128 anos)
Projeto arquitetônico São Paulo Railway Company
Intervenções plásticas MRS Logística S.A.
Localização
Localização Gnome-globe.png Estação Raiz da Serra
Endereço Altura do Km 22 da EFSJ, s/n - Jardim São Marcos
CEP SP, 11570-000
Município Bandeira do município de Cubatão, SP.svg Cubatão
País  Brasil
Próxima estação
Sentido Jundiaí Sentido Valongo
Paranapiacaba Piaçagüera
Raiz da Serra
Disambig grey.svg Nota: Para a antiga estação homônima da SuperVia, veja Estação Vila Inhomirim.

A Estação Raiz da Serra, foi uma estação ferroviária pertencente a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí. O prédio original foi construído em 1867 pela São Paulo Railway Company, já que desse ponto em diante, os trens da ferrovia tinham que atravessar um trecho de 7,5 Km em meio a Serra do Mar, com uma inclinação de 10º (dez graus), conhecido como "Serra-velha".

A estação está localizada na altura do Km 22 da EFSJ, no bairro Jardim São Marcos, no município de Cubatão, na Baixada Santista.

Em 2004, a estação foi reformada pela MRS, mas devido ao fato do prédio não receber mais passageiros e os trens cargueiros vindos de Santos passarem direto por ela rumo a Serra do Mourão (subdivisão da Serra do Mar), a estação encontra-se atualmente abandonada e em estado deteriorado. [1] [2] [3]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Trem funicular da Serra-velha[editar | editar código-fonte]

Polia presa a um dormente na via, semelhante a utilizada na serra-velha.

O Funicular da Serra do Mar foi construído originalmente no trecho hoje conhecido como "Serra-velha". Ao contrário do sistema utilizado na via duplicada da "Serra-nova", atualmente abandonada, o sistema do trecho original operava em via singela, onde maquinas a vapor, instaladas em 4 (quatro) patamares diferentes ao longo da Serra do Mar, puxavam por meio de cabos de aço as locomotivas sem tração chamadas de Serrabreques, que possuíam uma capacidade de carga para até 60 (sessenta) toneladas.

Antes do sistema de cremalheira ser implementado, os passageiros que vinham de São Paulo tinham que desembarcar do trem de subúrbio em Paranapiacaba, e embarcar em uma Serrabreque (posteriormente substituída por uma automotriz), própria do sistema funicular. Ao chegar em cada um dos 4 patamares da via, a composição tinha que ser desengatada do cabo da sessão inicial e engatar no cabo da sessão seguinte, até chegar na estação Raiz da Serra , já que o antigo Funicular da Serra do Mar, ao contrario do seu sucessor, não possuía um cabo continuo. Ao chegar na estação Raiz da Serra, os passageiros tinham que desembarcar novamente da composição e esperar na estação por outro trem de subúrbio para continuar a viagem em direção a Estação Valongo, na cidade de Santos.

Devido ao aumento da demanda, limitações de carregamento do sistema e estado de conservação da via, o sistema de cabos de aço foi desativado em 1970, e quatro anos depois em 1974, o sistema cremalheira, mais moderno e seguro foi implantado em seu lugar, dando fim a operação da estação pela MRS, já que os "novos trens" japoneses da época, não precisavam parar na estação.

Atualmente não se sabe por quanto tempo a ferrovia da Serra-velha operou com o serviço de passageiros, já que o "Trem funicular da Serra-nova", construido mais a frente, foi usado inicialmente apenas para o transporte de cargas e muito posteriormente foi aberto aos passageiros, até ser desativado definitivamente em 1976 e encontrar-se abandonado desde então. [4] [5] [6]

Sistema de cremalheira[editar | editar código-fonte]

Após a implementação do Sistema de Cremalheira, locomotivas elétricas foram tomaram o lugar das antigas Serrabreques. Inicialmente, a empresa utilizou locomotivas cremalheiras fabricadas pela japonesa Hitachi. Atualmente a MRS, administradora da estação e da ferrovia pós Paranapiacaba, utiliza as locomotivas suíças de carga Stadler (apelidadas de "Rolex" pelos maquinistas da empresa por cada uma ter custado mais de 8 milhões de francos suiços), no lugar das antigas locomotivas da década de 70, para fazer o trajeto na serra, por meio do novo sistema.

