Estado Islâmico do Iraque e do Levante

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
الدولة الإسلامية في العراق والشام
Estado Islâmico[1] [2]
Flag of the Islamic State of Iraq and the Levant2.svg
Seal of the Islamic State of Iraq and the Levant.svg
Bandeira Brasão de armas
Lema: باقية وتتمدد (Árabe)
"Bāqiyah wa-Tatamaddad(transliteração)
"Remanescendo e Expandindo"
[3] [4]
Hino nacional: أمتي قد لاح فجر (Árabe)
"Ummatī, qad lāha fajrun" (transliteração)
"Minha Nação, ao Amanhecer Apareceu"
[5] [6]

Localização  Estado Islâmico do Iraque e do Levante

Mapa da Síria e do Iraque no contexto da Guerra Civil Síria e da insurgência iraquiana (2014):

     Controlado pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS)      Controlado por outros rebeldes sírios      Controlado pelo governo da Síria      Controlado pelo governo do Iraque      Controlado pelos curdos sírios      Controlado pelos curdos iraquianos      Controlado pela Frente al-Nusra

Capital Moçul[7]
Língua oficial Árabe
Governo Califado Islâmico[1]
 - Califa[1] Ibrahim[8]
Separação da Síria e do Iraque 
 - Proclamação da independência 3 de janeiro de 2014[9]  
 - Califado declarado 29 de junho de 2014[1]  
Fuso horário UTC +3

Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS) é uma organização jihadista no Oriente Médio. O grupo é conhecido em árabe como ad-Dawlat al-Islāmiyah fī al-ʿIrāq wa sh-Shām, levando ao acrônimo árabe Da'ish ou Daesh. Um califado foi proclamado em 29 de junho de 2014, Abu Bakr al-Baghdadi foi nomeado como seu califa e o grupo passou a se chamar Estado Islâmico (em árabe: الدولة الإسلامية, ad-Dawlat al-Islāmiyah), mas não foi reconhecido pela comunidade internacional.[1] [8] O EIIL afirma autoridade religiosa sobre todos os muçulmanos do mundo[10] e aspira tomar o controle de muitas outras regiões de maioria islâmica,[2] a começar pelo território da região do Levante, que inclui Jordânia, Israel, Palestina, Líbano, Chipre e Hatay, uma área no sul da Turquia.[11] [12]

O grupo, em seu formato original, era composto e apoiado por vários grupos terroristas sunitas insurgentes, incluindo suas organizações antecessoras, como a Al-Qaeda no Iraque (AQI) (2003-2006), o Conselho Shura Mujahideen (2006-2006) e o Estado Islâmico do Iraque (ISI) (2006-2013), além de outros grupos insurgentes, como Jeish al-Taiifa al-Mansoura, Jaysh al-Fatiheen, Jund al-Sahaba, Katbiyan Ansar al-Tawhid wal Sunnah e vários grupos tribais iraquianos que professam o islamismo sunita. O objetivo original do EIIL era estabelecer um califado nas regiões de maioria sunita do Iraque. Após o seu envolvimento na guerra civil síria, este objetivo se expandiu para incluir o controle de áreas de maioria sunita da Síria.[13] O grupo islâmico foi designado como uma organização terrorista estrangeira por países como Estados Unidos,[14] Reino Unido,[15] Austrália,[16] Canadá,[17] Indonésia[18] e Arábia Saudita,[19] além de também ter sido classificado pela Organização das Nações Unidas (ONU),[20] pela União Europeia e pelas mídias do Ocidente e do Oriente Médio como grupo terrorista.[21] [22] [23] [24]

O Estado Islâmico cresceu significativamente devido à sua participação na Guerra Civil Síria e ao seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi. Denúncias de discriminação econômica e política contra árabes sunitas iraquianos desde a queda do regime secular de Saddam Hussein também ajudaram a dar impulso ao grupo. No auge da Guerra do Iraque, seus antecessores tinham uma presença significativa nas províncias iraquianas de Al Anbar, Nínive, Kirkuk, maior parte de Salah-ad-Din e regiões de Babil, Diyala e Bagdá, além de terem declarado Baquba como sua capital.[25] [26] [27] [28] No decorrer da guerra civil síria, o EIIL teve uma grande presença nas províncias de Ar-Raqqah, Idlib e Aleppo.[29] [30]

O Estado Islâmico obriga as pessoas que vivem nas áreas que controla a se converterem ao islamismo, além de viverem de acordo com a interpretação sunita da religião e sob a lei charia (o código de leis islâmico). Aqueles que se recusam podem sofrer torturas e mutilações, ou serem condenados a pena de morte.[31] [22] O grupo é particularmente violento contra muçulmanos xiitas, assírios, cristãos armênios, yazidis, drusos, shabaks e mandeanos.[32] O EIIL tem pelo menos quatro mil combatentes no Iraque[33] que, além de ataques a alvos militares e do governo, já assumiram a responsabilidade por ataques que mataram milhares de civis.[34] O Estado Islâmico tinha ligações estreitas com a Al-Qaeda até 2014, mas em fevereiro daquele ano, depois de uma luta de poder de oito meses, a Al-Qaeda cortou todos os laços com o grupo, supostamente por sua brutalidade e "notória intratabilidade".[35] [36] [37]

História[editar | editar código-fonte]

Formação do grupo (1999–2006)[editar | editar código-fonte]

Corpo de Abu Musab al-Zarqawi após ataque de forças dos Estados Unidos em 2006. Zarqawi foi o fundador grupo militante Tawhid wal-Jihad, que mais tarde se tornaria o Estado Islâmico.

Após a invasão do Iraque em 2003, o jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, adepto do salafismo jihadista, e seu grupo militante, o Jamaat al-Tawhid wal-Jihad, fundado em 1999, alcançou notoriedade nos estágios iniciais da insurgência iraquiana por conta de ataques suicidas contra mesquitas islâmicas xiitas, civis, instituições do governo iraquiano e soldados italianos que faziam parte da coalizão militar internacional liderada pelos Estados Unidos. O grupo de Al-Zarqawi rompeu oficialmente com a rede al-Qaeda, de Osama bin Laden, em outubro de 2004, mudando seu nome para Tanzim Qaidat al-Jihad fi Bilad al-Rafidayn (تنظيم قاعدة الجهاد في بلاد الرافدين; "Organização de Base de Dados da Jihad na Mesopotâmia"), também conhecida como Al-Qaeda no Iraque (AQI).[38] [39] [40] Os ataques do grupo contra civis, forças governamentais e de segurança iraquianas, diplomatas estrangeiros e comboios de soldados norte-americanos continuaram com aproximadamente a mesma intensidade. Em uma carta a al-Zarqawi em julho de 2005, Ayman al-Zawahiri, o então vice-líder da al-Qaeda, delineou um plano de quatro etapas para expandir a Guerra do Iraque, que incluía expulsar das forças norte-americanas do país, criar uma autoridade islâmica através de um califado, espalhar o conflito para os vizinhos seculares do Iraque e entrar em confronto com Israel, que a carta diz que só "foi criado só para desafiar qualquer nova entidade islâmica".[41]

Em janeiro de 2006, a AQI passou a trabalhar em conjunto com vários grupos insurgentes iraquianos menores sob o comando de uma organização guarda-chuva chamada o Conselho Shura Mujahideen (CSM). Em 7 de junho de 2006, al-Zarqawi foi morto em um ataque aéreo feito por forças dos Estados Unidos e foi sucedido como líder do grupo pelo militante egípcio Abu Ayyub al-Masri.[42] [43]

Em 12 de outubro de 2006, o CSM uniu-se com três grupos menores e seis tribos sunitas islâmicas para formar a "Coalizão Mutayibeen", que jurou por Alá que iria "... livrar os sunitas da opressão dos rejeicionistas (xiitas) e cruzado ocupantes, ... restaurar nossos direitos mesmo que ao preço de nossas próprias vidas ... para fazer a palavra do Deus supremo do mundo e para restaurar a glória do Islã ... ".[44] [45] Um dia depois, o CSM declarou o estabelecimento do Estado Islâmico do Iraque (ISI), que incluía seis províncias árabes do Iraque, em sua maioria sunitas,[46] sendo que Abu Omar al-Baghdadi foi anunciado como seu Emir.[47] Al-Masri foi nomeado Ministro da Guerra.[48]

Estado Islâmico do Iraque (2006-2013)[editar | editar código-fonte]

Insurgentes iraquianos em 2006.
Um exercício de treinamento conjunto entre militares dos Estados Unidos e do Iraque perto de Ramadi em novembro de 2009. O Estado Islâmico do Iraque havia declarado a cidade como a sua capital.

