Estrada de Ferro do Norte

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Estrada de Ferro do Norte
Antiga Estação do Norte.jpg
Estação do Norte da antiga E.F. do Norte no Brás, em 1914.
Abreviações EFN
Área de operação Estado de São Paulo
Tempo de operação 18691896
Sucessora Estrada de Ferro Central do Brasil
Bitola 1,000 m
Sede São Paulo, Brasil

A Estrada de Ferro do Norte, também chamada de Estrada de Ferro São Paulo e Rio de Janeiro, foi uma ferrovia paulista em bitola métrica, construída pela Companhia São Paulo e Rio de Janeiro, ligando a Estação do Norte (construída ao lado da Estação Brás da São Paulo Railway em São Paulo), até a Estação Cachoeira, em Cachoeira Paulista, onde em 1877, se encontrou com a Estrada de Ferro D. Pedro II. Esta ferrovia permitiria o escoamento da produção cafeeira das fazendas do Vale do Paraíba para o porto de Santos, através da SPR, ou para o Rio de Janeiro, através da E.F. D. Pedro II. Em 1896, o trecho com com 231 km de extensão da E. F. do Norte foi incorporado pela Estrada de Ferro D. Pedro II, com o propósito de alargar a bitola e unificar as duas linhas, no que passaria a ser chamado de Ramal de São Paulo[1].

História[editar | editar código-fonte]

Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a Companhia São Paulo e Rio de Janeiro para a construção da Estrada de Ferro do Norte (ou Estrada de Ferro de São Paulo e Rio de Janeiro), que ligaria os trilhos da São Paulo Railway-(SPR) em São Paulo, a Estrada de Ferro D. Pedro II, no povoado Santo Antônio da Cachoeira, que seguia para o Rio de Janeiro. Na época, foi escolhida a bitola métrica para esta ferrovia por sua implantação ser mais barata.

Em 1875, foi inaugurado o primeiro trecho saindo da Estação do Norte, ao lado da Estação Brás da São Paulo Railway, até a Penha. Seguiu por Mogi das Cruzes e Guararema até atingir o Vale do Paraíba, em 1876. A partir de Jacareí, seguiu pela margem esquerda do Rio Paraíba do Sul, passando por São José dos Campos, Taubaté, Pindamonhangaba e Guaratinguetá. Em 12/05/1877, chegou até o Porto de Cachoeira, onde encontrou-se com a Estrada de Ferro Dom Pedro II, na estação do povoado Santo Antônio da Cachoeira, (atual Cachoeira Paulista)[2].

A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8 de julho de 1877, com festas. Porém, tanto a São Paulo Railway, quanto a Estrada de Ferro D. Pedro II utilizavam bitola larga (1,60m), o que exigia baldeação de composições para poder seguir até Santos ou até o Rio de Janeiro.

A Estrada de Ferro Dom Pedro II, que pertencia ao Governo Imperial, tinha a Estação Ferroviária de Cachoeira Paulista, inaugurada em 1875, como ponto final do ramal que vinha do Rio de Janeiro, partindo do tronco em Barra do Piraí e atingindo Cachoeira no terminal navegável do Rio Paraíba do Sul[3].

Em 1889, com a queda do Império, a Estrada de Ferro Dom Pedro II passou a se chamar Estrada de Ferro Central do Brasil. Na década de 1890, o alto custo das baldeações fez com que em 1896, a E. F. Central do Brasil comprasse e incorporasse a já falida E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as duas linhas no chamado Ramal de São Paulo. O primeiro trecho entre Cachoeira e Taubaté ficou pronto em 1901 e o trecho todo em 1908.

A cidade de Aparecida até hoje é popularmente chamada Aparecida do Norte, em razão da construção da E.F. do Norte, já que a ferrovia que levava os romeiros ao santuário de Nossa Senhora de Aparecida era a "do Norte"[4].

Ver também[editar | editar código-fonte]