O sistema atual da ferrovia funciona por meio de uma cremalheira "dentada" do tipo Abt, que serve para auxiliar a distribuição de potência da locomotiva e aumentar a aderência das rodas aos trilhos, já que a ferrovia tem uma inclinação de até 10% em alguns trechos, onde a cada 100 metros percorridos pela via a composição sobe 10 metros da Serra do Mar. [7] [8] [9] [10]

Diagrama da estação[editar | editar código-fonte]

Funcionamento do pinhão e da cremalheira.
Diagrama da Estação Raiz da Serra (Trem funicular)
Sentido Alto da Serra

a

b

c

d
1
Sentido Raiz da Serra

Legenda

                     Linha ferrêa

  Plataforma


Linhas

Plataforma 1: Trem funicular da SPR
Via a: Sentido Raiz da Serra (Via auxiliar)
Via b: Sentido Raiz da Serra (Via auxiliar)
Via c: Sentido Alto da Serra (Trem funicular - via singela)
Via d: Sentido Santos (Valongo) (Trem de subúrbio)
(Obs.: Estação atualmente desativada e parcialmente demolida.)
(Obs.: Diagrama acima considera apenas a infraestrutura do trem funicular da antiga estação.)
(Obs.: Apenas as vias A e C são utilizadas na infraestrutura atual, as outras vias foram removidas pela MRS.)

Referências

  1. Estações Ferroviárias do Brasil (5 de junho de 2017). «Estação Raiz da Serra de 1867». Ralph Mennucci Giesbrecht. Consultado em 7 de maio de 2018 
  2. Estações Brasileiras (12 de fevereiro de 2012). «Raiz da Serra». Marcelo Tomaz e Claudinéia de Marchi. Consultado em 7 de maio de 2018 
  3. Estações Brasileiras (25 de setembro de 2012). «RAIZ DA SERRA - 1867 (YouTube)» (Vídeo). Marcelo Tomaz. Consultado em 7 de maio de 2018 
  4. Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (Setembro de 2001). «Museu Tecnológico Ferroviário de Paranapiacaba». Fernando Rebelo e Adauto Rodrigues. Consultado em 7 de maio de 2018 
  5. Estações Ferroviárias do Brasil (5 de junho de 2017). «Imagem do pátio da primeira estação de raiz da serra» (Imagem). Ralph Mennucci Giesbrecht. Consultado em 7 de maio de 2018 
  6. Agência Nacional de Transportes Terrestres. «Estação Raiz da Serra - Portal ANTT». ANTT. Consultado em 7 de maio de 2018 
  7. MRS Logística S.A. «Entrada em operação das locomotivas mais potentes do mundo». Inovação - Cremalheira. Consultado em 8 de maio de 2018 
  8. SWI swissinfo.ch - Português (17 de junho de 2013). «Empresa suíça vende maior locomotiva do mundo ao Brasil» (Vídeo). Inovação - Cremalheira. Consultado em 8 de maio de 2018 
  9. Portal Valor (20 de fevereiro de 2013). «MRS aumenta a capacidade em ferrovia de acesso a Santos». Guilherme Soares Dias. Consultado em 8 de maio de 2018 
  10. Centro-oeste Brasil (24 de fevereiro de 2010). «Especificações técnicas da locomotiva Stadler». Henrique Aché Pillar. Consultado em 8 de maio de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Alto da Serra
(Sistema de Cremalheira)
Estrada de Ferro Santos-Jundiaí da SPR
Raiz da Serra
Km 22,000
Sucedido por
Piaçagüera
Linha-tronco


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