De acordo com um estudo elaborado por agências de inteligência dos Estados Unidos no início de 2007, o grupo planejava tomar o poder das áreas centrais e ocidentais do Iraque e transformá-las em um Estado islâmico sunita.[49] O grupo ganhou força e no seu auge teve uma presença significativa nas províncias iraquianas de Al-Anbar, Diyala e Bagdá e reivindicou a cidade de Baquba como a sua capital.[50] [51] [52] [53]

Em 2007, as tropas norte-americanas realizaram operações de enfraquecimento do grupo, o que resultou em dezenas de militantes capturados ou mortos.[54] Entre julho e outubro de 2007, a al-Qaeda no Iraque parecia ter perdido suas bases militares seguras na província de Anbar e na região de Bagdá.[55] Em 2008, uma série de ofensivas iraquianas e norte-americanas conseguiram expulsar os insurgentes de seus antigos refúgios seguros, como as províncias Diyala e Al Anbar, para a área da cidade de Moçul, o último grande campo de batalha contra a organização.[56]

Até 2008, o grupo descrevia-se como se estivesse em um estado de "crise extraordinária".[57] As suas tentativas violentas de governar seu território levou a uma reação de iraquianos sunitas e outros grupos insurgentes e um declínio temporário no grupo, que foi atribuído a uma série de fatores.[58]

No final de 2009, o comandante das forças norte-americanas no Iraque, o general Ray Odierno, afirmou que a organização "tem se transformado significativamente nos últimos dois anos. O que antes era dominado por indivíduos estrangeiros tornou-se cada vez mais dominado por cidadãos iraquianos".[59] Em 18 de abril de 2010, dois líderes do grupo, Abu Ayyub al-Masri e Abu Omar al-Baghdadi, foram mortos em um ataque conjunto EUA-Iraque perto de Tikrit.[60] Em uma conferência de imprensa em junho de 2010, o general Odierno informou que 80% dos 42 principais líderes da organização, incluindo recrutadores e financistas, haviam sido mortos ou capturados, com apenas oito restantes em geral. Ele disse que foram retirados da liderança da al-Qaeda no Paquistão.[61] [62] [63]

Em 16 de maio de 2010, Abu Bakr al-Baghdadi foi apontado como o novo líder do Estado Islâmico do Iraque.[64] [65] Al-Baghdadi reabasteceu a liderança do grupo, visto que muitos haviam sido mortos ou capturados, com a nomeação de antigos oficiais militares e de inteligência que serviram durante o regime de Saddam Hussein. Esses homens, quase todos os quais tinha passado um tempo preso pelos militares norte-americanos, tornaram-se cerca de um terço dos 25 principais comandantes de Baghdadi. Um deles era um ex-coronel, Samir al-Khlifawi, também conhecido como Haji Bakr, que se tornou o comandante militar geral encarregado de supervisionar as operações do grupo.[66] [67]

Em julho de 2012, al-Baghdadi lançou um comunicado de áudio on-line anunciando que o grupo estava voltando aos antigos redutos de que as tropas norte-americanas e seus aliados sunitas os tinha expulsado em 2007 e 2008.[68] Ele também declarou o início de uma nova ofensiva no Iraque para libertar membros do grupo detidos nas prisões iraquianas.[68] A violência no Iraque havia começado a crescer em junho de 2012, principalmente por conta de ataques com carros-bomba e, em julho de 2013, mais de 1000 mortes mensais foram registradas pela primeira vez desde abril de 2008.[69]

Guerra Civil Síria (2011-presente)[editar | editar código-fonte]

Em março de 2011 dava-se o início dos protestos na Síria contra o governo de Bashar al-Assad. Nos meses seguintes, a violência entre manifestantes e forças de segurança levou a uma militarização gradual do conflito.[70] Em agosto de 2011, al-Baghdadi começou a enviar membros sírios e iraquianos do seu grupo, com experiência em guerrilha, para a Síria para estabelecer uma organização no interior do país. Liderados por um sírio conhecido como Abu Muhammad al-Julani, este grupo começou a recrutar combatentes e estabelecer células de todo o país.[71] [72] Em 23 de janeiro de 2012, o grupo anunciou sua formação como a Frente al-Nusra, que cresceu rapidamente para uma força de combate forte, com apoio popular entre os sírios que fazem oposição ao governo Assad.[71]

Estado Islâmico do Iraque e do Levante (2013–2014)[editar | editar código-fonte]

Estado Islâmico do Iraque e do Levante
الدولة الاسلامية في العراق والشام
İD bayrağı ile bir militan.jpg
Um militante do Estado Islâmico carregando a bandeira do grupo.
País Iraque
Síria
Criação 2003[73] ou out/2004[74]
História
Guerras/batalhas Guerra do Iraque

Guerra Civil Síria

Líbia/Egito[77] [78]

Iêmen[79]
Tunísia[80]

Logística
Efetivo 80 000 – 100 000 (cerca de 50 000 na Síria e 30 000 no Iraque, segundo o OSDH)[81] [82]

20 000 – 31 500[83]
(segundo a CIA)
Comando
Comandante Abu Musab al-Zarqawi[73] (2004–2006)[74]
Abu Ayyub al-Masri[73] (2006–2010)[74]
Abu Omar al-Baghdadi (2006-2010)[74]
Abu Bakr al-Baghdadi[84] (2010–presente)

Em 8 de abril de 2013, al-Baghdadi lançou um comunicado onde anunciou que a Frente al-Nusra tinha sido estabelecida, financiada e apoiada pelo Estado Islâmico do Iraque[85] e que os dois grupos foram fundidos sob o nome "Estado Islâmico do Iraque e do Levante" (EIIL).[86] Al-Jawlani divulgou um comunicado negando a fusão e reclamando que nem ele nem qualquer outra pessoa na liderança da al-Nusra havia sido consultada sobre o assunto.[87] A campanha do EIIL para libertar membros presos culminou em julho de 2013 com a realização de invasões nas prisões de Taji e Abu Ghraib, que libertaram mais de 500 prisioneiros, muitos deles veteranos da insurgência iraquiana.[69] [88] Em outubro de 2013, al-Zawahiri ordenou a dissolução do EIIL, colocando a Frente al-Nusra como a encarregada dos esforços jihadistas na Síria,[89] mas al-Baghdadi contestou a decisão de al-Zawahiri, com base na jurisprudência islâmica e seu grupo continuou a operar na Síria. Em fevereiro de 2014, depois de uma luta de poder de oito meses, a Al-Qaeda desmentiu qualquer relação com o EIIL.[35]

Segundo a jornalista Sarah Birke, há "diferenças significativas" entre a Frente al-Nusra e o EIIL. Enquanto al-Nusra clama ativamente pela deposição do governo Assad, o EIIL "tende a focar-se mais no estabelecimento do seu próprio governo no território conquistado", sendo "muito mais implacável" na construção de um Estado islâmico, na "realização de ataques sectários e em impor a lei sharia". Ainda que a al-Nusra tenha um "grande contingente de combatentes estrangeiros", ela é vista como um grupo local por muitos sírios; pelo contrário, os militantes do EIIL têm sido descritos como "ocupantes estrangeiros" por muitos refugiados sírios.[90] Ele tem uma forte presença na região central e do norte da Síria, onde se instituiu a sharia em várias cidades.[90] O grupo controlava as quatro cidades fronteiriças de Atmeh, al-Bab, Azaz e Jarablus, permitindo-lhe controlar a entrada e a saída entre o território sírio e a Turquia.[90]

No início de 2014, a organização terrorista lançou uma grande ofensiva na província iraquiana de Al-Anbar que resultou em severos combates nas cidades de Fallujah e de Ramadi[91] ; diversos grupos rebeldes sírios, dentre eles integrantes do Exército Livre da Síria, da Frente Islâmica e da Frente Revolucionária Síria, em uma ação apoiada pela Coalizão Nacional Síria, iniciaram uma ofensiva contra posições dos grupos extremistas nas províncias sírias de Idlib e Aleppo, que matou pelo menos 36 e capturou mais de 100 integrantes do EIIL.[92] Os combates entre grupos rebeldes moderados e jihadistas prosseguiriam nas primeiras semanas de 2014 e ceifaram a vida de mais de 1 400 pessoas.[93]

Enquanto a luta na Síria se intensificava, o EIIL lançou-se em uma série de ofensivas e atentados por todo o Iraque, especialmente na fronteira sírio-iraquiana e na região norte. Avanços foram reportados na província de Ninawa e diversas cidades, como Mossul, foram atacadas. Em junho de 2014, em uma nova rodada de investidas, boa parte da cidade de Tikrit caiu em mãos dos jihadistas que ganhavam terreno no caminho a Bagdá. O exército iraquiano conseguiu deter ofensivas dos insurgentes em Samarra e forçou o recuo dos rebeldes em Baiji, enquanto tentavam reagir para manter a ordem no país. A nova onda de violência no Iraque, perpetrado pelo Dawlat al-ʾIslāmiyya (o Estado islâmico), deixou centenas de mortos e milhões de refugiados.[94] O EIIL cometeu diversas atrocidades contra a sua própria seita para silenciar vozes moderadas, como no caso do assassinato de 13 clérigos muçulmanos sunitas em junho de 2014 em Moçul.[95]

Em agosto de 2014, boa parte das províncias de Ninawa, Salah-ad-Din e Al-Anbar haviam sido conquistadas pelos islamitas. O exército iraquiano, incapaz de montar uma resistência coesa, teve que recuar e evacuar várias cidades, como Tikrit (a 140 km de Bagdá).[96] Enquanto avançavam pelo Iraque, como haviam feito na Síria, o Estado Islâmico cometeu inúmeras atrocidades, como assassinatos e saques.[97]

Em resposta a intensificação dos combates, que ameaçavam desestabilizar a região e o governo do Iraque, os Estados Unidos lançaram uma campanha aérea contra o Estado Islâmico, bombardeando alvos de importância militar do grupo. Como um contra-ponto ao EIIL, os americanos também afirmaram que iriam aumentar a assistência militar a grupos ditos como moderados na Síria e ainda colocariam mais conselheiros militares em solo iraquiano.[98] [99]

Autoproclamado "Estado Islâmico" (junho de 2014–presente)[editar | editar código-fonte]

Território atual:      Áreas controladas pelo Estado Islâmico (EI)      Regiões reivindicadas pelo EI

Em 29 de junho de 2014, o EIIL declarou oficialmente a criação de um Califado Islâmico na Síria e no Iraque. Enquanto isso, a violência sectária e religiosa na região se intensificava consideravelmente.[100]

Em 12 de setembro, de acordo com a agência de notícias France-Presse, o EIIL fez um acordo de paz com outros grupos rebeldes sírios. No entendimento, as diferentes facções colocariam suas diferenças de lado para unir forças contra Bashar al-Assad. Dois dias depois, um representante da Coalizão Nacional Síria negou qualquer pacto com os extremistas, mas afirmou não poder falar pelos outros grupos.[101]

Entre os primeiros dias de Novembro, a cidade de Darnah na Líbia entrou para a lista das cidades do Estado Islâmico, ela foi a primeira cidade fora da Síria e Iraque a ser incorporada ao califado de Abu Bakr al-Baghdadi.[102]

Caças F-15E da Força Aérea dos Estados Unidos sobrevoam o território iraquiano em setembro de 2014.
Caças F-15E da Força Aérea dos Estados Unidos sobrevoam o território iraquiano em setembro de 2014.
Posição do EIIL destruída pela coalizão militar liderada pelos Estados Unidos em Kobanî, Síria.
Posição do EIIL destruída pela coalizão militar liderada pelos Estados Unidos em Kobanî, Síria.

