Estações-fantasma do Metrô de Paris

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As estações fantasmas do metrô de Paris são estações fechadas ao público.

Por razões históricas ou comerciais, várias estações do metrô de Paris não são utilizadas nem acessíveis, adquirindo um caráter misterioso para parisienses e turistas.

Estações nunca inauguradas[editar | editar código-fonte]

Duas estações do metrô de Paris foram construídas sobre o traçado da linha, mas nunca foram abertas ao público e não possuem saídas para a rua: Porte Molitor/Murat e Haxo.

Porte Molitor/Murat foi construída em conexão com as linhas 9 e 10, com o objetivo de ser uma opção de locomoção para os freqüentadores do estádio Parc des Princes, mas a exploração comercial foi considerada complicada demais e o projeto foi abandonado antes da construção de acessos à estação. Suas vias servem atualmente como estacionamento de trens.

Haxo foi construída sobre um curto trecho da rede destinado a ligar as atuais linhas 3 bis e 7 bis, mas acabou-se optando por uma ligação expressa rodoviária; no entanto, o serviço de ônibus não agradou aos usuários e foi suprimido em 1939.

Estações fechadas[editar | editar código-fonte]

Três estações nunca foram reabertas após o fim da Segunda Guerra Mundial: Arsenal (linha 5), Champ-de-Mars (linha 8) e Croix-Rouge (linha 10).

Duas outras estações foram reabertas, mas possuem plataformas inacessíveis ao público: Porte des Lilas/Cinéma (linha 3 bis) e Invalides (linha 8).

Fusão[editar | editar código-fonte]

Quando a linha 3 foi prolongada até Gallieni, a estação Martin Nadaud foi integrada à estação Gambetta. Ela ainda existe e se encontra no prolongamento da atual estação Gambetta sentido Pont de Levallois, numa região delimitada por grades.

Estações isoladas[editar | editar código-fonte]

Três estações de metrô foram planejadas, mas o traçado da linha nunca chegou a elas.

Quando a linha 1 do metrô parisiense foi prolongada até Pont au Neuilly em 1937, uma futura extensão até La Défense também foi projetada, e a administração regional reservou dois espaços subterrâneos destinados às futuras estações. No entanto, o custo de uma possível travessia subterrânea do Sena foi considerado alto demais e o traçado do projeto foi alterado para utilizar a ponte de Neuilly.

O espaço reservado às estações ficou então inutilizável, e seu único acesso se encontra no quarto andar de subsolo de um estacionamento, a trinta metros de profundidade.

Orly-Sud foi igualmente planejada para uma futura extensão do metrô até o aeroporto de Orly, mas as obras nunca aconteceram e a ligação expressa Orlyval, aberta em 1991, foi construída sobresolo, sem usar a área reservada.

Eventos[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2008, a estilista francesa Sonia Rykiel ocupou a plataforma da estação fantasma Croix Rouge para divulgar a sua nova coleção feita em parceria com rede de lojas H&M. A instalação podia ser vista de dentro dos vagões percorrendo a linha 10.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]