Ester Sabino

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Ester Cerdeira Sabino
Conhecido(a) por sequenciamento genético do novo coronavírus
Nascimento 1960 (62 anos)
São Paulo, São Paulo, Brasil
Residência Brasil
Nacionalidade brasileira
Alma mater Universidade de São Paulo
Orientador(es)(as) Antonio Walter Ferreira
Instituições Universidade de São Paulo
Campo(s) virologia e doenças negligenciadas
Tese Comparação entre a população do vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1) presente no plasma, células mononucleares do sangue e após co-cultivo in vitro. (1994)

Ester Cerdeira Sabino (São Paulo, 1960) é uma imunologista, pesquisadora e professora universitária brasileira. Tornou-se conhecida devido ao sequenciamento do genoma do novo coronavírus.[1]

Percurso[editar | editar código-fonte]

É professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo,[2] e pesquisadora do Laboratório de Parasitologia Médica.[3] Formada em medicina pela Universidade de São Paulo em 1984, defendeu doutorado em imunologia em 1994, sob a orientação de Antonio Walter Ferreira.[4]

Dentre os trabalhos com pesquisa, destaca-se em segurança transfusional, vírus da imunodeficiência humana, doença de Chagas, arboviroses e anemia falciforme

Em 6 de março de 2020, foi homenageada com uma personagem pela produção Mauricio de Souza por seu trabalho em sequenciar o genoma do novo coronavírus.[5]

COVID-19[editar | editar código-fonte]

O grupo de pesquisadoras brasileiras, que inclui Sabino, conseguiu sequenciar em quarenta e oito horas, o que pesquisadores de outros países levam em média quinze dias para obter o mesmo resultado.[6]

O sequenciamento descoberto é fundamental para conhecer o genoma e a diversidade do vírus, sendo importante tanto para o diagnóstico como para a formulação de vacinas e de respostas ao medicamento diante das mutações, segundo Ester. A pesquisadora ainda aponta que, em momentos críticos, quanto mais rápida a descoberta, mais fácil fica a vigilância e o trabalho de dar resposta à epidemia.[2][4]

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

Em 2021, foi criado, em sua homenagem, o Prêmio Ester Sabino para Mulheres Cientistas do Estado de São Paulo pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Academia de Ciências do Estado de São Paulo. [7]

Referências

  1. «Quem são as brasileiras que sequenciaram o genoma do novo coronavírus». G1. Globo.com 
  2. a b «Por trás da descoberta do genoma do coronavírus, mulheres atuam em defesa da ciência». Rede Brasil Atual. Consultado em 8 de março de 2020 
  3. «Instituto de Medicina Tropical (IMT) Completa 60 Anos com Apoio dos Laboratórios de Investigação Médica (LIMs)». Usp 
  4. a b Carlos Fioravanti (ed.). «Ester Cerdeira Sabino: Na cola do coronavírus». Revista Pesquisa FAPESP. Consultado em 12 de março de 2020 
  5. «Mauricio de Sousa homenageia pesquisadoras brasileiras do coronavírus». A Gazeta. Consultado em 8 de março de 2020 
  6. Bruna Souza Cruz, ed. (5 de março de 2020). «Nova tecnologia e experiência com zika levaram a genoma do coronavírus». Consultado em 12 de março de 2020 
  7. «Secretaria de Desenvolvimento cria prêmio em homenagem à professora Ester Sabino». Jornal da USP. 15 de março de 2021. Consultado em 9 de outubro de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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