Em 13 de novembro de 2014, o grupo anunciou um acordo de paz com a Al Nusra.[103]

No dia 8 de dezembro de 2014, foi anunciado que a coalizão enviaria pela primeira vez, cerca de 1.500 soldados com o propósito de combater o grupo, o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aprovou o envio de outros 1.600 militares para treinar e assessorar as forças iraquianas.[104]

Em 2015 a área de influência do Estado Islâmico atravessou as fronteiras da Síria e do Iraque. Grupos em vários outros países afirmaram ser ligados ao EI e conquistaram territórios por todo o mundo islâmico. No Iêmen, uma nação descentralizada e em caos político, militantes deste grupo começaram a recrutar pessoal no leste do país para tentar ganhar território, rivalizando diretamente com a Al-Qaeda na Península Arábica.[105] No Afeganistão, o governo de Cabul afirmou que o EIIL também havia estabelecido uma presença no país, contando com centenas de combatentes para lutar contra as forças da coalizão, as autoridades locais e até grupos jihadistas rivais na região (como o Taliban).[106] Na Líbia, onde a organização já tinha uma presença na cidade de Derna,[107] militantes islamitas começaram a tentar espalhar suas áreas de controle pelo país. Assim como em outros territórios que ocupam, o EIIL perpetrou várias atrocidades em solo líbio. Em fevereiro de 2015, eles decapitaram vinte e um cristãos coptas egípcios na província de Trípoli. Em resposta, o governo egípcio ordenou que sua força aérea conduzisse ataques contra áreas sob controle do Estado Islâmico na Líbia.[108]

Nesse meio tempo, na Síria e no Iraque o Estado Islâmico cedia pouco terreno aos seus rivais e inimigos, mas também não conseguiam conquistar novos territórios. Parte deste retrocesso deve-se ao aumento da intensidade dos ataques aéreos de aeronaves da Coalizão ocidental e nações árabes da região. Na cidade síria de Kobanî, milícias curdas conseguiram expulsar, depois de quatro meses de luta, os militantes do EI da área.[109] Enquanto isso, em amplas frentes de batalha por toda a região, sangrentas lutas eram travadas. Os avanços do EIIL geravam ondas de milhares de refugiados e centenas de cadáveres, agravando a crise humanitária naquela parte do mundo.[110] Em meados de abril de 2015, o exército iraquiano (apoiado por militares iranianos e por aviões do ocidente) retomaram Tikrit, a segunda maior cidade do Iraque em mãos do Estado Islâmico, após semanas de violentos combates.[111] Mesmo assim, o grupo conseguiu se manter na ofensiva em amplas frentes no território iraquiano. Em meados de maio, a cidade de Ramadi, capital da importante província de Anbar e que fica a 100 quilômetros a oeste de Bagdá, foi tomada pelos combatentes do EI.[112] Enquanto isso, em meados de 2015, o grupo já controlava metade da Síria, de acordo com a organização OSDH.[113]

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Objetivos[editar | editar código-fonte]

Território reivindicado pelo Estado Islâmico no mundo.

Desde 2004, a principal meta do grupo é a fundação de um Estado islâmico.[114] [115] O EIIL procurou estabelecer-se como um califado, um tipo de Estado islâmico liderado por um grupo de autoridades religiosas sob o comando de um líder supremo, o califa, que se acredita ser o sucessor de Maomé.[116] Em junho de 2014, o EIIL publicou um documento em que afirmava ter rastreado a linhagem de seu líder al-Baghdadi até Maomé[116] e, depois da proclamação de um novo califado em 29 de junho, o grupo nomeado al-Baghdadi como seu califa. Como califa, ele exigiu a lealdade e obediência de todos os muçulmanos do mundo, de acordo com a jurisprudência islâmica (fiqh).[117]

Quando o califado foi proclamado, o EIIL declarou: "A legalidade de todos os emirados, grupos, Estados e organizações torna-se nulo pela expansão da autoridade do califado e pela chegada de suas tropas em suas áreas."[116] Isto foi uma rejeição das divisões políticas do Oriente Médio conforme estabelecidas pelas potências ocidentais durante a Primeira Guerra Mundial no Acordo Sykes-Picot.[118] [119] [120]

No final de 2014, um membro do EIIL afirmou que eles iriam humilhar soldados dos Estados Unidos na Síria e levantar a "bandeira de Alá" sobre a Casa Branca.[121] O mesmo membro também ameaçou "libertar" a cidade de Istambul, se a Turquia não abrir uma represa que tem vindo a limitar o fluxo de água para a Síria e o Iraque.[121] Falando aos ocidentais, um militante da Bélgica disse: "Assim queira Deus, o Califado foi estabelecido e iremos invadi-los como vocês nos invadiram. Iremos capturar as vossas mulheres como vocês capturaram as nossas mulheres. Vamos deixar os vossos filhos órfãos como vocês deixaram órfãos os nossos filhos".[121]

Governo e liderança[editar | editar código-fonte]

Abu Bakr al-Baghdadi, considerado o califa do Estado Islâmico.

O grupo é dirigido e administrado por Abu Bakr al-Baghdadi, ao lado de um gabinete de conselheiros. Existem dois vice-líderes, Abu Muslim al-Turkmani para o Iraque e Abu Ali al-Anbari para a Síria, e 12 governadores locais nos territórios conquistados. Abaixo dos líderes estão os conselhos sobre finanças, liderança, assuntos militares, assuntos jurídicos, o que inclui as decisões sobre a execução de estrangeiros, segurança, inteligência e meios de comunicação. Além disso, um conselho Shura tem a tarefa de assegurar que todas as decisões tomadas pelos governadores e conselhos sejam cumpridas de acordo com a interpretação do grupo da sharia.[122] A maioria da liderança do EIIL é dominada por iraquianos, principalmente entre os antigos membros do regime de Saddam Hussein. Tem sido relatado que iraquianos e sírios têm recebido maior prioridade em relação a outras nacionalidades dentro EIIL.[123] [124] [125] [126]

O The Wall Street Journal estimou em setembro 2014 que oito milhões de iraquianos e sírios viviam em áreas controladas pelo EIIL. Ar-Raqqah na Síria é a sede de facto do grupo.[127] Em setembro de 2014, o governo de Ar-Raqqah passou para o controle total do EIIL, que reconstruiu a estrutura de governo em menos de um ano. Os ex-funcionários do governo do governo Assad mantiveram seus empregos após prometerem lealdade ao EIIL. A barragem de Ar-Raqqah continua a fornecer eletricidade e água. Serviços de assistência social são fornecidos, o controle de preços estabelecido e os há impostos incidentes sobre os ricos. O EIIL executa um programa de soft power nas áreas sob seu controle no Iraque e na Síria, o que inclui o fornecimento de serviços sociais, palestras religiosas e o dawa, o proselitismo religioso para as populações locais. O grupo também executa serviços públicos, tais como a reparação de estradas e a manutenção do fornecimento de energia elétrica.[128]

O especialista britânico em segurança Frank Gardner concluiu que as perspectivas de manutenção do controle e do domínio do EIIL eram maiores em 2014 do que em 2006. Apesar de ser tão brutal quanto antes, a organização tornou-se "bem entrincheirada" entre a população e não é susceptível de ser desalojada por forças sírias ou iraquianos ineficazes. Eles substituíram a governança corrupta anterior com a implementação de autoridades controladas localmente, os serviços foram restaurados e há um fornecimento adequado de água e combustíveis.[129] [130] Reforçando regra ISIL é o controle da a produção de trigo, que é aproximadamente 40% da produção do Iraque. O EIIL tem mantido a produção de alimentos, crucial para a governabilidade e o apoio popular.[131]

Características[editar | editar código-fonte]

Quando conquista localidades, o EIIL:

  • pendura uma bandeira negra no topo do prédio mais alto;
  • inicia uma campanha para conquistar corações e mentes, por meio da prestação de serviços sociais[132] em locais devastados pela guerra;
  • distribui pen drives com cânticos jihadistas e vídeos que mostram as operações militares do grupo e folhetos que pregam contra a democracia, sobre a necessidade de permanecer em silêncio e excomungar os alauitas;
  • começa a impor gradualmente a sua interpretação estrita da lei islâmica.

Avalia-se que suas práticas abusivas[133] , combinadas com uma estratégia internacional para limitar sua influência, pode inviabilizar seu plano para transformar o norte da Síria em um emirado islâmico sob seu comando. Para derrotar o EIIL, avalia-se que os Estados Unidos possam cooptar líderes tribais[134] para lutar contra os fundamentalistas, numa estratégia combinada utilizada para derrotar a al-Qaeda no Iraque. Por sua vez, o EIIL procura minar, por meio de intimidação, a formação de uma aliança de sírios, apoiados pelo ocidente, que pudesse vir a atacar suas posições.

