Esteviosídeo

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Esteviosídeo cujas propriedades açucaradas provêm de glicosídeos de esteviol, extraídos das folhas da planta Stevia rebaudiana Bertoni, trata-se de um edulcorante de origem natural com 40 a 300 vezes o poder adoçante da sacarose ou açúcar comum[1], não sintético, ao contrário do ácido clicâmico, o aspartame ou a sacarina[2]. Tem sabor agradável e não apresenta gosto residual.

É um diterpeno da classe dos cauranos, o qual possui três moléculas de glicose ligadas à sua, sendo duas à hidroxila do carbono-13 e uma à carboxila do carbono-19[3].

Na sua forma natural, o esteviosídeo é um pó branco, sendo apresentado nesta forma ou na forma líquida (diluída). Algumas empresas já estão disponibilizando produtos como achocolatados, condimentos e gelatinas.

Desde 1970 o esteviosídeo é utilizado no Japão como agente edulcorante (adoçante) em alimentos e bebidas. No Brasil, desde 1987 é utilizado como adoçante e, nos Estados Unidos, a partir de 1995 como ingrediente para suplemento dietético.[4]. No entretanto, em 2012, numa situação que já acontecia em França, devido à segurança encontrada no seu uso alimentar, foi igualmente autorizada a sua aplicação e utilização em toda a União Europeia, sobe o código E960, com algumas recomendações de normal moderação[5].

Referências

  1. 1,0 g de esteviosídeo possui aproximadamente 3,8 kcal e adoça o equivalente a duas colheres de sopa de açúcar comum (sacarose).
  2. Adoçante Stevia: seguro, mas com moderação, , Deco Proteste, 16 Maio 2012
  3. Samuelsson, G.; Bohlin, L. Drugs of Natural Origin: A Treatise of Pharmacognosy. 6th ed., Stockholm, Swedish Pharmaceutical Press, 2010. ISBN 1439838577; ISBN 978-1439838570
  4. http://www.stevita.com.br/stevia.php?host=ali
  5. Adoçante Stevia: seguro, mas com moderação, , Deco Proteste, 16 Maio 2012