Estatismo

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Estatismo ou estadismo (do inglês statism) é um termo cunhado em 1962 pela filósofa libertária Ayn Rand, numa série de discursos, para descrever a defesa da autoridade do Estado e intervenção do mesmo em atividades econômicas e individuais, em contraste com o libertarianismo, que propõe liberdade nessas atividades e ceticismo em relação às ações do Estado. Desta forma, quem defende um Estado forte, autoritário, intervencionista, regulador, paternal, excessivamente vigilante, ou com o dever de proporcionar o bem estar social, por exemplo, pode ser considerado um estatista.[1] Num sentido mais restrito, como usado no meio libertário por alguns anarcocapitalistas e anarquistas tradicionais, um estatista é uma pessoa que defende a existência do estado a qualquer nível, conhecendo as alternativas libertárias ou não. O termo é mais visto usado de maneira pejorativa por libertários ou por vezes conservadores.

Dicotomia Estado vs. mercado[editar | editar código-fonte]

Libertários capitalistas tendem a uma visão particular em relação à política. Enquanto em certos círculos políticos ocidentais, tais como o cenário do Brasil e o dos Estados Unidos, a política é vista como uma disputa entre a direita (conservadorismo e capitalismo) e a esquerda (socialismo e progressismo), tais libertários preferem ver como uma disputa entre a autoridade do Estado (sobre a economia e interações individuais) e a liberdade em relação ao mesmo, em prol de mais livre mercado e liberdade individual. Eles acreditam que tanto a direita como a esquerda tendem a suprimir um tipo de liberdade enquanto realça outra, ficando assim uma liberdade incompleta. Por exemplo: enquanto a esquerda realça certas liberdades como casamento gay, direitos da mulher e legalização de drogas, ela pode acabar chegando a esses objetivos por meios coercitivos (ou seja, usando-se da força), e acaba suprimindo a liberdade econômica; enquanto a direita realça a liberdade econômica, acaba suprimindo as liberdades individuais antes citadas, também por meio da coerção.

O Diagrama de Nolan é um gráfico que analisa a posição política da pessoa que responder a um certo número de perguntas, colocando-a em certo ponto do gráfico. Ele considera os conceitos de liberdade econômica e liberdade individual e traça duas linhas cruzadas: uma opondo direita vs. esquerda, e outra opondo estatismo vs. libertarianismo. Dessa forma, se a opinião da pessoa for contra tanto liberdades econômicas como individuais, estará classificada como estatista (às vezes populista ou totalitarista, dependendo da versão); se for contra liberdades individuais mas a favor de liberdades econômicas, será classificada como direitista; se for contra liberdades econômicas mas a favor de liberdades individuais, será classificada como esquerdista; e por fim, se for a favor tanto da liberdade econômica como da individual, será classificada como libertária.

Visão anarquista tradicional[editar | editar código-fonte]

Na visão do anarquismo clássico, de esquerda, o capitalismo é um aliado natural ao Estado, sendo os dois inseparáveis. Assim, o anarcocapitalismo é por si contraditório, e se fosse possível, não seria de fato a extinção do Estado, mas a transformação do mesmo em serviços comercializáveis. Então, de acordo com o anarquismo clássico, o anarcocapitalismo continua sendo uma forma de estatismo.

Estatistas notáveis[editar | editar código-fonte]

Os seguintes políticos construíram ou idealizavam um Estado com características bastante autoritárias:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Formas de estatismo ou similares
Contraste

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Levy, Jonah D (2006). The State After Statism: New State Activities in the Age of Liberalization (Cambridge, MA: Harvard University Press). p. 469. ISBN 978-0-674-02276-8. 
    • Obadare, Ebenezer (2010). Statism, Youth, and Civic Imagination: A Critical Study of the National Youth Service Corps Programme in Nigeria (Dakar Senegal: Codesria). ISBN 978-2-86978-303-4. 
    • Kvistad, Gregg (1999). The Rise and Demise of German Statism: Loyalty and Political Membership (Providence [u.a.]: Berghahn Books). ISBN 978-1-57181-161-5. 
    • Bakunin, Mikhail (1990). Statism and Anarchy (Cambridge: Cambridge University Press). ISBN 978-0-521-36182-8.