Ideologia e crenças[editar | editar código-fonte]

O EIIL é um grupo extremista que segue a linha-dura ideológica da Al-Qaeda e adere aos princípios da jihad global.[135] Muitos outros grupos jihadistas modernos como al-Qaeda e EIIL surgiram a partir da ideologia da Irmandade Muçulmana, que remonta ao final dos anos de 1920 no Egito,[136] que segue uma interpretação anti-ocidental extrema do Islã, promove a violência religiosa e considera aqueles que não concordam com a sua interpretação como infiéis e apóstatas. Ao mesmo tempo, pretende-se estabelecer um Estado islâmico salafalista orientado no Iraque, na Síria e em outras partes do Levante.[135] A sua ideologia tem origem no ramo do Islã moderno, que pretende voltar para os primeiros dias do Islã, rejeitando posteriores "inovações" na religião que eles acreditam ser corrupta em seu espírito original.[carece de fontes?]

Propaganda[editar | editar código-fonte]

Logo da "al-Hayat", uma cópia muito próxima do símbolo da Al Jazeera.

O EIIL é conhecido pela utilização ampla e eficaz de propaganda.[137] O grupo usa uma versão da bandeira muçulmana do Estandarte Negro e desenvolveu um emblema que tem significado simbólico claro no mundo muçulmano.[138]

Em novembro de 2006, pouco depois da renomeação da organização para "Estado Islâmico do Iraque", o EIIL criou o "al-Furqan Institute for Media Production", que produz CDs, DVDs, cartazes, panfletos e produtos de propaganda na internet.[139]

O principal meio de comunicação do grupo é a "I'tisaam Media Foudation",[140] que foi formada em março de 2013 e distribui através do "Global Islamic Media Front" (GIMF).[141]

Em 2014, o EIIL estabeleceu o "al-Hayat Media Center", que tem como alvo o público ocidental e produz materiais em inglês, alemão, russo e francês.[142] [143]

Além disso, em 2014, foi criada a "Ajnad Media Foundation", que libera áudios de cânticos jihadistas.[144] Desde julho de 2014, al-Hayat começou a publicar uma revista digital chamada Dabiq, em diferentes idiomas, incluindo o inglês. Segundo a revista, o seu nome é retirado da cidade de Dabiq, no norte da Síria, que é mencionado em um hadith sobre o Armagedom (ver Escatologia islâmica).[145]

Recursos financeiros[editar | editar código-fonte]

Em 2014, a RAND Corporation realizou um estudo de cartas (200 documentos pessoais, relatórios de despesas e listas de adesão) que tinham sido capturados do Estado Islâmico do Iraque (al-Qaeda no Iraque).[146] Eles descobriram que, entre 2005 e 2010, doações externas responderam por apenas 5% do orçamento de funcionamento do grupo, sendo que o restante era levantado dentro do próprio Iraque.[146] No período de tempo estudado, as células eram obrigadas a enviar até 20% da renda gerada a partir de sequestros, extorsões e outras atividades para o próximo nível de liderança do grupo. Os comandantes de nível superior, então, redistribuiam os fundos para as células provinciais ou locais que estavam em dificuldades, ou que precisavam de dinheiro para conduzir ataques.[146] Os registros mostram que o Estado Islâmico do Iraque era dependente de membros de Moçul para conseguir dinheiro, que a liderança usava para fornecer fundos adicionais para militantes em Diyala, Salahuddin e Bagdá.[146]

Em meados de 2014, a inteligência iraquiana obteve informações de um agente EIIL que revelou que a organização tinha um patrimônio de 2 bilhões de dólares,[147] o que a tornaria o mais rico grupo jihadista no mundo.[148] Acredita-se que cerca de três quartos dessa soma seja proveniente de bens apreendidos depois que o grupo capturou a cidade de Moçul, em junho de 2014; isso inclui possivelmente até 429 milhões de dólares saqueados do Banco Central de Moçul, junto com milhões adicionais e uma grande quantidade de barras de ouro roubadas de uma série de outros bancos na cidade.[149] [150]

A exportação de petróleo dos campos petrolíferos capturados já rendeu ao EIIL dezenas de milhões de dólares.[129] [151] Um funcionário do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos estimou que o Estado Islâmico ganha 1 milhão de dólares por dia a partir da exportação de petróleo. Grande parte do petróleo é vendido ilegalmente na Turquia.[152] Analistas de energia com sede em Dubai têm estimado a receita do petróleo combinada da produção iraquiana e síria do EIIL em 3 milhões de dólares por dia.[153] O grupo também extrai a riqueza através de impostos e de extorsão.[152]

Crimes de guerra[editar | editar código-fonte]

No início de setembro de 2014, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas concordou em enviar uma equipe ao Iraque e à Síria para investigar os abusos e assassinatos realizados pelo Estado islâmico em "uma escala inimaginável". Zeid Ra'ad al Hussein, da Jordânia, que assumiu o posto de Navi Pillay como o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, pediu aos líderes mundiais que intervenham para proteger as mulheres e crianças que sofrem nas mãos dos militantes extremistas islâmicos do grupo, que, segundo ele, estavam tentando para criar uma "casa de sangue". Ele apelou à comunidade internacional para concentrar os seus esforços em acabar com o conflito no Iraque e na Síria.[154]

Em julho de 2014, a BBC informou que o investigador-chefe das Nações Unidas afirmou que os "combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isis) podem ser adicionados a uma lista de suspeitos de crimes de guerra na Síria."[155]

Em agosto de 2014, a Organização das Nações Unidas acusou o Estado Islâmico de cometer "atrocidades" e crimes de guerra.[156] [157]

Perseguição religiosa[editar | editar código-fonte]

Refugiados yazidis nas Montanhas Sinjar.

O EIIL obriga as pessoas que vivem nas áreas que controla, sob ameaça de pena de morte, tortura ou mutilação, a se converter ao islamismo e viver de acordo com a sua interpretação do islã sunita e a lei charia.[22] [31] O grupo direciona a violência principalmente contra muçulmanos xiitas, assírios, caldeus, siríacos nativos, cristãos armênios, yazidis, drusos, shabaks e mandeanos.[32]

A Anistia Internacional acusou o EIIL de promover uma limpeza étnica dos grupos minoritários que vivem no norte do Iraque.[158]

Tratamento dado aos civis[editar | editar código-fonte]

Durante o conflito no Iraque em 2014, o EIIL lançou dezenas de vídeos mostrando maus-tratos contra civis, muitos dos quais tinham sido aparentemente direcionados com base na religião ou etnia das pessoas. Navi Pillay, a então Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, alertou para os crimes de guerra ocorridos na zona de guerra do Iraque e divulgou um relatório que afirmava que militantes do EIIL estavam assassinando soldados do exército iraquiano e 17 civis em uma única rua da cidade de Moçul. A ONU informou que nos 17 dias entre 5 e 22 de junho, o EIIL matou mais de 1.000 civis iraquianos e feriu mais de 1.000 pessoas.[159] [160] [161] Depois do EIIL divulgar fotos de seus combatentes atirando em dezenas de jovens, as Nações Unidas declararam que as "execuções a sangue frio", que teriam sido feitas por militantes no norte do Iraque, quase certamente podem ser consideradas crimes de guerra.[162]

O avanço do EIIL no Iraque em meados de 2014 foi acompanhado pela violência contínua na Síria. Em 29 de maio, uma aldeia síria foi invadida pelo ISIS e pelo menos 15 civis foram mortos, incluindo, de acordo com a Human Rights Watch, pelo menos seis crianças.[163] Um hospital na área confirmou ter recebido 15 corpos no mesmo dia.[164] O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que em 1 de junho, um homem de 102 anos de idade foi morto junto com toda a sua família em uma aldeia em Hama.[165]

O EIIL recrutou para o combate crianças iraquianas, que podem ser vistas com máscaras em seus rostos e armas na mão enquanto patrulham as ruas de Moçul.[166]

Denúncias de violência sexual[editar | editar código-fonte]

De acordo com um relatório, a captura de cidades iraquianas pelo EIIL em junho 2014 foi acompanhada por um aumento nos crimes contra as mulheres, incluindo sequestro e estupro.[167] [168] [169] [170] O jornal The Guardian informou que a agenda extremista do ISIS abrange os corpos das mulheres e que as mulheres que vivem sob o controle do grupo estavam sendo capturadas e estupradas.[171] Basma al-Khateeb, uma ativista dos direitos das mulheres baseada em Bagdá, disse que existe uma cultura de violência no Iraque contra as mulheres em geral e tinha certeza de que a violência sexual contra a mulher estava acontecendo em Moçul envolvendo não só o EIIL, mas todos os grupos armados envolvidos no conflito.[172]

Durante um encontro com Nouri al-Maliki, o ministro das relações exteriores britânico, William Hague, disse em relação ao EIIL: "Qualquer um que glorifique, apoie ou participe deve entender que eles estariam ajudando um grupo responsável pelo sequestro, tortura, execuções, estupros e muitos outros crimes hediondos".[173] De acordo com Martin Williams publicou no jornal sul-africando The Citizen, alguns salafistas linha-dura, aparentemente, consideram o sexo extraconjugal com múltiplas parceiras uma forma legítima de guerra santa e é "difícil de conciliar isso com a religião, onde alguns adeptos insistem que as mulheres devem ser cobertas da cabeça aos pés, com apenas uma fenda estreita para os olhos".[174]

Haleh Esfandiari do Woodrow Wilson International Center for Scholars destacou o abuso de mulheres locais por militantes do EIIL depois de terem capturado uma área. "Eles costumam levar as mulheres mais velhas a um mercado de escravos improvisado e tentam vendê-las. As meninas mais jovens ... são estupradas ou forçadas a casar com os combatentes", disse ela, acrescentando: "É baseando-se nesses casamentos temporários e que esses militantes têm feito sexo com essas meninas, quando então eles simplesmente as passam para outros combatentes".[175] Meninas iraquianas do grupo étnico yezidi que foram violadas por combatentes do EIIL se suicidaram saltando para a morte das Montanhas Sinjar, conforme descrito em um depoimento.[176]

