Estado do Grão-Pará e Rio Negro

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Estado do Grão-Pará e Rio Negro

Estado colonial Português

Flag of Portugal (1750).svg
1772 – 1775 Flag of Portugal (1750).svg

Bandeira de Grão-Pará

Bandeira do Reino de Portugal

Continente América do Sul
País Reino de Portugal
Capital Santa Maria de Belém do Grão-Pará
Língua oficial Português
Outros idiomas Língua Geral Brasileira, Dialetos Indígenas, Dialetos Africanos
Religião Católica
Governo Monarquia
Rei
 • 1772-1775 José I de Portugal
História
 • 1621 Estado do Maranhão e Grão-Pará
 • 1772 Fundação
 • 1808 de 1775 Dissolução

O Estado do Grão-Pará e Rio Negro foi uma unidade administrativa criada em 1772 por Marquês de Pombal, no Norte da América portuguesa, a partir da cisão do Estado do Grão-Pará e Maranhão. A outra unidade criada foi o Estado do Maranhão e Piauí.

O Estado do Grão-Pará e Rio Negro compreendia as capitanias do Pará e do Rio Negro[1], tendo existido até 1823 quando o Grão-Pará foi anexado autoritariamente ao Império do Brasil, deixando de ser um estado colonial autônomo para se tornar uma província brasileira. A capitania do Rio Negro foi rebaixada a condição de comarca intitulada Alto-Amazonas com a primeira constituição promulgada por Pedro I.

Alguns estudos afirmam ainda que a unidade seria um "pseudo-estado" (assim como Estado do Maranhão e Piauí), estando reintegrada à antiga repartição do Estado do Brasil, e não subordinada diretamente a Portugal.[2]. Entretanto, o Estado do Grão-Pará permanece como uma colônia autônoma portuguesa na prática até 1823, quando foi anexado autoritariamente pelo Império do Brasil recém fundado[3]. A historiografia contemporânea da Amazônia tem reiterado a desconexão entre Brasil e o Grão-Pará mesmo após a fuga da família real para o Rio de Janeiro em 1808 e após a fundação do Reino Unido do Brasil, permanecendo Belém vinculada diretamente a Lisboa e praticamente desligada em vários aspectos da capital fluminense[4].

Note-se que, em 1821 parte da elite política e intelectual do Grão-Pará apoiaria à Revolução liberal do Porto, com vistas a superação do regime absolutista luso-brasileiro.[5] A região, portanto, só iria ser conquistada pelo Império do Brasil em 1823.[6]

Referências

  1. «Pará também nasceu de uma divisão». NoTapajós [ligação inativa]
  2. dos Santos, Fabiano Vilaça. «O governo das conquistas do norte: trajetórias administrativas no Estado do Grão-Pará e Maranhão (1751-1780)». Catálogo USP 
  3. PINHEIRO, Luís Balkar Sá Peixoto (2000). «De vice-reino à Província: tensões regionalistas no Grão-Pará no contexto da emancipação política brasileira». Revista Somanlu 
  4. RICCI, Magda (2010). «Pátria minha: portugueses e brasileiros no Grão-Pará (1808-1840)». Entre Mares: o Brasil dos Portugueses 
  5. Di Paolo, Pasquale (1985). Cabanagem: a revolução popular da Amazônia. Belém: Conselho Estadual de Cultura, 
  6. Ferreira, Sylvio Mario Puga. Federalismo, economia exportadora e representação politica: o Amazonas na Republica Velha (1889-1914). Campinas, SP : Instituto de Economia, Universidade Estadual de Campinas, 2005, p. 19. Tese de Doutorado em Ciências Econômicas.
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