Estado de mal epilético

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Estado de mal epilético
Descargas de picos e ondas em um eletroencefalograma
Especialidade Medicina de urgência, neurologia
Sintomas Padrão regular de contração e extensão dos braços e pernas, movimento de uma parte do corpo, sem resposta[1]
Duração > 5 minutos[1]
Fatores de risco Epilepsia, problema subjacente no sistema nervoso central[2]
Método de diagnóstico Nível de açúcar no sangue, imagem da cabeça, testes sanguíneos, eletroencefalograma[1]
Condições semelhantes Crise psicogênica não epilética, desordens do movimento, meningite, delírio[1]
Tratamento Benzodiazepinas, fenitoína[1]
Prognóstico ~20% de óbito dentro de 30 dias[1]
Frequência 40 por 100.000 pessoas por ano[2]
Classificação e recursos externos
eMedicine 1164462
MeSH D013226
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O estado de mal epilético é um único ataque epilético com duração superior a cinco minutos, ou duas ou mais crises dentro de um período de cinco minutos sem que a pessoa volte ao normal entre elas.[1] Definições anteriores usavam um limite  de tempo de 30 minutos.[2] As convulsões podem ser do tipo tônico–clônicas, com um padrão regular de contração e extensão de braços e pernas, ou dos tipos que não envolvem contrações, tais como ausência de convulsões ou crises parciais complexas. O estado é uma emergência médica com risco de vida, particularmente se o tratamento for retardado.[1]

O estado de mal epiléptico pode ocorrer em indivíduos com histórico de epilepsia, bem como aqueles com um problema subjacente do cérebro.[2] Estes problemas cerebrais subjacentes podem incluir trauma, infecções, ou derrames entre outros.[2] O diagnóstico, muitas vezes, envolve verificar o nível de açúcar no sangue, a imagem da cabeça, uma série de exames de sangue, e um eletroencefalograma. Crises psicogênicas não epiléticas podem se apresentar da mesma forma. Outras condições que também podem aparecer incluem a baixa de açúcar no sangue, perturbações do movimento, meningite, e o delírio, entre outras.[1]

As medicações benzodiazepinas são as preferidas para tratamento inicial, após a qual, normalmente, é utilizada a fenitoína.[1] Os benzodiazepínicos possíveis incluem lorazepam intravenoso bem como injeções intramusculares de midazolam.[3] Diversos outros medicamentos podem ser usados se estes não forem eficazes, tais como o ácido valpróico, fenobarbital, propofol, ou cetamina. A intubação pode ser necessária para ajudar a manter as vias respiratórias da pessoa. Entre 10% e 30% das pessoas que tem o estado de mal epiléptico podem morrer dentro de 30 dias.[1] A causa subjacente, a idade da pessoa, e a duração do ataque são fatores importantes no resultado. O estado de mal epiléptico ocorre em até 40 por 100.000 pessoas por ano.[2] Estima-se que seja 1% das causas da ida a uma emergência médica.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l Al-Mufti, F; Claassen, J (Outubro de 2014). «Neurocritical Care: Status Epilepticus Review.». Critical Care Clinics. 30 (4): 751–764. PMID 25257739. doi:10.1016/j.ccc.2014.06.006 
  2. a b c d e f Trinka, E; Höfler, J; Zerbs, A (Dezembro de 2012). «Causes of status epilepticus.». Epilepsia. 53 Suppl 4: 127–38. PMID 22946730. doi:10.1111/j.1528-1167.2012.03622.x 
  3. Prasad, M; Krishnan, PR; Sequeira, R; Al-Roomi, K (10 de setembro de 2014). «Anticonvulsant therapy for status epilepticus.». The Cochrane Database of Systematic Reviews. 9: CD003723. PMID 25207925. doi:10.1002/14651858.CD003723.pub3