Regimento imposto aos civis conquistados[editar | editar código-fonte]

Depois de o Estado islâmico autoproclamar a captura de cidades no Iraque, o EIIL divulgou orientações sobre como os civis dominados devem usar roupas e véus. O EIIL alertou as mulheres na cidade de Moçul para usar o véu de rosto inteiro ou sofreriam punições severas.[177] [178] Um clérigo disse à Reuters em Moçul que pistoleiros do EIIL lhe havia ordenado a ler o aviso em sua mesquita, quando os fiéis se reuniam.[177] O EIIL também proibiu manequins nus e ordenou que os rostos de manequins de ambos os sexos fossem cobertos.[179] O EIIL lançou 16 notas intituladas "Contrato da Cidade", um conjunto de regras destinadas a civis em Nínive. Uma regra estipulava que as mulheres devem ficar em casa e não sair para a rua, a menos que seja necessário. Outra regra diz que o roubo seria punido com a amputação.[180]

Além da proibição da venda e uso de álcool (que é habitual na cultura muçulmana), os militantes proibiram a venda e uso de cigarros e narguilés. Eles também têm proibido "música e canções em carros, em festas, em lojas e em público, assim como fotografias de pessoas nas vitrines das lojas".[181]

Os cristãos que vivem em áreas sob controle do EIIL que queiram permanecer no território do "califado" tem apenas três opções: se converter ao islamismo; pagar um imposto religioso (o jizya); ou morrer.[182] O EIIL já havia estabelecido regras semelhantes para os cristãos em Ar-Raqqah, na Síria, que era uma das cidades mais liberais do país antes da dominação.[183] [184]

Destruição de Patrimônio da Humanidade[editar | editar código-fonte]

Lamassu na porta do palácio de Assurnasirpal II em Nimrud, em 2007. O EIIL destruiu a cidade antiga assíria em março de 2015.

Irina Bokova, a diretora-geral da UNESCO, alertou que o EIIL está a destruir o patrimônio cultural do Iraque, no que ela chamou de "limpeza cultural". "Não temos tempo a perder, porque os extremistas estão tentando apagar a identidade, porque eles sabem que, se não há identidade, não há memória, não há história", disse ela.[185] Saad Eskander, diretor dos Arquivos Nacionais do do Iraque Arquivos disse: "Pela primeira vez você tem de limpeza cultural ... Para os yazidis, a religião é oral, nada é escrito pela destruição de seus lugares de culto ... você está matando a memória cultural. É o mesmo com os cristãos ... é realmente uma ameaça que vai além da crença."[186]

Para financiar suas atividades, o grupo rouba artefatos históricos e culturais da Síria[187] e do Iraque e enviá-os para a Europa para serem vendidos. Estima-se que o EIIL levante 200 milhões de dólares por ano a partir da pilhagem cultural. A UNESCO pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que controle a venda de antiguidades, semelhante ao que foi imposto após a guerra do Iraque em 2003. A UNESCO também está trabalhando com a Interpol, as autoridades aduaneiras nacionais, museus e grandes casas de leilão, na tentativa de impedir que os itens roubados sejam vendidos.[186] O EIIL ocupou o Museu de Moçul, o segundo museu mais importante no Iraque, quando o local estava estava prestes a ser reaberto depois de anos de reconstrução dos danos causados após a guerra do Iraque. O grupo então destruiu todo o acervo da instituição cultural alegando que as estátuas da antiguidade eram contra o islamismo.[188] [189]

Cidade antiga de Hatra, fundada no século III a.C. pelo Império Selêucida, considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 1985 e destruída pelo Estado Islâmico em 2015.

O Estado Islâmico considera que a "adoração" de sepulturas equivale a idolatria e procura purificar a comunidade de crentes. O grupo usou escavadeiras para esmagar edifícios e sítios arqueológicos. O professor da Universidade de Princeton Bernard Haykel descreveu a ideologia de al-Baghdadi como "uma espécie de wahhabismo indomável", dizendo: "Para a Al Qaeda, a violência é um meio para um fim; para o EIIL, ela é um fim em si mesmo". A destruição do túmulo e santuário do profeta Yunus (ou Jonas para os cristãos), da mesquita de Imam Yahya Abu al-Qassimin do século XIII, do santuário do século XIV do profeta Jerjis (São Jorge para os cristãos) e a tentativa de destruição do minarete de Hadba do século XII na mesquita de Al-Nuri têm sido descritas como "uma explosão desenfreada do extremismo wahhabista".[190] "Houve explosões que destruíram edifícios que remontam à época assíria", disse o diretor do Museu Nacional do Iraque, Qais Rashid, referindo-se à destruição do santuário de Yunus. Ele citou um outro caso em que o "Daesh (EIIL) reuniu mais de 1.500 manuscritos de conventos e outros lugares sagrados e queimaram todos eles no meio da praça da cidade".[191] Em março de 2015, o grupo destruiu a cidade antiga assíria de Nimrud, datada do século XIII a.C. Irina Bokova, da UNESCO, classificou o ato como uma "nova barbárie" e um "crime de guerra" que exige uma "mobilização sem precedentes" da comunidade internacional.[192] Em 7 de março de 2015 o EIIL também destruiu as ruínas de Hatra, um Patrimônio da Humanidade localizado em Ninawa, região dominada pelos terroristas.[193] "A destruição de Hatra marca um momento decisivo na lamentável estratégia de limpeza cultural no Iraque", afirmou Bokova.[194]

Designação como organização terrorista[editar | editar código-fonte]

