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Esther Lederberg

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Esther Lederberg
NascimentoEsther Miriam Zimmer Lederberg
18 de dezembro de 1922
Bronx
Morte11 de novembro de 2006
Stanford
CidadaniaEstados Unidos
CônjugeJoshua Lederberg
Alma mater
Ocupaçãogeneticista
Empregador(a)Jardim Botânico de Nova Iorque, Instituto Carnegie, Universidade de Wisconsin–Madison
Causa da morteinsuficiência cardíaca

Esther Miriam Lederberg (Bronx, Nova Iorque, 18 de dezembro de 1922Stanford, Califórnia, 11 de novembro de 2006) foi uma microbiologista e geneticista estadunidense.

Nascida Esther Miriam Zimmer, filha de emigrantes austro-húngaros. Em dezembro de 1946 se casou com seu colega Joshua Lederberg. O casal separou-se depois de 20 anos de casamento. Em 1993 se casou com o engenheiro Matthew Simon. Morreu em 2006 em Stanford de pneumonia associada com insuficiência cardíaca.

Conhecida como pioneira da genética de bactérias, formada pela Hunter College em bioquímica, onde estudou botânica, zoologia, embriologia e micologia, além de obter seu mestrado em 1946 pela Universidade de Stanford, onde trabalhou como colaboradora do trabalho que auxiliou Beadle e Tatum a ganharem o Prêmio Nobel de medicina ou fisiologia em 1958. Seu doutorado foi obtido em 1950 pela Universidade de Wisconsin.

Depois de se divorciar em 1966, ela tomou a iniciativa de criar um grupo de apoio voltado para mulheres divorciadas na Universidade de Stanford. Antes disso, já havia demonstrado grande envolvimento com atividades culturais, tendo fundado a Orquestra de Flautas Doces da Península Média.

Carreira científica

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Lederberg descobriu em 1950 o fago λ.[1] Juntamente com seu marido Joshua Lederberg descobriu a transferência de genes entre bactérias através de transdução específica e desenvolveu com ele a técnica de carimbo em microbiologia.[2] Também participou significativamente na descoberta do fator de fertilidade.[3]

Esther criou uma técnica conhecida como placa réplica (Replica plating) para estudar mutações em bactérias, facilitando e acelerando a pesquisa sobre a resistência bacteriana aos antibióticos. O método utilizava a base de uma placa de Petri, permitindo a transferência das bactérias de cada colônia para a mesma posição em outra placa, preservando sua organização original.

Referências

  1. Walt Nakonechny: Invisible Esther: The 'other' Lederberg jax.org
  2. Jane J. Lee: 6 Women Scientists Who Were Snubbed Due to Sexism. In: National Geographic de 19 de maio de 2013.
  3. Lederberg, J., Cavalli, L. L., and Lederberg, E. M., Nov. 1952, "Sex compatibility in Escherichia coli", Genetics 37(6):720-730

Bibliografia

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Ligações externas

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