Estrada de Ferro Campos do Jordão

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Estrada de Ferro Campos do Jordão
Estrada de Ferro Campos do Jordão, em Santo Antonio do Pinhal.JPG
EFCJ em Santo Antônio do Pinhal. Pode-se notar no canto direito o prédio da subestação construída em 1927.
Abreviações EFCJ
Área de operação São Paulo
Tempo de operação 1914–Presente
Antecessora -
Sucessora -
Bitola 1,000 mm - 47 km
Sede Pindamonhangaba, Brasil

A Estrada de Ferro Campos do Jordão é uma estrada de ferro eletrificada no estado de São Paulo que liga as cidades de Pindamonhangaba a Campos do Jordão e hoje é utilizada somente para transporte de passageiros, essencialmente em passeios turísticos. É de propriedade do governo do Estado de São Paulo, sendo administrada pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

História[editar | editar código-fonte]

A Estrada de Ferro Campos do Jordão foi idealizada pelos médicos sanitaristas Emílio Marcondes Ribas e Victor Godinho com o objetivo de facilitar aos seus pacientes um acesso mais rápido e confortável a Campos do Jordão, por ser uma vila no alto da Serra da Mantiqueira, com clima da montanha ideal para as pessoas tratarem-se da tuberculose.

A estrada ligaria Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba a Campos do Jordão e teve sua construção iniciada oficialmente em 1910 através da Lei nº 1.221, de 28 de novembro, assinada pelo Presidente do Estado de São Paulo na época, Sr. Manuel Joaquim de Albuquerque Lins. A mesma foi inaugurada oficialmente em 15.11.1914.

Em 1924 toda a estrada foi eletrificada pela English Electric, e passou a operar somente com automotrizes elétricas.

A estrada cumpriu por vários anos os objetivos que motivaram a sua construção, proporcionando acesso aos sanatórios de Campos do Jordão e escoando a produção agrícola da serra. Em 1970, com incremento do turismo, considerando suas características e a beleza natural do Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira, passou a ser utilizada, quase que unicamente para passeios turísticos, sendo subordinada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo.

Dados técnicos[editar | editar código-fonte]

EF Campos do Jordão
Head station
km 0,0 - Pindamonhamgaba
Station on track
Pindamonhamgaba Subúrbios
Stop on track
6 - Mombaça
Stop on track
8 - Cerâmica
Stop on track
10 - São Miguel
Stop on track
11 - Agente Hely
Stop on track
12 - São Judas Tadeu
Station on track
13 - Expedicionários
Stop on track
17 - Pq. das Águas Claras
Stop on track
18 - Vovó Laurinda
Stop on track
19 - Quilômetro 19
Station on track
20 - Piracuama
Station on track
28 - Eugênio Lefevre
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30 - Pagé
Stop on track
31 - Renópolis
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35 - Tanaka
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36 - Gavião Gonzaga
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37 - Cacique
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? - Toriba
Stop on track
38 - São Cristóvão
Stop on track
40 - Sanatórios
Stop on track
41 - Fracalanza
Station on track
42,8- Campos do Jordão
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? - Damas
Station on track
47- Capivari
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?? Emílio Ribas

A Estrada de Ferro Campos do Jordão opera no sistema de simples aderência roda-trilho nos trechos de serra, mantendo uma velocidade média de 32 km em nível e cerca de 16 Km/h nos trechos de serra, sendo eletrificada nos seus 47 Quilômetros.

A eletrificação se dá por sistema de catenária (linha suspensa de contato que fornece energia ao trem) a 1500 Volts DC com uma única subestação na estação de Santo Antônio do Pinhal alimentando toda a ferrovia. As automotrizes pesam 23 toneladas com 230 HP de potência, podendo carregar em média 40 passageiros.

Entre as estações de Piracuama e a Parada Cacique, que é o ponto ferroviário mais alto do Brasil (o também chamado Alto do Lageado), a distância é de apenas 16 km, mas a diferença de nível entre os dois pontos é de 1339 m, vencida por simples aderência mesmo apresentando rampas de aproximadamente 11% (uma rampa de 11% significa que a cada 100 metros de percurso o trem sobe 11 metros de altitude). As ferrovias comerciais apresentam rampas de no máximo 3,5 a 4% (conseguindo transpor trechos de serra através de obras de artes como túneis e viaduto), sendo que ferrovias modernas não costumam exceder 1,5% em trechos não montanhosos e tolerando em torno de 2,5% em trechos de serra. As demais ferrovias que apresentam rampas tão acentuadas (11% ou mais) usam de cremalheira (terceiro trilho dentado) ou funicular para não patinar, mas esta ferrovia não utiliza nenhum destes recursos para subir a Serra da Mantiqueira, o que a torna única não somente no Brasil, mas também no mundo inteiro.

Material Rodante[editar | editar código-fonte]

Material Rodante da EFCJ

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. «Agente Hely -- Estações Ferroviárias do Estado de São Paulo». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 7 de abril de 2019