Entidade Data Autoridade Referências
Organizações multinacionais
 Nações Unidas 18 de outubro de 2004 Conselho de Segurança [195]
 União Europeia 2004 Conselho Europeu (ao adotar as sanções da ONU) [196]
Nações
 Reino Unido Março de 2001 (como parte da al-Qaeda)
20 de junho de 2014 (após a separação da al‑Qaeda)
Secretário de Estado
para os Assuntos Internos
[15]
 Estados Unidos 17 de dezembro de 2004 Departamento de Estado [14]
 Austrália 2 de março de 2005 Autoridade-Geral para a Austrália [16]
 Canadá 20 de agosto de 2012 Parlamento [17]
 Turquia 30 de outubro de 2013 Grande Assembleia Nacional [197] [198]
 Arábia Saudita 7 de março de 2014 Decreto real do Rei da Arábia Saudita [19]
 Indonésia 1 de agosto de 2014 Agência Nacional Contraterrorismo [18]
 Emirados Árabes Unidos 20 de agosto de 2014 Gabinete governamental [199]
 Israel 3 de setembro de 2014 Ministério da Defesa [200] [201] [202]
 Malásia 24 de setembro de 2014 Ministério das Relações Exteriores [203]
 Egito 30 de novembro de 2014 Tribunal do Cairo para Assuntos Urgentes [204] [205]
 Índia 16 de dezembro de 2014 Ministério de Assuntos Internos [206] [207]
 Rússia 29 de dezembro de 2014 Suprema Corte da Federação Russa [208]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e Withnall, Adam. "Iraq crisis: Isis changes name and declares its territories a new Islamic state with 'restoration of caliphate' in Middle East", 'The Independent', 29 June 2014. Página visitada em 29 June 2014.
  2. a b Isis rebels declare 'Islamic state' in Iraq and Syria. Visitado em 30 June 2014.
  3. "Political reform in Iraq will stem the rise of Islamists", The National, 11 June 2014. Página visitada em 18 de junho de 2014.
  4. "What the Takeover of Mosul Means for ISIS", Carnegie Endowment for International Peace, 12 de junho de 2014. Página visitada em 18 de junho de 2014.
  5. How ISIS got its anthem (em inglês) The Guardian (9 November 2014). Visitado em 16 de novembro de 2014.
  6. LiveLeak.com - Islamic state caliphate anthem!Nasheed of Islamic state .. la ilàha illa Allàh (em inglês) Live Leak.
  7. "ISIS on offense in Iraq", Al-Monitor, 10 June 2014. Página visitada em 11 June 2014.
  8. a b "ISIS Spokesman Declares Caliphate, Rebrands Group as "Islamic State"", 'SITE Institute', 29 June 2014. Página visitada em 29 June 2014.
  9. Iraqi City in Hands of Al-Qaida-Linked Militants Voice of America (4 January 2014). Visitado em 16 de janeiro de 2014.
  10. داعش تعلن تأسيس دولة الخلافة وتسميتها "الدولة الإسلامية" فقط دون العراق والشام والبغدادي أميرها وتحذر "لا عذر لمن يتخلف عن البيعة Arabic CNN (29 de julho de 2014). Visitado em 31 de julho de 2014.
  11. "What is ISIS? — The Short Answer", The Wall Street Journal, 12 de junho de 2014. Página visitada em 15 de junho de 2014.
  12. "ISIS or ISIL? The debate over what to call Iraq's terror group", The Washington Post, 18 de junho de 2014. Página visitada em 18 de junho de 2014.
  13. Cockburn, Patrick. "Battle to establish Islamic state across Iraq and Syria", The Independent, 9 June 2014. Página visitada em 12 de junho de 2014.
  14. a b Foreign Terrorist Organizations Bureau of Counterterrorism. Departamento de Estado dos Estados Unidos. Visitado em 28 de julho de 2014.
  15. a b Proscribed Terrorist Organisations Home Office (20 de junho de 2014). Visitado em 31 de julho de 2014.
  16. a b Listed terrorist organisations Australian National Security. Visitado em 31 July 2014.
  17. a b Currently listed entities Public Safety Canada. Visitado em 31 de julho de 2014.
  18. a b "BNPT Declares ISIS a Terrorist Organization", Revista Tempo, 2 de agosto de 2014. Página visitada em 4 de agosto de 2014.
  19. a b Saudi Arabia designates Muslim Brotherhood terrorist group Reuters (7 de março de 2014). Visitado em 31 de julho de 2014.
  20. Security Council concerned about illicit oil trade as revenue for terrorists in Iraq, Syria United Nations (28 de julho de 2014). Visitado em 17 de agosto de 2014.
  21. "Who are Isis? A terror group too extreme even for al-Qaida", The Guardian, 11 de junho de 2014. Página visitada em 11 de junho de 2014.
  22. a b c McCoy, Terrence. "ISIS, beheadings and the success of horrifying violence", The Washington Post, 13 de junho de 2013. Página visitada em 23 de junho de 2014.
  23. US should launch targeted military strikes on 'terrorist army' Isis, says General David Petraeus The Daily Telegraph (19 de junho de 2014). Visitado em 31 de julho de 2014.
  24. "Iraq religious leader supports liberation of Mosul, calls ISIS terrorists", Foreign Affairs Committee. National Council of Resistance of Iran, 13 de junho de 2014. Página visitada em 8 de agosto de 2014.
  25. "Situation Called Dire in West Iraq", The Washington Post, 11 de setembro de 2006. Página visitada em 13 de julho de 2014.
  26. "Anbar Picture Grows Clearer, and Bleaker", The Washington Post, 28 de novembro de 2006. Página visitada em 18 de julho de 2014.
  27. "Reporting under al-Qaida control", MSNBC, 27 de dezembro de 2006. Página visitada em 28 de outubro de 2009.
  28. Engel, Richard. "Dangers of the Baghdad plan", MSNBC, 17 de janeiro de 2007. Página visitada em 28 de outubro de 2009.
  29. "Iraq jailbreak highlights al-Qaeda affiliate's ascendancy", 23 de julho de 2013.
  30. Sly, Liz. "Islamic law comes to rebel-held Syria", 23 de julho de 2013.
  31. a b Bulos, Nabih. "Islamic State of Iraq and Syria aims to recruit Westerners with video", Los Angeles Times, 20 de junho de 2014. Página visitada em 17 de agosto de 2014.
  32. a b "Iraq's Christian Minority Feels Militant Threat", The Wall Street Journal, 26 de junho de 2014. Página visitada em 6 de julho de 2014.
  33. Lewis, Jessica. "The Terrorist Army Marching on Baghdad", The Wall Street Journal, 12 June 2014. Página visitada em 23 de junho de 2014.
  34. al-Salhy, Suadad. "Al Qaeda tightens grip on western Iraq in bid for Islamic state", 11 de dezembro de 2013. Página visitada em 23 de junho de 2014.
  35. a b Sly, Liz. "Al-Qaeda disavows any ties with radical Islamist ISIS group in Syria, Iraq", The Washington Post, 3 de fevereiro de 2014. Página visitada em 7 de fevereiro de 2014.
  36. More Extreme than al Qaeda? How ISIS compares to other terror groups NBC (20 de junho de 2014). Visitado em 28 de junho de 2014.
  37. David Gregory: Al-Qaida cast off ISIS as 'too extreme' | PunditFact Politifact.com. Visitado em 23 de agosto de 2014.
  38. (16 de dezembro de 2004) "Zarqawi's Pledge of Allegiance to Al-Qaeda: From Mu'Asker Al-Battar, Issue 21". Terrorism Monitor 2 (24).
  39. "Zarqawi pledges allegiance to Osama", Dawn, 18 October 2004. Página visitada em 13 de julho de 2007.
  40. "Al-Zarqawi group vows allegiance to bin Laden", NBC News, 18 de outubro de 2004. Página visitada em 13 de julho de 2007.
  41. Whitaker, Brian. "Revealed: Al-Qaida plan to seize control of Iraq", The Guardian, 13 de outubro de 2005. Página visitada em 19 de setembro de 2014.
  42. "Al-Qaeda in Iraq names new head", BBC News, 12 de junho de 2006.
  43. Tran, Mark. "Al-Qaida in Iraq leader believed dead", 1 de maio de 2007.
  44. al Qaeda's Grand Coalition in Anbar The Long War Journal (12 de outubro de 2006). Visitado em 11 de fevereiro de 2015.
  45. Jihad Groups in Iraq Take an Oath of Allegiance MEMRI (17 October 2006). Visitado em 10 de fevereiro de 2015.
  46. Stephen Negus: "Call for Sunni state in Iraq". Financial Times, 15 de outubro de 2006. Acessado em 15 de janeiro de 2015.
  47. Al-Qaida in Iraq (AQI) Naval Postgraduate School. Visitado em 14 de julho de 2014. Cópia arquivada em 1 de abril de 2007.
  48. "Islamic State of Iraq Announces Establishment of the Cabinet of its First Islamic Administration in Video Issued Through al-Furqan Foundation", SITE Institute, 19 de abril de 2007. Página visitada em 20 de julho de 2014.
  49. Mahnaimi, Uzi. "Al-Qaeda planning militant Islamic state within Iraq", 13 de maio de 2007.
  50. "Situation Called Dire in West Iraq", The Washington Post, 11 de setembro de 2006. Página visitada em 13 de julho de 2014.
  51. "Anbar Picture Grows Clearer, and Bleaker", The Washington Post, 28 de novembro de 2006. Página visitada em 18 de julho de 2014.
  52. "Reporting under al-Qaida control", MSNBC, 27 de dezembro de 2006. Página visitada em 28 de outubro de 2009.
  53. Engel, Richard. "Dangers of the Baghdad plan", MSNBC, 17 de janeiro de 2007. Página visitada em 28 de outubro de 2009.
  54. Targeting al Qaeda in Iraq's Network, The Weekly Standard, 13 de novembro de 2007
  55. "Al-Qaeda in Iraq Reported Crippled", 15 de outubro de 2007. Página visitada em 13 de fevereiro de 2015.
  56. Samuels, Lennox. "Al Qaeda in Iraq Ramps Up Its Racketeering", 20 de maio de 2008. Página visitada em 13 de fevereiro de 2015.
  57. Phillips 2009, p. 65.
  58. Kahl 2008.
  59. Christie, Michael. "Al Qaeda in Iraq becoming less foreign-US general", 18 de novembro de 2009.
  60. Arango, Tim. "Top Qaeda Leaders in Iraq Reported Killed in Raid", 22 de agosto de 2014.
  61. Shanker, Thom. "Qaeda Leaders in Iraq Neutralized, US Says", 4 de junho de 2010.
  62. "US says 80% of al-Qaeda leaders in Iraq removed", BBC News, 4 de junho de 2010.
  63. "Attacks in Iraq down, Al-Qaeda arrests up: US general", Google News, 4 Junede junho de 2010.
  64. Shadid, Anthony (16 de maio de 2010). Iraqi Insurgent Group Names New Leaders The New York Times. Visitado em 22 de agosto de 2014.
  65. Abu Bakr al-Baghdadi: Islamic State's driving force BBC World News (31 July 2014). Visitado em 19 de agosto de 2014.
  66. "U.S. Actions in Iraq Fueled Rise of a Rebel", The New York Times, 10 de agosto de 2014. Página visitada em 28 de agosto de 2014.
  67. "Military Skill and Terrorist Technique Fuel Success of ISIS", The New York Times, 27 de agosto de 2014. Página visitada em 28 de agosto de 2014.
  68. a b "Al-Qaida: We're returning to old Iraq strongholds", 22 de julho de 2012. Página visitada em 22 de agosto de 2014.
  69. a b Al Qaeda in Iraq Resurgent Institute for the Study of War (Setembro de 2013). Visitado em 13 de fevereiro de 2015.
  70. Abouzeid, Rania (14 de março de 2014). Syria: The story of the conflict Politico. Visitado em 22 de agosto de 2014.
  71. a b Abouzeid, Rania (23 de junho de 2014). The Jihad Next Door Politico. Visitado em 22 de agosto de 2014.
  72. "Jabhat al-Nusra A Strategic Briefing", Quilliam Foundation, 8 de janeiro de 2013. Página visitada em 22 de agosto de 2014.
  73. a b c Al-Qaeda in Iraq, em inglês, acesso em 02 de janeiro de 2014.
  74. a b c d Leaders’ deaths a blow to al Qaeda in Iraq, em inglês, acesso em 03 de janeiro de 2014.
  75. Al-Qaeda-linked groups expand into Lebanon
  76. Al-Akhbar in Qalamoun: The Throne of God and Cherry Trees
  77. Islamic State has training camps in Libya, warns US commander, em inglês, acesso em 27 de dezembro de 2014.
  78. ISIL’s Rise in Libya, em inglês, acesso em 11 de fevereiro de 2015.
  79. Grupo radical Estado Islâmico desafia Al-Qaeda no Iêmen, acesso em 22 de março de 2015.
  80. Tunisia says gunmen trained in Libya, em inglês, acesso em 23 de março de 2015.
  81. "Islamic State 'has 50,000 fighters in Syria'". Página acessada em 18 de setembro de 2014.
  82. "ISIS has 100,000 fighters, growing fast - Iraqi govt adviser". Página acessada em 18 de setembro de 2014.
  83. "IS has 20,000-31,500 fighters in Iraq and Syria: CIA". Página acessada em 18 de setembro de 2014.
  84. Al-Qaeda chief disbands main jihadist faction in Syria: Al-Jazeera", Hurriyet, (novembro de 2013).
  85. "Qaeda in Iraq confirms Syria's Nusra is part of network", GlobalPost, 9 de abril de 2013. Página visitada em 9 de abril de 2013.
  86. ISI Confirms That Jabhat Al-Nusra Is Its Extension in Syria, Declares 'Islamic State of Iraq And Al-Sham' As New Name of Merged Group MEMRI (8 de abril 2013). Visitado em 10 de abril de 2013.
  87. "Al-Nusra Commits to al-Qaida, Deny Iraq Branch 'Merger'", 10 de abril de 2013. Página visitada em 18 de maio de 2013.
  88. Al Qaeda says it freed 500 inmates in Iraq jail-break (23 de julho de 2013). Visitado em 22 de agosto de 2014.
  89. "Zawahiri disbands main Qaeda faction in Syria", The Daily Star, 8 de novembro de 2013. Página visitada em 8 November 2013.
  90. a b c Birke, Sarah. (27 de dezembro de 2013). "How al-Qaeda Changed the Syrian War". New York Review of Books.
  91. Iraque: combatentes sunitas 'assumem controle de Fallujah', acesso em 05 de janeiro de 2014.
  92. Syria rebels unite and launch new revolt, against jihadists, em inglês, acesso em 05 de janeiro de 2014.
  93. "Combates entre rebeldes e jihadistas matam 1.400 em 20 dias na Síria". Página acessada em 23 de janeiro de 2014.
  94. "Jihadistas iraquianos se aproximam de Bagdá em ofensiva devastadora". Página acessada em 12 de junho de 2014.
  95. MIAMI HERALD: U.N.: Islamic State executed imam of mosque where Baghdadi preached. Visitado em 9 de julho de 2014.
  96. "Iraqi forces withdraw from Tikrit as Islamic State advances". Página acessada em 13 de julho de 2015.
  97. "The Islamic State's atrocities". Página acessada em 13 de julho de 2015.
  98. "Avanço jihadista fez Estados Unidos voltarem a intervir no Iraque". Página acessada em 18 de setembro de 2014.
  99. "Syrian opposition says West is already aiding rebels". Página acessada em 18 de setembro de 2014.
  100. "Iraq crisis: What is a caliphate?". Página acessada em 30 de junho de 2014.
  101. ISIS Strikes Deal With Moderate Syrian Rebels: Reports, em inglês, acesso em 18 de setembro de 2014.
  102. Maggie Michael (9 de Nov de 2014). Libyan City Joined the Islamic State Group ABC News. Visitado em 11 de Nov de 2014.
  103. AP sources: IS, al-Qaida reach accord in Syria Associated Press, DEB RIECHMANN, 13 de novembro de 2014
  104. Coalizão enviará 1.500 soldados contra Estado Islâmico Terra.com (8 de dezembro de 2014). Visitado em 11 de dezembro de 2014.
  105. "ISIS gaining ground in Yemen, competing with al Qaeda". Página acessada em 17 de fevereiro de 2015.
  106. "Officials confirm ISIL present in Afghanistan". Página acessada em 17 de fevereiro de 2015.
  107. "Islamic State takes Libyan city; 100K under terror group’s control as chaos spreads". Página acessada em 17 de fevereiro de 2015.
  108. "Egypt launches airstrikes against ISIL in Libya". Página acessada em 17 de fevereiro de 2015.
  109. "YPG retakes the entire city of Ayn al- Arab 'Kobani' after 112 days of clashes with IS militants". Página acessada em 17 de fevereiro de 2015.
  110. "ISIS accused of crimes against humanity". Página acessada em 17 de fevereiro de 2015.
  111. "Exército iraquiano recupera o controlo de Tikrit". Página acessada em 5 de maio de 2015.
  112. "Key Iraqi city falls to ISIS as police, military retreat". Página acessada em 20 de maio de 2015.
  113. "Estado Islâmico já controla metade da Síria". Página acessada em 22 de maio de 2015.
  114. Zack Beauchamp (2 September 2014). 17 things about ISIS and Iraq you need to know. Visitado em 5 de setembro de 2014.
  115. "Letter dated 9 July 2005", Office of the Director of National Intelligence. Página visitada em 22 de julho de 2014.
  116. a b c Johnson, M. Alex (3 de setembro de 2014). 'Deviant and Pathological': What Do ISIS Extremists Really Want? NBC News. Visitado em 5 de setembro de 2014.
  117. Laith Kubba. "Who is the U.S. targeting in Iraq air strikes?", Al Jazeera, 7 de julho de 2014.
  118. "Isis announces Islamic caliphate in area straddling Iraq and Syria", The Guardian, 30 de junho de 2014. Página visitada em 6 de julho de 2014.
  119. "Watch this English-speaking ISIS fighter explain how a 98-year-old colonial map created today's conflict", Los Angeles Times, 2 de julho de 2014. Página visitada em 22 de julho de 2014.
  120. Romain Caillet (27 de dezembro de 2013). The Islamic State: Leaving al-Qaeda Behind Carnegie Endowment for International Peace.
  121. a b c Blair, Leonardo. "'We Will Raise the Flag of Allah in the White House' and Humiliate Your Soldiers, Says ISIS in Threat to US", The Christian Post, 22 de setembro de 2014. Página visitada em 16 de janeiro de 2015.
  122. "The anatomy of ISIS: How the 'Islamic State' is run, from oil to beheadings", CNN, 18 de setembro de 2014. Página visitada em 21 de setembro de 2014.
  123. Military Skill and Terrorist Technique Fuel Success of ISIS (Agosto de 2014). Visitado em Fevereiro de 2015.
  124. Foreign Recruits Are Islamic State's Cannon Fodder (Fevereiro de 2015). Visitado em Fevereiro de 2015.
  125. Iraqis, Saudis call shots in Raqa, ISIL's Syrian 'capital' (Junho de 2014). Visitado em Fevereiro de 2015.
  126. Meet ISIS' new breed of Chechen militants (Agosto de 2014). Visitado em Fevereiro de 2015.
  127. Ben Hubbard. "Life in a Jihadist Capital: Order With a Darker Side", 24 July 2014. Página visitada em 5 de setembro de 2014.
  128. Zelin, Aaron Y. (13 June 2014). The Islamic State of Iraq and Syria Has a Consumer Protection Office The Atlantic. Visitado em 17 de junho de 2014.
  129. a b Charles C. Caris (July 2014). ISIS Governance in Syria Institute for the Study of War.
  130. Gardner, Frank (9 de julho de 2014). 'Jihadistan': Can Isis militants rule seized territory? BBC News. Visitado em 17 de agosto de 2014.
  131. Flick, Maggie. "Special Report: Islamic State uses grain to tighten grip in Iraq", 30 de setembro de 2014.
  132. Ao prestar tais serviços (atividades que são divulgadas por meio de dezenas de vídeos distribuídos pela organização), o EIIL procura provar que a Al Qaeda pode fazer contribuições positivas e que aprendeu com os erros que cometeu quando dominou amplas áreas no Iraque na década passada, que levaram os sunitas iraquianos a se rebelaram contra sua brutal forma de atuação.
  133. Similares àquelas que fizeram com que al-Qaeda perdesse o apoio em países como o Mali e o Iêmen, tais como a perseguição a ativistas da oposição à sua visão islâmica linha-dura (tais como o padre jesuíta Paolo Dall'Oglio) e o sequestro de jornalistas, que passaram a evitar áreas de influência do grupo. Também cabe mencionar que um de seus combatentes estrangeiros foi executado pelo Exército Livre da Síria, acusado de ter molestado sexualmente várias crianças no norte da cidade de al-Dana. Além disso, na cidade de Tel Abyad, na província de Raqqa, o EIIL roubou cestas básicas que a Unidade de Coordenação de Assistência da Coalizão Nacional Síria da Oposição e das Forças Revolucionárias pretendia entregar a civis, pois a Coalização recusou-se a fazer tal entrega em conjunto com o EIIL. Como exemplo da insatisfação da população local contra o domínio do EIIL, cabe registrar também uma manifestação que ocorreu em Raqqa, em junho de 2013. Por outro lado, em 2013, o grupo procurava excluir militantes acusados de práticas abusivas, como o Emir al-Banat, oriundo do Daguestão e suspeito de assassinar dois padres, e o Emir Seifullah, um checheno oriundo de Pankisi Gorge que foi o Secretário de Imprensa da divisão de combatentes oriundos do Cáucaso (v. Influence of Chechen Leader of North Caucasian Fighters in Syria Grows, em inglês, acesso em 03 de janeiro de 2013.).
  134. Entre os líderes tribais que poderiam ser cooptados, citam-se: Bashir al-Huwaydi e Mahmud al-Khabur da tribo Afadla (o maior clã em Raqqa) e Nawaf al-Bashir, da tribo Baqqara, que exerce domínio nas províncias de Deir al-Zour e Hasaka.
  135. a b Islamic State of Iraq and the Levant (em inglês) Australian National Security. Visitado em 6 de julho de 2014.
  136. Iraq crisis: What does the Isis caliphate mean for global jihadism? (em inglês) Hussain, Ghaffar The Independent. Visitado em 6 de julho de 2014.
  137. Stone, Jeff. "ISIS Attacks Twitter Streams, Hacks Accounts To Make Jihadi Message Go Viral", 17 de junho de 2014. Página visitada em 19 de junho de 2014.
  138. "What the ISIS Flag Says About the Militant Group", Time, 9 de setembro de 2014. Página visitada em 29 September 2014.
  139. US targets al Qaeda's al Furqan media wing in Iraq The Long War Journal (28 de outubro de 2007). Visitado em 24 de junho de 2014.
  140. Bilger 2014, p. 1.
  141. Zelin, Aaron Y. (8 de março de 2013). New statement from the Global Islamic Media Front: Announcement on the Publishing of al-I'tiṣām Media Foundation – A Subsidiary of the Islamic State of Iraq – It Will Be Released Via GIMF JIHADOLOGY. Visitado em 24 de junho de 2014.
  142. Gertz, Bill (13 de junho de 2014). New Al Qaeda Group Produces Recruitment Material for Americans, Westerners The Washington Free Beacon. Visitado em 24 de junho de 2014.
  143. ISIS Declares Islamic Caliphate, Appoints Abu Bakr Al-Baghdadi As 'Caliph', Declares All Muslims Must Pledge Allegiance To Him MEMRI (30 de junho de 2014). Visitado em 7 de julho de 2014.
  144. ISIL Launches 'Ajnad Media Foundation' to Specialize in Jihadi Chants SITE Institute (15 de janeiro de 2014). Visitado em 25 de junho de 2014.
  145. Dabiq: What Islamic State's New Magazine Tells Us about Their Strategic Direction, Recruitment Patterns and Guerrilla Doctrine The Jamestown Foundation (1 de agosto de 2014). Visitado em 18 de agosto de 2014.
  146. a b c d Allam, Hannah (23 de junho de 2014). Records show how Iraqi extremists withstood U.S. anti-terror efforts McClatchy News. Visitado em 25 de junho de 2014.
  147. Chulov, Martin (15 de junho de 2014). How an arrest in Iraq revealed Isis's $2bn jihadist network The Guardian. Visitado em 17 de junho de 2014.
  148. Moore, Jack. "Mosul Seized: Jihadis Loot $429m from City's Central Bank to Make Isis World's Richest Terror Force", 11 June 2014. Página visitada em 19 de junho de 2014.
  149. McCoy, Terrence. "ISIS just stole $425 million, Iraqi governor says, and became the 'world's richest terrorist group'", The Washington Post, 12 de junho de 2014. Página visitada em 18 de junho de 2014.
  150. "Financing Jihad: Why ISIS Is a Lot Richer Than Al-Qaeda", Bloomberg News, 26 de junho de 2014. Página visitada em 19 July 2014.
  151. Mariam Karouny. "In northeast Syria, Islamic State builds a government", 4 de setembro de 2014.
  152. a b Scott Bronstein. "Self-funded and deep-rooted: How ISIS makes its millions", CNN, 7 de outubr de 2014.
  153. Karen Leigh. "ISIS Makes Up To $3 Million a Day Selling Oil, Say Analysts", ABC news, 2 de agosto de 2014. Página visitada em 8 de outubro de 2014.
  154. "New U.N. rights boss warns of 'house of blood' in Iraq, Syria", 8 de setembro de 2014. Página visitada em 9 de setembro de 2014.
  155. "UN 'may include' Isis on Syrian war crimes list". BBC News. 26 de julho de 2014
  156. UN accuses Islamic State group of war crimes. Acessado em 2 de outubro de 2014.
  157. Syria conflict: Islamic State 'committed war crimes' BBC News (27 de agosto de 2014). Visitado em 2 de setembro de 2014.
  158. Iraq crisis: Islamic State accused of ethnic cleansing. Acessado em 2 de outubro de 2014.
  159. "ISIL Militants Killed More Than 1000 Civilians In Recent Onslaught In recent Onslaught in Iraq: UN", RT News. Página visitada em 4 de julho de 2014.
  160. "Iraq violence: UN confirms more than 2000 killed, injured since early June", UN News Centre, 24 June 2014. Página visitada em 4 de julho de 2014.
  161. "UN warns of war crimes as ISIL allegedly executes 1,700", 15 de junho de 2014. Página visitada em 4 de julho de 2014.
  162. Spencer, Richard. "Iraq crisis: UN condemns 'war crimes' as another town falls to Isis", 16 de junho de 2014. Página visitada em 6 de julho de 2014.
  163. "Syria: ISIS Summarily Killed Civilians", Human Rights Watch, 14 June 2014. Página visitada em 5 de julho de 2014.
  164. "Syria conflict: Amnesty says ISIS killed seven children in north", BBC News, 6 de junho de 2014. Página visitada em 5 de julho de 2014.
  165. "NGO: ISIS kills 102-year-old man, family in Syria", Al Arabiya. Página visitada em 7 de julho de 2014.
  166. "Armed Children as Young as 9 Patrolling Streets of Mosul", The Clarion Project, 3 de julho de 2014. Página visitada em 9 de julho de 2014.
  167. "Surging Violence Against Women in Iraq", 27 de junho de 2014. Página visitada em 5 de julho de 2014.
  168. "Why We Must Act When Women in Iraq Document Rape", 25 de junho de 2014. Página visitada em 10 de julho de 2014.
  169. Opera Mundi: ONU: iraquianas se suicidam após serem vítimas de estupro por membros do Estado Islâmico (3 de julho de 2014). Visitado em 17 de setembro de 2014.
  170. O GloboNa vida sob o califado, histórias de estupros (11 de setembro de 2014). Visitado em 17 de setembro de 2014.
  171. Susskind, Yifat (3 de julho de 2014). Under Isis, Iraqi women again face an old nightmare: violence and repression. Visitado em 17 de julho de 2014.
  172. Mike, Giglio. "Fear Of Sexual Violence Simmers In Iraq As ISIS Advances", BuzzFeed, 27 de junho de 2014. Página visitada em 9 de julho de 2014.
  173. Ruth, Sherlock. "Hague urges unity as Iraq launches first counter-attack", The Telegraph, 26 de junho de 2014. Página visitada em 9 de julho de 2014.
  174. Williams, Martin. "Sexual jihad is a bit much", 25 de setembro de 2013. Página visitada em 7 de julho de 2014.
  175. "ISIS Is Attacking Women, And Nobody Is Talking About It", Huffington Post, 8 de setembro de 2014. Página visitada em 11 de setembro de 2014.
  176. Ahmed, Havidar. "The Yezidi Exodus, Girls Raped by ISIS Jump to their Death on Mount Shingal", Rudaw Media Network, 14 de agosto de 2014. Página visitada em 26 de agosto de 2014.
  177. a b Iraq: Isis warns women to wear full veil or face punishment. Visitado em 27 de julho de 2014.
  178. Islamic State says women in Mosul must wear full veil or be punished The Irish Times (26 de julho de 2014). Visitado em 23 de agosto de 2014.
  179. Islamic State tells Mosul shopkeepers to cover up naked mannequins Daily News.
  180. The rules in ISIS’ new state: Amputations for stealing and women to stay indoors. (12 de junho de 2014). Visitado em 2 de agosto de 2014.
  181. "ISIS bans music, imposes veil in Raqqa", Al-Monitor, 20 de janeiro de 2014. Página visitada em 13 de setembro de 2014.
  182. Convert, pay tax, or die, Islamic State warns Christians (18 de julho de 2014). Visitado em 27 de julho de 2014.
  183. "Islamists in Syrian city offer Christians safety -- at a heavy price", CNN, 28 February 2014. Página visitada em 27 de julho de 2014.
  184. Hubbard, Ben. "Life in a Jihadist Capital: Order With a Darker Side". Página visitada em 27 de julho de 2014.
  185. Iraq's heritage needs protection from Islamic State - UNESCO.
  186. a b Islamic State seeking to 'delete' entire cultures, UNESCO chief warns in Iraq The Christian Science Monitor.
  187. SYRIA: "Raqqa is Being Slaughtered Silently". Visitado em 28 de dezembro de 2014.
  188. The Plight of Mosul's Museum: Iraqi Antiquities At Risk Of Ruin NPR (9 July 2014).
  189. Christopher Dickey, "ISIS Is About to Destroy Biblical History in Iraq,", The Daily Beast, 7 de julho de 2014
  190. Extreme Wahhabism on Display in Shrine Destruction in Mosul. Visitado em 4 de outubro de 2014.
  191. Islamic State: Jihadists destroying and looting Iraqi heritage sites for artefacts, UNESCO warns ABC News.
  192. "Nimrud: Outcry as IS bulldozers attack ancient Iraq site", BBC News, 6 March 2015. Página visitada em 6 de março de 2015.
  193. Deutsche WelleEI explode ruínas assírias milenares em Hatra, Iraque (7 de março de 2015).
  194. Revista VejaEstado Islâmico arrasa patrimônio histórico de Hatra (7 de março de 2015).
  195. Al-Qaida Sanctions List United Nations. Visitado em 2 October 2014.
  196. "EU Terrorist Listing - An Overview about Listing and Delisting Procedures", Berghof Peace Support, 2010. Página visitada em 3 de novembro de 2014.
  197. "Charging Turkey for ISIS", Daily Sabah, 3 de setembro de 2014. Página visitada em 28 de setembro de 2014.
  198. "ISIS, Turkey and the US", Daily Sabah, 20 de setembro de 2014. Página visitada em 28 de setembro de 2014.
  199. List of terror groups published by United Arab Emirates.
  200. "Ya'alon Designates Islamic State as Unlawful Organization", Arutz Sheva. Página visitada em 9 de setembro de 2014.
  201. "‏إسرائيل تصنف "داعش" و" عبد الله عزام" تنظيمات "إرهابية"", 4 de setembro de 2014. Página visitada em 8 de outubro de 2014.
  202. "Israel Moves to Declare Support for ISIS Illegal as Photo of Groups Flag Appear", JP Updates, 26 de agosto de 2014. Página visitada em 12 de outubro de 2014.
  203. Malaysia designates ISIS as terrorist group, vows tough action: Report The Straits Times (25 de setembro de 2014). Visitado em 25 de setembro de 2014.
  204. Court affirms ISIS' ‘terrorist group' designation - Daily News Egypt Daily News Egypt.
  205. "Egypt brands jihadist ISIL a 'terrorist group'", Hürriyet Daily News, 30 de novembro de 2014.
  206. Banned Organisations. Visitado em 16 de dezembro de 2014.
  207. India bans IS The Hindu. Visitado em 16 de dezembro de 2014.
  208. Russia calls on all states to put Islamic State, Jabhat al-Nusra on terrorist lists Russian News Agency "TASS". Visitado em 29 de dezembro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Conteúdo relacionado com Islamic State of Iraq and the Levant no Wikimedia Commons